segunda-feira, 7 de outubro de 2019

COM AZUL, FORT LAUDERDALE E PARQUES DA FLÓRIDA FICAM MAIS PERTO DE MINAS



Está confirmado mais um voo internacional partindo do Aeroporto de BH/Confins para a cidade de Fort Lauderdale, no sul da Flórida, a 65 km de Miami - operado pela Azul Linhas Aéreas com o Airbus A330-200 com 278 poltronas,divididas entre econômica e classe executiva. O sistema de reservas da empresa não confirma, por enquanto, a possibilidade de que a nova rota seja operada com o novíssimo Airbus A330-900 Neo para 295 passageiros. 

A primeira  decolagem será no dia 16 de dezembro, segunda--feira. Como número AD-8732, o jato parte às 13h30 de BH/Confins, pousando na cidade da Flórida às 20h30 locais, uma hora a menos em relação a Belo Horizonte. Por enquanto, serão ligações semanais, às segundas, quartas e sextas-feiras. O voo de retorno, AD-8733, sai de Fort Lauderdale às 22h, tendo pouso previsto em Confins às 8h30 da manhã seguinte. As reservas já podem ser feitas no sistema da Azul pelo fone 4003-1118. Para os clientes do programa Tudo Azul, em suas várias categorias, o número é diferente: 4003-1182. 

O aeroporto de Fort Lauderdale receberá os turistas mineiros

Fort Lauderdale (sigla aérea FLL), a Veneza das Américas, famosa pelos hotéis de luxo,  seu alto poder aquisitivo e pelos  canais marítimos navegáveis, se torna assim a nova porta de entrada nos Estados Unidos para as tradicionais excursões de famílias em férias, atraídas pelos parques de Orlando, na Flórida Central: Disney World, Hollywood Studios, Epcot Center e Reino dos Animais. Outros parques famosos, que atraem mais de 60 milhões de visitantes por ano,com ingressos caríssimos,são os Estúdios da Universal, Ilhas da Aventura, Wet'n Wild, Sea World, e as montanhas russas radicais de Busch Gardens em Tampa. A roda gigante Orlando Eye é uma das atrações anexadas em anos recentes a este complexo de diversão, a maior mina de dinheiro  nos EUA. Os turistas brasileiros são reconhecidos aqui como os que gastam mais.Depois deles, os japoneses e chineses.

         UM VERDADEIRO PARAÍSO DAS COMPRAS
 


Perto de Fort Lauderdale, na região de Sunrise, está o Sawgrass Mills, um dos maiores shoppings da Flórida, que já passou por várias ampliações. Orlando é famosa pelos seus Outlets da rede Simon,tendo também o Florida Mall e o Mall at Millenia. São 250 km entre Fort Lauderdale e Orlando, com duas opções de acesso: pela Turnpike, pagando pedágios que podem ser  incluídos no programa de aluguel de carros (Hertz, National, Alamo, Dollar, Enterprise, Avis, Budget e outras locadoras), ou pela Interstate I-95, sem pedágio a não ser algumas cobranças eventuais perto de aeroportos. A rodovia é moderníssima, com 4 faixas em cada sentido, e uma impressionante rede de viadutos de acesso. Velocidade máxima de 65 milhas por hora, cerca de 110 km/h. A partir de 70 milhas, é multa na certa, com  todo aquele constrangimento de burlar a lei.

Na direção South, estão Miami e uma série de cidades interligadas, como Aventura, North Miami, Hialeah, Kendall, Coral Gables, Dania, Miami Shores, Miami Downtown, Miami Beach, Sunny Isles, etc. Seguindo no rumo sul, passando  pelo centro de Miami (Downtown)  depois a I-95 S assume a rodovia US-1 South, só com 2 pistas em cada sentido, e velocidade menor (55 milhas), tomando  a  direção de Homestead (autódromo de F-Indy e base aérea  da USAF), Key Largo, Marathon, a famosa Seven Mile Bridge (ponte de 12 km  tão alta que permite passagem de grandes navios) até chegar a Key West, a cidade mais ao sul dos EUA, a 90 milhas maritimas de Cuba. Nesta cidade de Ernest Hemingway fica o Southernmost Point, o marco do extremo sul dos EUA. A rodovia US-1 North começa aqui e vai até Boston.

Na direção norte, a I-95 North liga Fort Lauderdale a Pompano Beach, Boca Raton, West Palm Beach (reduto de tenistas  e golfistas milionários aposentados), Delray Beach, Vero Beach e uma série de cidades à beira-mar, enquanto a Turnpike segue pelo interior do Estado, em estradas muito planas, rodeadas de florestas de pinheiros e antigas fazendas de gado e laranjais. Há grande quantidade de lagos - o mais belo deles é o Okeechobbee. Importante lembrar que o desenvolvimento da região de Orlando,onde foi implantada a Disney World, começou no início dos anos 60. Aconteceu uma explosão de desenvolvimento com espantosa criatividade por aqui.  Bilhões de dólares foram investidos para se criar um Reino da Fantasia.

Na região de Boca Raton o que não falta é opção de lazer

Imagine tudo isso à sua disposição: mais de 100 mil apartamentos para alugar por dia; restaurantes e cafeterias de todos tipos (Arby's, Pizzeria Uno, Red Lobster, Charlie's, Pizza Hut etc); grandes lojas de departamento,como Macy', Saks Fifth Avenue, Target, Best Buy, Jordan Marsh, Neiman Marcus, Tommy Hilfiger, Marshall's, Nike, Adidas, Puma, Reebok etc; e algumas das maiores marcas mundiais, como Rolex, Louis Vuitton,  Prada,  Dior, Versace, Ermenegildo Zegna, Valentino, Tag Heuer,  Polo Ralph Lauren, Tissot, Bulgari etc.
 
     MUITO CUIDADO AO DIRIGIR NA FLÓRIDA 

Não se ouve buzina na Flórida - nem nas cidades, por maiores e movimentadas que sejam,  e muito menos nas rodovias. As placas de sinalização, em azul e/ou  verde, estão sempre visíveis e bem cuidadas. Há postos de assistência,com telefone, para comunicar acidentes - mas os sedans brancos da polícia vão chegar de repente, como se brotassem do chão.

Imagine você rodando por estradas moderníssimas, impecáveis, sem quebra molas, sem um buraco no asfalto, rodeadas de gramados e verde nos dois lados - e você ao volante de carros de luxo Oldsmobile, Lincoln, Mercury Marquis, Ford Granada,  Pontiac, Mustang, Dodge, Chrysler - e, dependendo de sua conta bancária, pode ser até uma Ferrari conversível, Lamborghini, Maseratti, Porsche 911, BMW, McLaren,  Audi etc. Estar em Orlando é sonhar acordado - daí o cuidado necessário para não pisar na bola..

As estradas são um capítulo à parte, porque são vigiadas por uma rede de radares (quase sempre ocultos em árvores) 24 horas por dia, 365 dias por ano. Cuidado, portanto, com os limites de velocidade, pois as multas são exorbitantes. Os policiais em serviço são rigorosos - e grosseiros e com cara de mau ,quase sempre. Um toco de cigarro atirado na estrada resulta numa multa de 500 dólares, mais de R$ 2 mil. Aqui não existe a lei do Gérson, levando vantagem em tudo, ou a política do jeitinho.

O turista que tentar subornar o guarda vai preso e algemado para a delegacia, e terá de pagar uma fiança altíssima. Então, todo cuidado é pouco. Não deixe suas férias se transformarem num inferno.
 
 
Hélio Fraga- 07/10/2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

DEPOIS DA COSTA DO SOL E ANDALUZIA, O ESPERADO REENCONTRO NA BELA LISBOA










A luminosa e resplandescente  Lisboa me espera, e estou morrendo de saudade. Pois ela, majestosa e acolhedora, cheia de encanto e beleza, não desconfia da tremenda falta  que ela me faz. Acostumado a visitá-la ao menos duas vezes por ano, em maio e setembro, desde que começaram em 2008 os voos diretos da TAP Portugal entre Lisboa e o Aeroporto de BH/Confins, tive de interromper essas viagens em meados do 2017, em razão de duas cirurgias,uma no Hospital Madre Tereza (aneurisma da aorta) e a outra mais recente no Hospital Mater Dei Contorno (cirurgia de intestino), que o programa Cemig Saúde reserva para mim sempre que necessário, e com a competência e cuidados habituais.



Para sorte nossa, e numa feliz coincidência, está confirmada a presença de um novíssimo A339, símbolo do Airbus A330-900 Neo de última geração da TAP Portugal, levando 298 passageiros, numa viagem de 8h30, até a capital portuguesa, voo TP-104, com decolagem de BH/Confins às 17h desta próxima quinta, dia 26. Estarei passando por Lisboa na manhã de sexta-feira, dia 27,a caminho de Málaga,na Espanha, que é a porta de entrada de nossa excursão de 14 dias pela Costa do Sol e Andaluzia. O trecho será feito por um ATR 72/600 da Portugália, para 70 passageiros, voo TP-1134, decolando às 7h45 e pousando às 10h20 locais, 1 hora a mais na Espanha.

Este  programa foi organizado pela Alpino Trismo,  agência de Márcio Ramos e Madeleine para  um grupo de aposentados da Cemig, com serviços da Fred Tour (de Frederico Bauer, ex-Alitália) e operados pela Mapa Plus. Com hotéis de 4 e 5 estrelas, e uma refeição por dia no pacote Plus, além de dois espetáculos de dança flamenca com ceia, o grupo vai conhecer ou rever a Costa do Sol, Ronda, Medina Sidonia, Jerez de La Frontera, Cádiz, o histórico  Porto de Santa Maria, Sevilha, Córdoba, Granada, Valencia, Barcelona, Zaragoza  e Madrid. Passagens da TAP custando mais de R$ 5 mil por pessoa, e parte terrestre a partir de 2.150 euros por casal, financiados em 8 vezes no cartão. O grupo tem 11 casais, mais oito duplas de senhoras que sempre viajam juntas, quase sempre viúvas.


Terminado  o giro pela Andaluzia,visitando basílicas, mesquitas deixadas pelos árabes, palácios, construções históricas que são patrimônios da Humanidade - como a Torre La Giralda, em Sevilha, e praças de touros como a de Málaga - além de uma passagem pela famosa adega de Tio Pepe, e conhecendo casas de shows e danças folclóricas espanholas,  aí o grupo embarca em Madrid na manhã de 9 de outubro, tomando o voo TP-1023, num Airbus A-319, às 7h20 da manhã e pousando em Lisboa às 7h40, com  ganho de 1 hora no fuso horário,  e fazendo a conexão para o voo TP-103, às 10h, novamente no excepcional Airbus A330-900 Neo, com destino ao Aeroporto de BH/Confins, com pouso previsto para 15h30, hora nossa.



Meu destino será diferente: despedida dos colegas na chegada a Lisboa,  tomar um táxi para o Hotel Mundial, onde temos reserva de um apartamento duplo no 9º andar,  com sacada e  vista geral para a Praça Martim Moniz, e vista do Castelo de São Jorge no alto da montanha  à nossa direita. Lisboa nos espera e vamos nos esbaldar. Com certeza, Bernardo Mesquita vem do Porto para nos encontrar, e participar de reunião da cúpula da rede  hoteleira Vila Galé. O velho amigo Nuno Sardinha, dos Cassinos do Estoril e Lisboa (este no Parque das Nações) vai nos encontrar com sua esposa Beatriz. Havendo condição, um casal amigo deve vir de Funchal,  capital da Ilha da Madeira: Isidro Pita e Jacinta, do Hotel Vila Galé Santa Cruz. Eles têm 3 filhos, e as duas moças são encantadoras. A família é muito envolvida com o turismo, e Isidro já nos acompanhou (um guia competentíssimo) em três visitas à Madeira, a ilha da minha paixão

E minhas queridas amigas, as três Marias da loja Mundo das Malhas, estarão nos esperando para o reencontro tão aguardado por nós. Elas se chamam Maria Helena, Maria Fernanda e Maria Elizabete. O dono da loja é Carlos Augusto, brasileiro de Niterói radicado em Portugal há vários anos. As três são nossas amigas fiéis há mais de 15 anos. Conhecem a história do Menino Valente e tudo que aconteceu na nossa vida. Acompanham por fotos o crescimento dos netinhos. São como a nossa família em Lisboa.
                  UMA CASA PORTUGUESA, COM CERTEZA

Nos tão distantes anos 50, quando a maioria de meus leitores nem era nascida, eu já amava Portugal de longe. Era um rapaz de 15 anos,  cheio de sonhos na cabeça, e o rádio era uma das escassas formas de comunicação com o mundo. Havia três rádios muito fortes em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, no Sudeste brasileiro: rádios Mineira, Guarani e Inconfidência. Nem existia ainda a Rádio Itatiaia, que através dos anos se tornou um império de qualidade, poder e prestígio. Nas rádios antigas, fazia sucesso uma música da cantora lusitana Esther de Abreu: Uma Casa Portuguesa, com certeza,

Dizia assim: -"Numa casa portuguesa fica bem / pão e vinho sobre a mesa /e se à porta humildemente bate alguém /senta-se à mesa com a gente. / Fica bem esta franqueza, fica bem /que o pobre nunca desmente  / pois a alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente. / Quatro paredes caiadas, um cheirinho de alecrim/ um cacho de uvas douradas,quatro rosas num jardim;/ /um São  José de azulejos sob um sol de primavera; / uma promessa de beijos, dois braços à minha espera; /é uma casa portuguesa,com certeza /com certeza é uma casa portuguesa". Eu cantarolava isso enquanto trabalhava como balconista no armazém de meu pai, na Rua Platina com Monasita (hoje Dr. Gordiano), na divisa entre Prado e Calafate.

As sucessivas notas 10 em Português, Geografia e História, e suadas notas 4 em Matemática, Física e Química, no Colégio Santo Agostinho (de padres espanhóis) talvez indicassem um possível jornalista anos adiante, antes de fazer o vestibular em Direito da UFMG  já nos anos 60. Antes de conhecer o mar e as praias do Rio, eu já me imaginava em Lisboa e outros recantos de Portugal, como Fátima, Óbidos, Nazaré e Batalha. E hoje, depois de completar 97 países visitados, confesso essa paixão viva  por Portugal em primeiro lugar, e a Itália em segundo, por ter me casado com uma filha de italianos, cujo sangue corre nas veias de meus 4 netos.

Não estou fazendo História, mas contando pedaços de uma vida já longa, com a graça de Deus - eu que imaginava morrer aos 50 anos, numa Redação de jornal, em frente a uma máquina de escrever Remington, como aconteceu com colegas meus - Felipe Drummond, Wander Moreira, Alberto Cunha, Waldir Lau e outros, já nos anos 60 e 70. Jornalismo, quando vivido intensamente, sem pensar em horas extras ou compensação  financeira (ganhei sempre salário de fome) mata rápido e traiçoeiramente, na tocaia dos derrames, infartos e AVCs.   

Aqui estou eu, aos 82 anos, não tão lépido e fagueiro como esperava, mas agora bem de saúde (finalmente!) e tremendamente beneficiado pelo bom Deus, que me deu esses anos extras através do marcapasso, para curtir bem os netinhos e levá-los a passear.

                       PESQUISANDO OS  HOTÉIS  DE LISBOA
 

Em Lisboa, minha casa portuguesa com certeza  se chama Hotel Mundial há mais de 20 anos, na Praça Martim Moniz 2, em pleno centro histórico. Mas cheguei a ele após longa pesquisa. São mais de 30 viagens, sendo duas pela Varig, a convite, e as demais pela antiga Transportes Aéreos Portugueses, quase sempre pagando (tenho mais de 220 mil milhas). Sou do tempo dos Boeing 707 e Lockheed Tristar com pintura antiga. Lembro-me da velha TAP acomodada, quase burocrática, e reconheço sua grande fase atual, após a privatização em 2015 (David Neeleman da Azul à frente). A TAP está se agigantando e acaba de completar 100 jatos, sendo nove deles A339 (o novíssimo Airbus A330-900 Neo) e dois novos A321 Long Range, que permitem voos diretos a Newark, Boston, NY e Washigton DC, e de Lisboa a Salvador, Recife, Fortaleza, Natal etc.

Voltando ao Mundial:  eu acompanhei o prédio em que nasceu no começo da Praça da Figueira, e  foi anexando novos terrenos naquela curva à sua direita.  O prédio, sempre com 9 andares, completou 360 apartamentos, com presença maciça de brasileiros, e também latinos em geral, escandinavos, franceses, italianos,  alemães e europeus do Leste. Através dos anos, me hospedei em vários outros hotéis: Sheraton, Ritz Intercontinental, Méridien, Tivoli, Pestana, Palace, Altis, Eduardo VII, Olissipo, Sana Malhoa, Vip Eden, Vip Executive, Dom Pedro, Vila Galé Ópera etc. Conheci o Mundial no começo dos anos 80, e a boa impressão foi tão forte que se tornou hotel definitivo. Sempre pagando, é preciso que se diga. As diárias, que variavam de 80 a 85 euros, estão agora na faixa dos 115, e o hotel vale. Podia até cobrar mais caro. Localização perfeita, perto de tudo, como do sistema de metrô.


                   HÁ TRÊS MARIAS QUE NOS ESPERAM 

Depois desta passagem pela Costa do Sol e Andaluzia, quero apenas rever e revisitar o que já conheço em Lisboa: Alfama e casas de fados, Estação de Santa Apolônia, Praça do Comércio e Terreiro do Paço, Cais de Cacilhas, Arco da Rua Augusta, Rossio, Restauradores, Avenida da Liberdade, Praça do Marquês de Pombal, o belo e bem cuidado Parque Eduardo VII, shopping Amoreiras, Rua Áurea, Rua da Prata, Rua dos Fanqueiros com a famosa loja Pollux, de porcelanas Vista Alegre - esta rua é famosa por suas lojas de roupas.

Nossa primeira  ação, logo após o café da manhã no  Mundial, é visitar a loja Mundo das Malhas, toda azul, na Praça da Figueira 13-A, onde estão as Três Marias, nossas maiores amigas em Lisboa - finas, educadas, atenciosas e que conheceram mais do Brasil através de nós. Maria Helena, Maria Elizabete e Maria Fernanda já fazem parte de nossas melhoras lembranças. São fãs do artesanato brasileiro. Já sabem que, se  vierem um dia a Belo Horizonte,vão ficar em nossa casa.

Embora sejam apenas dois dias desta vez (9 e 10 de outubro), claro que vamos ao Parque das Nações (estação Oriente) para  a indispensável visita ao Hipermercado Continente, com preços imbatíveis nos quesitos de vinhos do Porto, azeites extra virgem, queijos da Serra da Estrela e vinhos finos do Alentejo, Douro, Dão, Minho e outras regiões. De volta ao Rossio, vamos descer do  metrô na estação de São Sebastião, para acesso à loja de departamento El Corte Inglés, sempre cheia de novidades: roupas finas, moda esportiva, perfumes, brinquedos, vinhos, alimentos em  geral. O turista tem direito à devolução do imposto IVA, processando no aeroporto  os formulários na volta ao país de origem.

Claro que vamos à fábrica dos pastéis de nata, ou de Belém, nome do bairro, com bondinho na porta, na região onde está a mais  bela construção de Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), boa chance para revisitar a histórica Torre de Belém, o Monumento aos Descobridores Portugueses, a Ponte 25 de Abril no bairro Alcântara, região que é também terminal de cruzeiros marítimos.

Visita garantida também aos restaurantes enfileirados na Rua das Portas de Santo Antão, perto do Teatro Dona Maria I. Na nossa opinião, o melhor bacalhau à Lagareiro está no restaurante Inhaca, no lado direito da rua, para quem vem do Hotel Mundial ou da Praça Dom Pedro IV (Restauradores). O preço é ligeiramente mais caro do que na concorrência, mas o serviço é melhor do que nos restaurantes Torremolinos, Santiago, Milano, O Churrasco, Ramiro e outros.

Outro programa garantido: ir de metrô ao Cais do Sodré e comprar bilhete no trem para Cascais e  Estoril, que corre à beira-mar e sai de 20 em 20 minutos. Entre as atrações de Cascais, estão uma feira de toalhas portuguesas bordadas à mão e as sardinhas na  brasa com vinho branco Planalto. Mas,se o turista vai de cerveja, pode escolher entre a Sagres, patrocinadora do campeão Benfica, ou a Super Bock, que patrocina o F.C. do Porto (Dragão), que é o time de meu coração em Portugal. Aqui, eu tenho time até na Terceira Divisão, que é o Leixões que tem entre seus benfeitores meu querido amigo médico Henrique Gil da Costa, ilustre morador da Cidade do Porto. Henrique e sua esposa Júlla, companheiros de cruzeiros marítimos, que me deram o melhor presente de 80 anos: vir de Portugal a Belo Horizonte exclusivamente para participar de uma festa íntima.  Isto vale mais do que ouro. A amizade,quando verdadeira, se transforma numa joia preciosa.

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PS: O próximo blog, que minha filha vai postar em 04 de outubro, fala sobre o voo inaugural da Azul Linhas Aéreas para Fort Lauderdale, na Flórida, confirmado para 16 de dezembro. Previsão de que a aeronave escolhida seja o A339 - Airbus A330-900 Neo. Decolagens de BH/Confins às segundas, quartas e sextas-feiras, com serviços de classe executiva, Economia Premium e tarifa econômica básica. Informações e reservas pelo 4003-1182.  Já que perdemos em definitivo (governo mineiro imprestável, desatento e omisso ) os voos regulares da American Airlines entre BH e Miami, esta ligação para Fort Lauderdale merece apoio de todas aquelas entidades que dizem (ou fingem) trabalhar pela recuperação do Turismo em Minas Gerais. O voo internacional é mais uma prova que a Azul acredita e confia em Minas, tanto que lidera, disparada, as estatísticas no Aeroporto Internacional de BH/Confins. Está na hora de termos voos da Azul também para Buenos Aires, Santiago do Chile e  Montevidéu.

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Belo Horizonte/MG - Brasil
25 de setembro de 2019
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

Email: hfraga,rmj@gmail.com

terça-feira, 17 de setembro de 2019

DEVASTADA PELO FURACÃO DORIAN, BAHAMAS TENTA RECUPERAR A INDÚSTRIA DO TURISMO



Um esforço gigantesco está acontecendo no Arquipélago das Bahamas, muito perto do Sul da Flórida e um dos ícones do turismo de luxo no Caribe. Devastadas pelo furacão Dorian, categoria 5 (o máximo da escala) e com ventos de mais de 300 km/hora, as grandes atrações das Bahamas foram violentamente destruídas. Depois que o furacão passou, as Bahamas ficaram em estado deplorável, pois a área residencial da capital Nassau  foi praticamente dizimada, resultando em mais de 50 mortos e prejuízo de bilhões de dólares. Atingida em cheio na sua riqueza principal - a força do turismo. Média de 4 a 6 grandes navios, todos os dias, 365 dias por ano. Cerca de 15 mil visitantes a cada 24 horas, com os bolsos cheios de dólares para gastar.



A temporada dos furacões em 2019 ainda não terminou,pois vai até fins de novembro, mas dificilmente haverá este ano outro furacão mais traiçoeiro que o Dorian, que destruiu centenas de moradias e transformou  os bairros residenciais em escombros e depósito de lixos. A parte mais difícil dos trabalhos de recuperação foi retirar dezenas de cadáveres do entulhos, dando-lhes improvisadas sepulturas em partes não atingidas pela força dos ventos.O olho do furacão foi aterrorizante, com seus raios e trovões.

Mas, a exemplo de outras ilhas do Caribe - como aconteceu com a ilha franco-holandesa de St. Maarten e com Porto Rico (território norte-americano) em 2017 - as populações foram à luta para recuperar sua indústria do turismo, da qual todas essas ilhas enfileiradas dependem dramaticamente para sua sobrevivência. Não haveria tantas centenas de cruzeiros marítimos por todo o Caribe, se as ilhas não estivessem  com todos os seus hotéis e resorts funcionando plenamente. As ilhas dependem para sobreviver dos navios lotados (média de 2.800 a 3.500 viajantes por navio) da MSC,  Carnival, NCL-Norwegian, Holland America, Costa Cruzeiros, Celebrity, Princess Cruises, Regent, Royal Caribbean e outras armadoras internacionais (quase todas norte-americanas), assim como as operadoras de cruzeiros dependem dessas ilhas, com seus programas de mergulho, esportes náuticos, resorts de luxo, restaurantes, cassinos, casas de shows, centros de artesanato e joias de diamantes e esmeraldas.
 
 
O hotel Atlantis é uma cartão postal das Bahamas.
 
Como já aconteceu com outras ilhas no passado, o furacão Dorian não atingiu em cheio a estrutura dos hotéis e resorts das Bahamas,  embora tenha afundado e destruído barcos de excursões  veleiros e escunas de operadoras de passeios locais, e afundado barcos e iates particulares. O maior esforço exigido foi a remoção dos destroços, envolvendo equipamentos pesados, tratores, caminhões e caçambas. Enquanto isso ocorria, a Defesa Civil cuidou de dar comida, água e assistência médica às populações atingidas, tanto em Nassau, capital das Bahamas,como a ilha vizinha de Abaco, praticamente dizimada..

Num gesto de solidariedade,a armadora italiana MSC Cruzeiros criou uma ligação permanente com os portos de Miami e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, transportando remédios, alimentos,, roupas e artigo  diversos para abastecer as  famílias atingidas pelo furação. Acabou marcando um gol de placa, que teve efeito altamente positivo junto à opinião pública, tanto a norte-americana como a caribenha. O Reino Unido, ao qual esta ilha pertence, também ajudou as Bahamas, assim como a Cruz Vermelha Internacional (Red Cross) e outras entidades que se dedicam à caridade e assistência aos atingidos por catástrofes.

Os Estados Unidos deram uma sorte tremenda, pois o Dorian, após a destruição das Bahamas, seguiu rumo à Costa Sul dos EUA, reduzindo sua força e violência e se transformando em tempestade tropical categoria 1 - o que foi a salvação da Flórida, a partir de Key West, Key Largo, Marathon, Florida City, Homestead, Kendall e outras localidades que temiam pelo pior. Praticamente não houve danos à Costa Leste, nem à Flórida Central. As grandes atrações de Orlando, Kissimmee, Lake Buena Vista, Cabo Kennedy (Cape Canaveral), Tampa e Daytona Beach e outras cidades não tiveram danos, mas todas ficaram numa espécie de prontidão e tomaram precauções, como abandonar casas e reforçar com madeira as janelas.
 

 
Comparando o Dorian com outros furacões do passado, o saldo foi animador: danos muito menores do que poderiam ser. Seguindo o Litoral Leste dos EUA, o furacão transformado em chuva forte e ventos de 120 km/hora atingiu a Carolina do sul e Pensilvânia, assustou Nova York  e Newark e chegou a Massachussets (sudeste de Boston) e desviou-se para para o Canadá. Desta vez, a cobertura jornalística do furacão foi praticamente ofuscada pelos incêndios florestais da Amazônia, com  o mundo inteiro de olho no Brasil e grande parte da imprensa "isenta"  brasileira, como sempre, jogando toda a culpa no presidente Jair Bolsonaro, escolhido a dedo como saco de pancadas do mundo. Há momentos em que eu me envergonho de ser jornalista.
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Nota: desde o mês passado está pronto um blog especial sobre o novo voo internacional de BH/Confins para Fort Lauderdale, que começa em 16 de dezembro, operado pela Azul Linhas Aéreas em seu novíssimo jato Airbus A330-900 Neo, para 298 passageiros, três vezes por semana (segundas, quartas e sextas-feiras). A postagem do  blog foi adiada porque havia a hipótese de a Flórida ser atingida em cheio pelo furacão Dorian,  mas isso não concretizou. Aguardem, portanto, a segunda quinzena de outubro, porque, na próxima semana, o tema será meu reencontro com a Lisboa amada, voltando de uma excursão de 10 dias pela Andaluzia espanhola: Málaga, Cádiz, Jerez de la Frontera, Granada, Sevilha, Córdoba, Zaragoza , Barcelona e Madrid.

Viagem ao lado de veteranos colegas aposentados da Cemig, organizada  pela Alpino Turismo (Márcio Ramos e Madeleine) e parte terrestre da Mapa Plus, representada em Minas pela Bauer Turismo, de   Fred Bauer, que por muitos anos foi o rosto da Alitalia no turismo mineiro. A transportadora é a TAP Portugal, com seu  novíssimo Airbus A330-900 Neo. Conexões de ida e volta em Lisboa, a velha cidade cantada pelos fadistas como "cheia de encanto e beleza", hoje um dos destinos de maior sucesso no turismo europeu. Portugal está no topo da onda, prestigiadíssimo. A TAP que o diga.

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Belo Horizonte/MG - Brasil
17 de setembro de 2019
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição -  Ana Cristina Noce Fraga

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

NO CENÁRIO ENCANTADO DA CAPADÓCIA, OS INESQUECÍVEIS VOOS EM BALÕES

 
                                            


Há coisas que a gente experimenta uma vez na vida, e não esquece nunca mais. E, quando se  volta para casa,  chovem perguntas de todos os lados.  A gente não tem respostas para a maioria das perguntas, simplesmente porque faltam palavras embora sobrem emoções.A experiência de voar em balões na Capadócia, uma das mais belas regiões da simpática Turquia, vai me acompanhar pelo resto de minha vida. Simplesmente foi inesquecível, arrebatadora, irresistivel, maravilhosa, deslumbrante, indescritível. Não consigo encontrar palavras adequadas, embora a Língua Portuguesa seja tão rica.

Foi irrecusável o pedido feito por nosso amigo Hélio Fraga e Ana Maria, nossos companheiros de muitas viagens pelos mais variados roteiros, de avião ou navio - como, por exemplo,  Grécia e Turquia, muitas idas e vindas a Portugal, Grand Bazaar e Mesquita Azul de Istambul, cruzeiros pelo Mediterrâneo e Mar Egeu, os gondoleiros pseudo-românticos e espertalhões de Veneza, as ruínas de Éfeso (Ephesus), a casa onde viveu a Mãe de Jesus nas montanhas da Turquia, as ilhas de Mykonos e Santorini, as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia no Vale do Douro, a exuberante Ilha de Madeira, a Piazza Navona e o Coliseu em Roma, o Duomo de Florença, as belezas e vinhos da Toscana, a Porta de Brandemburgo em Berlim, os passeios de Bateau Mouche pelo Rio Sena, a visão noturna de Paris no último estágio da Torre Eiffel, e um jantar inesquecível numa cantina em frente ao Grande Canal de Veneza  - o peixe à San Pietro nos custou 230 euros por casal, mais de 1.100 reais hoje em dia.
 
 

Desta vez, Hélio e Ana Maria não foram conosco, apesar do insistente convite de meu marido José  Cesário Alvim Figueiredo (ex-colega dele na Cemig e ambos aposentados desde os anos 90.). Apesar de gostar tanto da Turquia, Hélio ficou fora da viagem, mas jura que, apesar dos 82 anos, não  teria medo de testar  o voo de balão na Capadócia. Mas, quando me perguntam se eu repetiria a experiência, que foi o marco das comemorações de meus 70 anos (bem vividos), eu digo que voltaria sim, e com todo o prazer. Nada se compara com esta emoção de estar a bordo de um balão colorido, nos céus da Turquia, como um dos 20 passageiros que cada balão transporta, ao  custo de 200 euros cada. Mas vale a pena, ora se vale.

As fotos são de meu marido José Cesário. Vejam as imagens belíssimas dos 80 balões reunidos neste cenário encantado. Importante lembrar que os balões voam a uma altura de 1 mil metros, tudo sincronizado e muito bem organizado.Aliás, o progresso e a história da Turquia nos encantam, e vale a pena repetir a experiência, pois já estivemos antes em Istambul e nos empolgamos com o Estreito de Bósforo,  a Mesquita Azul, a  Basílica de Santa Sofia, o Museu Topkapi e a riqueza de suas obras de arte.

VOANDO SOBRE PLANTAÇÕES DE TRIGO E ÁRVORES DE FRUTAS




Uma das grandes emoções no passeio de balão na Capadócia foi voar, a baixa altura, sobre plantações de trigo e árvores frutíferas, como figos e tâmaras, num amplo vale rodeado por montanhas - paisagem muito bonita. É zona rural mesmo, e os balões se  concentram numa área plana, cada qual ocupando seu espaço, todos coloridos em vários tons, e com uma espécie de grande cesta  de vime para  acolher os turistas. O ambiente dos voos é sempre festivo, e dá para filmar e fotografar o conjunto dos 80 balões no ar.  Os participantes dos voos têm de deixar os hotéis antes de o dia clarear, para estarem no campo das operações quando o sol começar a nascer.

Tudo é novidade para a gente. O primeiro espetáculo é o enchimento dos balões com gás ou câmaras de ar. Eles parecem estar repousando sobre o solo e, de repente, vão tomando  aquela forma arrendondada, brotando do  chão. Não é tão simples assim e exige-se muita perícia. Há sempre escadas de acesso e outras formas de subir aos balões, inclusive mecanicamente - o que exige disciplina e organização, já que o programa requer a participação de cerca de 1.600 pessoas, vindas de todas as partes do mundo. Na minha infância, na pequena Jaguaraçu, a menina Luzia nunca imaginou que iria festejar seu aniversário de 70 anos num  balão desses, e o seu fosse um dos mais bonitos no ar, naquela manhã luminosa de junho de 2019.


(Resumindo: Luzia Duarte Figueiredo queria uma comemoração realmente diferente, mas tinha de haver  uma razão muito forte para ela e o marido Cesário deixarem sua confortável e acolhedora casa no Retiro das Pedras, rodeados de verde e flores por todos os cantos. Em aguaraçu, perto de Coronel Fabriciano, ela viveu a maior parte de sua infância. Mas passou também por Itabira, terra do futuro marido, e em Belo Horizonte, onde se casaram na Igreja do Carmo, em julho de 1975. Eles acabam de comemorar 44 anos de casamento. Luzia estudou no Colégio Pio XII em BH e Colégio N.S. das Dores em Itabira e fez o curso superior na UFMG (Pedagogia). Ela sempre gostou de ler e de se  aproximar de novas culturas e costumes. Sempre esteve ligada à cultura e às artes, e buscou,  nas suas viagens, novas formas de conhecimento da história universal e da geografia).

O planejamento desta aventura nos balões da Capadócia começou há 4 meses, com a compra de um pacote da operadora portuguesa Abreutur, com a definição de sua cunhada Maria Regina (irmã de Cesário) e do marido Luís Vilches como seus companheiros na excursão. Regina se formou  em Letras, em Itabira, e Luís, uruguaio de nascimento, é  contador. Já fizeram juntos outras viagens.

Escolheram a TAP para o voo de Confins da Lisboa, com conexão pela Turkish Airlines para Istambul, com duração de 4 horas. Os hotéis escolhidos foram o Crowne Plaza na maior cidade da Turquia, o Swissôtel  na capital Ankara, o Hilton na cidade portuária de Izmir (Esmirna) e o Berissia em Pamukkale. A permanência na Turquia foi de uma semana, com retorno ao Brasil voando novamente com a Turkish, e fazendo conexão em Lisboa,cidade já visitada outras vezes. 

Luzia e Cesário têm 3 filhos e três netos. Os filhos são Lenita, Mônica e Cesário Júnior. Lenita, formada em Direito pela Milton Campos, é analista do Ministério Público Federal em São João del-Rey e mãe de Lara e Tomás, casada com Frederico Neves (Fred), atleticano fiel. E Mônica, formada em Turismo, mora em BH, seu filho se chama Bento  e ela trabalha na Vale, em Carajás, no Pará, coordenando a recepção a delegações estrangeiras. Seu marido é o empresário Rivadávia Salvador Júnior, ou simplesmente Júnior, torcedor do Cruzeiro. O caçula Cesarinho, apaixonado pela música,  se formou em Arquitetura pela Fumec. Os 3 netinhos, paixão dos avós, ficam sempre pedindo para ver de novo as imagens de Vovó Luzia voando de balão.