quarta-feira, 14 de agosto de 2019

NO CENÁRIO ENCANTADO DA CAPADÓCIA, OS INESQUECÍVEIS VOOS EM BALÕES

 
                                            


Há coisas que a gente experimenta uma vez na vida, e não esquece nunca mais. E, quando se  volta para casa,  chovem perguntas de todos os lados.  A gente não tem respostas para a maioria das perguntas, simplesmente porque faltam palavras embora sobrem emoções.A experiência de voar em balões na Capadócia, uma das mais belas regiões da simpática Turquia, vai me acompanhar pelo resto de minha vida. Simplesmente foi inesquecível, arrebatadora, irresistivel, maravilhosa, deslumbrante, indescritível. Não consigo encontrar palavras adequadas, embora a Língua Portuguesa seja tão rica.

Foi irrecusável o pedido feito por nosso amigo Hélio Fraga e Ana Maria, nossos companheiros de muitas viagens pelos mais variados roteiros, de avião ou navio - como, por exemplo,  Grécia e Turquia, muitas idas e vindas a Portugal, Grand Bazaar e Mesquita Azul de Istambul, cruzeiros pelo Mediterrâneo e Mar Egeu, os gondoleiros pseudo-românticos e espertalhões de Veneza, as ruínas de Éfeso (Ephesus), a casa onde viveu a Mãe de Jesus nas montanhas da Turquia, as ilhas de Mykonos e Santorini, as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia no Vale do Douro, a exuberante Ilha de Madeira, a Piazza Navona e o Coliseu em Roma, o Duomo de Florença, as belezas e vinhos da Toscana, a Porta de Brandemburgo em Berlim, os passeios de Bateau Mouche pelo Rio Sena, a visão noturna de Paris no último estágio da Torre Eiffel, e um jantar inesquecível numa cantina em frente ao Grande Canal de Veneza  - o peixe à San Pietro nos custou 230 euros por casal, mais de 1.100 reais hoje em dia.
 
 

Desta vez, Hélio e Ana Maria não foram conosco, apesar do insistente convite de meu marido José  Cesário Alvim Figueiredo (ex-colega dele na Cemig e ambos aposentados desde os anos 90.). Apesar de gostar tanto da Turquia, Hélio ficou fora da viagem, mas jura que, apesar dos 82 anos, não  teria medo de testar  o voo de balão na Capadócia. Mas, quando me perguntam se eu repetiria a experiência, que foi o marco das comemorações de meus 70 anos (bem vividos), eu digo que voltaria sim, e com todo o prazer. Nada se compara com esta emoção de estar a bordo de um balão colorido, nos céus da Turquia, como um dos 20 passageiros que cada balão transporta, ao  custo de 200 euros cada. Mas vale a pena, ora se vale.

As fotos são de meu marido José Cesário. Vejam as imagens belíssimas dos 80 balões reunidos neste cenário encantado. Importante lembrar que os balões voam a uma altura de 1 mil metros, tudo sincronizado e muito bem organizado.Aliás, o progresso e a história da Turquia nos encantam, e vale a pena repetir a experiência, pois já estivemos antes em Istambul e nos empolgamos com o Estreito de Bósforo,  a Mesquita Azul, a  Basílica de Santa Sofia, o Museu Topkapi e a riqueza de suas obras de arte.

VOANDO SOBRE PLANTAÇÕES DE TRIGO E ÁRVORES DE FRUTAS




Uma das grandes emoções no passeio de balão na Capadócia foi voar, a baixa altura, sobre plantações de trigo e árvores frutíferas, como figos e tâmaras, num amplo vale rodeado por montanhas - paisagem muito bonita. É zona rural mesmo, e os balões se  concentram numa área plana, cada qual ocupando seu espaço, todos coloridos em vários tons, e com uma espécie de grande cesta  de vime para  acolher os turistas. O ambiente dos voos é sempre festivo, e dá para filmar e fotografar o conjunto dos 80 balões no ar.  Os participantes dos voos têm de deixar os hotéis antes de o dia clarear, para estarem no campo das operações quando o sol começar a nascer.

Tudo é novidade para a gente. O primeiro espetáculo é o enchimento dos balões com gás ou câmaras de ar. Eles parecem estar repousando sobre o solo e, de repente, vão tomando  aquela forma arrendondada, brotando do  chão. Não é tão simples assim e exige-se muita perícia. Há sempre escadas de acesso e outras formas de subir aos balões, inclusive mecanicamente - o que exige disciplina e organização, já que o programa requer a participação de cerca de 1.600 pessoas, vindas de todas as partes do mundo. Na minha infância, na pequena Jaguaraçu, a menina Luzia nunca imaginou que iria festejar seu aniversário de 70 anos num  balão desses, e o seu fosse um dos mais bonitos no ar, naquela manhã luminosa de junho de 2019.


(Resumindo: Luzia Duarte Figueiredo queria uma comemoração realmente diferente, mas tinha de haver  uma razão muito forte para ela e o marido Cesário deixarem sua confortável e acolhedora casa no Retiro das Pedras, rodeados de verde e flores por todos os cantos. Em aguaraçu, perto de Coronel Fabriciano, ela viveu a maior parte de sua infância. Mas passou também por Itabira, terra do futuro marido, e em Belo Horizonte, onde se casaram na Igreja do Carmo, em julho de 1975. Eles acabam de comemorar 44 anos de casamento. Luzia estudou no Colégio Pio XII em BH e Colégio N.S. das Dores em Itabira e fez o curso superior na UFMG (Pedagogia). Ela sempre gostou de ler e de se  aproximar de novas culturas e costumes. Sempre esteve ligada à cultura e às artes, e buscou,  nas suas viagens, novas formas de conhecimento da história universal e da geografia).

O planejamento desta aventura nos balões da Capadócia começou há 4 meses, com a compra de um pacote da operadora portuguesa Abreutur, com a definição de sua cunhada Maria Regina (irmã de Cesário) e do marido Luís Vilches como seus companheiros na excursão. Regina se formou  em Letras, em Itabira, e Luís, uruguaio de nascimento, é  contador. Já fizeram juntos outras viagens.

Escolheram a TAP para o voo de Confins da Lisboa, com conexão pela Turkish Airlines para Istambul, com duração de 4 horas. Os hotéis escolhidos foram o Crowne Plaza na maior cidade da Turquia, o Swissôtel  na capital Ankara, o Hilton na cidade portuária de Izmir (Esmirna) e o Berissia em Pamukkale. A permanência na Turquia foi de uma semana, com retorno ao Brasil voando novamente com a Turkish, e fazendo conexão em Lisboa,cidade já visitada outras vezes. 

Luzia e Cesário têm 3 filhos e três netos. Os filhos são Lenita, Mônica e Cesário Júnior. Lenita, formada em Direito pela Milton Campos, é analista do Ministério Público Federal em São João del-Rey e mãe de Lara e Tomás, casada com Frederico Neves (Fred), atleticano fiel. E Mônica, formada em Turismo, mora em BH, seu filho se chama Bento  e ela trabalha na Vale, em Carajás, no Pará, coordenando a recepção a delegações estrangeiras. Seu marido é o empresário Rivadávia Salvador Júnior, ou simplesmente Júnior, torcedor do Cruzeiro. O caçula Cesarinho, apaixonado pela música,  se formou em Arquitetura pela Fumec. Os 3 netinhos, paixão dos avós, ficam sempre pedindo para ver de novo as imagens de Vovó Luzia voando de balão.