domingo, 15 de abril de 2018

CANCELAMENTO DOS VOOS DE BH A MIAMI, UMA PERDA IRRECUPERÁVEL PARA MINAS


Miami é a principal porta de entrada nos EUA para o Brasil e toda a América Latina

Vocês podem até pensar que abordar um assunto como este é perda de tempo e chover no molhado. E perguntar por qual motivo, numa hora tão turbulenta como esta,   com tanta coisa relevante atormentando a vida dos mineiros e brasileiros, eu decida comentar um tema que interessa muito mais a uma empresa aérea estrangeira (American Airlines), e não tem tanto impacto assim na vida dos nossos cidadãos, porque as viagens aéreas internacionais interessam  a uma minoria privilegiada da população brasileira. Ademais, milhões de mineiros estão se lixando se a American parar de voar de Miami para BH/Confins dentro de 4 meses -  mais precisamente, a rota acaba em 21 de agosto. Seu atestado de óbito será a retirada, nesta data, do sistema oficial global  das rotas da American - ao qual todos os demais sistemas estão interligados.


Considero importantíssimo manter e estimular este voo regular para a capital econômica da Flórida (a capital política é Tallahassee, no norte do Estado) e Belo Horizonte depende dele ao máximo, por ser  o terceiro maior polo de desenvolvimento do Brasil, com um tremendo potencial de crescimento e geração de intercâmbio e negócios, enquanto Miami figura entre as 10 maiores cidades dos Estados Unidos e é o destino mais procurado não só por brasileiros, mas por  todas as  grandes nações da América Latina. Recusar-se  a ter relações com Miami já seria  um tiro de fuzil no pé, mas perder esta rota vital, por incompetência e omissão, é vergonhoso.Não é possível que o turismo  mineiro esteja de tal forma, desorganizado e órfão de lideranças.

Desculpem, mas eu falo com o respaldo de uma carreira exemplar pela fidelidade e dedicação a uma causa.Eu  me sinto obrigatoriamente,como  jornalista vinculado ao futuro do esporte e do turismo mineiro por mais de 50 anos, a não deixar passar em branco esta noticia do cancelamento dos voos diretos de BH/Confins para Miami, que representam 200 passos para trás na rota do  desenvolvimento econômico e social de nossa terra, e de mais uma queda neste verdadeiro tobogã em que a economia de Minas Gerais vai descendo ladeira abaixo, perdendo seguidas oportunidades de se recuperar e progredir.



              MUITO MAIS DO QUE GRUPOS PARA DISNEY

Disney atrai milhares de turistas o ano todo

Não se trata apenas de transportar passageiros e cargas, ou levar dezenas de grupos de jovens para os parques de Disney, mas de unir duas grandes cidades do Brasil e EUA em torno de propostas de intercâmbio comercial  internacional, quebra de barreiras (ao contrário do que Donald Trump propõe), fortalecer projetos de interesse comum, ampliar as oportunidades de negócios e transferência de tecnologia. Cancelar voos é demolir pontes de entendimento e cooperação.  Significa optar pelo atraso e isolamento.


Minas Gerais, agindo de forma consistente e confiável, e baseada em argumentos econômicos sólidos, deve enviar ao Texas uma missão de no máximo 6 a 8  empresários - políticos não, e pior ainda se forem comprovadamente corruptos -, para tentar convencer a AMR Corporation, dona da American Airlines. com base em Dallas-Ft. Worth,  a admitir reavaliar sua decisão, que está tomada: a partir de 21 de agosto,os voos AA-991 e 992, entre Belo Horizonte e Miami, deixam de constar do sistema da empresa,definitivamente. Não se trata de suspensão provisória.   

Mas, por tantos anos de bom relacionamento, seria justo esperar da AMR Corporation mais atenção  e interesse para com Minas e os mineiros. Basta lembrar o apoio que a American sempre teve, por mais de duas décadas,  de empresas tradicionais como Ytur, Visa, SR Turismo, Belvitur, Master Turismo, Primus, Estação de Turismo, Tia Eliane, Greenwich Tours e outras. E de empresas que nem mais existem, como Real Turismo, Contur,  Credireal, Pantour etc.


  AUTORIDADES E ENTIDADES MINEIRAS SE OMITEM

Belo Horizonte precisa muito dessas ligações internacionais para fortalecer sua economia


Se Minas Gerais tivesse mais ação e energia, através da Embaixada do Brasil em Washington DC ou via Consulado Geral em Dallas, já estaria em entendimentos com a American para, pelo menos, adiar esta decisão por uns seis meses, em busca de políticas de recuperação, incentivo  e mútua ajuda. Torcer e esperar que se acelere o processo de recuperação econômica de Minas, que a dupla Lula-Dilma deixou falida, como, de resto, o Brasil inteiro. Onde estão as verdadeiras lideranças de Minas? Por onde andam as Secretarias de Turismo, os Conselhos Municipais, as entidades de classe?


Não é possível que a perda de voos estratégicos e tão importantes como este BH/Miami não interesse, nem de longe, à Federação das Indústrias de MG e Associação Comercial de Minas; ao CDL de Belo Horizonte; às Prefeituras de BH, Confins, Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e outros municípios próximos; e às entidades como Abav/MG,  Abih/MG, Sindetur/MG, Abrajet/MG, Afeet/MG e outras. Estão ainda em recesso carnavalesco?


Criou-se uma aprazível  zona de conforto, baixou-se uma cortina de silêncio -  até parece que Minas Gerais perdeu sua capacidade de aglutinar  forças e lutar unida em defesa de seus ideais. Até que ponto chegou nossa decadência - que é política, administrativa, moral,empresarial e institucional.


     PLANO DA AMERICAN  É  CANCELAR OUTRAS ROTAS

Este Boeing 767-300 será usado pela American até o último voo BH/Miami em 21 de agosto
Entre as capitais brasileiras, Belo Horizonte não é a única prejudicada pois a American pretende desativar outras   rotas. Por enquanto, Manaus não será afetada por causa do interesse mundial pela Amazônia. As rotas partindo de Salvador e Recife já foram desativadas. Fortaleza pode vir a ser afetada, embora tendo a pretensão de ser o mais importante "hub" turístico do Nordeste. Brasília fica por razões políticas, sendo a sede da Embaixada dos EUA e dos órgãos da ONU, como Unicef. 


Os voos do Galeão-Tom Jobim para JFK, o principal aeroporto internacional de Nova York, terão alterações: cinco vezes por semana, deixando de ser diários.. Com os números AA-974/975, terão partidas do Rio (com Boeing 777-200)  às 21h30, aterrissando  em JFK  às 5h40 da manhã seguinte. Na volta, partida de JFK às 21h50 e pouso na Ilha do Governador às 8h40 locais (os leitores mais jovens do blog podem não saber que tanto o antigo Galeão dos anos 50, que era também base militar, como o novo Galeão-Tom Jobim, com dois terminais e a pista antiga e a nova, ficam na Ilha do Governador, assim como a escola de samba União da Ilha).

Mas algumas rotas permanecem intocáveis: São Paulo /Nova York diariamente, com equipamento Boeing 777/300 (Triple Seven); São Paulo a Los Angeles (AA-215) com o moderníssimo Boeing 787 Dreamliner, um dos voos mais longos, com 12h10m de duração; Guarulhos a Dallas,diariamente, AA-962, com Boeing 777/300. Analistas do mercado aéreo acham que a American vende bem na maioria das rotas, mas ela queria um desempenho financeiro melhor de algumas sedes brasileiras. Acha que a incerteza política afeta muito as vendas em dólar, pois a tendência no momento é vender mais os destinos europeus da moda, em euros (já acima dos R$ 4,40)  como os voos para Portugal.

NOTA: A greve dos pilotos da TAP, que já dura duas semanas,fica como tema para a próxima edição. Fatos absurdos estão acontecendo. Todos os passageiros prejudicados devem acionar judicialmente a  companhia portuguesa.


          EM JUNHO, VOOS PARA MIAMI SERÃO DIURNOS 

Miami encanta a todos pela sua beleza

Essas informações sobre os voos de e para Miami não são do conhecimento da maioria dos agentes de viagens, cujo dever profissional é estarem sempre atualizados. Até sugiro que copiem este blog, recortem e guardem na sua mesa de trabalho. Seria deprimente se os passageiros estivessem melhor informados do que os vendedores de passagens e encarregados de reservas. 

Tomem nota: em junho, os voos de BH/Confins para Miami serão diurnos, a partir do dia 12, na alta estação - época daquela farra das viagens a Disney. Mas, por enquanto, o voo partindo de Confins (CNF) decola às 21h30, pousando em Miami (MIA) às 4h50 da madrugada, no Terminal D. Naquela hora, estão abertos apenas seis dos 40 guichês de atendimento da Alfândega americana (U.S. Customs) e acontecem grandes filas habitualmente, porque é também  hora de chegada de voos procedentes de outras cidades brasileiras e também de Buenos Aires, Montevidéu, Lima, Santiago do Chile, Quito, Bogotá e outras capitais.
latinas.

No mês de junho, do dia 12 em diante,vai decolar de Confins às 9h55, pousando em Miami às 17h30 locais, uma hora a menos que em Brasília. Mas a viagem de volta será noturna,  partindo de Miami às 23h locais e pousando na área metropolitana de BH às oito da manhã. O equipamento continua o mesmo até o voo de despedida: o Boeing 767-300 com configuração de 24 poltronas na executiva e 164 na econômica. O bilhete de ida e volta disponível tem o menor custo de U$ 580, mais taxas. O escritório da American, representado pela Prudencial/Picchioni,fica na Av. Bernardo Monteiro 1538, ao lado da Localiza.


Imagina-se que, nas semanas anteriores ao voo final, possa haver uma liquidação de bilhetes para Miami, tipo Black Friday, com bilhetes até por 400 dólares, e depois de 21 de agosto os passageiros de BH voltem via Rio ou Guarulhos, pagando o trecho doméstico à parte.

NOTA: 

Se vocês me perguntarem se eu acredito que vá haver uma reação das autoridades políticas de Minas e da elite de nossa classe empresarial e entidades oficiais do Turismo vão tomar alguma ação concreta para manter esta rota BH/Miami,digo francamente que não.

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Belo Horizonte/MG - Brasil

Dia 12 de abril de 2018

Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

sexta-feira, 30 de março de 2018

A TRADIÇÃO DA SEMANA SANTA NAS CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS




Estamos envolvidos num vendaval de transformações e perplexidades, tudo a um só tempo: um Brasil dividido pelo ódio e intransigência na política, e radicalismo quase doentio, num ambiente contaminado pela corrupção endêmica, crise institucional, demorada recuperação econômica, partidos políticos desmoralizados, instituições frágeis, Poder Judiciário à beira da desmoralização e a população frustrada, enojada de tanta podridão. Nessas circunstâncias, fica difícil falar de religiosidade, desarmamento dos espíritos e fazer timidamente uma chamada geral à reconciliação, à fraternidade e ao perdão quando parecemos estar ameaçados de um confronto que pode terminar em radicalismo maior e incontornável, com uma luta fratricida.

Durante quase 20 anos como criador e editor do extinto Caderno de Turismo do jornal "Hoje em Dia", em Belo Horizonte, eu me esforcei ao máximo para respeitar, preservar e valorizar  a tradição da Semana Santa nas cidades históricas de Minas. Foi uma  luta inglória, pois estive praticamente sozinho diante da indiferença (e até má vontade) da maioria das cidades que compõem o chamado Ciclo do Ouro do barroco mineiro. As tais Secretarias Municipais de Turismo nunca ajudaram, permaneceram omissas, como se nada tivessem a ver com a divulgação da festa e o calendário das celebrações litúrgicas, sermões e procissões.

Eu até evitava visitar uma dessas cidades,como anônimo turista, pois passava lá menos de 4 horas,e voltava a BH horrorizado com tanta incompetência, desorganização  e amadorismo. Não falo da falta de estacionamentos, exploração dos hotéis, excesso de falsos guias de turismo, bagunça geral no trânsito, falta de fiscais, carência  de placas indicativas nas ruas e igrejas e estrutura a mais precária possível. Houve uma vez em que, num restaurante self-service de Ouro Preto, tive de ajudar (anonimamente) os garçons a identificarem, para turistas alemães,o que era carne de boi, porco e frango. Claro que não havia nenhuma plaquinha em inglês. 




Pode-se imaginar, erroneamente, que  Semana Santa vende sozinha, não carece de qualquer tipo de marketing ou divulgação. Já existe um  interesse natural de quem vem, mesmo enfrentando  a desmoralizada malha rodoviária de Minas, que dispensa apresentações: é a pior de todas no Brasil.Os prefeitos ignorantes podem até pensar que é até melhor não vir turista nenhum, pois as cidades vão ficar superlotadas, com cheiro de xixi e será  um verdadeiro caos. Eles deviam pensar que cada visitante gera empregos e traz renda para o município. Merece ter bom serviço.As prefeituras não fazem mais do que sua obrigação: têm de estar sempre bem praparadas..

A primeira obrigação é do governo de Minas, em minúsculo mesmo. Não é possível imaginar que, no acesso a Congonhas do Campo,Ouro Preto, Mariana, Caeté, São João del-Rei, Serro e Diamantina, os visitantes de outros Estados vão encontrar os mesmos buracos do ano passado na Rodovia dos Inconfidentes; viadutos e pontes com proteção lateral danificada;faixas duplas centrais não demarcadas; e placas de sinalização enferrujadas pelas queimadas ou tortas e ilegíveis. Como imaginar uma cidade histórica suja e mal cuidada,toda pichada,despoliciada, entregue a baderneiros; que estejam fedendo a urina e cocô? e com veículos pesados dominando o trânsito em ruas centrais estreitas e íngremes?

Portanto, me desculpem mas desta vez  não vamos falar de Domingo de Ramos, Procissão do Encontro, Sermão das Sete Palavras, Via Sacra, morte de Cristo na cruz entre dois ladrões, Procissão do Senhor Morto, Sábado de Aleluia e triunfal Ressurreição. A Semana Santa anda um tanto desvirtuada. Diante dessa explosão de consumo, e glorificação de um ovo grande de chocolate  como símbolo e síntese da Semana Santa, nós - avós, pais e educadores - temos de enfrentar essa aberração e inversão de valores. A Páscoa verdadeira não pode ser confundida com ovos da Ferrero Rocher, Kopenhagen, Lacta, Kinder, Garoto e Nestlé - senão, nossas crianças vão pensar que os 12 apóstolos estavam esperando Jesus Cristo na porta do túmulo com uma bandeja de ovos de chocolate. 


        PRECISAMOS TER MUSEUS DA SEMANA SANTA

As principais cidades históricas mineiras deviam ter em destaque, na praça central, um Museu da Semana Santa, com filmes e vídeos mostrando aos visitantes (ingresso a preço simbólico)  a beleza de suas comemorações  religiosas na chamada Semana Maior. E o grande destaque da mostra devia ser a imagem dos tapetes de serragem colorida decorando as ruas para a solene Procissão da Ressurreição. Por que alguns prefeitos,que se julgam intelectuais,e sintonizados com os instrumentos modernos da indústria da comunicação,não pensaram nisso ainda?

O Museu da Semana Santa pode atrair milhares de visitantes por ano. Nunca será um desperdício de verba. Relendo um Caderno de Turismo antigo, com data de 15 de março de 2012, numa página mostrando como a Semana Santa de Minas  podia ser perpetuada pelas imagens fortes da televisão,e não pelas páginas coloridas de jornais, que acabam ficando amareladas pelo tempo, vejam o que escrevi:
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"Assim como ficam registradas em vídeos e som as imagens dos desfiles de cada Carnaval no Sambódromo do Rio, como uma forma de preservar sua memória, também é indispensável que se guardem para a posteridade as imagens desses tapetes de serragem, construídos carinhosamente por mãos anônimas, na madrugada de sábado para o Domingo da Ressurreição - como nas ruas centrais de Ouro Preto, antes do início da Procissão. Obra da comunidade, com desenhos criativos, misturando anjos, flores e figuras bíblicas. Isso merece ser perpetuado.

As gravações podem ser feitas de madrugada, porque pouco ou nada restará desses tapetes depois de pisados por centenas de pés. Espera-se que prefeitos inteligentes e defensores da preservação da cultura local e da memória histórica da Semana Santa tratem de corrigir esta falha.Dezenas de oportunidades já foram desperdiçadas. Claro que um museu pode ter incentivos culturais e um patrocinador.

Fala-se tanto em modernidade das comunicações e na força dos instrumentos de marketing e promoção, mas parece que nós insistimos em andar na contramão. Ainda não tratamos a Semana Santa,verdadeiramente, como uma das imagens definitivas das cidades históricas de Minas - muito mais importantes do que desfile de Carnaval e criatividade dos  blocos caricatos, concursos de miss, exposições agropecuárias, festivais de musica axé, entrega de medalhas na Praça Tiradentes e solenidades e eventos municipais. Espero que o Ciclo do Ouro em Minas desperte para esta realidade.

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Meus votos de feliz e santa Páscoa para todos, Uma Páscoa que signifique aceitação, perdão e transformação;  final de hostilidades e  desarmamento de espíritos; menos intolerância; mais respeito às diferenças; menos machismo doentio e um tratamento  nota 10 para todas as mulheres - brancas, pretas, amarelas, mulatas e índias. Justiça exemplar, e rápida, para todos os culpados da Lava Jato. Rezemos por uma paz duradoura e convivência fraterna entre todos os brasileiros. E nenhum voto para bandidos e desonestos, ou manipuladores dos bons sentimentos do povão, nas eleições de 7 de outubro.  

Precisamos, juntos, mudar este Brasil. Talvez seja nossa última chance. Temos de rechaçar qualquer tentativa de nos transformar numa Venezuela.

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Belo Horizonte-MG/Brasil
Quinta-feira Santa, 29 de março de 2018
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

(Email: hfraga.rmj@gmail.com)

segunda-feira, 19 de março de 2018

NAVIO MSC MUSICA RETOMA EM VENEZA SEUS CRUZEIROS PELA GRÉCIA E MEDITERRÃNEO

De Veneza, há saídas para Ilhas Gregas, Mediterrâneo, Ilha de Malta e Croácia

Alguns dos navios europeus que chegaram aos portos brasileiros em novembro e dezembro do ano passado já estão regressando  a seus países de origem, e alguns deles vão retornar ao Atlântico Sul para a temporada do Verão 2018/2019, enquanto outros serão substituídos por embarcações com maior capacidade, tendo em vista as animadoras perspectivas do mercado turístico nacional. As próximas partidas do Brasil devem ser logo após a Semana Santa (o Domingo da Ressurreição cai em 1º de abril). Entre os que já foram embora estão os conhecidos MSC Musica e Magnifica, que habitualmente operam cruzeiros pelas Ilhas Gregas e Mediterrâneo.  Mas ambos devem voltar em novembro, a não ser que o MSC Musica seja substituído pelo MSC Poesia, exatamente por transportar 1 mil passageiros a mais.

Em geral, a italiana MSC oferece, em conjunto,cerca de 10 mil lugares por semana em suas partidas dos portos do Rio, utiilzando os  armazens 4 e 5, e de Santos, em São Paulo, e as principais saídas semanais são para portos do Nordeste e na direção do Cone Sul. A base mais importante do MSC Musica para os cruzeiros europeus é o porto de Veneza,mas a empresa tem também saídas de Genova, Napoli, Bari e Civitavecchia (a 60 km de Roma, por trem e autoestrada).
O MSC Musica voltou a Veneza, sua principal base de operações na Europa

 Os embarques principais da Costa Cruzeiros são de Savona, na região da Liguria. Já os embarques da espanhola Pullmantur são feitos em Barcelona. Seus navios são todos veteranos dos sete mares, com mais de 25 anos de vida útil mas todos formam reformados e estão em bom estado.Em vez da atual cor azul escuro,eles navegaram antes com as cores e logomarcas das empresas Royal Caribbean e Celebrity Cruises. Auguns navios preservaram seu antigo nome, como Zenith, mas o ex-Sovereign of the Seas, da Royal,se tornou o Soberano que tem vindo aos portos brasileiros em anos recentes, e sempre aparece entres os navios estrangeiros fundeados (e não ancorados) na Baía de Guanabara, de frente para o fabuloso show de fogos do Réveillon de Copacabana.


   NAVIOS CADA VEZ MAIORES, E PORTOS PÉSSIMOS 

Uma escala do MSC Musica no porto de Salvador, as dificuldades de sempre

Existem muitas animadoras expectativas para a próxima temporada de cruzeiros marítimos no Brasil. A retomada da economia parece até um milagre brasileiro, depois da desastrosa administração petista, que quebrou o país e o levou  ao fundo do poço - e o Brasil assistiu à perda de poder aquisitivo dos assalariados, aumento brutal do desemprego e classe média pesadamente endividada e escrava do crédito compulsório com seus juros extorsivos. O turismo sofreu sucessivos golpes, com agências de viagens fechando e cancelando contratos com prestadores internacionais de serviços. 

O desequilíbrio notório  da balança de pagamentos comprovou a evasão de bilhões de dólares transferidos ao exterior-  principalmente aos Estados Unidos e países da Europa. E a gestão (?) do turismo nacional, em todos os níveis,continua aquela de sempre: incompetente, omissa, inativa - e não se vislumbram quaisquer atitudes de reação por parte de Secretarias Estaduais e Municipais de Turismo, com suas figuras decorativas, quase cômicas.Navios cada vez maiores, e portos comprovadamente péssimos. Maiores demandas por agilidade e eficiência, e serviços portuários em passo de tartaruga.

Reparem que, na medida do possível, as companhias marítimas estão reduzindo custos e eliminando escalas.Os portos brasileiros funcionam à base de propina: champanhe francesa Veuve Clicquot, uísque escocês Johnnie Walker Black e Chivas Regal 12 anos, e pacotes de cigarros importados Rothmann's. A cada dificuldade operacional que surge, entra em ação o propinoduto e os chefes e subchrfes do portos recebem os "agrados" cabine de comando do navio. Sem propina, tudo fica paralisado. Criam-se novas dificuldades para vender facilidedes. Os portos são uma mina de dinheiro e vantagens. Vergonha nacional.

Voltemos aos cruzeiros: sob o comando do cap.Vincenzo  Bono, e equipe de 987 tripulantes comandada pelo diretor de hotelaria Nenad Simeonov (de Montenegro), o navio MSC Musica começou em 4 de março sua viagem de despedida, de 21 dias, saindo de Santos e Rio rumo a Veneza, escalando em Salvador, Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias); Funchal,capital da  Ilha da Madeira, terra de Cristiano Ronaldo; e  depois passando por  Lisboa e portos da Espanha. A viagem está terminando nesta semana em Malta e na Croácia. Já o MSC Magnifica,que partiu de Santos em 11 de março, também passou por Salvador, pelas Canarias e Madeira,e depois rumou para a Espanha (Malaga),  o Reino Unido (Southampton), França (Le Havre) e tendo como destino final o porto de Kiel, no norte da Alemanha,próximo de Hamburgo.

Agora, os navios da MSC, Costa, Pullmantur e outras companhias vão cumprir - de  maio até fins de novembro - seus tradicionais roteiros europeus: Mar Báltico,Mediterrâneo, Ilhas Gregas, Ilhas Baleares, Palma de Mallorca, Riviera Francesa, e portos conhecidos da Turquia, Croácia, Chipre, Ilha de Malta e norte da África (Tunis e Tanger). O auge da temporada serão os Fiordes da Noruega,cujo climax acontece em junho e julho; e as viagens pela Escandinávia, Mar Báltico e Mar do Norte, atingindo portos da Rússia no apogeu da Copa do Mundo.

Com ajuda da internet, e de conhecidos sites de viagens (como Booking.com, Decolar.com,Trivago  e outros), muitos viajantes vão tentar organizar seus roteiros no computador. Mas,com a experiência de mais de 50 anos no turismo,considero  que ter uma agência de viagens de sua inteira confiança, a quem possa recorrer em casos de dúvida, é fundamental. É como aquela velha história do custo-benefício: você entregaria um sedan de luxo importado a uma oficina  de fundo de quintal?


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Com dois meses de atraso, por razões médicas, estou cumprindo hoje a promessa feita  a muitos participantes mineiros, gaúchos e cariocas  do cruzeiro do MSC Musica a Buenos Aires, Punta del Este e Ilhabela, de 6 a 14 de janeiro, e que tiveram a chance de conhecer os netinhos Rafael e Mariana, que completaram 10 anos e deixam de ser crianças para se tornarem pré-adolescentes fascinados pelo mar. Vamos seguir torcendo para que vovô Hélio supere os problemas renais e seu marcapasso alemão Biotronik  siga trabalhando direitinho: na última revisão feita pela arritmóloga, dra. Simone Catalan, o equipamento garantia validade de 8 anos e seis meses,em dezembro do ano passado. Sinal de que podem acontecer novos cruzeiros, e já temos navios à vista: Harmony of the Seas, NCL Getaway, e MSC Poesia e Seaview, sempre pagando as duas cabines externas conjugadas financiadas em10 meses no  cartão Mastercard.

Voltando aos cruzeiros da próxima temporada brasileira,com navios maiores e os mesmos portos despreparados de sempre (Santos, Salvador, Ilhéus, Recife, Maceió etc): pela MSC Cruzeiros,está confirmada a vinda de um meganavio de 160 mil toneladas, para 5.200 passageiros, o MSC Seaview, que nem foi lançado ao mar ainda, o que vai ocorrer no próximo mês de junho. Nunca, jamais,em tempo algum na história deste país, o Atlântico Sul recebeu um navio desse tamanho, e nossos portos não estão efetivamente preparados para ele. Imagine-se o tumulto e transtorno de um desembarque no porto de Salvador. Mais detalhes sobre este monstro dos mares (no bom sentido) num próximo blog. Hoje,ficamos por aqui.
Obrigado por sua paciente espera.
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Belo Horizonte-MG /Brasil
18 de maio de 2018
Hélio Fraga - Editor
Postagem e edição- Ana Cristina Noce Fraga

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MELHOR MANEIRA DE VIAJAR AO CHILE, PELA EMIRATES, COM BOEING 777-200 LR.


O Boeing 777-200 LR da Emirates tem 38 lugares na classe executiva e 264 na econômica

Esta é realmente uma grande  notícia para aqueles que precisam ou pretendem viajar a Santiago do Chile, a negócios ou passeio, e que exigem algo melhor do que os voos regulares da Latam e Gol,com aquele serviço apenas razoável de sempre: comida fraca e tripulações burocráticas (falta de sorrisos e atenção): a partir de 5 de julho próximo, e cinco vezes por semana, eles poderão viajar com o luxo e serviço de bordo requintado da Emirates Airline, por muitos considerada como a companhia aérea número 1 do mundo, cuja  categoria e requinte são reconhecidos internacionalmente. E, em vez de voar em jatos Airbus A320 (Latam,ex-AM), Boeing 737-800 (Gol) e nos envelhecidos Boeing 767 da Lan Chile), eles vão viajar nos moderníssimos Boeing 777-200 LR da Emirates, que é uma vencedora - não entra para competir, mas para ser a primeira.

A empresa dos Emirados Árabes, com sede em Dubai, já voa diariamente para São Paulo, com o superjato Airbus 380, com capacidade para mais de 550 passageiros. E a partir de 5 de julho, serão mais cinco voos semanais adicionais, estes com Boeing 777-200 LR (Long Range,ou grande alcance). As chegadas a Guarulhos, procedentes de Dubai, com extensão a Santiago do Chile, serão  às terças, quintas, sextas, sábados e domingos, voo EK-263; e os voos de volta aos Emirados Árabes,número EK-264, serão às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos, procedentes de Santiago e novamente via Guarulhos.
O serviço de bordo da Emirates é considerado um dos melhores da aviação mundial


Após  a escala em Guarulhos, terminando um voo direto de 14 horas desde Dubai, o voo EK-263 decola para Santiago às 18h30 e pousa na capital do Chile (Aeroporto Arturo Merino Benitez, ex-Pudahuel) às 21h40 locais, uma hora a menos do que no Brasil. Já o voo de retorno, EK-264,decola de Santiago à 1h10,  pousando em Guarulhos às 5h55 da manhã.

Para quem continua a viagem até os Emirados Árabes, o Boeing 777-200 LR decola de Guarulhos às 7h45 da manhã e termina e Dubai às 5h15 do dia seguinte. Importante lembrar que, a partir de Dubai, há conexões imediatas para a China, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia e India. Uma das razões para a criação desta rota é a existência, no Chile, de uma grande colônia de empresários árabes, japoneses, chineses e indianos.

O Boeing 777-200 LR da Emirates, na configuração desta rota, tem 38 lugares na classe executiva (esquema 2+2+2) e 264 na classe econômica, total de 302 lugares disponíveis por viagem. A bordo, há variada oferta de canais de TV, som, jogos eletrônicos e vídeos. E buffets de classe internacional, o que é bem diferente de magros sanduíches e limitada oferta de bebidas das concorrentes, que fazem a gente sentir saudades da fartura e qualidade dos buffets da antiga Varig, que operou esta rota por vários anos, com ou sem escalas em Buenos Aires.
O Aeroporto Internacional de Dubai é um dos mais modernos do mundo

Para mais detalhes,veja o site www.emirates.com e consulte a agência de viagens de sua confiança. Há uma tarifa promocional da Emirates,com viagem em classe econômica ao Chile a partir de US$ 264, mais taxas, e de US$ 624 em executiva. 

PS: Não me perguntem, por favor,se a Latam (cada vez mais chilena e menos brasileira) também adota o sistema de venda de sanduíches frios e refrigerantes em suas rotas internacionais, como faz nos voos internos no Brasil - porque isso não sei responder. Hoje, em todos os voos domésticos,  ela serve apenas água grátis - todo o resto tem de ser pago: sanduíche a R$ 20, refrigerantes a R$ 8, biscoitos, pedaço de bolo, chá e café.

ENCONTRO COM O TURISMO DE BERLIM E DE VIENA

Ao contrário da maioria dos eventos de turismo, com avisos sempre em cima da hora - de preferência na véspera, como se todos fossem desocupados - o convite do Turismo de Viena e Berlim chegou com praticamente 30 dias de antecedência, como se usa fazer na Europa. As duas cidades promovem um encontro com agentes de viagens e profissionais do turismo  no restaurante Alma Chef (Rua Curitiba 2081,Lourdes) em 18 de março, a partir de 19h. Viena será representada por Florian Wiesinger; e Berlim, por Chistian Tanzler. O convite foi feito por Bianca Kling, pela equipe Berg, que cuida da coordenação.

Hoje,  quarta-feira, 21 de fevereiro, estou perdendo um encontro promovido pela BH Airport e TAP, no Aeroporto Internacional de Confins, às 18h, para comemorar os 10 anos de operação dos voos diretos de BH/Confins a Lisboa pela companhia portuguesa. É que o convite por e-mail chegou com menos de 24 horas de prazo, e eu tinha uma reunião relativa à edição de um livro sobre o zagueiro Procópio Cardoso Neto, a ser lançado no final do ano. Eu pois me senti muito honrado com a escolha de meu nome para fazer o prefácio, e estou colaborando com o autor Flávio Orsini Costa Val (sem custo, obviamente) na revisão dos textos. Então, tive de mandar um e-mail à BH Airport lamentando a involuntária ausência e explicando os motivos.

Já estou cansado desta pregação no deserto, que faço há anos no turismo:  é indispensável trabalhar com um espaço mínimo  de, pelo menos, 72 horas entre a comunicação do evento e sua realização. Profissionalismo sempre faz bem. Nos Estados Unidos, em todos os grandes congressos de turismo (como o IPW, antigo Pow Wow), quatro meses antes, está tudo organizado e reconfirmado: programa oficial, lista de 6.500 participantes, hotéis selecionados para delegações de mais de 70 países, transporte local organizado (frota de 60 ônibus de luxo), passagens aéreas emitidas, treinamento de voluntários, buffets contratados, planejamento de trânsito etc.

Talvez um tipo de organização como este do Primeiro Mundo só chegue daqui a muitos anos ao nosso atrasado, abalado e desolado Brasil. Alguns fatos políticos, no Brasil, sempre parecem que foram idealizados, criados e lançados por um PhD especialista em confusão e desorganização - como a intervenção federal na segurança pública do Rio. Ninguém se entende. Não se fala a mesma língua. A comunicação é uma zorra total.

Os bandidos e traficantes agradecem, penhorados, por tanto imediatismo e amadorismo de tais "organizadores"  - também pudera, envolvendo Temer, Pezão e Crivella, seria exigir demais encontrar algo bem estruturado e perfeitamente coordenado, com diretrizes claras e objetivas. É o nosso famigerado e vexatório jeitinho de ser.

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Belo Horizonte-MG/Brasil
21 de fevereiro de 2018
Editor- Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

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