domingo, 12 de maio de 2019

VETERANOS DA CEMIG EM ÁGUAS DE LINDOIA, MAS SEM PODER PUBLICAR SEUS NOMES

O Hotel Mantovani, com 96 apartamentos em 3 andares,mais do que um 3 estrelas comum


Pela primeira vez como aposentado na Cemig (desde setembro de 1991, após 16 anos de dedicação), tive a oportunidade de participar de um Encontrão dos empregados da maior empresa de Minas - a turma da Velha Guarda, os carregadores de piano, que ajudaram a construir a grandeza da companhia em suas usinas, subestações, linhas de transmissão, redes de distribuição urbanas e rurais, redes subterrâneas alagadas e postes encobertos pelas águas das enchentes e grandes catástrofes. Uma turma de abnegados servidores, pelos quais tenho o maior respeito - muito mais do  que por qualquer ex-presidente, ex-diretores e ex-superintendentes. Os Encontrões são organizados pela AEA/MG,  Associação dos Eletricitários Aposentados e Pensionistas da Cemig em Minas Gerais.

São pessoas movidas por um grande amor à Empresa, verdadeira devoção. Nunca imaginaram que a Cemig, verdadeiro patrimônio e glória de Minas, além de bastante lucrativa, ia passar pelo vexame de ser ameaçada de privatização por um Governo de MG desnorteado e sem diálogo com a sociedade. A grande estrela do programa de palestras em Águas de Lindóia, durante o Encontrão, foi Vanderlei Toledo, DRP dos empregados da Cemig junto à Forluz e à cúpula da Empresa. Muitíssimo bem informado, com um passado de lutas em defesa dos colegas,  e bem assessorado por  Edi Angelo, diretor da AEA/MG, ele mostrou aos aposentados a real situação política face à possibilidade de privatização, que tem de ser aprovada em votação da Assembleia Legislativa de MG.

Mas, a despeito das questões políticas, o clima da viagem foi de bastante descontração e companheirismo. Claro que qualquer casal participante gostaria de guardar cópia deste Blog, visto em 47 países, para mostrar aos filhos e netos, mas num flagrante desrespeito à liberdade de informação, o acesso à lista de nomes dos aposentados foi vetado por ordens superiores, como se a viagem fosse tão secreta que nem o FBI e a CIA poderiam saber.  Foi o predomínio da burocracia e da ignorância sobre a sensatez. Ou uma questão de inveja e despeito. Isto tem de ser contado aqui. Eu me recuso a discutir em baixo nível.


O café da manhã é farto e atende todos os paladares.

Todos os anos, os veteranos fazem um Encontrão, com camiseta alusiva. A escolhida de 2019 foi a acolhedora Águas de Lindoia, de apenas 18 mil habitantes, a menos de 10 km de Monte Sião, com suas porcelanas azuis e suas malhas e bordados.  Este ano, foram sete ônibus levando participantes de quase todas as regiões de Minas, como Zona da Mata, Triângulo, Alto Paranaíba, Sul de Minas, Vale do Rio Doce, Vale do Aço, Oeste de Minas e Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, num total de 368 pessoas,  ficando 200 no Hotel Mantovani (que superou as expectativas para um 3 estrelas) e as demais 168 no Hotel Guarany.  Durante as viagens,  duas paragens nos restaurantes da rede Graal, com os banheiros bem cuidados e os preços quase sempre caros.

Cada ônibus  teve uma Coordenadora. Só posso falar daquele no qual viajei, que foi o de Governador Valadares, cujo Coordenador foi Carlos Neri Pimenta, que demonstrou atenção, competência, presença e eficiência. Entre os passageiros, estavam 22 "Cemiguianos" de Valadares, 4 de Ipatinga, dois  de João Monlevade e os demais "agregados" de Belo Horizonte. Embarque com atraso superior a 2 horas, no Domingo de Páscoa, em frente ao Ed. Júlio Soares, Av. Barbacena 1200, no Santo Agostinho. A demora no embarque foi tanta (passando das 23h30) que um dos participantes desistiu e voltou para casa (Milton Sacramento, de BH)

Falei aos ex-colegas que pretendia publicar todos os 368  nomes, ainda que demandassem tanto espaço - mas seria uma homenagem -, porém os guias da excursão criaram todo tipo de dificuldades. O diretor do Hotel Mantovani, Rodrigo, se prontificou a me passar a relação dos hóspedes de cada ônibus, e providenciou um xerox, que me foi subtraído (apropriação indébita) por  uma "Coordenadora" incompetente e prepotente, para rimar. Eu não tinha nada tratar com tal figura inexpressiva. Ela e suas colegas se comportaram como se estivessem de férias, sem obrigações a cuidar. Não fizeram praticamente nada a não ser aproveitar o hotel. Mas ressalto a importância da participação do Cemig Saúde com algumas ações promocionais.

Vendo que as mínimas providências relacionadas com boa educação, civilidade  e bom-senso não seriam tomadas por nenhuma das tais "Coordenadoras", no último dia de viagem (sexta, 26 de abril) fui ao restaurante do hotel, pedi para chamarem o chef de cozinha Marquinhos e cumprimentei-o, juntamente com seus colegas, agradecendo o esforço da equipe de cozinha, que serviu todos os cafés da manhã, almoços e jantares de 22 a 26 de abril. Agradeci aos garçons Lucas, Giovani, Leonardo, João Paulo, Caio, Marcão, Mateus,  Valdemar, Rogério e Serginho. Escrevi de graça, por muitos anos, uma coluna assinada e com foto na página 2 do Caderno Viagem, de "O Estado de São Paulo". Eles sabiam quem sou e o que represento para a Imprensa de Turismo brasileira.

Fui também à Recepção, cuja equipe não recebeu qualquer palavra de gratidão, e lhes dei este recado, já que as "Coordenadoras" não haviam se manifestado. Aliás, elas nem devem saber que são normais, nas excursões, esses gestos de gratidão às pessoas que se desdobraram nos serviços. (Nos navios de cruzeiros, as equipes de cozinha desfilam nos restaurantes  sob aplausos de centenas de passageiros, ao som de Ó Sole Mio).

Voltando ao Hotel Mantovani: havia fotógrafo escalado para a cobertura, inclusive da missa na Igreja de N.S. das Graças, com todos vestindo suas camisetas amarelas,  mas também se esqueceu de montar nos corredores ou na Recepção um mural com suas fotos. Ou, pelo menos, deixar seu nome, endereço e telefones. Falta geral de comunicação- que era obrigação elementar das tais "Coordenadoras". Tudo feito de improviso.

Chegando a BH, esperei a AEA/MG reabrir na segunda-feira, 29 de abril, data da postagem do prometido Blog, mas ocorreu mesmo um  surto de burocracia galopante. Argumentaram que publicar nomes de ex-colegas INVADE  sua privacidade - uma  aberração colossal, burrice,  desculpa esfarrapada. Não sei lidar com pessoas incompetentes e complicadas. Tenho um nome e um conceito a zelar. Pena que só alguns nomes vão sair e começo por Aarão Levcovitz, veterano de várias viagens internacionais (inclusive um cruzeiro de barco pelo Rio Volga, na Rússia), e meus companheiros de ônibus, os também internacionais José Cesário Alvim Figueiredo e Luzia Duarte Figueiredo, já de malas prontas para viajar à Turquia e fazer voos de balão na Capadócia.


     OS POUCOS NOMES QUE FOI POSSÍVEL  ANOTAR
Acabei reencontrando nesta viagem a Águas de Lindoia José Fortunato Mendes, que foi meu ex-colega nos anos dourados do INDI - Instituto de Desenvolvimento Industrial de MG (o órgão está tão ignorado pela Imprensa mineira que até parece que foi extinto). Ao final de tantas administrações estaduais vergonhosas e  desastrosas, Minas Gerais parece estar vivendo um retrocesso interminável, um descalabro generalizado.  As tragédias nas barragens, esse crime da Vale contra o Estado e a população indefesa, são uma espécie de castigo à nossa inoperância.


Tive a oportunidade de rever no Encontrão os diretores da Alpino Turismo, Madelene Salomão Ramos e seu marido Márcio Ramos, que estão organizando uma excursão à Andaluzia, voando com a TAP de 28 de setembro a 9 de outubro, com parte  terrestre a 2.055 euros financiados, incluindo passeios e 10 refeições, e parte aérea a US$ 900 mais US$ 120 de taxas, financiados com 20% de sinal mais onze parcelas sem juros. Inscrições já abertas. Informações na Alpino, Av. Contorno 9215, sala 904, fone (31) 3215-1803. Mais detalhes em futuros Blogs.

Foi um prazer conhecer Almir Guimarães e sua esposa Leia, donos de uma cobertura bem  equipada em Cabo Frio, que alugam por temporada, recebendo inclusive outros colegas da Cemig. Tive ainda a alegria de encontrar João Cesar Nogueira e Wany de Lima; José Geraldo Diniz e Bernadete, de Sete Lagoas; João Vasco Velasco, de Uberaba; Maria Célia Guedes de Oliveira; Leonardo R. de Andrade; Antônio Afonso de Oliveira. Na turma de Uberlândia, destaque para Ivanilde Aleixo Rodrigues, José Agostinho de Souza, José Barbosa Policarpo e Elisa Cândida de Jesus. A se registrar, também, a presença marcante e encorajadora de José Humberto   e Maria Aparecida, de Uberlândia - ele em sua cadeira de rodas.

Apesar de vetada, aqui está a lista de viajantes no ônibus de Gov. Valadares, com os respectivos nomes e números das poltronas: 1) Tereza; 2) Maria Lúcia; 3) Rosimary; 4) Eunice (todas de Ipatinga); 5) Rita Magda; 6) Ivo; 7) Dirley; 8) Guiomar; 10) Maria da Glória; 11) Ruth; 12) Dilson Araujo; 14) Dorotéia; 15/16, Girano e Cristina; 17/18), Helio e Ana Maria; 19) Zuleika; 20) Marislane; 21/22), Cesário e Luzia; 25/26), Paulino e Raika; 24) o guia Carlos Néri; 29/30), João Fidélis e Ângela: 27/28), João Batista e Vera; 31/32), Geraldo e Deise; 37/38), João Luís e Elisabeth; 39/40), Hélio Ricardo e Beatriz; 41/42), Luíza Maria e Maria Leonor;  e 43, Fernando.


Aproveitando a presença da Velha Guarda da Cemig na estação termal paulista, circulou entre os visitantes um abaixo-assinado ao prefeito Gil Helou, pedindo providências imediatas para a instalação de um teleférico do centro da cidade  ao Cristo Rei, num dos pontos mais altos de Águas de Lindoía. O turismo na região  só tem a ganhar com isso. A cidade possui um Balneário bem equipado,com banhos medicinais a R$ 50, metade do que custam nas estâncias hidrominerais de Minas.


  CEMIG, VERDADEIRO PATRIMÔNIO DOS MINEIROS

 

Na Av. Barbacena 1200, em Santo Agostinho, a sede da Cemig - o Ed. Júlio Soares


Nós, veteranos da Cemig,  não conseguimos sequer assimilar essa obsessão pela privatização da Cemig, sendo tão respeitada mundialmente e tão lucrativa, e ainda (e acima de tudo) empresa-modelo do combalido setor elétrico brasileiro após o furacão Dilma, que nos levou ao fundo do poço. Imaginamos que podem ser privatizadas, de preferência, as empresas deficitárias, desorganizadas e ineficientes. Graças à sua produtividade e decantada  competência, a Cemig soube resistir a todos terremotos, vendavais e tufões, principalmente os que teve de enfrentar nos governos Lula e na calamitosa gestão Dilma, que causou prejuízos de bilhões de reais ou dólares à empresa, e praticamente lhe tomou quatro usinas que o povo mineiro ajudou a construir com sacrifícios, pagando inclusive com empréstimos do BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial. Dilma conseguiu - com sua ignorância, despreparo e incompetência - o desmoronamento e destruição do setor elétrico brasileiro, que ficou irreconhecível, quando a gente se lembra da pioneira Cemig de JK, da Companhia Força e Luz de Minas Gerais,  e de Itaipu, Furnas, Eletrobrás, Cesp, Eletropaulo, Cia. Paulista de Força e Luz, Copel, Coelce, Coelba e todas as tantas empresas arrasadas.

A Cemig é nossa, patrimônio e glória de gerações de mineiros. Reparem que, em cada cidade, a primeira presença da civilização foi do poste da Cemig, em cada loteamento,  antes mesmo da rede de água e abertura das ruas através de suas redes urbanas e rurais,e de seus programas sociais. Tudo que se entende por progresso em Minas começou pelos postes de madeira ou concreto da Cemig. Nunca imaginamos ver a Cemig loteada entre políticos e tendo uma folha paralela de protegidos petistas ganhando muito sem fazer nada. Nem nos piores pesadelos vimos a manjadíssima  Andrade Gutierrez como uma de suas donas - ela que ganhava  concorrências para construir suas usinas.
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Senti, nas conversas  com os  colegas aposentados "Cemiguianos", que eles consideram a privatização um desrespeito ao povo das Alterosas, já tão roubado pelas mineradoras. Muitos deles  são favoráveis a que os empregados se unam e se candidatem à compra da Empresa. Eles imaginam, por exemplo,que a aquisição da Cemig por investidores chineses (seu valor patrimonial é de R$ 22 bilhões) significa a perda daquilo que temos de mais valioso na Empresa - que são a Forluz e o Cemig Saúde. Ou seja, tudo aquilo que representa e assiste aos 12 mil aposentados e pensionistas, e os 5,5 mil empregados ativos. Ficaremos totalmente desassistidos - nós e nossos filhos,  netos e bisnetos.

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PS: Como decidi não preencher o formulário de avaliação do Encontrão, registro apenas que o Hotel Mantovani, com seus 96 apartamentos em 3 andares, oferece mais do que um 3 estrelas comum - com bela decoração, jardins muito bem cuidados (um show de paisagismo e bom gosto), comida muito boa e serviço de boa qualidade. Senti no diretor Rodrigo Mantovani uma grande vontade de acertar. Ele espera aumentar a presença de grupos mineiros nas estâncias paulistas - como Águas de Lindoia e Serra Negra. Os preços de roupas na região são tão baixos que a gente custa a acreditar.

Sua linda cidade, com ótimo comércio, fica a 190 km da capital de São Paulo. Estradas ótimas e bem conservadas e asfalto novo, ao contrário de Minas. Partindo de BH, o acesso é por Pouso Alegre, via Fernão Dias. Diárias a R$ 330  nos dias úteis e R$  470 nos finais de semana. Não há taxa de 10% nem ISS. Um dos destaques do hotel é seu conjunto de piscinas aquecidas, com quatro hidromassagens interligadas à piscina principal. A portaria oferece passeios a Serra Negra a R$ 20 por pessoa, e um giro pela cidade num trenzinho a R$ 15. De hora em hora, há ônibus a apenas R$ 2 para Monte Sião, cidade linda, que vale a pena conhecer.


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Belo Horizonte/MG - Brasil
12 de maio de 2019

quinta-feira, 2 de maio de 2019

AYRTON SENNA DO BRASIL: 25 ANOS DEPOIS, RESTA UMA GRANDE SAUDADE



Passados 25 anos  depois da tragédia que tomou de assalto os nossos corações,  num domingo de céu azul, dia 1º  de maio de 1994, no Circuito de Imola, em San Marino, é como se essas duas décadas e meia no relógio do tempo não tenham acontecido, porque o povo brasileiro não esqueceu Ayrton Senna do Brasil, nem as alegrias que ele lhes deu nas corridas de Fórmula 1. O legado do grande Senna, tricampeão mundial de automobilismo -  por muitos considerado o maior piloto de todos os tempos -, persiste de maneira intensa, e ele continua vivo na memória e no coração dos brasileiros. Feliz de quem o viu no auge de sua carreira, feliz de quem chorou por ele - porque são  lágrimas abençoadas.

Tenho de falar dele hoje, é um imperativo de consciência, pois vivi tudo isso de uma maneira intensa por circunstâncias da minha profissão. Tenho orgulho deste passado. Nunca reneguei o Esporte, ou o considerei uma tarefa  secundária. Fui colunista e editor de Esportes por quase 3 décadas em jornais de Minas, inclusive por 17 anos no maior deles (Estado de Minas), respeitado nacionalmente. Assinei colunas e matérias esportivas nos jornais "Diário de Minas", "Correio de Minas" e revista "3 Tempos", semanários "Binômio" e "Jornal de Domingo", e fui responsável por programas esportivos na TV Itacolomy, canal 4 (Bola na Área), TV Alterosa, canal 2 (Esporte, Urgente); e TV Belo Horizonte, canal 12 (As Duas Faces do Esporte)  na futura Rede Globo. 



No jornal "Hoje em Dia", além do Caderno de Turismo por 26 anos, fui editor (sem salário) de um Caderno de Veículos, onde participei de lançamentos de automóveis no Brasil e exterior, a convite de montadoras brasileiras e internacionais, quase sempre com participação de Leonardo Senna, irmão de Ayrton, muito ligado à Audi. Minha admiração por Ayrton Senna não teve limites, sempre o considerei o maior cidadão brasileiro de todos os tempos, acima de Pelé.

Senna deu aos brasileiros, e ao esporte mundial, reiterados exemplos de dedicação, responsabilidade, superação dos próprios limites e perfeccionista nos mínimos detalhes. Corajoso ao extremo, frio e  calculista nas decisões mais difíceis - como fazer uma ultrapassagem considerada impossível no mais perigoso circuito do mundo, que é o GP de Mônaco, em Monte Carlo. Senna tentava superar a si próprio, um eterno insaciável. Essa gana de vencer, superando-se, foi sua marca registrada e sua herança.

              O MAIOR PILOTO DE TODOS OS TEMPOS

Não vi o argentino Juan Manuel Fangio correr, e o que sei dele é aquilo que  imprensa publicou  - foi realmente um  grande piloto, e elevou o nome de seu país às alturas, mas são escassas as imagens de suas corridas e os carros eram menos potentes. Mas, nesses anos todos de carreira, acompanhando a Fórmula 1 pela imprensa  desde 1956, e como jornalista desde 1960, assisti a diversos GPs disputados por Jim Clark, Jackie Stewart, Jack Brabham, Nicl Lauda, Alain Prost,  Nigel Mansell, Michael Schumacher, Ronnie Petterson, Kimi Haikkonen, Jean Alesi, Riccardo Patrese, Graham Hill, o belga Thierry Boutsen (o maior amigo de Senna nas pistas, Gehrard Berger (outro amigo íntimo), Ivan Capelli, Jos Verstappen, David Coulthard, Alessandro Nannini, Derek Warwick, Mika Haikkonen, René Arnoux,  Andrea de Cesaris, Aguri Suzuki, Satoru Nakajima, François Cevert, Jochen Rindt, Jo Siffert, Michele Alboretto, Clay Regazzoni, Niki Lauda, José Carlos Pace,  Maurício Gugelmin, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno  e tantos outros, até chegar aos tempos modernos de Fernando Alonso, Felipe Massa, Rubens Barrichello e a geração atual, onde o inglês Lewis Hamilton é disparado o melhor de todos (por sinal, grande fã de Senna e nele se inspirou).

Ayrton Senna do Brasil, para mim, foi o maior de todos, chegando ao máximo de perfeição que um ser humano pode atingir - pois a perfeição absoluta está em Deus. Seus números na Fórmula 1 são difíceis de alcançar, embora já tenham sido superados. Ao morrer tão violentamente, ao vivo e a cores na TV, naquele fatídico 1º de maio de 1994, na curva Tamburello do autódromo de Imola, em San Marino, ele contabilizava 161 GPs disputados, 65 pole positions (largar em 1º lugar), 2.982 voltas na liderança e 41 vitórias, conquistando 3 títulos mundiais, todos com a escuderia McLaren e motor Honda. E Senna com seu tradicional capacete verde e amarelo, com o escudo azul do Banco Nacional, mineiro de origem (família Magalhães Pinto).

A trajetória do mito Senna é impressionante: primeiro título brasileiro de kart em 1978; vice-campeão mundial de kart em 1979; novamente vice-campeão em 1980; campeão inglês de Fórmula Ford 1600 em 1981; campeão inglês de Fórmula Ford 2000 em 1982 e campeão inglês de Fórmula 3 em 1983 com recorde de vitórias - já nesta época tinha admiradores no cenário internacional, pois era uma realidade e não mais uma promessa. A Fórmula 1 já o esperava, num patamar mais alto.

Foi assim que Senna fez sua primeira pole position no GP de Portugal, disputado no circuito de Estoril,onde conseguiu sua primeira vitória pela Lotus. Os brasileiros despertaram para Senna e rapidamente o transformaram em ídolo, e as manhãs de domingo se tornaram um encontro das famílias dos torcedores com o piloto. Senna firmou seu conceito com sucessivas vitórias, fruto de sua competência e com sobras de dedicação, comprometimento, persistência, idealismo e coragem (muita coragem). Aí começou também sua rivalidade com o piloto francês Alain Prost, porque, a bordo de uma McLaren vermelha e branca, igual tecnicamente à de Senna,ele nunca conseguia tempos iguais aos do  brasileiro nas pistas. Uma rivalidade que ganhou repercussão mundial através das grandes revistas esportivas inglesas, francesas e alemãs.

Pilotando as McLaren de números 1,  8 e 12, e impondo seu talento em cada circuito da F-1, Senna esbanjou talento e categoria, e colocou sua vida em risco em cada prova disputada em Monte Carlo, Monza, Spa-Francorchamps, Barcelona, Jerez de la Frfotera, Hungria, Hockenheim, Nurburgring, Melbourne, Montreal, Paul Ricard (Le Castelet), Zandvoort,  Cidade do México, Estoril, Silverstone, Phoenix-EUA, Zeltweg etc. 

A cada domingo de festa na Fórmula 1, os brasileiros vibravam e se emocionavam ao ver Senna segurando a Bandeira Nacional ao dar sua volta triunfal, após mais uma vitória. Naquela época, o Brasil estava no fundo do poço: moeda desvalorizada, inflação de 85%, desmoralização da classe política, greves de metalúrgicos, invasões de terras etc. Senna era nosso antídoto contra esses flagelos. Suas vitórias eram nossa alegria e conforto moral. Ele fez mais pelo Brasil do que todos os nossos governantes, em todos os níveis.

Enquanto a imagem política e econômica do Brasil era péssima (inclusive terra sem lei, explorador de turismo sexual no Nordeste, mau pagador e país caloteiro), Senna mostrava ao mundo um Brasil diferente -  forte, respeitado e vencedor. Merecia ter seu nome em cada cidade média deste país: Praças Senna, Avenidas Senna, Ruas Senna. Muito melhor do que ter avenidas e praças com os nomes de governantes ladrões, corruptos e desmoralizados, ditadores, interventores, exploradores do povo, gangsters da política mais baixa que se pode imaginar. Ainda há tempo para se corrigir essa injustiça que já dura 25 anos. Eu me espanto que Belo Horizonte nunca tenha colocado Ayrton Senna como patrono de uma de suas avenidas principais. Alguns dos nomes escolhidos como patronos de ruas e avenidas em BH nos envergonham.


               O MAIOR ENTERRO QUE O BRASIL JÁ VIU 

Acredito que Senna já estava morto na pista quando seu corpo foi levado,numa maca, ao helicóptero vermelho e branco número 118, que o transportou ao Hospital Maggiore de Bologna. Aquelas declarações de "nessuna speranza" (nenhuma esperança) pelo corpo médico do hospital foram uma forma de ganhar tempo para confirmar oficialmente  sua morte. Com a violência do choque a 350 km por hora, um braço da transmissão do Williams nº  2 perfurou seu capacete e atingiu em cheio sua cabeça. Aquela era a maior notícia do mundo em 1994.

Uma colossal comoção popular  cercou a morte de Senna. Parece que o Brasil inteiro  ficou órfão: crianças em pranto, pessoas chorando nas ruas, uma tristeza profunda,  luto nacional. Quatro dias depois da tragédia de Imola, o corpo do piloto tricampeão mundial foi trazido de Milano-Malpensa, na Itália, ao Aeroporto de Guarulhos, dia 5 de maio, pelo MD-11 da Varig, prefixo PP-VOQ. Era tanta gente ao longo do percurso até o centro de São Paulo que o Brasil inteiro parecia reunido na cidade natal dele para lhe prestar esta última homenagem. Eram milhares de pessoas, de todas as classes sociais, unidas na mesma dor. Milhares de bandeiras verde e amarelas. As aulas nas escolas paulistas foram suspensas. Parte do comércio cerrou as portas.


Durante horas, os órfãos desamparados de Senna desfilaram ao redor da urna, com filas gigantescas protegida por cordões de isolamento. Havia de tudo ali: duas viúvas extra-oficiais (Xuxa e Adriane Galisteu), presidente da República (Itamar), governadores, embaixadores, ministros, prefeitos, autoridades em todos os níveis, nomes famosos das artes e, principalmente, gente comum, sem títulos e sem pompas, operários e estudantes, mães de família, cuja dor certamente era mais sincera. Alain Prost veio de Paris para segurar a alça do caixão, ao lado de gente do mundo do automobilismo - e não houve qualquer reação à sua presença. Ainda em vida, ele e Senna resolveram suas diferenças.

Em caminhão vermelho do Corpo de Bombeiros, precedido por baterias de policiais motorizados e tropas da Cavalaria - e seguido por milhares de pessoas -, o corpo de Senna foi levado para sepultamento no cemitério do Morumbi. Seu túmulo, visitado ainda hoje por dezenas de pessoas, e cheio de flores, está coberto pela placa dourada:  "Nada pode me separar do amor de Deus". QUE GRANDE FINAL!!!

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PS: Um aviso aos veteranos "Cemiguianos" que participaram do último Encontrão da Velha Guarda da AEA/MG, na semana passada, na estância paulista de Águas de Lindóia: o prometido Blog sobre esta viagem sai no próximo final de semana,  podem ficar atentos. Querem nos tomar nossa Cemig, que é poderosa, organizada e muito lucrativa. Ela tem de ser tratada como patrimônio de cada cidadão mineiro. Fora com os aproveitadores, que já roubaram muito dela, impunemente.



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Belo Horizonte/MG - Brasil
Dia 1º de maio de 2019
Editor -Hélio Fraga
Postagem - Ana Cristina Noce Fraga

sábado, 13 de abril de 2019

TRAGÉDIA DAS BARRAGENS PREJUDICA A SEMANA SANTA NAS CIDADES HISTÓRICAS


Macacos sofre danos irreparáveis com o risco de rompimento da barragem.


Não vamos tapar o sol com a peneira, nem fingir que o problema não existe - seria uma mentira, uma fraude, uma deturpação e um embuste. Não é fácil ser escravo da verdade, ainda mais  sendo jornalista - porque a Bíblia da nossa profissão nos obriga a transmitir sempre a verdade dos fatos (doa a quem doer).

Mente-se muito no Brasil (agora, mais ainda). Mente-se descaradamente sobre quase tudo, de forma generalizada (o presidente Jair Bolsonaro que o diga). Deturpam-se fatos em escala crescente. Fabricam-se crises a cada minuto. Inventam-se divergências e discussões entre ministros. Parece que se criou um complô para não dar 1 minuto de sossego a quem precisa de trabalhar em paz para salvar um país do abismo ao qual foi atirado por uma corja de políticos bandidos safados e corruptos.

Vive-se no Brasil um tempo esquisito de Inquisição: condenar inocentes a qualquer preço, com ou sem provas, e sem direito a defesa. Programas de TV se transformam em tribunais de exceção, comentaristas com telhado de vidro atiram pedras em falsos culpados, dizendo-se defensores da lei. Colunas de jornais e revistas não se envergonham de estar serviço da difamação e da intriga. Falsas vítimas da ditadura põem à mostra seus ódios e frustrações, mas não renunciam às generosas indenizações que receberam "pela defesa da democracia".

Não posso, nesta espinhosa função de escravo da verdade, tratar desta Semana Santa como se não tivesse acontecido a tragédia da barragem de Brumadinho, com sua escalada de mortes e sofrimentos. Não posso rezar para que "tudo volte ao normal", porque jamais irá voltar - a tragédia só tende a aumentar, à medida que as mineradoras vão continuar derrubando as montanhas de Minas e aumentando o número de suas barragens de rejeitos de minério. E continuar subornando governadores, senadores, prefeitos e deputados estaduais e federais.

Não posso pensar que a Semana Santa será gloriosa e brilhante em Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo, quando se sabe que estas cidades continuam ameaçadas pelos riscos da barragem de Gongo Soco. Nem posso prometer que na sofrida Itabira do poeta Carlos Drummond de Andrade a comemoração da Semana Santa será a mais vibrante de todos os tempos, quando se observa que o Pico do Cauê foi totalmente destruído e há ameaçadoras barragens no entorno da cidade - sendo uma delas com  200 toneladas de rejeitos de minério de ferro.

Como imaginar toda a população envolvida pelo clima de meditação sobre a paixão e morte de Cristo, quando as cidades são atormentadas pelos apitos de sirene servindo de alerta para evacuar as casas? Como pensar que Congonhas do Campo dorme em segurança todas as noites, com aquela monstruosa barragem no alto do morro, de frente para uma densa área habitada na cidade?

Não estou prevendo que haverá uma debandada em massa (paulista, carioca, goiana, baiana, capichaba) de visitantes de Estados próximos, mas parece que não haverá tantos turistas como nos anos anteriores em Ouro Preto, Mariana, Sabará,Tiradentes, São João del-Rei, Congonhas e outras cidades. A força dos meios de comunicação, e a terrível imagem dos danos que o estouro da barragem provocou em Brumadinho, não encorajam as pessoas  a viajar indiscriminadamente. É preciso pensar bem e ter cautela.

Ilustrar esta coluna com imagens da Semana Santa em cidades históricas é uma forma de esperar que tudo corra em, não haja sobressaltos e nada de anormal aconteça - mesmo porque essa celebração da Semana Santa é uma das poucas tradições que restam ao turismo nesta Minas Gerais que foi governada por uma quadrilha de bandidos nos últimos anos. As feridas estão abertas.



LEMBRANDO O SAUDOSO COMANDANTE MARCÃO 
 
Marco Aurélio e minha netinha Mariana em um passeio de avião.
Já foram publicados 185 blogs em mais de 5 anos, e o computador registra as datas e números de postagens e acessos em cada edição. Um fato chamou minha atenção: a extraordinária repercussão que teve o blog publicado em 4 de dezembro do ano passado, falando da morte  do comandante Marco Aurélio Gori de Carvalho, pilotando um jato do Grupo ARG, ao fazer um pouso em Jequitaí, no norte de Minas, levando seu patrão e esposa para uma fazenda. Um acidente muito estranho, até hoje não devidamente explicado - e talvez nunca o seja.


Até agora, este blog foi visto por 16.935 pessoas, sendo recordista de acessos. Só para efeito de comparação: um blog anterior, sobre o Natal Luz de Gramado e o 30º Festuris (Festival de Turismo)  teve 15.491 visualizações. O número de acessos vai só aumentando, e já se passaram quatro meses. Isto deve ser um motivo de muito conforto e apoio moral para a família do comandante Marco Aurélio: sua mãe, dona Angela; sua irmã Luciana Carvalho Carpeggiani; Carolina, sua única sobrinha e afilhada; sua viúva Juliana, tão jovem e bonita, e sua filhinha Anna Victoria, de 11 anos, uma menina linda.

Na época do blog, Luciana me enviou uma mensagem de agradecimento, citando os parentes de Marco Aurélio igualmente gratos, como Cristina e Valéria. Acho que todos serão recompensados agora, ao saber que tanta gente  continua lendo a história dele.
 Perdi uma espécie de velho amigo recente, porque ele tinha o maior carinho por nossa filha Ana Cristina, seu marido Cássio e os netos Rafael e Mariana. Ele prometeu ao Rafa que seria seu instrutor na Escola de Pilotagem. Mas ajudará de outras formas, com certeza, lá de cima.

Como já escrevi antes,  espero que o poderoso Grupo ARG vai cuidar de Anna Victória e sua mãe, não as deixando desamparadas. É seu dever moral.



     O IMPORTANTE LEGADO DE DONA LUCINHA
 Dona Maria Lúcia Clementino Nunes inspirou uma nova geração de chefs de cozinha mineiros
Perdemos nossa Estrela Guia. Ela foi muito importante para a história do turismo de Minas e nossa gastronomia. Foi a embaixatriz de nossa comida típica no plano nacional e assim se tornou conhecida. Dona Lucinha Nunes (Maria Lúcia Clementino Nunes), natural de Serro, espalhou simpatia, bondade e carisma por onde andou. Morreu nesta segunda semana de abril, aos 86 anos, deixando o marido José Clementino Nunes, de 90 anos, e uma família de 11 filhos e 25 netos. Tive a honra de ser seu amigo e cliente, levando muitos colegas jornalistas de outros Estados a seus restaurantes nas ruas Sergipe e Padre Odorico (pagando as despesas no cartão, é claro). Nunca lhe pedi nada.

De fala mansa, Dona Lucinha era educadíssima, e seus olhos pareciam duas águas marinhas. Mesmo um tanto retraída nos últimos anos (e eu mais ainda, ausente de quase tudo no Turismo), claro que ela vai fazer muita falta nesses tempos de virtudes tão raras, como tolerância, boa convivência, harmonia, dignidade, decência, amor ao trabalho, respeito ao próximo e dedicação a uma causa. Ela mereceu não apenas coroas de flores, mas homenagens de verdade, dessas que precisam ser feitas com a pessoa em vida. Como dizia Mestre Kafunga, goleiro histórico do Atlético, "não quero nada depois de morto - se quiserem fazer algo, que o façam agora" (mas não  fizeram).

Dona Lucinha ficou conhecida nacionalmente por simbolizar os temperos e sabores de Minas e inspirou, no Carnaval de 2015, o tema-enredo do desfile da Acadêmicos do Salgueiro: "Do fundo do quintal, saberes e sabores  na Sapucaí", baseado no seu livro clássico "História da Arte da Cozinha Mineira". Ela se tornou referência da comida de seu Estado.

Além dos dois restaurantes em Belo Horizonte, Dona Lucinha teve um em São Paulo (Moema), cuja tradição tem de ser mantida por seus filhos e netos. Claro que merece ser nome de rua ou praça não só em  Belo Horizonte, mas em outras cidades históricas mineiras, e uma estátua em Serro. Espera-se que, iluminados pelo Divino Espírito Santo, alguns vereadores atualmente entregues a nulidades cuidem realmente de homenagear quem merece e quem trabalhou pelo turismo de Minas. Pessoas como Dona Lucinha Nunes não podem ser esquecidas, têm de fazer parte de nossa memória histórica.

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Desejo uma boa Semana Santa a todos, que é mais especial ainda porque o feriado de Tiradentes acontece em pleno Domingo da Ressurreição. Se vão viajar, cuidado com as traiçoeiras estradas federais e estaduais mineiras. Não cometam  o desatino de beber e dirigir. Não ultrapassem na faixa dupla continua. Respeitem o  bom senso e os limites de velocidade.Não façam de seu carro uma arma de guerra, pois as vítimas podem ser vocês. É uma vergonha nacional que o nosso trânsito seja tão incivilizado, tão agressivo, tão  bárbaro.

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Belo Horizonte-MG,Sudeste do Brasil
Dia 13 de abril de 2019
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

quarta-feira, 20 de março de 2019

VEDETE DO EVENTO PORTUGAL UNITED EM MINAS, O HISTÓRICO E LUXUOSO HOTEL PALÁCIO ESTORIL

Um hotel com muita tradição e história,bem parecido com o Copacabana Palace no Rio

Um seleto grupo de empresas de turismo portuguesas veio a Belo Horizonte, trazido pela TAP, e a delegação, chamada de Portugal United, passou ainda por  São Paulo,Brasília, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre. Através de um vídeo,e uma exposição de oito minutos de cada profissional de vendas e marketing de cada hotel, os produtos foram apresentados a um também seleto de grupos de agentes de viagens mineiros e operadoras de excursões - entre elas a Abreu Viagens. convidada especial do representante da TAP em Minas, Carlos T. Dias, anfitrião dos empresários portugueses. O encontro aconteceu na área de eventos do Royal Savassi Hotel, na Rua Alagoas.

Um dos produtos apresentados foi o histórico e luxuoso Hotel Palácio Estoril, um dos mais famosos de Portugal, situado  no coração de Cascais e Estoril. Sua arquitetura clássica lembra muito a fachada do Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro .O hotel português se destina a turistas de alto poder aquisitivo, categoria 5 estrelas top de linha. Seus hóspedes podem usufruir do Casino Estoril, com uma estrutura de riqueza cultural e de lazer. Este é o maior casino da Europa, considerado o principal centro de convenções e eventos de negócios em solo português. Há também praias de mar verde em Cascais e campos de golfe exclusivos.

O campo de golfe oficial do Estoril pertence ao Hotel Palácio, com 18 mais nove buracos, que foi sede de vários torneios Portugal Open e Ladies Open. O campo está em boas condições durante todo o ano e tem à  disposição um confortável Clubhouse com restaurante e bar.

Depois do golfe, de volta ao Palácio Estoril, os hóspedes contam,  para  relaxar, com piscina externa com espreguiçadeiras nos jardins,e o conforto de uma piscina aquecida interna. Os salões internos  são decorados com valiosas obras de arte.  A qualidade dos serviços de seus empregados, em vários níveis, é considerada uma referência da hotelaria portuguesa. Metade de seus atuais colaboradores tem mais de 25 anos de casa.

Abrindo suas portas em 1930 e passando por um recente processo de renovação,  Hotel Palácio Estoril fica a apenas 25 km do Aeroporto de Lisboa e oferece um total de 161 elegantes quartos, incluindo 32 suítes. todos equipados por cabo LCD TV, ar-condicionado, mini-bar,  wi-fi, secador de cabelo e roupão. Há nove salas designadas para eventos corporativos e convenções de grande empresas. O restaurante Grill Four Seasons tem o mais refinado  ambiente para uma refeição, com pratos da gastronomia local e internacional. O Bar Estoril tem uma atmosfera elegante, famoso lugar de encontro para coquetéis de final de tarde e um chá típico inglês às l7h.

O legendário hotel abriu recentemente o Estoril Wellness Centre e alargou  sua oferta de programas de saúde e bem-estar, além de ter à disposição dos clientes o Banyan Tree Spa, com 14 salas de tratamento, piscina interior, sauna, jacuzzi,  banho turco e completo ginásio de esportes.

Para conhecer melhor este monumento da clássica  hotelaria portuguesa  acessar o site www.palacioestorilhotel.com. Para pedir informações, o e-mail é info@hotelestorilpalácio.pt. Reservas diretas a partir do Brasil, discar (351)  214- 648  000.
A piscina externa aquecida do Hotel  Palácio Estoril tem linhas clássicas e é muito  ampla


       EVENTOS SÃO O FORTE DO CASINO ESTORIL
O grande letreiro luminoso vermelho do Casino Estoril se destaca na paisagem noturna da região
Quem veio representando o Casino Estoril no evento Portugal United foi um velho conhecido do turismo mineiro,apesar de bastante jovem: Nuno Sardinha, diretor de vendas e marketing do maior Casino da Europa. Já participou de missões comerciais anteriores e dá grande importância ao mercado mineiro nas relações com Portugal. Nuno sabe que, todos os anos, milhares de mineiros vão à região do Estoril e são frequentadores habituais do Casino.

O Casino Estoril tem todos os tipos de jogos e  apostas, começando pelo pôquer, jogo de dados, roleta, 21, e mesas especializadas em todo tipo de apostas e coloridas máquinas çaça-níqueis movidas a euros. Mas o Estoril não pode ser imaginado com tanta simplicidade nem com relativa modéstia, pois é um gigantesco empreendimento, considerado o maior centro de eventos do turismo de Portugal, além de uma completa variedade de casas de shows,concertos e espetáculos, recitais internacionais, grandes tenores, nomes consagrados em todos os continentes  e uma amostra do que a gastronomia mundial tem de melhor.

O restaurante Estoril Mandarim é considerado um dos melhores especializados em comida cantonesa no mundo, com capacidade para 600 pessoas, oferecendo aos clientes a autêntica arte da culinária da região de Kuong Tong, com produtos importados da origem.Já o Zeno Lounge, para 360 pessoas, e uma combinação da comida brasileira em fusão com a italiana, com bela vista dos jardins do Casino e ambiente elegante e refinado.

Já o Salão Preto e Prata, tendo capacidade para 1.100 pessoas, apresenta concertos especiais e eventos de gala, sendo considerado uma referência do Casino Estoril no quesito dos grandes espetáculos, concertos de artistas internacionais, equipado com aparelhos de última geração, com jantares de gala e abertura de grandes congressos mundiais. Tem uma programação artística de alto nível, com a exibição dos maiores nomes  dos grandes concertos e espetáculos. Tive uma vez a oportunidade de, a convite de Nuno Sardinha, assistir a um espetáculo  de gala com o fadista português Carlos do Carmo,uma noite para não se esquecer. É por isso que o Salão Preto e Prata é considerado a Catedral do Espetáculo em Portugal.
O espaço chamado Lounge D é a porta de entrada para o universo do Casino, onde se apresentam artistas de habilidades variadas, conjuntos musicais, bandas e orquestras,e onde se pode tomar uma bebida num ambiente de rara qualidade e conforto. O Estoril oferece ainda um auditório com 400 lugares, com poltronas estofadas em vermelho, onde acontecem exibições de jazz, teatro, música clássica ou concertos. Palestras também, nesses tempos de tantas obras de  auto-ajuda.


Todo o complexo do Casino Estoril fica 18 km de Lisboa e a 20 km  do Aeroporto Internacional. Em destaque, também, o Foyer Panorâmico com vista privilegiada sobre os jardins do Casino e a  fonte cibernética com seu espetáculo de luzes e cores pelo sistema water-screen. O Foyer é indicado também para acolher coquetéis de boas-vindas, serviços de buffet e eventos semelhantes.

Você pode ir de trem para o Casino Estoril,  partindo do Cais do Sodré, interligado a todo o sistema de metrô da cidade. Saídas pontuais a cada 20 minutos, com vistas de grande parte da foz do Rio Tejo em direção ao mar. O bilhete de ida simples custa menos de 5 euros e recomenda-se comprar ida e volta, com redução de preço, voltando na hora de sua preferência. Cascais e Estoril são as estações principais nesta rota. Em Cascais, os turistas têm à sua disposição o Hotel Vila Galé Cascais, junto ao mar,com 233 apartamentos, e ainda o Vila Galé Estoril, com 126 apartamentos.

Juntar Cascais e Estoril numa única viagem é um ato de inteligência -tão simples assim.


                           O Salão Preto e Prata é um dos mais luxuosos de Portugal, e marca registrada do Casino Estoril.
               PREÇOS ALTOS NOS HOTÉIS DE PORTUGAL

A rede portuguesa Vip Hotéis veio participar do Portugal United em BH, e a classe hoteleira foi representada por outros grupos, como o Dom Pedro Palace, através do diretor de vendas Pedro Ribeiro, já veterano em viagens promocionais ao Brasil. Não se falou, no encontro, sobre a alta generalizada das tarifas nos hotéis portugueses, em todos os níveis. O Dom Pedro Palace, por exemplo, de frente para o shopping Amoreiras, cobra o mínimo de 100 euros pela diária maIs barata no mês de maio, que é considerado altíssima temporada, por causa dos eventos e convenções. Outro hotel,o Mundial, que cobrava até 90 euros por um apartamento em temporada normal, aumentou o valor para 117 euros mais impostos locais (taxa de 1 euro por pessoa e por dia).

A rede Vip Hotéis - na foto, o Vip Inn Berna, categoria 3 estrelas,com 240 apartamentos, próximo da estação Campo Pequeno, junto ao centro financeiro e empresarial - presidida pelo empresário Nazir Kurji, divulgou em MG seus principais hotéis em Lisboa, como o Vip Grand Hotel & Spa e hotéis próximos de estação de metrô, como o Entrecampos Hotel & Conference Lisboa, o Diplomático Hotel e o Saldanha Hotel. A rede oferece ainda hotéis para executivos no Parque das Nações e próximos do Oceanário e Shopping Vasco da Gama.

Também integrou a delegação do Portugal United o Lutecia Smart, que pertence à categoria dos desingn hotels,com seis pisos temáticos decorados em diferentes estilos, e um total de 175 apartamentos  cinco salas de reuniões, academia e restaurante estilo Fusion. O Lutecia fica à  Av. Frei Miguel Contreiras 52, fone (351) 218 411 300.Mais detalhes no site luteciahotel.com. Reservas pelo email sales@luteciahotel.com

Como acontece nessas missões comerciais, destacam-se os aspectos positivos e não se toca em assuntos polêmicos como diárias mais altas, indiscriminadamente, em todas as redes hoteleiras portuguesas.


       AIRBUS 330-900 NEO EM DEFINITIVO NAS ROTAS DE MG
 

Carlos Dias, que apresentou os empresários portugueses ao meio turístico de Belo Horizonte, não perdeu a oportunidade para divulgar uma das notícias que  o mercado nem esperava: a partir de 15 de março,todos os jatos A330-200 partindo de Lisboa com destino a Confins serão o que há de mais moderno em tecnologia da aviação. Serão desviados para rotas consideradas menos nobres os antigos jatos A330-200 que vinham operando esta linha para Belo Horizonte, com capacidade máxima para 260 passageiros e 24 poltronas de classe executiva, modelo antigo.

Nos A330-900 Neo, há uma nova classe executiva com 35 poltronas em nova disposição, no estilo de gabinetes e fileiras de 1 + 2 + 1, garantindo muito mais privacidade. As poltronas se tornam camas de 180 graus, com novos travesseiros e mantas. A capacidade máxima dos A330-900 Neo é de 295 passageiros. Assim,por semana, serão 35 pessoas a mais por voo, em cada sentido,  nas rotas de Minas. Para reservas e informações sobre as  tarifas da TAP, discar 0800-0222743.

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Belo Horizonte/MG - Brasil
19 de março de 2019
Edtior -Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga