sábado, 26 de janeiro de 2013

O Boeing 787 Dreamliner continua no foco das atenções

Crédito: Boeing/Divulgação
A competição é cada vez mais ferrenha entre os grandes fabricantes de aviões - colocando no centro do ringue, neste verdadeiro UFC do transporte aéreo mundial, as gigantes Boeing Company (Everett, perto de Seattle) e a européia Airbus Industrie (Toulouse, sul da França). O que representa desgraça para uma é motivo de dissimulada alegria para a feroz concorrente. Assim como o colossal Airbus A380 andou enfrentando questionamentos e problemas técnicos na época do seu lançamento (bastante atrasado), agora é o avião dos sonhos, Boeing 787 Dreamliner (foto), que está no olho do furacão e sob fogo cerrado.

O que está em discussão, no final das contas, é a segurança dos voos e a tranquilidade dos passageiros. Assim, palmas para as diretorias da All Nippon Airways-ANA e a também japonesa JAL, que retiraram imediatamente seus Dreamliners de circulação. Juntas, JAL e ANA têm praticamente metade dos 50 Boeing 787 já entregues - sete para a Japan Airlines e 17 para a ANA. Os outros 26 aparelhos, também retidos nos aeroportos para rigorosa inspeção, pertencem a empresas asiáticas e européias, entre elas a Lufthansa e a Singapore - seguramente, duas integrantes certas na lista das 10 principais companhias aéreas do mundo e ambas fundadoras da Star Alliance. Apenas um veio para a América do Sul, e está em Santiago, com as cores e bandeira chilena da LAN.

Todos os questionamentos levantados sobre alarmes falsos no painel, falhas no sistema de baterias, vazamentos em turbinas e panes de outros tipos devem ser investigados a fundo, para  que os Dreamliners recebam nova autorização de decolagem quando estiverem isentos de quaisquer dúvidas ou suspeitas. O Boeing 787 tem 840 encomendas firmes e elas representam bilhões de dólares em jogo. Muitos acreditam que este jato redefine o futuro da aviação mundial.

Como todas as grandes novidades da aviação sempre chegam atrasadas ao Brasil (a grande Varig sempre foi honrosa exceção no seu glorioso passado), por enquanto não se cogita de encomendar modelos do 787 Dreamliner por parte das diretorias da TAM e Gol, ambas muito endividadas. Seriam mais adequados para as rotas mais extensas da companhia fundada pelo inesquecível e insubstituível comandante Rolim Adolfo Amaro.

TAP faz um reposicionamento de sua malha mundial

Todos sabem que o Brasil responde por quase 30 por cento das receitas internacionais da TAP Portugal, e os índices de ocupação de assentos nas rotas brasileiras - 10 cidades com voos diretos para Lisboa - estão entre os mais altos da companhia presidida por Fernando Pinto. Chegamos a ter 76 voos por semana na alta temporada. Quando vem a baixa, há ligeira redução na oferta de voos. Então, os jatos são deslocados para outros destinos.  


Crédito: Tap/Divulgação
No momento, a TAP faz um reposicionamento de seu sistema de voos intercontinentais, reestudando a demanda dos mercados do Brasil e América do Sul; Estados Unidos (Miami e Newark); 51 destinos europeus com conexões em Lisboa; e nove nações da África servidas por rotas regulares.

É uma espécie de operação pente fino, com ajustes milimétricos na malha aérea. Em primeira mão, os leitores deste blog ficam sabendo que, em fevereiro, já serão cinco voos semanais entre BH/Confins e Lisboa (menos às sextas e domingos); em março, também 5 frequências; e em abril passam para seis, voltando o voo dominical. Em junho e julho, teremos duas semanas com 6 voos e duas com saídas diárias. 

Como não tem recursos para comprar ou alugar os novos jatos A330-200 para suas rotas intercontinentais, e ainda depende da manutenção mais demorada de pelo menos 2 grandes jatos este ano (o chamado check D4, gasto mínimo de 40 dias), a TAP vai tentando fazer ajustes pontuais. Cada gerente regional expõe suas necessidades e pleiteia a volta dos voos inicialmente suspensos. Para tranquilidade dos mineiros, nosso Estado vai muito bem, obrigado, e o diretor geral da TAP na América do Sul, Mário Carvalho, sempre procura atender nossas demandas, apresentadas pelo representante regional Carflos Tavares Dias.

Atualmente, os voos para Lisboa (TP-056) estão decolando da Região Metropolitana de BH aos 10 minutos da madrugada. Em 17 de fevereiro, com o fim do horário de verão, recuam para 23h10; e quando terminar o horário de inverno na Europa, partem daqui às 22h210, sempre chegando a Portela de Sacavém às 11h50. Quando as decolagens de BH/Confins passarem para a tarde, a partir de 2 de junho, então os jatos partem às 16h40 e descem em Lisboa às 5h55 locais - com mais tempo para aquelas conexões mais apertadas, como Madri, Barcelona, Roma, Paris, Amsterdam,Bruxelas, Frankfurt, Londres etc.

Neste caso, os voos Lisboa-BH , com o número TP-051, vão decolar às 9h30 da manhã, pousando em Confins às 15h10. A TAP estuda voos diretos de uma 11ª cidade brasileira, que será Curitiba. Não se sabe quando.

Um comentário:

  1. Oi Hélio,

    Muito interessante sua crônica sobre os novos vôos da TAP.

    Amadeu.

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