sexta-feira, 14 de junho de 2013

LAS VEGAS A CIDADE ONDE A NOITE NUNCA ACABA

As atenções do mundo do turismo se voltaram para Las Vegas, nesta semana, pois aconteceu lá o maior de todos os congressos turísticos IPW-International Pow Wow organizados pelos Estados Unidos. Aconteceram dois recordes simultâneos: do número de participantes e da oferta de estandes. A poderosa marca The Brand USA foi a responsável por tamanha mobilização.

Tudo aconteceu nos Las Vegas Convention Center, um dos maiores dos EUA, recebendo a elite do turismo mundial - reunindo em seus amplos pavilhões interligados os expositores de produtos e serviços, e os clientes ávidos de comprá-los.

E Las Vegas, a cidade que parece não dormir nunca, e onde a noite teima em não acabar, procurou oferecer o melhor em estrutura e entretenimento para esses congressistas - não apenas hotéis de alto luxo, com magníficas suítes de até 200 m2,  e monumentais conjuntos de piscinas, mas um verdadeiro desfile de atrações internacionais. Nenhum outro lugar no mundo oferece, simultaneamente, seis espetáculos diferentes do Cirque du Soleil.

Pense  em qualquer marca famosa do turismo , e saiba que ela estava lá. Como as companhias aéreas United-Continental, American, USAir, Northwest, Jet Blue, Southwest, Delta etc. Ou as locadoras Hertz, Dollar-Thriftty, National, Avis, Alamo, Enterprise, Budget etc. Ou as redes hoteleiras Hyatt Regency, J.W. Marriott, InterContinental, Sheraton, Hilton International, Four Seasons, The Ritz-Carlton, Westin, Renaissance, Ramada, Holiday Inn, Embassy Suites, Adam's Mark etc.

Todos os grandes destinos turísticos dos Estados Unidos marcaram presença: Nova York, Greater Miami, Orlando, Chicago, Boston, Washington DS, Los Angeles, San Francisco, Seattle, Dallas, Fort Lauderdale, Atlanta, Denver, New Orleans, Fort Worth, Memphis, Nashville, Houston, San Antonio, Jacksonville, St. Augustine, Naples, Tampa Bay, Hollywood, Palm Beach, Anaheim, Atlantic City, Reno, Lake Tahoe etc. 

O congresso começou na noite de sábado, dia 8 de junho, e teve a grande recepção de abertura na noite de domingo, dia 9. De segunda a quarta-feira, todos os participantes estiveram envolvidos nas sessões de negócios, previamente agendadas por computador, com um mínimo de 40 entrevistas para cada participante internacional.. É aquele encontro, frente a frente, entre o vendedor e o potencial comprador.

Mais uma vez, o Brasil teve destacada participação neste IPW-International Pow Wow. Sua delegação teve a presença de mais de 100 representantes de operadoras de excursões, agências de viagens e profissionais dos meios de Comunicação Social. Luiz De Moura Jr., vice-presidente da organização The Brand USA, responsável pela promoção e divulgação turística dos Estados Unidos no exterior, liderou a delegação brasileira.


 Esta é a visão deslumbrante de um voo panorâmico de helicóptero da Mavareick Tours sobre os hotéis de luxo de Las Vegas.



AQUI ESTÃO ALGUNS DOS MELHORES HOTÉIS DO MUNDO

Há mais de 100 mil apartamentos e suítes de hotel para vender em Las Vegas, todos os dias. Sua oferta é a mais variada possível, pois vai desde os monumentais resorts padrão seis estrelas a hotéis nem tão suntuosos assim, e com preços mais camaradas. É mais barato hospedar-se de segunda a quinta-feira. De sexta até domingo, os preços são sempre mais altos.

O gigantismo da hotelaria de Las Vegas assusta um latino mais desprevenido. Um hotel considerado "médio" pode ser 2.500 apartamentos, dez vezes mais do que a maioria dos principais hotéis em qualquer capital brasileira, onde prevalecem aqueles entre 120 e 200 unidades. Aqueles considerados "minúsculos" podem ter de 500 a 800 apartamentos. E os grandes mesmo, mais de 5 mil aposentos duplos. É comum um hotel tradicional, já grande, acrescentar mais uma torre (tower) com 1.500 unidades adicionais.

Há, por toda esta cidade implantada sobre as areias do deserto de Nevada, uma atividade febril de construções - cada vez mais espetaculares, arrojados e imponentes, cujas torres ou cúpulas apontam para o infinito.

Aquela Las Vegas dos filmes da década de 50 acabou há muito tempo. Quem não se lembra dos das fachadas luminosas de hotéis como o Dunes, Stardust, Frontier, Flamingo Hilton, Tropicana, Desert Inn e Riviera? A maioria foi implodida, e deu lugar a novas edificações majestosas. Nem todos conservaram o antigo nome  - o Flamingo é uma exceção, mas, em relação ao prédio original, já foi  foi aumentado umas cinco vezes.

Há pelo menos 50 hotéis novos - cada um mais empolgante que o outro. A lista é imensa: Trump Resort & Casino, Four Seasons, Marriott's Grand Chateau, Wynn, Encore, Aria Resort, Mandarin Oriental,. Veer Towers, Vdara Hotel & Spa etc. Estes últimos ficam no City Center, região mais desenvolvida da cidade, um projeto fantástico.

Na última década do século 20, Las Vegas surpreendeu o mundo com resorts fora de série, muitos deles temáticos, como o The Venetian, que tem até passeios de gôndola como nos canais de Veneza. Foi nesta época que surgiram, como numa cascata de imponentes construções, muitos novos resorts  - como Bellagio, Planet Hollywood, The Palazzo, Treasure Island (muitos o chamam apenas de TI), Mirage Las Vegas.

Antigas estrelas da hotelaria continuam brilhando intensamente: Caesars Palace, MGM Grand Hotel (já passou dos 5.500 apartamentos), Mandalay Bay, Luxor, Excalibur (o melhor café da manhã da cidade, custando menos de US$ 10), Bally's Las Vegas, Paris Paris, New York New York, Monte Carlo etc.

Continuam por lá, ainda, o Imperial Palace (com sua coleção de carros antigos reluzentes), Harrah's, Rio Resort & Casino e Las Vegas Hilton,  praticamente ligado ao Centro de Convenções. Ainda nesta área, uma febre de novas construções: Turnberry Place, Spring Hill Suites, Hilton Grand Vacations (no Strip) e Sahara renovado.

Os hotéis do passado, que resistiram ao "boom" de implosões, estão concentrados próximos à Fremont Street Experience, o grande centro de diversão noturna, com acesso pelo CAT Bus, rota 108. Aqui estão os hotéis menores e com tarifas mais camaradas, tipo diárias de US$ 50 no meio da semana.

Incrível, mesmo, é o Stratosphere Resort, que fica num dos extremos da cidade, acesso pelo Strip, na altura de Sahara Avenue. Possui uma torre altíssima, como se fosse uma caixa d'água suspensa e, no topo dela, está a montanha russa mais alta do mundo. Fica entre os andares 103 e 104. É mesmo assustadora: a gente parece que vai despencar lá de cima, mesmo com tanta proteção frontal e lateral. 

Os carrinhos da montanha russa rolam sobre trilhos redondos de ferro e a maioria das curvas é feita em 45 graus. São cinco minutos de adrenalina pura.  Haja fôlego.     
Tem de tudo em Las Vegas- até uma estrutura dourada perfeita representando a Torre Eiffel.


O MONORAIL LIGA OS PRINCIPAIS HOTÉIS DE LAS VEGAS

Em vez desses duvidosos sistemas BRT de transporte em massa  - de duvidosa eficiência, e que levam vários  anos para ficarem prontos (se ficarem) - Las Vegas resolveu seu problema urbano de maneira brilhante: construiu uma linha de trem suspenso Monorail, com percursos separados de ida e volta, interligando os principais resorts e shoppings da cidade ao Centro de Convenções.

Assim, foram retirados centenas de ônibus das ruas e seu sistema viário ficou realmente desafogado. Os carros particulares e táxis têm mais espaço para rodar e não há engarrafamentos. O Monorail funciona com bilhete único e as catracas são digitais. As principais  estações ficam dentro dos hotéis, claramente sinalizadas. Tudo limpo e organizado. Impecável, para resumir tudo.

Na estação do Centro de Convenções - que já não é mais o ponto final, porque foram construídos mais dois acessos -, são atendidos os hóspedes dos hotéis Clarion (antigo Greek Isles), L.V. Marriott, Residence Inn, Courtyard, Embassy Suites, Best Western Mardi Gras , Renaissance Las Vegas e o Centro de Informações Turísticas.

Já quem desce na estação entre os hotéis Harrah's e Imperial Palace pode se dirigir ao The Venetian, The Pallazo, Mirage, Treasure Island, Trump, Sands Expo, Casino Royale e os novíssimos Wynn e Encore.

Quando o Monorail para na estação do Flamingo e Caesars Palace, podem descer também os hóspedes dfo Hilton Grand Vacation, Bill's Gambling Hall e Westin Casuarina.

O terminal do Bally's e Paris  é um dos mais movimentados, pois serve também aos hóspedes do Bellagio, Planet Hollywood (e clientes do Miracle Mile Shops), Westgate Towers, Ellis Island Casino (com cervejaria artesanal) e todos os empreendimentos do complexo chamado City Center, que anunciou a Las Vegas do século 21.

Quem descer na estação dentro do MGM Grand tem acesso aos hotéis mais próximos do Aeroporto Internacional McCarran (mais de 40 milhões de passageiros por ano), como Mandalay Bay (com seus vidros dourados), a pirâmide em vidro bronze do Luxor, o colorido Excalibur, o Tropicana, o Hooters Casino Hotel e ainda os centros de compras Showcase Mall e Fashion Outlets de Las Vegas. 

Mas o Monorail não conseguiu chegar ainda ao Aeroporto, de onde partem também, na área dos jatos executivos, os aparelhos possantes  da Maverick Helicopters para voos de duas horas ao Grand Canyon do Arizona - uma experiência cujas memórias nos acompanham pela vida inteira.

Por falar em helicóptero, uma das grandes emoções é o sobrevoo, a baixa altura, sobre aquela procissão de luzes multicores, formadas pelos gigantescos letreiros luminosos dos principais hotéis do Strip (ou Las Vegas Boulevard). 

Pela rodovia Interstate 15, os turistas podem atravessar parte do deserto de Nevada na direção de Los Angeles, Long Beach, San Diego e San Francisco. Recomenda-se uma parada "técnica" em Barstow, que tem um shopping tipo Outlet com excelentes lojas, e preços muito bons, mesmo com o dólar nas alturas.

O Monte Carlo Resort tem sua própria fábrica de cerveja artesanal.


PRÁTICO E RÁPIDO: SÃO 100 MIL CASAMENTOS POR ANO

Mais de 100 mil certidões de casamento são expedidas anualmente em Las Vegas. Nada de cerimônias demoradas e complicadas, e presunçosos serviços de cerimonial. Com uma singela torre branca, e uma cruz em cima, são claramente identificadas, por toda a cidade, essas pequenas capelas onde são celebrados esses casamentos estilo vapt-vupt. Com ou sem convidados. Às vezes, apenas os noivos: nada de damas de honra e pajens e uma extensa fila de 30 padrinhos.

Cupid's é uma dessas dezenas de "wedding chapels". Um escrivão, ou simples celebrante remunerado, chama os noivos (que acabou de conhecer), pergunta-lhes se querem se unir em casamento, e oficializa esta união. Outros, já casados, vão lá para renovar seus votos, e o ato não dura nem 3 minutos. Claro que isto nada tem a ver com o sagrado sacramento do matrimônio de nossa Igreja Católica, Apostólica e Romana.  

Casar-se em Las Vegas é apenas um ritual. Há grande variedade de opções, desde os altares armados dentro dos hotéis, como as recepções em Gazebos à beira das piscinas, ao cair da tarde. As cerimônias podem ser conduzidas por covers de Elvis Presley - são dezenas nesta metrópole do deserto, com temperatura acima dos 40 graus nesta época do ano, e  vai piorar mais ainda em julho e agosto.

Pode ser feito um simples brinde com martini ou champanhe, e até casar-se dentro de um carro (o legítimo sistema drive-thru das lanchonetes). A maioria das capelas funciona 24 horas por dia. A validade legal desses casamentos será sempre questionada. O que se assina não passa de um mero papel.

Terminado o "casamento", o novo par sai pela cidade para comemorar. As melhores baladas acontecem nas casas noturnas Marquee (The Cosmopolitan), Thyst (Wynn Resort), The Bank (no fabuloso Bellagio), TAO (The Venetian) e no Pure do Caesars Palace. 

Considerada a capital mundial do entretenimento, Las Vegas oferece de tudo - desde os espetáculos exclusivos do Cirque du Soleil a shows dos maiores nomes da música norte-americana e internacional, e todos os ganhadores dos troféus Grammy. Há bandas famosas; conjuntos de jazz; bailarinos e equilibristas; contorcionistas ou mágicos extraordinários. 

Nos imensos letreiros luminosos dos hotéis, a lista de artistas é extensa, desde os tempos de Frank Sinatra e a orquestra de Tommy Dorsey, e Ella Fitzgerald e Louis Armstrong,  e Elvis Presley no auge do prestígio do rock, passando por Sammy Davis Jr., Dean Martin, Tony Bennett, Donna Summer, Sarah Vaughan, Tina Turner, o pianista Liberace, a dupla Siegfried & Roy, o mágico Lance Burton, Jerry Lewis, Judy Garland, Liza Minelli, Ray Conniff etc.

De olho no mercado brasileiro, que é vital para a expansão dos negócios nos EUA e geração de novos empregos (graças à gastança desenfreada), Las Vegas tem participado, com destaque, de todas as missões comerciais que vêm ao Brasil, assim como de workshops e feiras Visit USA. O executivo Rafael Villanueva, um dos expoentes da Las Vegas Travel Authority, tem amplos relacionamentos no trade turístico nacional. Sempre participa da Feira de Turismo das Américas, organizada pela Abav.

Para mais informações sobre Las Vegas, acessar lasvegas@interamericanetwork.com. Dirigida por Ricardo Román, e com apoio de seus filhos Danielle e Roberto Román, a Interamerican Network é sua representante oficial para a América do Sul, com sede em São Paulo. Fone: (11) 3214-7500.

Na foto abaixo, o Golden Nugget, um dos cassinos pioneiros de Las Vegas , é o epicentro da empolgante vida noturna na Fremont Street.








Um comentário:

  1. Olá Hélio,
    Seu artigo está perfeito. Mais uma vez, meus parabéns.
    Amadeu.

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