terça-feira, 3 de junho de 2014

FESTA NACIONAL DA ITÁLIA, DOMINGO DE MÚLTIPLOS SABORES, SONS E CORES


A oitava edição da Festa Italiana, na Savassi, teve o maior público de todos os tempos




A Festa Nacional da Itália, celebrada todos os anos em 1° de junho, é um momento de alegria e empolgação para a imensa colonia italiana espalhada por toda Minas Gerais, a partir de Belo Horizonte, e em todos os Estados do Brasil. Um dia que vai muito além de comer massas e tomar vinho da Toscana: é hora de celebrar esta perfeita integração  afinidade entre Brasil e Itália, separados por um oceano.
Este ano, segundo os organizadores, houve recorde de público - mais de 100 mil pessoas, num domingo de céu azul e sol forte. Houve o fechamento da Av. Getúlio Vargas, entre  Av. Cristóvão Colombo e Rua Professor Morais, e nesses quatro quarteirões, com trânsito desviado, as pessoas se ajeitaram como puderam. Havia muitos grupos familiares, com 30 ou mais pessoas, todos usando camisetas especialmente feitas para a celebração da identidade italiana.
A organização ficou por conta do Consulado da Itália e a diretoria da Acibra (Associação de Cultura Italo-Brasileira em Minas Gerais, presidida por Raffaele Peano, com grande grupo de colaboradores e voluntários. Pelo amplo palco armado passaram grupos folclóŕicos exibindo danças regionais, solistas, grupos musicais, instrumentistas e uma banda de música da PMMG. Na decoração, as tradicionais cores vermelha, branca e verde.
Em barracas e quiosques, a presença das principais pizzarias, delikatessen e padarias de Belo Horizonte, produzindo tudo que se pode imaginar de comida italiana: pizzas, espaguete, lasanha, nhoque, capeletti, penne, talharim, sanduíches de presunto Prama, queijos Grana Padano, panini, saladas, carnes grelhadas, peixes e pratos tradicionais. Repetiu-se aquele problema de sempre: longas filas e demora para atender a todos os pedidos. Diante daquela multidão, não podia ser de outra forma.
A celebração foi bem à moda italiana: muita birra (cerveja) e os melhores vinhos da Toscana, Veneto,  Lombardia, Umbria, Piemonte e outras regiões; muito prossecco e licores Limoncello; e ainda grappa e outras bebidas regionais. Falou-se muito de Copa do Mundo e de turismo italiano.

A festa valoriza a tradição italiana, suas danças regionais e folclore, músicas e vinhos  e sabores


  PAPA FRANCISCO ATRAI MILHÕES AO VATICANO

Como a celebração tem ainda o objetivo de divulgar os tradicionais destinos turísticos italianos, foi dada grande ênfase a Florença (Firenze), o berço  do Renascimento, com museus e galerias que abrigam os mais importantes trabalhos da pintura e escultura italiana; e ainda promoção de destinos tradicionais, como Roma, Milão, Bolonha, Bérgamo, Veneza, Capri, Sorrento, Palermo, Portofino, Savona, Gênova,  Pisa, Livorno, Assis, Turim (berço da Fiat Automóveis e da Ferrari), Nápoles, Pompeia, Carrara, Verona, Santa Margherita, San Remo, ilha da Sardenha etc.
Comentou-se muito, também, sobre a verdadeira explosão do turismo no Vaticano, desde a posse do Papa Francisco há 1 ano e dois meses, superlotando a Praça de São Pedro todos os domingos, ao meio-dia, para sua tradicional homilia e bênção apostólica, Nunca foi tão alta a ocupação hoteleira na capital italiana.


Milhões de euros estão sendo deixados no comércio e nas atrações locais por turistas de todo o mundo e de todas as religiões) - como na Piazza Navona, Trinitá dei Monti (Praça de Espanha), Fontana di Trevi, Coliseu e Foro Romano, Arcos de Tito e Constantino, Coluna de Trajano, monumento a Vittorio Emmanuele II (Altar da Pátria), Campidoglio, Via Condotti, Pantheon e outros marcos do turismo internacional.

No ano que vem, em 1° de junho, no bairro da Savassi, tem mais festa. A celebração italiana já integra o calendário anual de eventos na capítal de Minas, sempre com esta verdadeira avalanche humana..


SEM O PALESTRA ITÁLIA, NÃO HAVERIA CRUZEIRO E.C.

Todos os anos, na comemoração do Dia da Itália, há sempre muitas camisas azuis do Cruzeiro - ainda mais agora, quando ele está por cima, líder do Brasileirão de 2014 e a caminho do tetra.
A colônia italiana sempre foi um dos esteios do Cruzeiro, no passado e no presente.  Os mais novos já sabem aquilo que os antigos lhes ensinaram: que o Cruzeiro E.C., fundado em janeiro de 1921, e teve Palestra Itália como seu primeiro nome (assim como o Palmeiras em São Paulo).

A fundação do Palestra tem um significado especial para a família Noce. Minha mulher, Ana Maria, é sobrinha dos dois fundadores, os irmãos Aurélio e Alberto Noce. Aurélio foi o primeiro presidente e, com sua visão empreendedora, sempre sonhou ver o time do seu coração no topo.
Humberto Hugo Luiz Noce, meu sogro, foi um dos irmãos deles e também cruzeirense dedicado e fiel, mas sempre respeitando todos os adversários (principalmente o Galo) e não discutindo futebol (e política e religião) com ninguém. Falecido em agosto de 1972, ele foi um homem extraordinário, muito além do seu tempo. Deixou um filho, eng. Maurício Otávio Noce e vários netos e bisnetos - como os gêmeos Rafael e Mariana Noce Fraga Mol e Larissa Collares Noce Fraga.
A família Noce sempre foi ligada ao Palestra e Cruzeiro, isso vem do berço. E até hoje tem representantes na colônia italiana, juntando-se a dezenas de famílias ilustres. Vamos lembrar algumas: os Piancastelli, Carnevalli, Pedersoli, Piazza, Furletti, Brandi, Zuppo, Fratezzi, Lambertucci, Granata, De Filippo, Anastasia, Bianchi, Nocchi, Antonini, Lunardi, Pampolini, Lazarotti, Rossi, Isoni, Fantoni, Modenesi, Savassi, Bonfioli, Bambirra, Pierucetti, Scarpelli, Coscarelli, Mendicino, Peluso, Picchioni etc.
Mais algumas famílias da extensa colônia italiana que merecem ser lembradas  (mesmo com o risco de omitir involuntariamente tantas outras): os De Mingo, Molinari, Ceschiatti, Chivitarese, Gramiscelli, Dani, Ferrari, Collina, Cenni, Aluotto, Cerri, Martini, Ferreti, Carrara, Notini, Bianchini, Poni, Pezzutti, Bossi, Miraglia, Gatti, De Marco, Mancini, Piacenza, Chiari, Natali, Bonelli, Buzzacchi, Masci, Grosso, Giacomo, Boschi, Tardelli, Gentile, Graziani, Altobelli, Giggio, Cabrini etc.
Essas famílias, aqui chegadas no final do século 19 e no decorrer do século 20, se integraram de tal forma à vida de Belo Horizonte, e de diversas regiões mineiras, que muitas delas hoje são nomes de ruas, avenidas, escolas, hospitais, parques e praças públicas.




   CONSULADO DA ITÁLIA: AGILIZAR PASSAPORTES          
Como aconteceu nas festas anteriores, a cada 1° de junho, um dos temas mais comentados se refere à demora na emissão de novos passaportes pelo Consulado da Itália em Belo Horizonte, que fica na esquina de Rua Inconfidentes com Av. Getúlio Vargas, em plena Savassi.
Há centenas de descendentes dos imigrantes italianos - principalmente da 2ª e 3ª gerações - que ainda estão sem o documento tão aguardado (e necessário), mesmo depois de aprovados e tendo a cidadania garantida oficialmente. Há muita gente que está esperando seu passaporte vermelho há mais de 10 ou 12 anos. E sem ter qualquer informação de dentro do Consulado sobre datas prováveis de liberação ou ritmo de emissão dos documentos.

Sabe-se que há uma grande fila, mas ela pode ser quilométrica. Sabe-se também que, com o pessoal lá existente, parece possível expedir pelo menos de 15 a 25 passaportes por semana, cerca de 80 a 100 por mês, ou 12 mil por ano. Mas poderiam ser 20 mil ou mais.


Italianos nascidos no Brasil, com direito a dupla cidadania, não admitem continuar viajando com o passaporte brasileiro e enfrentando longas filas nos guichês da Imigração, quando podiam passar rapidamente pela fiscalização entrando pelos guichês que atendem aos integrantes da União Europeia. O problema é maior para ingressar nos Estados Unidos.
Espera-se do Consulado Italiana, agora com nova titular em Minas Gerais, que esta diplomata dê uma atenção especial ao caso e agilize o máximo que puder a emissão e entrega  dos novos passaportes.
Talvez seja um bom motivo para comemorar mais ainda na Festa Nacional Italiana de 2015.

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Hélio Fraga - Diretor e Editor
Trabalhos de edição de Ana Cristina Noce Fraga
3 de junho de 2014

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