sábado, 23 de agosto de 2014

O QUE OS PASSAGEIROS PODEM ESPERAR DA NOVA CONCESSIONÁRIA BH AIRPORT?



Na apresentação da BH Airport, o presidente Paulo Rangel, Marcelo
Guaranys (Anac), Moreira Franco (Secretaria da Aviação Civil) e
Gustavo do Valle (Infraero)
Há muito tempo, não venho mais chamando  o campo de pouso em Confins como Aeroporto Internacional Presidente Tancredo Neves. Geralmente, falo BH/Confins e pronto. A desorganização, os atrasos nas obras e a comprovada ineficiência do aeroporto não fazem justiça ao seu ilustre patrono.

Eis aí um grande desafio para seu neto Aécio Neves, se ele conseguir se eleger Presidente da República, enfrentando tanta sujeira, difamação, armadilhas e ciladas nesta campanha: fazer com que Confins volte a ser digno do nome de seu avô.

Desde 12 de agosto, há uma nova administradora assumindo o terminal - a BH Airport, liderada pela CCR. O que realmente os passageiros podem esperar dela, já no curto prazo? Haverá mesmo uma gestão mais profissional? Todas as obras atrasadas serão concluídas? A extensão da pista por mais 600 metros será mesmo iniciada em setembro (faltam menos de 30 dias), como está prometido?

As perguntas são muitas e incômodas: até quando o atual terminal vai continuar com o saguão superlotado e as salas de embarque congestionadas? As obras do Terminal 1, iniciadas em 2011, têm algum cronograma para sua entrega - e quando será? Um Terminal 2 será efetivamente construído no prazo de 2 anos, depois de pelo menos duas décadas de esquecimento?

Mais perguntas: se a primeira pista não foi ampliada ainda para 3.600 metros, e esse problema se arrasta desde os anos 90, como é que a BH Airport promete executar uma segunda pista até 2020, ou quando os embarques estiverem próximos aos 200 mil por ano?

Sabendo-se que a BH Airport terá de investir R$ 3,5 bilhões até o final de seu contrato de 30 anos, sendo R$ 1,5 bilhão nos primeiros 10 anos, o que garante aos atuais usuários - já desanimados e descrentes - que existem realmente tais recursos? Para aumentar o fluxo de caixa, haverá aumentos generalizados nos aluguéis de espaços em Confins e nos serviços em geral? A alimentação já não é excessivamente cara, além do mau atendimento?

Como a BH Airport vai lidar, no curtíssimo prazo, com tanta bagunça nas obras atrasadas, as deficiências nas esteiras de bagagem, a falta de mais e melhores escadas rolantes? Como evitar que os banheiros em Confins sejam tão sujos e precários? E com reduzir ou eliminar todos os problemas no entorno de  Confins, como serviços de táxis e ônibus executivos, estacionamentos cobertos de poeira, falta de sinalização adequada e desinformação geral?

Espera-se que a BH Airport tenha mais do que discursos e promessas. Até agora, o grau de informação é muito precário. O atual site
www.bh-airport.com.br praticamente não informa nada, sequer tem ilustrações ou detalhes básicos das obras projetadas.

O canditado do PSDB, Aécio Neves, na disputa pela presidência

 
   SÃO 100 MIL POUSOS E DECOLAGENS POR ANO
 

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, com capacidade atual de 10,3 milhões de passageiros por ano, tem projeções de aumentar este número para até 16 milhões em 2016. Hoje, são 100 mil operações de pouso e decolagem por ano, mas elas podem chegar a 198 mil até 2020, exigindo realmente um segunda pista.

Claro que, como qualquer usuário - e não falando como um especialista em aviação internacional e doméstica -, espero que a BH Airport esteja plenamente capacitada para atender a todas essas demandas. E que faça do respeito ao passageiro um de seus pilares básicos. Que seja uma concessionária comprometida com a prestação de bons serviços - e nunca tente esconder suas falhas e defeitos com tapumes e falsos jardins, como aconteceu na época da Copa, ainda na gestão da Infraero.


Pede-se apenas à nova concessionária: que fale a verdade, seja transparente, mostre-se confiável. Espera-se dela que jamais utilize esse marketing desonesto e oportunista, que embrulha todas as mentiras em papel celofane e entrega à população desinformada e pouco instruída como se fossem verdades definitivas.

Isso pode funcionar em campanhas eleitorais nas quais não haja qualquer compromisso com a verdade dos fatos, mas não pode se tornar regra geral no país. Chega de mentiras e embustes. Chega de tanta manipulação.

As ampliações e modernização de Confins vão exigir escadas rolantes
maiores e com mais capacidade

Então, que a BH Airport seja um modelo de empresa-cidadã. Que represente uma nova era para Confins. Que supere as expectativas dos viajantes. Que implante uma gestão primorosa e se torne respeitada pela população da 3ª maior cidade do Brasil.

Há tanto o que se falar de Confins que não dá para resumir tudo agora, mesmo porque há anos de atrasos nessas obras e um festival de promessas assumidas e não cumpridas. A  BH Airport vai ter de correr contra o tempo. E este blog torce para que ela dê contas desses desafios.

Tomara que os executivos do Kloten Flughafen, o aeroporto internacional de Zürich, realmente nos tragam proveitosas experiências, novas tecnologias, novos métodos e mais agilidade administrativa. Mais rigor na segurança operacional. E consigam acabar com a gritaria nas chamadas de voos (um retrato do nosso atraso).

Tanto quanto os demais usuários, eu gostaria de ser informado sobre quais foram as razões para o Aeroporto de Munique (München Flughafen AG) não estar participando desta parceria, como inicialmente foi anunciado.
(Mais comentários em futuras edições.  Assunto não vai faltar).


   HOMENAGEM AO PRESIDENTE DA DUFRY BRASIL

Vereador Pablo César, governador Alberto Pinto Coelho e Humberto Mota
Um cidadão de Minas Novas que, há mais de 30 anos, brilha muito fora de seu estado natal - assim pode ser resumida a carreira do jornalista e empresário Humberto Mota, presidente da Dufry do Brasil, ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e atual presidente do Conselho Superior da entidade. Ele veio a a Belo Horizonte para receber o título de   cidadão honorário da Capital mineira.

O autor do requerimento foi o vereador Pablo César de Souza, e a solenidade, na Câmara Municipal, teve a presença de figuras de destaque no meio político e empresarial mineiro, começando pelo governador Alberto Pinto Coelho. Presentes também representantes do
meio empresarial, político, imprensa e entidades de classe. A sessão solene foi presidida pelo vereador Leo Burguês de Castro.

Humberto Mota, que nos anos 60 foi repórter da Editoria de Economia no "Estado de Minas", na antiga sede da Rua Goiás, lembrou em seu discurso de agradecimento os anos felizes que viveu em BH, testemunhando seu crescimento vertiginoso e as mudanças arquitetônicas pelas quais a cidade passou. Citou lugares frequentados, fatos e pessoas com quem conviveu. Agradeceu à Câmara Municipal e prometeu honrar o diploma recebido.

Como presidente da Dufry brasileira, Humberto Mota tem planos de aumento das atividades da empresa no Aeroporto Internacional e vai acompanhar com interesse as modificações pelas quais o terminal de passageiros vai se expandir.



COLÉGIO SANTO AGOSTINHO, 80 ANOS DE HISTÓRIA



São oito décadas de atuação  na vida e história de Belo Horizonte

A tradicional festa de aniversário do Colégio Santo Agostinho, sempre no último sábado de agosto, este ano será ainda mais importante, pois o colégio dos Padres Agostinianos está celebrando sua oitava década de atividades e pretende reunir  centenas de ex-alunos. Entrada pela portaria da Av. Amazonas 1803, esquina de ruas Aimorés e Araguari.

A festa começa às 15h do sábado, 30 de agosto, e se prolonga até 21 horas. O convite aos ex-alunos e suas famílias foi feito pelo diretor Francisco Morales: -"Esta data marcante  encontra sentido nas tantas histórias de pessoas que por aqui passaram, deixando suas marcas de vida. Queremos celebrar com nossos atuais e antigos alunos esta história".
Como nos anos anteriores, haverá muito esporte a partir das 11h da manhã, nas piscinas, quadras e ginásio. A partir das três da tarde,  haverá música ao vivo, jogos e barraquinhas, além da tradicional comida de botequim. Terá festa para as crianças também, e muitos
ex-alunos vão comparecer com filhos e netos.

Tradicionalmente, haverá exposição de fotos antigas, mostrando fatos importantes na história do colégio, e homenagens no palco aos que estão completando 25 e 50 anos de formatura.


   GENTE FORMANDO GENTE, FILOSOFIA DE VIDA

 
Tenho as melhores recordações do Colégio Santo Agostinho, onde fiz o antigo curso científico (hoje,  2º grau completo) de 1954 a 1956.

Lembro com saudade muitos membros da Ordem de Santo Agostinho (mais de 1.500 anos de história) que conheci naquele período, como os padres espanhóis Marcelino Barrio, Hilário Martinez, Ricardo Rodriguez, Donaciano Treceño, Gregório e tantos outros. O fundador do colégio em BH foi o padre Carlos Vicuna, em junho de 1933, e a primeira sede foi numa casa na Av. Olegárío Maciel, esquina de Rua Tupis, no centro.

A maior preocupação do Colégio Santo Agostinho foi tornar-se uma escola de vida, formando cidadãos conscientes e com alta sensibilidade social. "Gente formando gente" sempre foi seu lema. Nunca quís ser uma máquina de aprovações nos vestibulares.

A presença do colégio foi tão marcante que acabou dando nome ao bairro, hoje um dos mais nobres e bem localizados da Capital mineira. A Paróquia de N.S. da Consolação e Correia é uma das mais importantes da Arquidiocese de BH.

Foi estimulado pelas sucessivas notas 10 em Português (prof. Hênio Tavares), Geografia (pe. Hilário Martinez) e História (prof. Ragosino Ribas) que decidi ser jornalista sem ter qualquer experiência prévia, e fui pedir meu primeiro emprego a Guy de Almeida na Redação do "Diário de Minas", na Praça Raul Soares. Ele meu abriu as portas desta amada profissão no começo dos anos 60.

E entre tantos bons ex-colegas de turma, impossível não relembrar o saudoso Dalvo Fonseca de Araújo, do Serro; do igualmente saudoso médico Álvaro Geraldo Piancastelli; Nilson Luiz Labruna: Paulo Praça; Ítalo Oscar Piacenza; João Cláudio Dantas Campos (filho do ex-governador Milton Campos); o futuro deputadp Roberto Luiz Soares; o consultor José Goursand Amora Araújo (meu vizinho na Serra); Cesário Grego Rey; Fernando Antonio Grosso; Cláudio Humberto Granata; e Nabil Nicolau Carmo Couri.

Com saudades, recordo ainda os nomes de Godofredo Carvalho Fernandes; Carlos Miller; Constantino; José Carlos M. Moura; o médico Lúcio Flávio M. Villaça; o fazendeiro Manoel Lino; Walmir e Aloísio, Rui Magnani Machado e Ulisses; Joaquim José de Oliveira Filho (Mate Couro) e tantos outros. Tomara que muitos desses setentões compareçam à festa do dia 30. E não se esqueçam de participar da sessão solene da Assembleía Legislativa de Minas, no dia 15 de setembro, às 20h, homenageando os 80 anos bem vividos de nosso colégio.

Entre os professores da época, recordo Aluísio Pimenta, José Guerra Pinto Coelho, Pedro Janot Pacheco, Teodomiro Marcelos, Tabajara Pedroso, Rafael Vieira, Hugo Aroeira e Rui Pimenta.

E, entre os ex-colegas, saudosas lembranças de Dalvo Fonseca de Araújo (Serro), consultor José Goursand A. Araújo (meu vizinho na Serra), Lúcio Flávio M. Vlllaça, Cesário Grego, Manoel Lino, Valdir, Oscar, Nabil, Nilson, Cláudio Umberto Granata, Fernando Antônio Grosso, Eduardo, José Carlos, Rafael, Luiz Carlos, Walmir, Ronaldo, Gilson e tantos outros.

Pelo Santo Agostinho, nessas oito décadas, passaram nomes ilustres da Medicina mineira, Engenharia, Arquitetura, Advocacia, Economia, Ciências Sociais etc, e de setores como cultura, esporte, comércio, indústria, política e meio empresarial. Ajudou a formar milhares de profissionais comprometidos com o ser humano e sua pátria.

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Hélio Fraga - Editor
Edição e postagem - Ana Cristina Noce Fraga
23 de Agosto de 2014


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