terça-feira, 30 de setembro de 2014

CAPITAIS IMPERIAIS, OS ENCANTOS DE VIENA, BUDAPESTE, VARSÓVIA E PRAGA


 

A histórica Ponte das Correntes faz a ligação entre as duas partes, Buda e Peste


Os encantos de paÍses do Leste da Europa parecem estar em alta entre os turistas  brasileiros de bom gosto. Não é que estejam cansados de Paris, Roma, Londres, Veneza, Milão, Amsterdam, Bruxelas, Munique, Lisboa, Madri, Barcelona, Viena e Berlim. Eles estão descobrindo lugares que não podiam conhecer antes, porque eram quase inacessíveis nos tempos da Cortina de Ferro, ou havia enormes entraves burocráticos e necessidade de visto.
Hoje, o Leste Europeu pode ser visitado em qualquer época do ano, com passaporte brasileiro normal, sem qualquer visto. Isso se aplica a praticamente todos os países: Hungria, Polônia, República  Tcheca, Eslováquia, Croácia, Eslovênia, Estônia, Sérvia, Montenegro, Letônia, Lituânia, Bulgária, Romênia, Bósnia-Herzegovina etc.
Entre mais de 100 circuitos europeus operados pela Abreutur, ao longo do ano, a excursão Capitais Imperiais  sempre foi sucesso de vendas - basta citar que as cidades de Budapeste, Bratislava (Eslováquia), Praga, Cracóvia e Varsóvia estão no roteiro de 15 dias, sendo que dois deles são em Viena e os últimos três em Berlim - uma espécie de fecho de ouro.
Há saídas regulares entre março e outubro. O custo médio da parte aérea pela TAP, em 5 parcelas sem juros,  é de US$ 1.650 mais taxas, viajando para Lisboa e primeira conexão para Budapeste, e o retorno de Berlim para Lisboa, pernoite e conexão no dia seguinte para Belo Horizonte-Confins. A parte terrestre - com hotéis de 4 e 5 estrelas, e café da manhã incluso - sai em torno de R$ 16 mil para casal (1.995 euros por pessoa), financiados em 10 vezes no cartão.
Detalhe importante: o valor inclui passeios e ingressos no Palácio de Schönbrunn (Viena), Igreja do Menino Jesus de Praga, Catedral de Cracóvia, Museu de Auschwitz e Santuário da Virgem Negra em Czestochowa. E o guia, falando português, ainda leva os passageiros a passeios por Wadowice (a cidade de São João Paulo II), Bratislava, Césky Krumlov; e visitas guiadas às principais atrações de Budapeste, Viena, Praga, Cracóvia, Varsóvia e Berlim.
Em cada cidade, a operadora oferece passeios opcionais (pagos em euros, à vista), como concerto de valsas vienenses ou música clássica, passeios pelo Rio Danúbio, espetáculos folclóricos, concerto de músicas de Chopin e roteiros gastronômicos nos vários países visitados. Vale a pena conhecer esta excursão mais detalhadamente.

   DE LISBOA A BUDAPESTE, A PRIMEIRA ETAPA
A excursão tem início oficial em Budapeste, onde os visitantes chegam no começo da noite, pelo voo TP-714, em jato A319, partindo de Lisboa  às 14h20 e pousando às 18h50. Voo de 3h30. Recepção pelo guia no aeroporto e ida para o Novotel Budapest Centrum, de 4 estrelas. Na manhã seguinte, após o café, saída para o primeiro contato com a capital da Hungria, também conhecida como Pérola do Danúbio. É formada por duas cidades, que são como cara e coroa da mesma moeda.
A parte antiga e histórica, Buda, é a primeira face da moeda. A segunda, Peste,  com traçado moderno em áreas planas, é a parte comercial e de entretenimento. Aqui se concentram os melhores hotéis e seu  elegante comércio. À tarde, possibilidade de uma excursão de barco pelo Danúbio, vendo os belos cenários de Budapeste, como o Parlamento e a Ponte das Correntes.
Na sequência do programa (dia 3), passeio guiado pelos principais pontos turísticos, como Praça dos Heróis, construída em 1896 para comemorar o primeiro milênio da fundação da nação húngara; visita ao Parlamento, construção neogótica do século XIX; a Ponte das Correntes, que liga Peste a Buda; o Palácio Real, antiga residência dos monarcas húngaros.
Segue-se um passeio a pé pelo bairro do Castelo, no centro de Buda até o Bastião dos Pescadores, construído sobre o antigo mercado do peixe, e visita à Igreja do Rei Matias, onde os monarcas eram coroados. As vistas do Danúbio e de suas margens são magníficas. Para a noite, a sugestão é um espetáculo folclórico, seguido de passeio de barco com jantar. As vistas noturnas são deslumbrantes.
Budapeste tem cenários magníficos, como este em um dia de calor



PASSANDO POR BRATISLAVA, NA DIREÇÃO DE VIENA
Viena é a próxima etapa, mas o ònibus deixa Budapese e segue pela autoestrada até entrar na Eslováquia, onde vai parar em Bratislava, sua capital, também cortada pelo Danúbio. A Eslováquia, juntamente com a República Tcheca, formava antes a Tchecoslováquia. A separação pacífica ocorreu em 1993. Continuação da viagem e entrada na Áustria, para 2 noites de hospedagem no InterContinental, 5 estrelas.

Viena é uma das cidades de maior qualidade de vida do mundo
Viena é a capital da música e inspiradora de compositores como Strauss, Schubert e Mozart. Sua posição geográfica na Europa lhe permitiu contato com as três civilizações mais importantes da época - Latina, Eslava e Germânica. Ainda é considerada a capital da cultura do centro da Europa. Na primeira noite, há um programa opcional para espetáculo de valsas seguido de jantar típico na aldeia vinícola de Grinzig. São famosos os vinhos Riersling da região de Krems e Dürnstein.
Viena foi capital do antigo e poderoso Império Austro-Húngaro. O passeio pela cidade, no dia 4, começa pela Ringstrasse, verdadeiro museu a céu aberto, com impressionante conjunto de obras, como a Ópera, Palácio Imperial, Parlamento, Prefeitura e Igreja Votiva, Continuação do passeio pelos arredores, até o Palácio de Schönbrunn, com entrada. Esta antiga residência imperial, que é gigantesca, e se parece com Versalhes, em Paris, nos lembra os tempos do imperador Francisco José e a bela imperatriz Sissi.
Na tarde livre, os turistas podem conhecer a famosa rua de pedestres Graben, com seus elegantes cafés e lojas de chocolates (a torta Sacher é a mais famosa da capital austríaca). A sugestão do blog é a confeitaria Demel, que é requintadíssima. 

A Kärtnerstrasse é outra famosa rua de pedestre no coração de Viena. A cidade se destaca pela qualidade excepcional de seu comércio, das casas de bonecas às lojas de pianos de cauda Steinway. Sugestão de visitas à Torre Giratória, de onde se tem espetacular vista do Danúbio, e conhecer o prédio da Ópera, construído no século XIX.
Como não há tempo a perder, na manhã seguinte os turistas saem de Viena e viajam pela Áustria Central, que se estende ao longo do Vale do Danúbio, até entrar no território da República Tcheca, a caminho de Praga (Praha). Há uma parada em Césky Krumlov, patrimônio da humanidade pela Unesco, capital da antiga região de Rosenberg, onde vivia a nobreza mais rica  e influente do país.
Césky Krumlov tem arquitetura medieval unindo os estilos gótico, renascentista e barroco. Após o almoço, continuação da viagem até Praga, com hospedagem no Hilton Prague,  de 5 estrelas.

TRÊS NOITES EM PRAGA, MERGULHADOS EM ARTE

Cortada pelo Rio Vltava (Moldava), Praga é considerada uma das mais belas cidades da Europa
Praga é uma das grandes estrelas do roteiro das Capitais Imperiais. Serão três dias e noites mergulhados em sua arte, cultura, beleza natural e gastronomia.  A harmonia de sua arquitetura se completa com os encantos de suas praças, jardins e monumentos. Sua história tem mais de mil anos. Enquanto outras cidades da Europa Central foram praticamente destruídas pelos bombardeios durante a II Guerra Mundial, Praga escapou quase ilesa.

Hoje, a capital tcheca é  um autêntico museu de arte. A cerveja Pilsner Urquell será uma boa companhia em sua permanência aqui. Pilzen, ou Pilsen, berço mundial da cerveja, segundo os historiadores, será capital européia da cultura em 2015. O Turismo da República Tcheca (Czech Tourism) vai apostar forte nela.
Praga ocupa sete colinas às margens do Moldava, sendo chamada de Cidade das Cem Torres ou Cidade de Ouro. Fundada no século  IX, fica na região da Boêmia. Destaques dos passeios: Castelo de Praga, anitiga residẽncia dos reis da Boêmia, com a Catedral de São Vito, que domina a vista da cidade. Entrada nas igrejas de São Nicolau e do Menino Jesus de Praga e sua pequena imagem milagrosa. Não se esqueça de que os cristais tchecos, aqui vendidos em lojas finas, são considerados os melhores do mundo.
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Seguindo o roteiro do guia João Félix,  travessia da Ponte Carlos (Karluv Most), a mais famosa de todas as pontes da cidade, construída em 1357 e cheia de estátuas e obras de arte (vale a pena parar em frente a cada uma, são mais de 30). Estátuas esculpidas nos séculos XVIII e XIX. 
Segue-se a visita da Praça da Cidade Velha e da Prefeitura, com seu relógio astronômico de 1410, funcionando bem até hoje, Vale a pena andar bem devagar, pois o centro da cidade é maravilhoso. Há muitas construções interessantes, galerias, belas praças, jardins em flor e lojas de artesanato.
No último dia em Praga, sugestão de visitar a Igreja de N.S. de Loreto com seu fabuloso tesouro de ouro e diamantes; a Rua do Ouro, onde viveu Franz Kafka; a Basílica de São Jorge e os jarfdins do Palácio de Wallenstein (opcional). Há sempre concertos nas principais igrejas, inclusive em pequenas capelas junto à Ponte Carlos. 
Á noite, testar excelentes casas de comida tcheca. Desta vez, vamos chegar bem informados: Luiz Fernando Destro, representante do Turismo Tcheco no Brasil,  nos preparou uma lista dos melhores restaurantes da cidade. Aqui come-se muito bem mesmo. E barato, do jeito que a gente gosta.

ENCANTOS DE VARSÓVIA E CONCERTOS DE CHOPIN
No blog da semana passada, em honra do título mundial de vôlei conquistado brilhantemente pela Polônia (Polska), impedindo um tetra do Brasil, já se falou bastante de Cracóvia  e seus arredores, como a Mina de Wieliczka e o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, que constam do roteiro das Capitais Imperiais. Hoje, vamos encurtar o caminho e ir direto para Varsóvia (Warsawa), capital da Polônia, hospedados por 2 noites no Radisson Blu Centrum, 5 estrelas.

Varsóvia com sua deslumbrante arquitetura
No roteiro, depois de parar em Auschwitz, o grupo segue para Czestochowa, capital religiosa do país, visitando um dos mais importantes santuários de devoção mariana no mundo - juntamente com Fátima e Lourdes. Passagem pelo  santuário de Jasna Gora, onde está a famosa pintura da Virgem Negra, padroeira do país, à qual são atribuídos vários milagres.
Após o café da manhã no hotel, saída para um passeio pela capital polonesa, que nos impressiona pelo contraste entre o modernismo de seus edifícios em aço e vidro esverdeado ou azul, e as relíquias desde a Idade Média. Varsóvia encanta pelos seus palácios, residências aristocráticas, estátuas e igrejas antigas do centro histórico, reconstruídas após os devastadores bombardeios em 1944/45.


Indispensável visitar o Parque Lazienkowski (ou simplesmente Laziensk, com a famosa estátua de Chopin numa gigantesca mão aberta, no centro de um parque florido, com área para concertos externos. Admire a beleza das rosas vermelhas, às centenas. O compositor polonês, famoso por suas Polonaises, pode ser ouvido em salas de concertos e teatros.
Podem ser feitas outras visitas nesses 2 dias: Palácio da Ciência e Cultura, Estrada Real, Praça da Sereia, estação ferroviária central, espaços culturais, museus, galerias de arte e modernas praças. Varsóvia causa uma boa impressão pela facilidade de seu transporte urbano e qualidade das ligações ao resto do país, e exterior, pela companhia de bandeira nacional Lot Polish. Tão respeitada quanto a CSA da República Tcheca.

A CAMINHO DE BERLIM E PORTA DE BRANDENBURGO 
Porta de Brandemburgo, arco triunfal erguido em Berlim no século XVIII

Finalmente, vem a última etapa em Berlim, com 3 noites no Hotel Eurostars, 5 estrelas. Mas pode-se ficar também no Swissôtel, destaque na moderna arquitetura da cidade. Berlim foi fundada há 800 anos, quando os eslavos e mais tarde os teutões se estabeleceram na região que era uma passagem pantanosa pelo Rio Spree. Voltou a ser capital da Alemanha unificada a partir de 1990, com a queda do Muro de Berlim meses antes. A Potsdamer Platz, hoje irreconhecível para quem veio aqui na época do país dividido entre capitalismo e comunismo, evoca tristes lembranças.
Visitas programadas para Berlim: Alexander Platz, o coração da antiga Alemanha do Leste (DDR), partes do antigo Muro de Berlim, catedrais protestante e católica, Ilha dos Museus, Galeria Nacional, Museu Pergamon, Avenida Unter den Linden, Teatro da Ópera, Porta de Brandemburgo (arco triunfal erguido no século XVIII) - em torno dela os alemães celebraram, em julho, a histórica Copa do Mundo que ganharam no Brasil (com aqueles 7 a 1 do Mineirão, que vão durar mais de 100 anos - nossos trinetos  vão ouvir falar deles).

Mais passeios: Torre Alexander (com café-restaurante giratório), e os cafés, restaurantes e cervejarias ao longo da Kurfürstendamm (a Berliner Kindl é a mais famosa cerveja local).  Não se esquecer das discotecas e clubes noturnos, e das compras na loja de departamentos KaDeWe, Kaufhof ou na filial da Galerias Lafayette de Paris.
No 15º dia, saída de Berlim após o café da manhã e retorno ao Brasil via Lisboa. O voo TP-537 parte do Terminal 1 do Aeroporto Schoenefeld (SXF) às 13h50, em A319, duração de 3h40 e chega a Lisboa às 16h30 - uma hora a menos. Pernoite no Hotel Mundial, na Praça Martim Moniz 2, onde nosso apartamento 904 já está reservado há 6 meses (privilégio de cliente constante e pagante).

Volta a Belo Horizonte pelo TP-051, num Airbus A330-200, em 8h40 de voo diurno. Decolagem às  9h30 locais e pouso em Confins às 15h10. Tomem nota: a partir de 26 de outubro, os voos para Portugal partindo de BH mudam de número e horário. Na vinda de Lisboa, TP-101, partindo às 14h40 locais e pousando em Confins às 21h25. No retorno, voo TP-102, decolando às 23h55 e pousando na capital portuguesa às 11h locais.
Qualquer que seja a data e hora do voo, não se esqueça de admirar a emocionante paisagem poeirenta e os tapumes daquele canteiro de obras que não acabam nunca. Mesmo assim, feliz viagem.


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Editor - Hélio Fraga
Trabalhos de postagem e edição: Ana Cristina Noce Fraga
Belo Horizonte/MG - Brasil
30 de setembro de 2014

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