terça-feira, 2 de setembro de 2014

MACEIÓ GARANTE QUE TERÁ O MELHOR RÉVEILLON DO NORDESTE BRASILEIRO

A orla marítima de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca concentra o melhor
da hotelaria de Maceió.


As entidades mais importantes do turismo de Maceió, juntamente com lideranças da hotelaria e as  empresas ligadas a promoções e eventos, se uniram para dar esta garantia aos turistas nacionais e estrangeiros: a capital de Alagoas terá o melhor Réveillon do Nordeste brasileiro. O espetáculo de queima dos fogos será o maior que já se viu em Maceió, e milhares de pessoas vão ocupar todos os espaços na bela orla marítima de Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara.

Os melhores restaurantes da cidade e as principais barracas de praia vão trabalhar organizando réveillons privados, com direito a assistir de perto à queima de fogos. Os maiores hotéis ds orla marítima terão jantares de gala, com muita champanhe e cardápios especiais.   No palco armado para o Réveillon Celebration, haverá vários shows com cantores e conjuntos da moda, grupos musicais, trios elétricos, DJs de famosas discotecas e bandas para animar o grito de Carnaval, que vai varar a madrugada.

Esta virada do ano de 2015 terá uma importância extra para todos os segmentos do turismo alagoano, pois será uma tentativa para recuperar-se dos vultosos prejuízos em junho e julho, pois a Copa do Mundo foi caraterizada por grandes perdas gerais para a hotelaria; bares e restaurantes; operadoras e agências de viagens; e empresas especializadas em assistência a  viajantes, transporte aéreo e terrestre, taxistas, jangadeiros, lojistas, guias de excursões etc.

Os empresários de Alagoas entraram pelo cano porque - com sua habitual prepotência, e sem dar saisfação a ninguém - a FIFA cancelou (sem prévio aviso) centenas de reservas em hotéis locais, quando se confirmou que a maioria dos turistas a caminho do Brasil não tinha condições financeiras para gastar muito com excursões, hospedagem, alimentação e esportes naúticos.

O que aconteceu em Alagoas se repetiu, em maior ou menor escala, em outras grandes cidades brasileiras. As perdas da hotelaria e do setor de serviços foram gigantescas. O sucesso do Réveillon Celebration será uma espécie de maratona,  cujo objetivo é tentar recuperar parte dos milhares de reais perdidos na Copa. E tudo isso tentando esquecer aquela vexatória derrota do time de Felipão para a Alemanha por 7 a 1, em 13 de julho,no Mineirão. Uma vergonha nacional. que será eternamente lembrada por nossos filhos, netos e bisnetos.




   REDE HOTELEIRA ESPERA DAR A VOLTA POR CIMA


Com seu prestígio de ser considerado um dos mais atuantes executivos da hotelaria no Nordeste, o diretor geral Alfredo Rebelo – do Maceió Atlantic Suítes – tem esperanças de que esta próxima virada do ano signifique, realmente, dar uma volta por cima e espantar a crise que afeta a hotelaria nordestina como um todo, e num momento em que a economia brasileira vai mal.

O Maceió Atlantic Suites: uma referência de qualidade na orla de Jatiúca


O Maceió Atlantic Suítes fechou agosto com taxa de ocupação de 55%, e espera passar dos 60% em setembro. Opera no momento com tarifas de baixa estação, começando em R$ 240 para solteiro em apartamento standard. O hotel  da Av. Álvaro Otacílio 4065, em Jatiúca, aceita todos os cartões e não cobra taxa de serviço.

Aberto em 1992 com 204 unidades, em ponto nobre da orla, o Atlantic Suites opera com 160 unidades no pool, pois as demais se transformaram em residências de executivos. Os turistas mais abonados têm um luxo especial: as suites duplex do 7º andar, com piscina na cobertura e 120 m2 de área  total, com dois quartos independentes. Para o casal, elas custam R$ 525 por dia; e para quatro pessoas, R$ 710. Reservas diretas: (82) 2121-5656. Ver o site www.maceioatlanticsuites.com.br

Outros expoentes da hotelaria alagoana:  Radisson, Jatiúca Resort, Ritz Lagoa da Anta, Hotel Ponta Verde, Salinas de Maceió, Mercure Pajuçara, Brisa Tower,  Tropicalis, Ritz Coralli, Ibis, Holiday Inn, San Marino Suites, Maceió Mar, Reyna Express, Brisa Mar e outros. Todo devem trabalhar com alta ocupação na virada do ano e férias de verão.

A piscina e os jardins do Atlantic Suites têm acesso direto ao calçadão e à praias


 O esforço para a recuperação do turismo alagoano envolve também, entre outros, esses restaurantes: o peruano Wanchako; o  francês Le Corbu; e Divina Gula, Spettus e Famiglia Giuliano; Maria Antonieta; Portugalia; La Pasta Gialla; Armazém Guimarães; Massarella; Carne de Sol do Picuí (bairro Jaraguá); Akuaba (pescados, em Jatiúca); Caruaru; Oca, na praia de Ipioca; e muitos outros. Maceió enfrenta a adversidade com trabalho e disposição. Que venha o Réveillon Celebration.

     SUCESSÃO DE PRAIAS AO NORTE E AO SUL

No verde mar de Alagoas, famoso pelas águas transparentes e os passeios de jangada e catamarã, e emoldurado pelo extenso calçadão que começa em Pajuçara e vai até o final de Jatiúca, centenas de coqueiros fazem parte da paisagem. As praias chegam a ser de uma beleza estonteante. Embora as mais conhecidas sejam Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, o turista pode escolher entre as mais centrais e as mais afastadas, na direção norte e sul.

No litoral norte, as mais conhecidas são as praias de Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Riacho Doce, a região do Mirante da Sereia, e depois os belos cenários de Pratagi, Ipioca, Costa Brava, Paripueira, Sonho Verde e Salinas do Maragogi. Nesta última está famoso resort do grupo Salinas, dirigido pelo empresário Glênio Cedrim, atual presidente do Maceió Convention Bureau.

Na direção sul, as praias mais conhecidas são a de Barra de São Miguel, a 20 km,  e a praia do Gunga, a 27 km. Algum turista que tenha visitado Alagoas nos anos 80 e 90, ao voltar agora não vai reconhecer a praia do Francês, antes quase deserta,  mas teve um vertiginoso crescimento na orla, surgindo diversos hotéis e pousadas, restaurantes, lojas e  artesanato, choperias e barracas de praia.

Uma das boas surpresas é o Ponta Verde Praia do Francês, aberto pelo empresário Mauro Vasconcellos e seu filho Maurinho. Vem encantando os hóspedes pela qualidade do empreendimento e atrações que oferece. São acomodações confortáveis, com linda vista. Vários esportes náuticos estão disponíveis.

As praias centrais de Maceió, como as da Avenida e do Sobral, costumam ficar impróprias para banhos de mar pela poluição e proximidade do porto. Mas esta região do bairro Jaraguá  concentra grande parte da vida noturna da capital alagoana, com dezenas de bares, música ao vivo, forrós, discotecas, danceterias  e grande movimentação. É o reduto preferido da juventude.
O réveillon Celebration deve atrair milhares de pessoas à orla marítima de Maceió


       BARRACA LOPANA, ALÉM DAS EXPECTATIVAS

A qualidade das barracas de praia acaba seduzindo os turistas que chegam à capital alagoana. Muitas delas têm mais de 30 ou 40 anos de atividade, quando a cidade não havia passado ainda por esse gigantesco "boom" de empreendimentos hoteleiros. Entre as mais tradicionais, estão a antiga barraca do Carlito, mais tarde transformada em restaurante e pizzaria com ar condicionado, e um pátio coberto por tolos, além de acesso direto ao mar.

O grande destaque da orla de Pajuçara continua sendo a Barraca Lopana, que se transformou num amplo restaurante à beira-mar, com cardápio bastante diferenciado das demais e cheio de surpresas, sem falar nas especialidades nordestinas. Tornou-se referência em frutos do mar e fica na Av. Sílvio Carlos Viana, no coração do bairro.

Atente para este detalhe: a mesma avenida litorânea tem mais dois nomes, porque em Ponta Verde é Av. Dr. Antônio Gouveia; e em Jatiúca, se torna Av. Álvaro Otacíĺio. A referência para a troca de nome é a sede do Iate Clube de Alagoas.

Há outras barracas tradicionais, como El Rincón Argentino, famosa pelo caldinho de sururu e as carnes grelhadas portenhas.  As barracas se espalham pela orla, sempre com uma banca de jornais ao lado. Entre elas, a Kanoa e Piratas têm petiscos, cerveja sempre gelada, espetinhos  e água de coco. Grande movimento durante todo o dia e à noite.

A barraca Lopana se transformou num restaurante de luxo à beira mar


 
     COPA DO MUNDO DEU PREJUÍZO A ALAGOAS

Até agora a rede hoteleira de Maceió ainda não se recuperou dos prejuízos da Copa do Mundo, em junho e julho. A poderosa FIFA, que só pensa erm dinheiro, através de seus sistemas de reservas e venda de pacotes de viagens, bloqueou centenas de apartamentos nos hotéis alagoanos, sinalizando uma grande procura e alto faturamento - mas, duas semanas antes da Copa, cancelou tudo. Os empresários da hotelaria ficaram desnorteados, e sem ter a quem reclamar.

 Pelo fato de Maceió ficar a razoável distância das sedes em Salvador e Recife, a expectativa dos empresários era de haver uma avalanche de turistas nacionais e principalmente estrangeiros, nos intervalos entre os jogos, mas ficou comprovado que a maioria de torcedores  vindos do exterior tinha baixa renda e não sobrava dinheiro para fazer passeios e compras pela região.

Alfredo Rebelo, ex-presidente do Maceió CVB e diretor do Maceió Atlantic Suítes, ressaltou que a hotelaria alagoana confiou demais na Copa e investiu pesado na melhoria das acomodações e serviços, e todos os esforços foram em vão. A ocupação dos hotéis da orla, em junho e julho, foi uma das mais baixas. Não foi apenas Maceió quem sofreu com a FIFA, mas outras capitais também, como João Pessoa.

A frustração acabou atingindo o turismo como um todo, dos hotéis, pousadas e restaurantes aos shoppings locais, operadoras de turismo e agências de viagens, lojas variadas, barracas de praia e prestadores de serviço em toda a orla. Mas já há sinais de recuperação, só que isso exige mais viagens para comercializar o produto turístico local.

A ocupação média da hotelaria foi de 55% em agosto, com tendência a crescer de setembro até o final das férias de verão. Este segundo semestre será um período de recuperação, tentando dar a volta por cima em vez de  seguir lamentando as perdas. Isto não leva a nada.

Os mergulhos nas piscinas naturais de Pajuçara começam com um passeio de jangada



         FEIRA DE PAJUÇARA E RENDEIRAS DA MARÉ



 
O trabalho das rendeiras da Maré encanta pela qualidade e variedade de cores


Se você for visitar Maceió pela primeira vez, não deixe de experimentar as novidades  e boas pechinchas da feira de artesanato de Pajuçara, bem próxima ao ponto de onde saem as jangadas para as piscinas naturais. A feira abre bem cedo e continua funcionando até 20 horas ou mais. Recomendação indispensável: pesquisar bem os preços, pois variam muito de uma barraca para outra (embora sempre ao lado ou em frente).

Você verá de tudo: camisetas, bonés, chapéus de cangaceiro, toalhas de banho, saídas de praia, cangas e bordados de todos os tipos. Destaque para as toalhas de fibra de coco, em cores variadas (como vermelho, verde, beje e azul) e formatos retangulares, quadrados ou ovais. Elas são um dos produtos mais procurados pelos turistas. Em outras capitais, custam o dobro do preço; ou o triplo, se for num shopping.

Debaixo de forte calor, e com pouca ventilação apesar de ficar à beira-mar, a ferinha tem ainda brinquedos de madeira, peças em bambu, copos de chope, artigos para recém-nascidos;  jogos de cama, mesa e banho; e ainda peças em madeira, como colheres de pau, gamelas e centros de mesa. Há também redes nordestinas; vestidos pintados à mão; calças jeans  e blusas bordadas; e bijuterias diversas, como brincos, colares, pulseiras, anéis e artigos para presente.

A feira vende também os bordados feitos pelas rendeiras da Maré, à beira da Lagoa Mundaú. Esses bordados são conhecidos pelo nome de filé, em tons onde predominam o amarelo, laranja, verde claro, azul e vermelho. Os trabalhos produzidos na Av. das Rendeiras, no chamado Pontal da Barra, são vendidos não apenas na origem, mas nas grandes lojas .

Tudo é feito nos teares e exige-se grande paciência e atenção na execução. As rendeiras produzem toalhas de banquete, centros de mesa, e peças variadas . Você vai se espantar com a qualidade do trabalho, e a humildade dessas artesãs de Maceió. Seus produtos são uma referência, uma espécie de patrimônio artesanal alagoano. Merecem ser mais valorizados - elas e eles. 

Hélio Fraga - Editor
Trabalhos de postagem e edição: Ana Cristina Noce Fraga
Belo Horizonte, 1º  de setembro de 2014

Nenhum comentário:

Postar um comentário