sábado, 18 de outubro de 2014

É URGENTE: MAIS EMPRESAS AÉREAS DA EUROPA DISPÚTANDO ROTA DE BELO HORIZONTE


Com seus Boeing 747/800 novinhos, a Lufthansa é a empresa mais qualificada para vir para Confins

Se vocês me perguntarem qual é a urgência maior para os passageiros de Belo Horizonte, e de Minas Gerais como um todo, no quesito de viagens ao exterior (há um crescimento espantoso), é a necessidade de ter mais concorrentes na disputa das rotas de BH/Confins para a Europa. Creio que haver concorrência justa, séria, honesta e leal é indispensável. O monopólio nos acomoda, e não dá outra escolha ao passageiro. O direito sagrado de escolha é o mesmo que o voto no segundo turno da eleição presidencial brasileira nos dá no próximo dia 26.

Por falar nela, assim de passagem, cheguei do Leste Europeu a tempo de votar em Aécio Neves, mas estou estarrecido com a agressividade das campanhas e a falta de serenidade e de respeito nos debates. Lamento esta baixaria, que ofende a inteligência do eleitor esclarecido (bem diferente daquele que é desinformado, e fácil de ser enganado e manipulado). Tem de haver competição acirrada e em alto nível - e não esta tentativa de esmagamento por asfixia e pelos métodos mais torpes possíveis contra o candidato de oposição. Eleição não pode ser festival de mentiras num mar de lama.

Voltando à aviação, tem de ser uma competição leal e sem mentiras entre grandes companhias europeias em todos os aspectos: qualidade das empresas e seu passado de bons serviços; equipamentos de última geração oferecidos e com manutenção impecável; mais espaço interno na classe econômica, em vez dessas verdadeiras latas de sardinha que temos atualmente; maior variedade de opções nas refeições; mais rapidez e melhor atendimento nos check-ins; mais respeito aos lugares previamente marcados; melhor entretenimento a bordo; mais cortesia dos tripulantes; maior amplitude nas conexões oferecidas dentro e fora do continente europeu; e muitos outros aspectos. Precisa-se, com urgência, de atendentes de bordo que saibam sorrir.

Se vocês me perguntarem as companhias aéreas europeias que gostaria muito de ver operando aqui, a resposta é fácil: Lufthansa (a melhor delas), British Airways, Swiss, KLM e Air France – pelo menos duas delas, para concorrer com a TAP. Tem de ser urgente. Não dá para esperar por mais 2 ou 3 anos. Como tudo em Confins é burocrático e demorado, o ritmo das mudanças tem de ser acelerado. Isso cabe à nova administradora BH Airport e às autoridades do Estado e dos municípios, e pressupõe a união de todas as forças do turismo mineiro.

Eu me fixei nas cinco companhias citadas por considerar que elas nos garantem mudança mesmo, com mais qualidade, mas poderia mencionar outras, abrindo o leque. Considero que Iberia, Alitalia e Air Europa não têm os serviços excelentes que são marca registrada de Lufthansa, British Airways, Air France e Swiss (antiga Swissair). A simples presença de competidoras de alto nível vai motivar a Tap a melhorar aquilo que ela já acha bom - talvez eu não viva o bastante para ver isso concretizado – porém morreria frustrado. Mas não descarto totalmente a Iberia e Alitalia, que considero empresas de qualidade inferior às acima citadas.

Mas o pressuposto da concorrência não se restringe às rotas das Europa. Deve haver também mais competição nos voos para os Estados Unidos, acabando com a natural acomodação da American Airlines e TAM, com a chegada da United, Delta e U.S. Air, oferecendo ligações diretas não só para Miami, mas também Nova York, Chicago, Atlanta, Dallas-Ft. Worth e Houston. E da Air Canadá para Toronto e Montreal. E criação de pelo menos um voo direto para Santiago do Chile, talvez com jatos da LAN. Assim, nosso aeroporto seria realmente internacional, múltiplo, completo. Não podemos nos contentar só com TAP, Copa Airlines e Aerolineas Argentinas. Já perdemos United Airlines, Continental, Pluna e Loyd Aéreo Boliviano. (as duas últimas, por encerramento das operações no Brasil).


A Air France pode trazer ao nosso mercado o Jumbo 747/400 e os modernos  Boeing 777

É INDISPENSÁVEL AMPLIAR A PISTA PARA 3.600 METROS


O potencial de crescimento das operações internacionais em Confins é quase ilimitado, e vital para o maior desenvolvimento de Minas Gerais, geração de empregos, ampliação da carga aérea e aproximação com mercados promissores. Recordemo-nos de que nosso maior aeroporto foi considerado Elefante Branco no começo dos anos 90. Foi difícil recuperar sua imagem.

São mais de 60 anos de presença o Brasil, e a KLM pode trazer seus Boeing 777 séries 200 e 300


Mas Belo Horizonte, motor do desenvolvimento de MG, não pode descartar a possibilidade de haver voos regulares ou fretamentos de CNF (por que será que não conseguem voltar à sigla anterior, que era BHZ?) para Lima, Bogotá, Cancún, Punta Cana, Santo Domingo, Aruba, Curaçao, Punta Cana, St. Maarten etc.

Mas, para que tudo isso não se transforme num sonho impossível, é urgente e indispensável que a nova concessionária BH Airport dê prioridade absoluta à ampliação da única pista de pouso para 3.600m; e complete as reformas tão atrasadas no único terminal existente, com a criação de novas portas de embarque, atingindo pelo menos 12 ou 14, seja com com puxadinhos (pior solução) ou obras definitivas de ampliação.

Sem esses 600 metros adicionais na atual pista, não há como pensar em pousos e decolagens de jatos maiores como os Boeing 747/800 novinhos em folha da Lufthansa, os Boeing 777/200 e 300 da KLM, os Boeing 747/400 e Airbus A340/500 da Air France, os Jumbos da British Airways e os jatos Airbus A340/600 da Swiss. Precisamos que a American Airlines traga até nós seus Boeing 777/300 que já operam de Guarulhos para Dallas e Nova York. O Boeing 767/300 não pode ser nosso limite, nem os Airbus A330/200, como atualmente.

Nenhuma dessas companhias vai descer aqui de páraquedas. Elas têm de ser atraídas e convencidas com argumentos sólidos (potencial do mercado) e estatísticas oficiais confiáveis. Mostrar a elas que vir para Minas será um grande negócio, como aconteceu com a TAP, que aqui chegou há seis anos e meio, e teve tanto sucesso que atingiu ocupação média superior a 90% em todos os voos. Com mais de 80 voos semanais partindo de 12 cidades brasileiras, sendo 11 capitais, nosso país responde por 30 por cento do total de receitas da companhia. O mapa da mina para ela. Somos o país das grandes oportunidades.

Se quiser vir, a Swiss pode competir nesta rota com seus avançados  Airbus A340/600

4 comentários:

  1. Boa noite, tudo bem? Eu estou fazendo um trabalho acadêmico para a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, sobre programas esportivos da televisão mineira. Estou em busca de alguma foto do programa "Bola na área", da TV Itacolomi, que o senhor fazia parte. Há alguma forma de manter contato com o senhor? Por email, telefone ou rede social? Obrigado, Felipe.

    ResponderExcluir
  2. Caro Felipe, estive fora do pais por 15 dias (mas retornei a tempo de votar no Aécio), e só agora vi seu recado. Favor me ligar no (31) 9311-3377 e 3282-3377, farei o possível para ajudar.Boa sorte no seu trabalho. Saudaçoes,HFraga.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde, tudo bem? Qual o melhor horário para ligar para o senhor? Obrigado, Felipe.

      Excluir