quinta-feira, 28 de maio de 2015

VESPERATA, QUANDO DIAMANTINA NOS ENCANTA

A Vesperata lota a Rua da Quitanda, o coração de Diamantina


Quem nunca foi, ou jamais pensou em ir, não sabe o que está perdendo: a Vesperata de Diamantina é muito mais do que um concerto popular ao ar livre, ou um desfile de clássicos da música mineira e nacional. É um espetáculo maravilhoso, que nos seduz, encanta e emociona, bate realmente fundo no nosso coração. E acontece na Rua da Quitanda, sempre cheia de gente.

Emoldurada pela luminosidade intensa da Serra dos Cristais, Diamantina é uma cidade caracterizada pela riqueza de seu acervo histórico, cultural e arquitetônico. Embora a imagem seja um tanto batida, a terra de JK ns contagia pela sua musicalidade e nos devolve ao passado colonial dos séculos 18 e 19, nos transporta a um cenário de fantasia e sonho de olhos abertos.
Se fosse bem divulgada em escala nacional, a Vesperata seria, tranquilamente, um do melhores produtos turísticos de Minas Gerais. A cidade poderia atrair milhares de visitantes semanalmente, e não algumas dezenas ou centenas. Diamantina carece de promoção permanente, intensa e adequada, e o problema não é só dela, mas das principais cidades históricas mineiras, começando por Ouro Preto. Este trabalho é obrigação elementar da Secretaria de Estado do Turismo.
Diamantina, a 305 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-040 via Sete Lagoas até o trevo de Curvelo, ostenta com orgulho o título de Patrimônio Mundial da Humanidade. A maioria de suas construções coloniais está preservada, mas algumas outras requerem ação imediata da Prefeitura para evitar se deteriorem e até desmoronem.

Andar devagar pelas ruas da cidade é como voltar ao tempo em que Chica da Silva (muitos escrevem Xica) desfilava seus encantos por essas ruas e vielas calçadas de pedra. Indispensável conhecer, depois da Rua da Quitanda, o Beco da Tecla, Rua do Amparo, Rua do Rosário, Rua do Burgalhau, Praça Lobo de Mesquita, Rua do Contrato, Beco da Paciência, Rua Acayaca (escreve-se com Y mesmo),  Rua do  Tijuco, Rua São Francisco (onde está a Casa de Juscelino), Rua Direita e Beco da Alegria.

A Vesperata - média de dois shows por mês, sempre aos sábados, de maio até outubro - permite excursões de três dias a Diamantina, em ônibus executivos, hospedando-se nas mais conhecidas pousadas. Anotem as próximas datas: 20 e 27 de junho; 11 e 25 de julho; 15, 22 e 29 de agosto; 19 e 26 de setembro (coincidindo com o aniversário de JK); e 3 e 17 de outubro.
A Saint Germain Turismo, de Belo Horizonte, vem organizando excursões regulares para a Vesperata, com opções de hospedagem em conhecidas pousadas locais - como Pousada do Garimpo, Relíquias do Tempo, Vila do Imperador, Jardim do Vale, Pousada da Seresta e Capistrana, e Pousada dos Cristais.
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Preços a partir de R$ 550 por pessoa, nas mais modestas, até R$ 695. Entrada de 20% mais 4 parcelas iguais em cheques pré-datados. A excursão começa na manhã de sexta-feira, partindo da Av. do Contorno 8000,  e termina na noite de domingo. Os ônibus executivos contam com banheiro, sistema de som e TV, e serviço de bordo, com água e lanche. Os grupos são acompanhados por guias. Reservas e mais detalhes pelo fone (31)
3291-1630. E-mail: contato@sgturismo.com.br


VESPERATA INESQUECÍVEL EM NOITE DE LUA CHEIA
Por iniciativa da Saint Germain Turismo e seu presidente Wander Dias, aconteceu em Diamantina uma Vesperata Especial, abrindo antecipadamente o calendário de 2015, de 1º a 3 de maio. Sete ônibus foram fretados, levando mais de 320 pessoas de Belo Horizonte e um grupo especial de Vitória-ES. Wander teve de bancar tudo: a contratação dos músicos; do grupo de instrumentistas, cantores e seresteiros (15 pessoas) e toda a estrutura de atendimento na Rua da Quitanda.
Todas a mesas ficam ocupadas quando há shows da Vesperata

Foi uma Vesperata inesquecível. No alto do céu, a lua não podia estar mais cheia, iluminando a praça junto com seus lampiões coloniais. Antes do show começar, um trio de jovens muito talentosos, e bons comunicadores, distraiu os ocupantes das mesas tocando chorinhos imortais - como Tico-Tico no Fubá, Naquela Mesa, Ave Maria no Morro, Brasileirinho, Ronda, As Rosas Não Falam, Trem das Onze etc. Foram muito aplaudidos.

Naquele cenário emoldurado pelos casarões coloniais de 2 andares, com sacadas em ferro, e estandartes verdes e dourados da Vesperata, estavam lotados os restaurantes A Baiúca, Butiquim da Quitanda e Club Acayaca. Todas as mesas da praça ocupadas, com o palco no meio, e nele se colocaram o regente da orquestra, tenente Everton Ferreira, da PMMG, e o maestro Patrick de Aguilar, que se revezaram na direção musical.
O repertório foi o mais eclético possível, abrindo com o Peixe Vivo e Elvira Escuta, e terminando com um apoteótico canto de Oh Minas Gerais. A banda responsável pela qualidade da Vesperata tem 70 membros, muitos deles militares da PMMG e jovens diamantinenses. Um desempenho impecável do grupo.
Para comprovar a diversidade musical da Vesperata, fez-se uma homenagem ao centenário de Frank Sinatra tocando New York New York; e a orquestra interpretou alguns rocks dos anos 80, sucessos do cantor Wando  e de Zeca Pagodinho, e a despedida triunfal foi com Amigos para Sempre, que a multidão ajudou a cantar.
Garçons dos restaurantes serviram tira-gostos mineiros tradicionais, com cerveja a R$ 5 e vinhos chilenos a partir de R$ 50. Vinhos que combinaram com o friozinho agradável de uma noite para ficar na memória.

 


      SERESTA AO PÉ DA ESTÁTUA DE JUSCELINO
Em Diamantina, a estátua de Juscelino é uma das mais fotografadas

Não há como separar Diamantina da história de seu filho mais ilustre - o ex-presidente da República e ex-governador de Minas, Juscelino Kubitschek de Oliveira. JK é reverenciado por todos os cantos na cidade. E suas canções preferidas ajudam a manter  viva sua memória, como Peixe Vivo, Amo-te Muito, Oh Minas Gerais, Elvira Escuta, É a Ti Flor do Céu e Luar do Sertão. Em vida, Juscelino foi um apaixonado seresteiro.
As construções que mais lembram JK são a casa da Rua Direita 106, onde ele nasceu em 12 de setembro de 1902 (hoje nela funciona o restaurante Casa Velha); a Casa de Juscelino, um amplo centro cultural na Rua São Francisco 241, onde ele viveu de 1905 a 1919; o Seminário Provincial, na Praça Sagrado Coração de Jesus, onde ele estudou de 1913 a 1916; e o Sítio Bicas (Leandro Costa), onde ele se hospedava na volta do exílio.

Para reverenciar JK, nas noites de sexta-feira, saindo do Mercado Velho, turistas e visitantes se unem aos locais para subir e descer ladeiras na direção da ampla praça onde, ao lado de palmeiras imperiais, está a estátua do  homem que fundou Brasília. Ao pé dela, e melhor ainda se for numa noite de lua cheia, as vozes se unem para falar de amor, paixão, traição e perdão. Há espaço também para clássicos da MPB, como Eu Sei que Vou Te Amar. E composições que lembram Pixinguinha, Cartola, Francisco Alves, Dilermando Reis, Waldyr Silva, Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo e Orlando Silva.
Diamantina respira música e cultura de todas as formas. Os programas culturais - que mereciam ser  divulgados pelo Brasil inteiro - podem incluir concertos de órgão  no Igreja de Nossa Senhora do Carmo (organista Evandro Archanjo); apresentação de bandas de música, corais e fanfarras; celebrações do mês de Maria (maio) e da Festa do Rosário; e concertos e canções de Natal. . A partir de 30 de outubro, aos domingos, há missas às 7h com canto gregoriano na Igreja do Rosário, com participação de monjas beneditinas.
Uma das grandes atrações musicais e teatrais é o Grupo Arte Miúda, um projeto dedicado à infância e juventude, que completa 24 anos de trabalho graças ao dinamismo de sua diretora Soraya e encanta os visitantes. Há um concerto ao ar livre aos domingos, perto da Igreja do Bonfim, com orquestra de adultos (regida pelo maestro Edson) e dos jovens e crianças do outro lado, e desfile de figuras bíblicas e personagens locais - como a linda moça Carolina Taciana, que representa Chica da Silva, num vestido dourado e cachos nos cabelos. Ela e o rapaz que interpreta o contratador português João Fernandes de Oliveira estão presentes também na Vesperata e circulam entre as mesas ao final do concerto.
Nesta Vesperata Especial de 2 de maio, uma das presenças festejadas em Diamantina foi do jornalista e escritor José Maria Rabelo, fundador do semanário "Binômio" e autor de obras importantes sobre Belo Horizonte. Ele participou do grupo da SGTur ao lado de sua filha Patrícia Rabelo (Sagarana Turismo), que veio do Rio com sua amiga Ana. Elas se encantaram com Diamantina e disseram que "o Brasil devia conhecer melhor a Vesperata".

SINFONIA DAS ÁGUAS & EXPOFLORA EM SETEMBRO
O calendário de viagens da Saint Germain prevê uma excursão a Poços de Caldas e Expoflora de Holambra, em setembro, de 23 a 27. A Sinfonia das Águas é uma grande atração turística em Poços. Partida de BH em ônibus executivo e 3 noites de hospedagem com café da manhã, mais 6 refeições. Haverá um passeio pela cidade e viagem para Holambra, no interior paulista, com ingresso para visitar a Expoflora. Custo de R$ 1.290 por pessoa em apartamento duplo, ou parcelamento em cinco mensais de R$ 258.
Também em setembro, de 10 a 13, a agência vai levar um grupo a Monte Verde, para dois dias de lazer, compras e passeios no agradável clima da Serra da Mantiqueira. Transporte em ônibus executivo e duas noites de hospedagem com café da manhã. O grupo será acompanhado por um guia e fará um passeio pela região em Jeeps 4 x 4. Custo de R$ 980 à vista, ou cinco pagamentos de R$ 196.

Outra excursão prevista, de 16 a 18 de outubro, é o Carnaval Antigo em Conservatória, no Estado do Rio. A festa representa uma volta ao passado, com corso carnavalesco e  uso de Fordinhos 29, ao som de marchinhas e sambas. O programa é atraente: desfile de carros antigos, corso com batalha de confétis, carnaval  infantil e rodas de samba. O grupo sai de BH em micro-ônibus. São 2 noites de hospedagem com café da manhã/buffet. Custo de R$ 1.105 à vista ou cinco de R$ 239.

Mais detalhes no site 
www.sgturismo.com.br e informações na central de vendas: (31) 3291-1630.
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Belo Horizonte/MG - Brasil
28 de maio de 2015
Editor - Hélio Fraga
Postagem e Edição: Ana Cristina Noce Fraga



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