segunda-feira, 24 de agosto de 2015

MILHARES DE MINEIROS DESCOBREM PORTUGAL E GOSTAM TANTO DE LISBOA QUE ACABAM VOLTANDO


 
                                          Mosteiro dos Jerônimos, principal jóia arquitetônica de Lisboa

Este blog especial sobre Lisboa e seus encantos é mais uma homenagem a Portugal - entre tantas que já foram feitas no últimos sete anos. Foi em fevereiro de 2007 que começaram os voos diretos da TAP entre a Europa e Belo Horizonte. Essas ligações regulares eram modestas, apenas três por semana, e depois foram aumentando até se tornarem diárias. Em determinados períodos do ano, por questão de mercado, as frequências se reduzem a seis por semana, mas por pouco tempo. Foi assim que Lisboa passou a encantar os mineiros, que, através dela (e de Sintra, Óbidos, Coimbra, Nazaré, Cascais, Estoril, O Porto e Vila Nova de Gaia), descobriram Portugal. Caso de amor à primeira vista.

Aconteceu uma mudança radical em minha vida. mas este não foi um caso isolado. Mudei de planos automaticamente, pois estava acostumado (melhor dizendo, era obrigado) a voar partindo do Galeão-Tom Jobim ou Guarulhos. Lembro-me de ter escrito, eufórico, no falecido Caderno de Turismo do "Hoje em Dia", que lutou por esta viagem direta de BH à Europa, pregando num deserto como um guerreiro solitário, sem respaldo dos órgãos e entidades do setor. - "Este voo é minha carta de alforria, me tirou de uma escravidão".

Apesar de todas as deficiências do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, que existem há pelo menos duas décadas, era muito melhor sair e voltar direto a CNF, sem aquelas incômodas providências como redespacho de bagagens e troca de portões e de aeroportos (Guarulhos x Congonhas, quase sempre). Eu era cliente constante (e pagante, óbvio) e tinha cartões de milhagem da Lufthansa, Swissair, KLM, Air France e outras europeias, assim como das norte-americanas.

A partir do sucesso da nova rota, da qualidade do equipamento (Airbus A330-200), da regularidade e pontualidade dos voos e qualidade do entretenimento a bordo e do serviço, além do parcelamento das passagens em 5 vezes sem juros, os voos da TAP caíram no gosto de um novo público, que a gente não imaginava que fosse tão  grande: os mineiros e brasileiros que desconheciam Portugal e não tinham a menor intenção de visitar o país, porque só se preocupavam com Paris, castelos do Vale do Loire, Borgonha, Toscana, Londres, Roma, Veneza, Milão, Zurique, Amsterdam, Bruxelas, Barcelona, Madri, Berlim, Munique, Viena, Estocolmo, Copenhague, Oslo, Helsinque etc.

Assim como eu ignorei Lisboa, que já conhecia desde os anos 70, viajando Varig, milhares de passageiros mineiros só voavam à Europa por empresas britânicas, francesas, holandesas, alemãs, italianas e espanholas. A TAP teve a  inteligência de redefinir suas estratégias para o Brasil, lançando novas rotas e criando mais portões de entrada - explorando, ao mesmo tempo, a decadência da outrora gloriosa Varig (que se julgava imbatível) e o desinteresse da TAM, que se preocupa apenas com Londres, Paris, Madri e Frankfurt.

Havia um gigantesco mercado a descobrir, e a TAP planejou tudo tão bem que hoje as rotas brasileiras respondem por mais de 30 por cento de seu faturamento global. Abriu o leque e se deu muito bem. São cerca de 80 ligações semanais entre Portugal e o Brasil. Como testemunha dos fatos, devo lhes dizer que Minas Gerais só ganhou esses voos diretos porque o Paraná os esnobou (culpa de um político prepotente e ignorante). Quando se abriu a brecha de Curitiba, Minas aceitou  os voos imediatamente (governo Aécio Neves). E se deu muito bem. 
Mais um romântico final de tarde na linda capital de Portugal


E que ninguém imagine que, a bordo a TAP rumo a Lisboa, só tem gente de classe média alta de Belo Horizonte e da Grande BH. Fazendo este voo pelo menos duas vezes por ano, em maio e setembro, já descobri passageiros de todos os cantos do Estado, predominando Oeste de Minas, Vale do Aço, Rio Doce, Norte de Minas, Mucuri - inclusive pessoas humildes que têm parentes trabalhando em Lisboa e arredores. A companhia portuguesa teve este mérito adicional de atender a todos os públicos, sem ser elitista.

Vamos ver de que mais gostam  os mineiros em Lisboa, cativados pelo sucesso de sua primeira viagem.


     LISBOA: MENOR CUSTO DE VIDA NA EUROPA

Castelo de São  Jorge, de onde se tem a melhor vista da cidade

Essa lista de preferências é resumo de conversas, dentro e fora dos aviões, com mineiros que nunca haviam viajado a Portugal. A média de aprovação geral é altíssima. Maior vantagem de Lisboa, segundo esses turistas: comparada com Paris, Londres e Roma, a capital de Portugal tem o menor custo de vida. Ganha disparada, também, dos países da Escandinávia, que são caríssimos. Um hotel de 3 a 4 estrelas em Lisboa custa de 30% a 40% menos do que na  Alemanha, Suíça, Holanda, Bélgica, Áustria, França, Reino Unido etc. 

Mesmo com o euro a mais de R$ 4,00 em Portugal, tudo lá ainda é mais barato: café expresso, capuccino,  água mineral, refri, cerveja, até pedaço de pizza e bilhete de metrô. O preço da comida chega a ser 50% mais barato. Um suculento bacalhau na capital portuguesa  custa menos do que um hambúrguer em Champs-Elysées.

Lugares onde os brasileiros vão mais em Lisboa: Mosteiro dos Jerõnimos, Torre de Belém, Monumento aos Descobridores Portugueses, Museu dos Coches, Oceanário do Parque das Nações, Cassinos Lisboa e Estoril, vista do pôr-do-sol do alto do Castelo de São  Jorge, Praça do Comércio e Terreiro do Paço, Arco da Rua Augusta, casas de  fados na Alfama, Parque Eduardo VII, loja espanhola El Corte Inglés (a estação de metrô São Sebastião fica no subsolo dela).

Nos arredores de Lisboa, em excursões compradas nos hotéis ou em táxis fretados (rachando as despesas), muitos mineiros fazem roteiros de meio dia ou dia inteiro conhecendo o Palácio Nacional de Sintra, Nazaré, maravilhosa  cidade histórica de Óbidos, Basílica da Virgem de Fátima, Mosteiro da Batalha, Alcobaça, Setúbal e Coimbra. Agora em julho, muitos ficaram surpresos quando lhes contei que, viajando com um casal amigo, fomos de trem de Lisboa para Coimbra, partindo da Estação de Santa Apolônia e pagando apenas 16,50 euros por pessoa (cerca de R$ 65) em vagões de primeira classe, com serviço de bordo. A viagem dura 1h45, em trens  velozes e modernos, tendo como destino final a cidade histórica de Braga e o Santuário do Bom Jesus do Matozinhos.

Alguns mineiros descobrem que podem ir de metrô de qualquer estação central (como Restauradores ou Rossio) até o Cais do Sodrér e o bilhete, válido por 24 horas, custa 6,50 euros, permitindo viagens ilimitadas, inclusive nos ônibus urbanos. No cais do Sodré, pagando 4,50 euros adicionais, ele viajam de litorina por 40 minutos até a praia de Cascais, onde podem experimentar sardinhas na brasa, acompanhadas de vinhos do Douro e Alentejo, ou  cerveja Sagres.

Recomendo sempre compra de azeites e vinhos, a custos menores do que nas delikatessen, nas lojas do Hipermercado Continente, sendo uma no subsolo do Shopping Vasco da Gama (metrô, estação Oriente, linha vermelha).  Desaconselho a compra de queijos, presuntos e embutidos em geral porque, na chegada a Confins, se o passageiro tiver de passar pelo raio-X, as mercadorias serão apreendidas pelos zelosos fiscais (tema para um futuro blog, com histórias de arrepiar em determinados aeroportos).


ALGUNS ENDEREÇOS  ÚTEIS PARA QUEM VAI A LISBOA

O monumental Arco da Rua Augusta - e diante dele passam bondinhos vermelhos e amarelos

Cumprindo a promessa, aqui vão alguns endereços para quem etá de partida para Lisboa (a baixa estação,na TAP, começa em 16 de setembro:

1) Melhores lojas de vinhos do  Porto: Casa Macário, na Rua Augusta, lado esquerdo de quem vai para o Arco; Casa Manuel Tavares, na Praça da Figueira, perto da Confeitaria Nacional; e loja Napoleão, com dois endereços: Rua dos Fanqueiros 70, no Chiado, e Rua da Misericórdia 121, na Baixa. Lembrem-se de que um bom Porto, com mais de 50 anos de engarrafamento, pode custar mais de 250 euros, ou R$ 1 mil.

2) Tecidos finos para vestidos de gala: a elegantíssima Casa Frazão, na Rua Augusta. O preço básico é de 50 euros o metro, mais de R$ 200.

3) Entre os restaurantes típicos lusitanos da Rua das Portas de Santo Antão: os melhores continuam sendo o Inhaca, logo no início, e o restaurante Ha Lisboa (sem acento), de frente para o teatro. Têm os melhores bacalhaus à lagareiro da região. Cuidado porque há alguns restaurantes sem categoria, com má comida e serviço ruim, fisgando os incautos pelo preço baixo. 

4) Para tomar um aperitivo, cerveja ou chá em final de tarde: Casa  Suíça, uma da mais tradicionais, com mesas na calçada (se o tempo o permite). Gostosos pastéis de nata e sanduíches em geral. 

5) Sugestão para almoço rápido: restaurante Concha d'Ouro, especializado em mariscos, Rua Augusta 238, Rossio. Outro craque em mariscos, mais atrás: Ribadouro, na Av. da Liberdade 155,acima da Praça Dom Pedro IV, tradição desde 1947, aberto de meio-dia até 1h30 da madrugada.

6) Comer muito bem e a custo razoável em hotéis: o restaurante Varanda de Lisboa, no 8º andar do Hotel Mundial, com excelente carta de vinhos e ótimo cardápio. No mesmo hotel, pode-se tomar coquetéis e aperitivos nos finais de tarde, no terraço do último andar; e almoçar no restaurante do 1º andar, com ampla vista da Praça Martim Moniz e Baixa.

7) Algumas lojas recomendadas: moda feminina, Zeva, na Praça da Figueira; e Bruxelas, para homem e mulher, com vários endereços no centro, como Praça da Figueira e Rua Augusta Também na região da Figueira: lojas Mundo das Malhas e Monte Branco, esta de artigos esportivos e tênis.

8) Para quem procura relógios finos e caros, Ourivesaria Portugal, Rossio 122: o menor custo de um Rolex é 4.200 euros.

Museu dos Coches, coleção das carruagens reais em Belém



VEJAM  A NOVA CARTA DE VINHOS DA TAP PORTUGAL

Nos voos de Belo Horizonte para Lisboa, a TAP tem acrescentado novos itens às atrações de bordo, e renovado sempre seus cardápios na classe executiva e econômica. Os passageiros têm à disposição novas cartas de vinhos, onde se destacam os tintos Colinas (Bairrada 2008), Callabriga (Douro 2012), Vale da Raposa (Douro 2013) e Monte Velho (Alentejo 2014);  e os brancos Poças Reserva (Douro 2013), Paulo Laureano (Alentejo 2014) e Vila Régia (Douro 2013). Os espumantes servidos são Cabriz (Dão 2012) e Colinas Brut Nature (Bairrada 2010).

Uma modificação importante foi servir o Porto Graham's Tawny de 10 anos, para acompanhamento dr queijos e frutas.
Na ida para Lisboa, na classe executiva, estão disponíveis: canapés, rocambole de salmão com queijo, torta de figo seco e gorgonzola, castanha de caju; entradas, camarão e aspargos acompanhados de chutney de legumes; ou carne de novilho om cebola roxa marinada; sopa, creme de milho com croutons. 

No prato principal, escolha entre escalopes de frango com molho de cogumelos; filé de robalo com molho de tomate, batatas assadas e feijão verde; massa folhada com molho de gorgonzola, açafrão e abobrinhas; ou rocambole de filé mignon com queijo e arroz de catupiry.

Na sobremesa, prato de frutas e queijos, frutas frescas, compotas e seleção de pães e pastelarias. Bebidas disponíveis: aguardente portuguesa, vodca, vinho Madeira, uísque escocês de 12 anos, Martini Rosso, cerveja com e sem álcool, conhaques, gins, refrigerantes variados e sumos (sucos) de laranja, pera e tomate.

Um farto cafe da manhã é servido antes do pouso em Lisboa, nos voos noturnos, e um completo lanche é servido 1h30 antes da  aterrissagem em Confins nos voos de regresso. Uma viagem de Lisboa a BH dura de 8h40 a 9h10, dependendo da rota escolhida. São 24 passageiros na executiva e 242 na econômica, total de 266. A altitude máxima durante a viagem varia de 11.900 a 12.300 metros

Para reservas e informações sobre voos e conexões da TAP: central nacional 0300-210 6060; e em Belo Horizonte, (31) 3213-1611. Ver os sites www.tap.com ewww.tap.pt

A TAP utiliza 14 Airbus A330-200 como este em suas rotas intercontinentais




Belo Horizonte,/MG - Brasil
24 de agosto de 2015
Hélio Fraga - Editor

Postagem e edição: Ana Cristina Noce Fraga

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