sábado, 12 de setembro de 2015

ABERTURA DE 100% DO CAPITAL DAS COMPANHIAS SERÁ O SUICÍDIO DA AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRA

O Aeroporto de Congonhas-SP é um dos mais movimentados do Brasil
Verdadeiros desatinos contra a economia nacional já foram cometidos pelo Governo do Brasil. Todos nós, cidadãos conscientes, temos o dever de repudiar veementemente quaisquer outras novas tentativas contra os interesses nacionais, mesmo que sejam  camufladas de boas intenções - patrióticas é que não serão, jamais.
Uma das razões da existência deste blog, entre muitas, é a de defender o interesse nacional, valorizar nossas riquezas naturais, exigir boa prestação de serviços no transporte aéreo e rodoviário, estradas seguras e melhor conservadas, lutar para melhorar os aeroportos e cobrar mais transparência desses consórcios que conseguem os contratos de privatização - pensando muito mais no dinheiro do que no bom atendimento aos usuários.
De maneira ufanista, o Brasil se considera o quarto maior mercado da aviação mundial - mas está longe disso. Basta dizer que. juntos, os aeroportos de Guarulhos, Brasilia, Galeão, Confins e Viracopos não conseguem ultrapassar o Aeroporto Hartsfield International de Atlanta, que bateu o recorde mundial no ano passado, com   movimento de 96,179 milhões de passageiros (ver adiante a matéria e as estatísticas do site www.aeroconsult.com.br)
Seria um desatino - melhor dizendo, um suicídio coletivo da aviação civil brasileira - propor, sugerir ou cogitar a idéia da abertura de 100% do capital das companhias aéreas nacionais a grupos estrangeiros.
O Brasil não é uma República de Bananas, onde qualquer um chega, paga preço irrisório e leva tudo. Nós temos o direito e dever de defender o que resta de verde-amarelo nas companhias aéreas nacionais. Isso mesmo: o que resta. Basta analisar a forte presença norte-americana na Azul, a participação cada vez maior da Delta na  Gol e examinar detidamente  o consórcio Latam (LAN e TAM) e ver a situação em que está a empresa fundada pelo saudoso Comandante Rolim.
Não podemos permitir que se repita aqui o desatino cometido na Argentina, onde o governo aceitou que a espanhola Iberia adquirisse 85% do capital da Aerolineas Argentinas, numa privatização aparentemente normal - mas o negócio acabou sendo desastroso, tanto que a Aerolineas quase faliu, pois houve diminuição de rotas e sucateamento das aeronaves.
Resultado: o novo governo da Argentina teve de recomprar a Aerolineas e reestatizá-la, ao custo de milhões de dólares retirados dos cofres públicos - o povo, como sempre, pagou a conta. Mas, pelo menos, a Aerolineas conseguiu se reequilibrar, abriu novas rotas, comprou aeronaves e retomou o caminho da normalidade.
As companhias aéreas brasileiras, que estão no olho do furacão desta prolongada crise econômica, política e social, não têm a menor condição de resistir a um assédio de poderosas corporações como American Airlines, United-Continental, USAir, Delta etc. E também não resistiriam aos euros da Lufthansa ou Air France-KLM. Ou aos petrodólares da Qatar, Etihad e Emirates.
Aeroporto Hartsfield de Atlanta, recordista mundial de passageiros

Mesmo envolvida com tantos conchavos, emendas parlamentares e denúncias da Operação Lava-Jato, a classe política brasileira tem o dever de se aprofundar no conhecimento e debate deste tema preocupante: a possibilidade de que o Governo permita a participação de empresas estrangeiras na compra de 100% das companhias aéreas nacionais. Isto é uma sentença de morte.
 
Hoje, existe o limite legal de 20% de participação. No máximo, pode ser dobrado para 40%. Inadmissível é permitir que ultrapasse os 50%, porque isso significa a desnacionalização.


ALERTA DO SINDICATO NACIONAL DOS AERONAUTAS

Com a coragem de sempre, o Sindicato Nacional dos Aeronautas-SNA publicou um informe publicitário  em grandes jornais brasileiros, convocando a sociedade a se posicionar contra a possibilidade de tornar reféns  dos estrangeiros as companhias da aviação civil brasileira - ou seja, Gol, TAM, Azul e Avianca. Qualquer recomendação de abertura do capital aos concorrentes estrangeiros significa subjugar os viajantes brasileiros ao domínio das grandes corporações.
O SNA alertou: -"O mercado brasileiro ficaria à mercê da concorrência predatória criada pela força do capital estrangeiro - cedo ou tarde, as empresas nacionais quebrariam ou seriam adquiridas pelas estrangeiras, fomentando-se a monopolização do setor· Mais do que defender as empresas aéreas, a questão é preservar um mercado estratégico para o Brasil, que pode alavancar a economia interna, especialmente levando-se em conta as dimensões territoriais nacionais".
Até 2005, o Aeroporto O'Hare, em Chicago, foi o número 1 do mundo
Disse mais o SNA: -"A experiência da maioria dos países que adotaram a abertura total foi desastrosa, Não podemos aceitar para o Brasil aquilo que já deu errado em outros países, onde empresas dominadas pelo capital estrangeiro demonstraram total falta de compromisso  em ocupar rotas pouco rentáveis ou em adotar estratégias que cumpram funções sociais, contrariando políticas dos governos".
O SNA lembrou ainda: -"Além disso, uma abertura de 100% iria totalmente na contramão do que é praticado nos principais mercados da aviação mundial - o limite para o investimento internacional é de 25% nos Estados Unidos e no México, e de 49% na Europa".
Então, que a brava gente brasileira fique de olho bem aberto contra este crime que se pretende praticar contra a economia do país. Queremos ótimos aeroportos (alguns não são nem regulares) companhias aéreas fortes e capitalizadas, impostos justos e uma concorrência honesta em termos de tarifas, atendimento e prestação de serviços. 

As estrangeiras podem ajudar muito, com sua experiência de gestão e administração aeroportuária, manutenção, planejamento de rotas e eficiência nos serviços. Mas entregar tudo para elas, na bandeja, será desatino pelo qual as gerações futuras vão pagar muito caro. 
O Aeroporto Internacional de Pequim é o segundo maior da aviação mundial
Nem por hipótese a gente pode imaginar a American operando a ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas-SP e Santos Dumont, ou a United voando de Brasília a Manaus, ou a Delta ligando Porto Alegre a Recife.  Perguntem aos EUA se eles deixam a TAM voar regularmente de Miami a Nova York, ou se Gol pode voar de Atlanta a Boston. Hipóteses absurdas.

FIQUEM ATENTOS AO INFORMATIVO DA AEROCONSULT
Quem gosta de aviação deve estar sempre ligado ao site da Aeroconsult, pela qualidade e  conteúdo de suas informações. Venho acompanhando-o sempre, pois o velho amigo Chiquinho De Mingo (Alfatur) me mantém bem informado a cada nova edição. As análises são muito criteriosas. E as comparações muito interessantes, de um ano para outro.
Segundo a poderosa revista Airline Business, os 100 maiores aeroportos do mundo receberam 3,63 bilhões de passageiros no ano passado, 5,4% mais do que no ano anterior. Só nos Estados Unidos, foram mais de 800 milhões de passageiros; na Ásia Pacífico, 722 milhões; na Europa, 137 milhões; e no Oriente Médio, 70 milhões.
Definitivamente, o Aeroporto Hartsfield International, de Atlanta, desbancou o Aeroporto de O'Hare, em Chicago, que já foi o mais movimentado do mundo por muitos anos. Atlanta atingiu 96,2 milhões de passageiros em 2014, contra 70,7 milhões em Los Angeles e 70 milhões em Chicago; Denver e JFK-New York com 53 milhões; San Francisco com 47 milhões. Na faixa dos 40 milhões, estão Miami, Las Vegas, Phoenix-Arizona, Houston e Charlotte.
Esta estrutura, em forma de disco voador, simboliza o Aeroporto de Los Angeles
Paris, Dallas-Ft. Worth e Hong Kong estão tecnicamente empatados com 63,5 milhões. Importante destacar  a performance de Frankfurt com 60 milhões (11º lugar), Istambul com 57 milhões, Amsterdam-Schiphol com 55 milhões e Madri com 42 milhões (27º lugar).
Atlanta tem uma vantagem de mais de 10 milhões de passageiros no comparativo contra a China, segunda colocada, com 86,1 milhões de embarques e desembarques. O Aeroporto Heathrow, de Londres, ocupa o terceiro lugar, com 73,4 milhões. E Tóquio em quarto, com 86,1 milhões.
Europa e Estados Unidos, somados, respondem por 29% do tráfego aéreo mundial. O Aeroconsult destaca ainda a boa performance dos aeroportos da Rússia, com 15,9 milhões, e da Turquia, com 15,5 milhões.
Guarulhos teve o melhor desempenho entre os aeroportos brasileiros e conseguiu um lugar entre os 100 mais, o que não aconteceu com o Galeão-Tom Jobim, no Rio, que ficou em 102º, com total de 17,3 milhões de passageiros, número que será facilmente superado por causa da Olimpíada de 2016 (tomara que o aeroporto carioca não faça o Brasil passar uma vergonha - como Confins fez com  Belo Horizonte na Copa do Mundo de 2014).
Por falar em Confins, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves apresentou em 2014 um recorde de 10,792 milhões de passageiros, superando Viracopos/Campinas com 9,8 milhões. Mas eles entram na lista dos 150 maiores, juntamente com Brasilia (18,1 milhões) e Congonhas-SP (18,06 milhões). Mais detalhes no site da Aeroconsult, já citado acima.

CUIDADO COM O DÓLAR CALCULADO A R$ 2,99 /R$ 3,30

Com a experiência de mais de 4 décadas no setor de viagens, e em resposta a perguntas de leitores do blog que estão inclinados a acreditar em ofertas mirabolantes, como estas do dólar estabilizado em  R$ 2,99 ou R$ 3,30 no cálculo do preço das excursões, minha resposta é esta: caiam fora, não entrem nessa - tenham muito cuidado para não serem enganados e terem prejuízo (pagar e depois não viajar).
A escalada do dólar, que já bateu em R$ 3,91 no câmbio oficial, e cotado a mais de R$ 4,10 no mercado paralelo, parece indicar claramente que não vai retroceder tão cedo (se é que algum dia vai). Os custos das viagens estão muito altos, e os valores têm de ser pagos ao câmbio do dia nas companhias aéreas e operadoras de excursões (ou seja, hotéis, passeios, traslados, refeições e opcionais).
Se a empresa vai pagar tudo a R$ 3,90 ou R$ 4,10, como é que ela pode garantir o câmbio fixo em valores muito abaixo disso? Não tem lógica, nem faz muito sentido. Cuidado para não embarcarem em canoa furada, e terem de ir depois ao Procon ou entrar na Justiça.
   GUIA TURISMO DE MG PROMOVE 22 DESTINOS
Na capa do Guia Turismo de Minas, a Igreja de São Francisco, em Ouro Preto


Já está à venda, ao custo de R$ 20,00, nas livrarias Leitura e Fnac, nas principais bancas de Belo Horizonte e região metropolitana, e também pelo site www.turismodeminas.com.br, um guia turístico lançado  pelo jornal  editado por Marden Couto. A capa reproduz a aquarela da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
O guia divulga 22 destinos mineiros e 20 roteiros especiais, e conta com diversas informações úteis, serviços, mapas, calendários de eventos, dicionário de mineirês e curiosidades sobre nosso Estado. Tem até receita de pão de queijo.
Entre os 22 destinos indutores do desenvolvimento turístico estadual estão Belo Horizonte, Araxá. Brumadinho, Caeté, Capitólio, Caxambu, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Itabira, Juiz de Fora, Maria da Fé,  Monte Verde, Montes Claros, Ouro Preto, Poços de Caldas, São João del-Rei, São Lourenço,  Serra do Cipó, Sete Lagoas, Tiradentes e Uberlândia.
No quesito dos roteiros especiais, o Guia Turismo de Minas  fala de artesanato, artes, cachaças, grutas, Furnas, turismo de aventura, cachoeiras, cafés, cervejas artesanais, gastronomia, moda, trens, turismo rural e outros temas. Com este guia, o jornal comemora 10 anos de circulação.

Mais informações: (31) 3267-6175 ou guia@turismodeminas.com.br

         FESTIVAL DE GASTRONOMIA TCHECA 
Somremesas típicas ds República Tcheca no festival gasronômico

Temas ligados à República Tcheca estarão em destaque na pauta social da semana de 14 a 19 de setembro, quando acontece em Belo Horizonte um festival de gastronomia tcheca no Restaurante Drummod, no Hotel Holiday Inn, na Savassi (Rua Prof. Morais 600). O festival será comandado pelo chef Pavel Sapik, que vem de Praga, onde brilha no restaurante Terasa U Zlate Studne. Ele passou antes por expoentes da culinária tcheca, como o The Circle Line, Flambée e Alcron.
Sapik fez cursos de especialização e estágios na França, Itália, Áustria, Alemanha, India, Singapura e Hong Kong. A participação no festival custa  R$ 59.90 por pessoa, incluindo entrada, prato  principal e sobremesa, fora bebidas. Informações  e reservas pelo fone (31) 3064-6520. Jantar no horário de 19 às 23 horas. O hotel tem estacionamento com manobrista.
A semana terá ainda outros eventos, como o coquetel de posse do cônsul honorário da República Tcheca em BH, Luiz Guadalupe, no Automóvel Clube, às 20h de terça-feira, 15 de setembro.  O embaixador tcheco  no Brasil, sr. Jiri Havlik, será o anfitrião do encontro, ao lado do cônsul geral, sr. Viktor Dolista.. Entre os convidados, figuras do corpo consular, dos meios empresariais e da sociedade. Guadalupe é um dos mais respeitados guias de excursões em Minas e pertence à equipe da Master Turismo.
Haverá também uma mostra de cinema tcheco; participação de indústrias do país na Feira Exposibram, de 14 a 16, no Expominas, considerada a maior do setor mineral na América do Sul; e um seminário e degustação de cervejas tchecas no Haus Muenchen, no dia 17, às 17h30.
Numa homenagem deste blog ao Turismo da República Tcheca - que tem Luiz Fernando Destro como representante no Brasil -,  nossa próxima edição, a ser postada no dia 17 ou 18, terá como tema Praga, Karlovy Vary, Boêmia, Morávia, Pilzen, Ponte Carlos IV, Museu Nacional, Relógio Astronômico, Catedral de São Vito e outros lugares interessantes. Foi em Pilzen que nasceu a cerveja Pilsner Urquell, hoje conhecida mundialmente.
Já antecipando futuras pautas: vocês vão rever ou conhecer o milionário novo show do Lido de Paris, a 130 euros por pessoa (sem jantar); a Place du Tertre, no coração de Sacré-Coeur de Montmartre; uma emocionante visita à Universidade de Coimbra e sua monumental Biblioteca Joanina; San Francisco e os 78 anos da Ponte Golden Gate; e a Oktoberfest de Munique, com uma panorâmica do espetacular Museu da Ciência. Podem aguardar.

----------- BELO HORIZONTE/MG - Brasil

            10 de Setembro de 2015
             Editor - Hélio Fraga
             Postagem e  edição - Ana Cristina Noce Fraga
 

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