sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

DE BELO HORIZONTE, MINAS, BRASIL, UMA MENSAGEM DE FELIZ NATAL



O tema de abertura deste último blog de 2015 não podia ser outro.  Estamos em cima da hora, o Natal vem chegando. Final de ano é sempre  a ocasião apropriada para prestar contas e fazer um balanço de vida. E desejar Feliz Natal a pessoas muito próximas ou tão distantes. Em relação aos que não vivem no Brasil, não se esqueçam de que estamos separados por pelo menos três oceanos: Atlântico, Pacifico e Indico. Milhares de quilômetros nos separam fisicamente, pois o blog é acompanhado em 47 países. Mas o que importa é que esta distância nos aproxima pelo menos duas vezes por mês. Farei o possível para que, a partir de 2016, sejam 4 edições mensais - três no mínimo.



Daqui de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, no Sudeste do Brasil - com população de 2,5 milhões de pessoas, e uma Região Metropolitana com mais de 4 milhões de habitantes - os votos de Feliz Natal e próspero 2016 vão acompanhados de um conjunto de fotos noturnas da decoração natalina da Praça da Liberdade, na parte mais histórica da cidade: as luzes do Natal  iluminam a Alameda Travessia e as imponentes palmeiras imperiais centenárias. A capital mineira está festejando seus 118 anos de vida, rodeada de desafios por todos os lados, habitada por gente trabalhadora e carente de uma administração dinâmica e  moderna, com melhor qualidade de vida.



O trânsito de veículos em volta da Praça iluminada é caótico, verdadeiro vale-tudo porque a cidade se recusa a adotar o modelo dos estacionamentos subterrâneos. A exemplo do que acontece na Union Square, em San Francisco, na Califórnia, ou na Praça das Figueira, em Lisboa - escolhi, de propósito,  duas cidades já vitimadas por terremotos devastadores -, há mais de 30 anos esta Praça da Liberdade já podia ter estacionamento subterrâneo,  com catracas eletrônicas, para receber até 3 mil veículos. Os fiscais de trânsito existem para multar e punir, não para educar motoristas e pedestres.




O espetáculo anual de luzes e cores no Natal, que envolve apresentações de cantores e grupos corais, merecia ter intensa divulgação e cobertura por grandes redes de TV e jornais e revistas  locais, atraindo multidões, mas, por falta de estrutura, e também de competência dos organizadores, fica praticamente oculto. As chuvas, um tanto escassas por aqui, quando acontecem inundam grandes avenidas e provocam alagamentos e engarramentos. Carros são arrastados pela correnteza. Nas periferias da capital, cujo crescimento foi desordenado e explosivo, há constantes desabamentos de barracões onde moram os deserdados da sorte.






Desculpem estar falando de fatos negativos, que existem e têm de ser denunciados. Seria falso lhes apresentar nossa cidade como uma Ilha da Fantasia, mas ela tem seus encantos: a vista do pôr do sol no Mirante das Mangabeiras, a bela Igreja de São Francisco na Pampulha, os conjuntos esportivos do Mineirão e Mineirinho, o  Museu  de Arte, a Catedral da Boa Viagem, a Basílica de Lourdes, o Palácio da Liberdade e seu Circuito Cultural, a Torre Alta Villa, a Arena Independência, o Palácio das Artes, a Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena, a Praça Sete e seu Pirulito, a decoração dos shoppings da cidade (em destaque, o Diamond Mall, BH Shopping, Pátio Savassi, Minas Shopping, Del Rey, Boulevard e Itaú Power).



Detalhe da bela decoração natalina do Diamond Mall



LEMBRANDO A GRANDE TRAGÉDIA DE MARIANA


A grande tragédia do desmoronamento da Barragem de Mariana, a 100 quilômetros daqui, acabou tendo reflexos também  na capital do Estado e a extensao do desastre ambiental envergonha o Brasil perante o mundo. A irresponsabilidade da mineradora Samarco - cujos donos são a Vale brasileira e a australiana BHP Billing - praticamente transformou em flagelados todos aqueles que moravam na região da mina. Um mês e meio depois  desta monstruosa tragédia, até agora nenhum diretor da mineradora foi preso. A Samarco tenta escapar e sair pela tangente, de todas as maneiras. Promete e não cumpre. Há um certo conformismo, tão pernicioso como a indiferença das principais autoridades do Estado-minerador número 1 do Brasil. 



Imagine-se o terrível sofrimento dessas famílias sem teto, que perderam - soterrados no mar de lama de Mariana - seus entes queridos e vivem em casas alugadas, sustentadas pela generosidade e solidariedade deste admirável povo mineiro. Milhares de voluntários se mobilizaram, enquanto  a omissão do poder público foi clara, quase acintosa, nos niveis municipal, estadual e nacional. Sem essa mobilização popular, muitos teriam morrido de fome e sede. A comunidade provou sua força e compaixão. 



Belo  Horizonte foi atingida por outros desastres recentes: na Copa do Mundo de 2014, desabou na Av. Dom Pedro I o viaduto Guararapes, por falhas de projeto e erros  na construção, desmoralizando o sistema de gestão municipal; e para completar este vexame e decepção, a Seleção da CBF, que representou o Brasil, levou uma goleada histórica de 7 a 1 da Alemanha, nas quartas de final do Mundial de futebol. Um placar que será lembrado pelas futuras gerações, daqui a 100 ou 200 anos.



Esperemos, confiantes, que o bom Deus tome conta do Brasil e de cada um de nós. Que nada remova a esperança que deve tomar conta do nosso coração, agora e sempre. 

MAIS IMPOSTOS PARA ENCARECER SUAS VIAGENS



Mais um presentinho de Natal saído do Palácio do Planalto e dos gabinetes da Esplanada dos Ministérios, na Capital Federal, para atormentar ainda mais a vida dos viajantes brasileiros: a partir de 1º de janeiro de 2016, terá de ser pago o IRFF sobre todos os valores relativos a despesas de viagens no exterior, e estará em vigor o imposto de 6,38 por cento. É a chamada "parte terrestre" nas excursões: hotéis, transporte, passeios opcionais, jantares, concertos e shows.



As operadoras de excursões e agênciais de viagens, que têm de fazer a remessa antecipada das quantias relativas a esses serviços, aconselham os viajantes a fazer o pagamento antecipado do novo imposto , se possível até 23 de dezembro para quem viaja na primeira quinzena de janeiro. Cada fatura de R$ 100,00 se transfoma em R$ 136,38. E estão vindo, a galope,  guias de IPTU, IPVA, ISS, seguro obrigatório etc. 



Como a tendência do dólar é continuar subindo, com o país paralisado pela crise política, o  contribuinte conclui que, se deixar para amanhã, vai custar mais caro. O cidadão não  tem a recorrer. É a velha lei do paga e não bufa.


E como a máquina da Receita Federal e o Palácio do Planalto parecem ter um repertório ilimitado de presentinhos de Natal como este, talvejz haja futuras novidades neste saco de maldades de Papai Noel. É um amargo preço adicional que se paga por viver neste clima de permanente desgoverno. Não é este o Brasil de nossos sonhos.



NÃO PERDER A ESPERANÇA DE DIAS MELHORES


Palavras de desânimo e desesperança não ajudam numa hora dessas. Apesar de tantos políticos ladrões e safados, tantos partidos de aluguel, de tantas quadrilhas extorquindo a riqueza nacional. tanta disputa de poder, tanta falta de ética e compostura, tanta ambição em jogo, e tanto desrespeito ao eleitor e cidadão, precisamos entender que o Brasil é maior  do que todos os desafios e crises. É com este desafio de união nacional contra a bandalheira que o Natal bate às nossas portas.



Podemos mudar e melhorar, e virar este jogo desigual. Afastar da vida pública  pessoas desclassificadas que não honram seus mandatos. Substitiur por cidadãos decentes todos aqueles que se deixaram subornar, abriram contas em paraísos fiscais, e tentaram, por meios escusos, fugir e escapar da prisão e processo rigoroso - num país em que o rigor das leis só funciona para pretos e pobres.



Já nos reconforta, de certa forma, saber que alguns dos maiores empreiteiros do país vão passar o Natal atrás das grades, e vão acabar pagando pelos crimes que cometeram. Sua consciência deve estar pesando. Não podem escapar impunes, beneficiados por leis frouxas e tribunais complacentes. Que o juiz Sérgio Moro siga nessa caçada histórica e implacável aos transgressores da lei.



Neste último blog antes do Natal, um desejo de muita paz a todos, muita harmonia e solidariedade, muita união das famílias.



Que seja o Natal da convivência pacífica entre pessoas que pensam diferente. Que a falta de educação (quase institucionalizada) predomine na convivência social. E que as desigualdades sociais sejam transformadas  na civilização do amor, do respeito, da compreensão e do perdão, como este admirável Papa Francisco não se cansa de pregar aos cristãos de todo o mundo.




 Feliz 2016 para todos. E um Brasil melhor para se viver. Amém.





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Belo Horizonte/MG - Brasil
17 de dezembro de 2015

Editor: Hélio Fraga
Postagem e edição: Ana Cristina Noce Fraga

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