sábado, 19 de novembro de 2016

IMIGRANTES AMEAÇADOS PELAS PROMESSAS DE DONALD TRUMP: DEPORTAÇÃO EM MASSA


Impossível não falar de Donald Trump e o que ele pode aprontar a partir de 20 de janeiro, quando assume o cargo de presidente dos Estados Unidos. O mundo inteiro discute suas promessas de campanha - algumas alucinadas, boçais, rancorosas, intempestivas e impossíveis de se consumar, como a deportação de 11 milhões de estrangeiros vivendo ilegalmente nos Estados Unidos (agora, fixou no mínimo de 2 a 3 milhões de condenados aqueles que serão mandados de volta a seus países); ou a construção tecnicamente impossível de um muro de 4 metros de altura ao longo dos 3.200 km da fronteira do México com os EUA, e obrigando o governo mexicano a pagar a conta (creio  que o honrado e sofrido povo mexicano jamais vai admitir tal humilhação).

O mundo tem razões de sobra para estar preocupado, e resta uma tênue esperança de que o radicalismo, as grosserias e a agressividade de Trump, nos 15 meses de campanha, sejam substituídos por alguma dose de bom senso, prudência, civilidade e um mínimo de boa educação (se não for pedir muito). Como tenho dezenas de amigos no turismo dos EUA, participando por mais de 30 anos de seu mais famoso congresso turístico (agora chamado IPW, antigamente International Pow Wow), imagino o que eles devem estar pensando numa hora dessas. O turismo será profundamente afetado.

Em alguns momentos da campanha, Trump parecia estar brigando com a humanidade inteira, atirando para todos os lados: a implicância com os custos da OTAN, aliança indispensável para a harmonia do mundo ocidental; peitando a China e querendo reduzir suas exportações para os EUA)fechar suas fábricas; convencendo Japão e Coréia do Sul a terem armas nucleares; querendo destruir o acordo nuclear com o Irã, que levou tanto tempo a ser firmado, graças à persistência deste admirável presidente Barack Obama; chamando os mexicanos, generalizadamente, de assassinos, estupradores e delinquentes; e não disfarçando seus afagos e acenos para Putin, tão perigoso quanto ele, com  o perigo de ser matreiro, ardiloso e dissimulado.

Trump ofendeu repetidamente as mulheres de forma grosseira, e se vangloriou de suas peripécias sexuais. Bem ao estilo de alguns ditadores abaixo da Linha do Equador, ele mentiu à vontade, manipulou estatísticas, deturpou fatos e tentou iludir as massas. Em certos momentos da campanha, mostrou-se descontrolado, possesso e histérico; em outros, abusou do sarcasmo, rebaixando e ridicularizando as pessoas (detentores de poder).

Atacou covardemente o presidente Barack Obama, dizendo que "ele é, talvez, o mais despreparado entre todos os 44 presidentes dos Estados Unidos". Sujeito a processo por calúnia e difamação, considerou Obama "o fundador do Estado Islâmico". Criticou tudo o que Obama construiu em termos de boas relações internacionais, e seus programas sociais, prometendo acabar com o Obamacare, com 13 milhões de beneficiados com assistência médica integral. Prometeu prender sua concorrente Hillary Clinton, que teve 200 mil votos a mais do que ele no arcaico e nunca contestado sistema eleitoral dos EUA - incoerente e desrespeitando o voto popular.

Pois foi este Obama agredido e vilipendiado que, com sua impecável educação, o recebeu na Casa Branca e posou com ele no Salão Oval, estendendo as mãos num gesto de consideração e reconciliação (que não se pressupõe unilateral e que Trump não merecia).

Tomara que, realmente, Trump aprenda alguma coisa com Obama, a quem ele acusou de "não ser nem cidadão americano", apesar de ter nascido no Havaí, comprovado por certidão. Da mesma forma, espera-se que a artificial Melania, a senhora Trump, que parece uma boneca Barbie, aprenda alguma coisa com Michelle Obama e tenha pelo menos 1 por cento da simpatia dela. Michelle não foi imigrante ilegal com ela, não posou nua nem foi top model.

Apesar de ser tão agredido por Trump na campanha, Obama lhe estendeu a mão

Eu estava nos EUA no dia em que Obama assumiu a Casa Branca no primeiro mandato, e quando vi George Bush e sua mulher embarcando no Air Force One rumo ao Texas, pensei em voz alta: -"Este já vai tarde, depois de todo o mal que causou ao seu país e ao mundo". No próximo dia 20 de janeiro, quando for acompanhar pela TV a posse de Trump, e ver a partida de Barack Obama e Michele, de volta para casa, vou pensar comigo mesmo, ou falar para quem estiver perto: -"Que pena que vocês estejam indo embora, porque, sem vocês, a Casa Branca jamais será a mesma. Obama merecia ser substituído por alguém do seu nível político, cultural, social e moral - tudo aquilo que Donald Trump não é.

(Vamos ver, em seguida, algumas ameaças de Trump e alguns estragos que ele pode fazer).

ADEUS, VISA WAIVER PARA TURISTAS BRASILEIROS

O poder de destruição de Donald Trump é praticamente ilimitado, e isso vai afetar os turistas, de várias formas. Os EUA levaram anos trabalhando para atingir a marca de 60 milhões de visitantes, que Orlando conseguiu em 2014 (Paris recebe, sozinha, mais de 74 milhões por ano). Entre as facilidades que Obama conseguiu, junto ao Congresso, está a concessão do Visa Waiver - ou dispensa de visto de entrada - para visitantes procedentes de diversos mercados, como Canada, Japão, Reino Unido, Escandinávia, Alemanha, França, Itália etc.



O Brasil entrou na lista de candidatos ao Visa Waiver, mas demorou a preencher os requisitos exigidos pelos EUA - e agora, com Trump, pode perder as esperanças. Facilitar a vida de turistas não é o forte dele. Ele quer a América para os americanos.

Se o Consulado dos EUA ainda não foi instalado oficialmente em Belo Horizonte, a demora é injustificável, e precisa ser explicada ao distinto público. Os vistos normais, que já eram demorados, podem atrasar mais agora. A alta do dólar encarece mais as passagens aéreas, hotéis e serviços em geral. Espera-se que.após esta especulação cm o dólar, criando-se um falso estado de pânico, atingindo a cotação de R$ 3,69 no paralelo, tenha um recuo para níveis mais razoáveis, tipo R$ 3,25/R$ 3.30. Com Hillary eleita, a previsão do mercado era o dólar cair para R$ 3,10 ou menos.

Cuba vai sofrer retaliações, é quase óbvio - e o turismo será afetado de várias formas, inclusive redução de número de voos procedentes dos EUA. De Trump pode-se esperar tudo, até a volta do embargo comercial. A América Latina será por ele ignorada e pode esperar retaliações. Claro que haverá brasileiros nestas levas de deportados, uma das prioridades dos primeiros dias de gestão. Dizem que são 750 mil imigrantes nossos, outros falam em mais de 1 milhão. Estão concentrados  nos arredores de Boston, Newark, Miami, Orlando, Nova York e Los Angeles.

O comércio externo do Brasil também não terá vida fácil, pois a proposta de Trump é endurecer e dificultar os acordos de exportação. Ou seja: na hora em que o Brasil vai precisar mais dos Estados Unidos, o novo presidente vai impor barreiras e criar dificuldades. O mesmo pode se aplicar em bolsas de estudos, programas de convivência familiar e outras formas de intercâmbio. Podem ser criados obstáculos até para pacientes estrangeiros em estado desesperador, com moléstias incuráveis e precisando de internação urgente em hospitais americanos - que lhes pode ser negada.

Trump, esse grande enigma que assusta o mundo, é indecifrável. Não se pode crer e confiar no que ele fala. Esperemos - o futuro nos dirá.    

  PACOTES DE RÉVEILLON  NO NOVOTEL RIO  BARRA

O Novotel Barra oferece todo o conforto que os turistas merecem

Este ano, pelo fato de o Natal e o Réveillon caírem num final de semana, de sábado para domingo, muitas famílias vão alterar seus programas de viagem, preferindo estadias mais curtas, de 3 dias, em vez da semana completa, como se fazia antes. Por isso, o Novotel Rio Barra, que fica de frente para o mar, no Posto 7, preparou pacotes diferentes, com hospedagem por 2 noites, em apartamentos de frente por R$ 1.688 para o casal,  e valor de R$ 1.457 nos apartamentos laterais. Mas esses preços podem ser negociados, tendo em vista o excesso de oferta hoteleira na Barra. As diárias incluem farto café da manhã com mais de 40 itens, inclusive  panquecas e tapiocas feitas na hora. O estacionamento, pago à parte, custa R$ 34,65 por dia.

Uma das marcas mais prestigiadas da Rede Accor, o Novotel da Barra ocupa um moderno edifício na Av. Lúcio Costa (ex-Sernambetiba) 5210, em posição privilegiada, de frente para a Barraca do Romarinho. O hotel conta com 234 apartamentos e, durante a Olimpíada, sediou todo o processo de credenciamento de imprensa do Comitê Olímpico Internacional. Fica próximo de restaurantes, lanchonetes, sorveterias e casas de sucos, destacando-se a delikatessen em frente ao badalado condomínio Golden Green, endereço de muitos famosos. Há também restaurantes à beira-mar, inclusive uma churrascaria tipo Rincão Argentino.

Partindo do Novotel, é fácil o acesso a importantes shoppings da Barra, como Village Mall, Metropolitano, Via Shopping, New York City Center e Barra Shopping, que passou por sucessivas ampliações. O hotel conta com restaurante e bar, piscina no terraço, sauna e academia de ginástica, com wi-fi disponível 24 horas por dia. Na noite da passagem de ano, terá um buffet de gala para seus hóspedes. Para reservas e mais informações, discar (21) 3504-3000. Falar com Priscila na Central de Reservas. 


    NATAL E ANO NOVO A BORDO DOS NAVIOS

Muitos brasileiros vão curtir o Natal e Réveillon a bordo do Costa Fascinosa

Passar o final de ano num navio de luxo, com buffets de gala e muita mordomia, é o sonho de dezenas de famílias brasileiras. Pena que esses viajantes, que deixaram tudo para a última hora, serão atingidos por um reajuste mínimo de 10% nos preços dos pacotes, o que não vai  acontecer com todos que haviam fechado seus contratos de compra das passagens marítimas quando o dólar estava a R$ 3,35 no câmbio turismo. Agora, com a desvalorização de quase 10% do real frente à moeda norte-americana, todos os valores terão de ser recalculados. Isso se aplica a todas as armadoras - Costa Cruzeiros, MSC, Pullmantur e Norwegian - cujos navios estarão navegando em águas do Atlântico Sul e Nordeste brasileiro.

A Costa garante que seus preços em reais serão mantidos. Como, no momento da edição deste blog, os custos dos cruzeiros estavam sendo recalculados, nós estamos citando os valores antigos, divulgados pelas empresas. O navio Costa Fascinosa, com capacidade para 3.850 hóspedes, inicia no Rio seu cruzeiro de Natal, partindo para Salvador, Ilhéus e Ilhabela, viagem de 7 noites. O preço disponível era de R$ 1.945 por pessoa, em cabine dupla, mais taxas diversas, em cabine interna. O navio italiano repete o mesmo roteiro no cruzeiro de Réveillon, com partida do porto do Rio em 30 de dezembro, e viagem de 8 noites. O preço  era de R$ 2.999 por pessoa, fora taxas, em cabine interna, com uma entrada de 20 por cento e mais 9 parcelas iguais. Agora, são 10 parcelas fixas, sem entrada. Já ajuda.

O navio Costa Pacifica estará ocupado com cruzeiros para o Rio da Prata e Cone Sul, viajando para  Montevidéu e Buenos Aires, com escalas em Ilhabela e Angra dos Reis. Um dos roteiros mais procurados, com saída em 17 de janeiro, com duração de 8 noites, tem preço inicial de R$ 2.589 por pessoa em cabine interna, mais taxas portuárias e de serviço.

A CVC, que fretou o navio Soberano (ex-Sovereign  of the Seas), informa em seu folheto o custo do cruzeiro de Natal, de 8 dias e 7 noites, partindo do Rio para Búzios, Salvador  e Santos: R$ 3.085 pr pessoa à vista, ou 12 parcelas sem juros de R$ 257, em cabine interna. Partida em 23 de dezembro. Custo básico de US$ 910, com sistema tudo incluído.
No mês de janeiro, o melhor preço do Sovereign é o minicruzeiro de 4 dias e 3 noites, do Rio para Búzios e Santos, com saída em 27/1: R$ 1.668 à vista, ou 12 iguais de R$ 139, por pessoa, em cabine interna (sem vista), também com sistema all inclusive.
Para saber os novos valores das viagens marítimas, falar diretamente com  sua agência de viagens ou operadora de confiança. Entre as que vendem esses pacotes: Abreutur, Master, Primus, Belvitur, Interpool, Ytur, Estação de Turismo etc. Os viajantes do interior podem pedir informações à Abreutur pelo DDD grátis 0800-021-1840.

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Tema da próxima edição: a partir de 1º de fevereiro, ligação diária de Belo Horizonte/Confins com Buenos Aires, pela Azul Linhas Aéreas, com jatos Embraer 195 (118 lugares). Tomara que este voo venha para ficar. A Aerolineas Argentinas interrompeu há meses, sem prévio anúncio, a operação de seus voos durante a madrugada.
Assim, fica adiada a matéria sobre Natal Luz de Gramado, seus novos shows (mudanças radicais)  e as atrações natalinas da Serra Gaúcha, destaque da recente edição do 28º Festuris. Com crise e tudo, Gramado e Canela prometem um final de ano brilhante.

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BELO HORIZONTE-MG / BRASIL
Dia 16 de novembro de 2016
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga
(E-mail: hfraga.rmj@gmail.com)

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