sábado, 3 de dezembro de 2016

TRAGÉDIA DA CHAPE COMOVE O MUNDO E DEIXA UM LEGADO DE SOLIDARIEDADE


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Abalado emocionalmente, como tantos milhões de brasileiros, pela tragédia que matou o time da Chapecoense, nas montanhas de Cerro Grande, nos arredores de Medellin, na Colômbia, por criminosa pane seca num voo fretado da LaMia - cuja escolha foi o maior erro da diretoria do clube de Santa Catari-na -, confesso que pensei muito (escrever ou não?), em longas vigílias noturnas, pois havia alternativas: ignorar o assunto, por não ser especialidade do blog; fazer um registro burocrático e dar pêsames; tratar o assunto fria e superficialmente, sem um pingo de emoção; ou agir de forma a honrar meu passado de mais de 25 anos no Esporte. Cheguei  até a me imaginar como um dos 21 colegas jornalistas que perderam a vida no acidente - pois na Copa de 1970 escapei de morrer durante um voo Cidade do México-Guadalajara, viajando num Comet-4 da Mexicana de Aviación, que enfrentou uma  turbulência tão forte que imaginei que ia se espatifar nas montanhas do Estado de Jalisco (eu sabia que todos os Comet-4 britânicos se acidentaram naquela época).



Foi mais do que uma queda de aeronave, que, neste caso, matou 71 dos 77 passageiros a bordo de um jato inglês  Avro RJ-85, matrícula CP-2933,  de uma empresa recente, fundada em Merida, na Venezuela, e transferida para a Bolívia, sendo especializada em voos charter (fretamentos). Morreram 19 jogadores da Chapecoense, 14 membros da comissão técnica, 21 jornalistas de TV e rádio no Brasil, sete tripulantes, dois dirigentes do clube catarinense e dois convidados. 



A Chape ia disputar seu primeiro título sul-americano contra o atual bicampeão da Copa Libertadores - o Club Atlético de Medellin, cujo comportamento (dele e da torcida) honra e dignifica a raça humana, por espantosos gestos de solidariedade, como colocar 45 mil torcedores num jogo que não houve, lotando o estádio para lamentar a morte de seus adversários e dar força à sua torcida na Arena Condá, a mais de 8 mil km de distância, no sul do Brasil..



Fugindo da raia, e ignorando o assunto, eu me sentiria culpado se desonrasse essa herança que carrego comigo, pelo orgulho que tive em ser jornalista esportivo. Fui o primeiro cronista esportivo mineiro com diploma de bacharel em Direito pela UFMG (não havia cursos de Comunicação nos anos 60); também o primeiro  ganhar o troféu nacional Bola de Ouro em 1983; detentor de três Troféu Gandula, como melhor colunista esportivo de MG, recebidos em São Paulo de 1978 a 1980; mais de 30 placas e diplomas de sócio benemérito de entidades esportivas; editor geral da cobertura jornalística dos Diários Associados na Copa do Mundo de 1970, no México, redigindo matérias para 34 jornais, 23 rádios e 17 emissoras do grupo (Rede Tupi). E não posso esquecer o programa "Bola na Área", de 1966 até 1973, na extinta TV  Itacolomy, Canal 4, em Belo Horizonte.



Perdoem ter de me alongar muito, mas esta é minha última oportunidade:  é preciso que os seguidores do blog em 47 países conheçam essa face extra-turística de minha carreira, que foi de 1960 a 1984, quando assinei colunas esportivas diárias no "Correio de Minas", "Diário de Minas" e depois no "Estado de Minas", já como editor de Esportes. Escrevi matérias para diversas revistas e jornais, como "Forza Milan", de Milão, "Jornal do Brasil", "Mundo Ilustrado", semanário "Binômio" e outros. 

Fazendo opção pela família, já que o Esporte era a segunda mulher que eu nunca tive, resolvi renunciar à Editoria e à coluna "Por dentro do futebol", no "Estado de Minas", em setembro de 84, quase dois anos depois da morte de nosso 1º filho, Luiz Otávio, em novembro de 82, vítima do tumor cerebral meduloblastoma. A opção certa, na hora exata. O Esporte me roubava o tempo que podia dedicar à família.

   CONHECENDO MELHOR O MUNDO DA AVIAÇÃO

Eu escrevi (de graça) a coluna Roda-Mundo, para o Caderno de Turismo do "Estado de Minas", desde o fim dos anos 70. A partir de 1976, em Salt Lake City, participei dos congressos Pow Wow nos EUA, e isso se estendeu por mais de 30 anos. A paixão por aviões marcou minha vida, e acabou contaminando o netinho Rafael, agora com 8 anos e irmão gêmeo de Mariana e primo da Larissa, que mora com os pais em Brasília. 


Procurei conhecer o máximo sobre os produtos de vários fabricantes: British Aerospace, Aérospaciale francesa, a holandesa Fokker, a Bombardier do Canadá;  as inglesas De Havilland, Comet, BAE-146 e Trident; e americanas McDonnell Douglas, Boeing Co, Lockheed, Cessna Citation, Gulfstream, Learjet e outras.   Visitei a linha de montagem do Boeing 747 e 767 em Everett, perto de Seattle. Fui convidado a conhecer a Academia de Voo da saudosa Pan Am em Miami; as oficinas de manutenção da American Airlines em Irving, Texas; e a base principal da Delta Air Lines em Hartsfield-Atlanta, EUA.


Visitei a base dos Concorde da British Airways em Londres-Heathrow; a Academia de Formação Profissional da Lufthansa em Frankfurt; as bases da antiga Swissair em Zurich/Kloten e Genebra; a base da KLM em Amsterdam/Schiphol; e o coroamento da carreira foi a visita à linha de montagem do Airbus A380 em Toulouse, no sul da França, onde conheci a linha de montagem do ATR-72-600 da Azul e também o Museu da Aviação, que tem desde o Concorde aos caças russos Mig. 


Assim, acabo chegando a este fatídico Avro RJ-85, o novo nome do antigo quadrirreator BAE-146. Voei num deles quando veio ao Brasil, trazido pela Lider, que tinha planos de criar uma grande empresa regional. Nada contra o aparelho, em si, mas tudo contra a empresa LaMia, fundada em Mérida, na Venezuela, o que já não a recomenda muito (um país destroçado pelo populismo bolivariano). Operando na Bolívia, pior ainda.



                      A LAMIA FOI A PIOR ESCOLHA POSSÍVEL




O grande erro da diretoria da Chapecoense foi fazer o fretamento com a LaMia, empresa de moral duvidosa e  baixo conceito - que, um mês antes, havia sido escolhida pela AFA da Argentina para trazer sua delegação para enfrentar o Brasil no Mineirão (3 a 0). Já pensaram na comoção internacional de uma queda de avião com Leonel Messi, Mascherano, Aguero e Di Maria a bordo?



A Anac brasileira fez muito bem em vetar o fretamento da LaMia a partir do Brasil, e devia ter influído junto à Chapecoense para fretar um jato da Gol, Latam ou Avianca. Havia opção de Boeing 737-800, Airbus A-321 e até Boeing 767-200. Nada de passar pelo Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra - ir direto de Guarulhos a Bogotá. Se necessário o reabastecimento, dependendo do tipo de aparelho, utilizar Manaus. A rota podia ser também Guarulhos-Lima-Medellin. 

Se eu fosse um jovem repórter, em início de carreira, escalado para viajar pela LaMia e cobrir a final da Copa Sudamericana em Medellin, eu me recusaria a embarcar, já pressentindo o risco. Compraria no cartão a passagem de volta ao Brasil, no primeiro voo saindo de Viru Viru. Depois, explicaria ao jornal que tinha filhos para criar e não podia arriscar minha vida.


O mais triste de tudo foi saber que a LaMia mentiu às autoridades aeroportuárias da Bolívia, garantindo que haveria uma escala em Cobija, no norte do país, fronteira com o Acre - onde, por coincidência, mora a família (mulher e 3 filhos) do comandante do jato acidentado e dono da empresa. Documentos foram fraudados, para justificar que a aeronave não estava corretamente abastecida.



O jato Avro RJ-85 da LaMia era relativamente novo (17 anos e meio), para 90 passageiros, em 15 fileiras de 6 poltronas. Tomara que o governo do Brasil aja com o maior rigor possível, e até acione tribunais internacionais, para garantir que sejam pagos os seguros de todas as 71 vítimas do acidente. As famílias dos 19 jogadores da Chape não podem ficar desamparadas. E precisam ter assistência psicológica e psiquiátrica adequadas.


                A FALTA DE COMBUSTÍVEL FOI CRIMINOSA



Foi essa inexperiência em lidar com piratas do transporte aéreo e falta de responsabilidade dos órgãos de fiscalização aeroportuária (tenham os nomes e siglas que tiverem), que custou caro ao clube catarinense. Ao topar pagar os US$ 130 mil pedidos pela LaMia, e sem saber que a falta de combustível ia custar a vida de sua diretoria, comissão técnica e praticamente toda a equipe que ia disputar a decisão da Copa Sudamericana contra o Atlético Nacional em Medellin, a Chapecoense caminhou involuntariamente para a guilhotina.



A queda do avião, por pane seca, poderia ter sido evitada se o comandante boliviano Miguel  Quiroga, fosse mais veemente com a torre de controle, em Medellin, e cobrasse aos gritos para ter prioridade absoluta sobre o avião da Viva Colombia, que apresentava vazamento de combustível e podia esperar. A ganância por dinheiro foi comprovada no reabastecimento incompleto da aeronave em Santa Cruz. Foi clara tentativa de evitar uma parada no Aeropuerto El Dorado, em Bogotá, sempre lotado e muito caro.



Inventou-se, descaradamente, a escala inexistente em Cobija, que fica a 900 km ao norte de Santa Cruz. O custo dessa  "economia" foram 71 preciosas vidas humanas, e todo o potencial de uma equipe candidata a brilhar no futebol brasileiro e sul-americano. 



Com a maciça divulgação da catástrofe nas principais redes mundiais de TV, alcançando mais de 1 bilhão de pessoas (se não forem muitas mais),  a camisa verde da ACF, Associação Chapecoense de Futebol, já se tornou das mais conhecidas mundialmente. Imagina-se a mina de dinheiro que pode render  para a Chape se vender essas camisas nos grandes mercados internacionais, até em shoppings de luxo.

O mundo  inteiro se emociona com as demostrações de carinho e respeito dos torcedores da Chape ao seu time, a comoção na cidade, a dor que todos sentem. Podemos lembrar algumas tragédias que, no passado, envolveram a perda de jogadores do Manchester United, Torino, Alianza de Lima, The Strongest e outros clubes. Mas esta da Chapecoense, pelo alcance mundial da internet, transformando o mundo numa aldeia global, foi a maior de todas. Nada que se lhe compare.




MAIOR TRAGÉDIA DO FUTEBOL EM TODOS OS TEMPOS





À 1 hora e 15 minutos da madrugada de terça-feira, 29 de novembro, o jato da LaMia fez seu último contato com a torre de controle em Medellin e acabou caindo à 1h30 na serra El Gordo, a 25 km da cabeceira da pista do Aeroporto José Maria Córdova, em região de difícil acesso, praticamente sem estradas, obrigando a abrir clareiras e picadas na mata, numa madrugada chuvosa. Imagine-se as condições em que os feridos foram transportados morro acima, até o socorro chegar.


Inevitável não se fazer comparação com outras tragédias do futebol no passado, das quais a gente soube por jornais velhos guardados em baús. Só se tomava conhecimento das quedas de aviões dias depois. Não havia televisão, nem fax, e-mail ou telex. Recursos tecnológicos mais modernos, nem pensar. 

Em 4 de maio de 1949, caiu um avião a hélice junto à Basílica de Superga, parte histórica de Turim, matando 31 jogadores do Torino local e da  seleção da Itália, que vinha disputar  Copa do Mundo no Brasil em 1950. Só vim a saber disso ao consultar jornais antigos nos arquivos do "Diário de Minas", onde estreei na profissão, cheio de planos e sonhos.

Já em ação nas Redações, e lendo jornais regularmente, fiquei sabendo que, em 1958, ao rodopiar uma barreira de gelo no antigo aeroporto de Munique, um bimotor se incendiou  com 20 pessoas a bordo, e oito eram jogadores do Manchester United. Em 1960, a seleção da Dinamarca perdeu oito jogadores num acidente em Kastrup, o aeroporto de Copenhague, o número 1 da Escandinávia.

Em 1961, uma queda do avião que levava o time chileno do Green Cross, na Cordilheira dos Andes, matou 24 jogadores. Em 1969, o time boliviano do The Strongest se acidentou na região de Viloco, num voo entre Santa Cruz de la Sierra e La Paz, com 74 mortos.

Um acidente horrível aconteceu nos céus da Ucrânia, onde um Tupolev-134, de fabricação russa, se chocou com outro modelo da mesma série. Falha clamorosa do sistema de controle aéreo. Total de 178 mortos nos dois aviões.

Entre os acidentes do final do século passado, destaque também para a queda de um avião no litoral peruano, em 1987, com a morte de todos os jogadores do Alianza de Lima e da comissão técnica, total de 43 vítimas.



           A IMPRENSA ESPORTIVA TEM SUAS VÍTIMAS





Em todos os acidentes aéreos envolvendo times de futebol, acabam geralmente morrendo jornalistas que viajam junto às delegações. Neste acidente do voo da Chape, as vítimas da imprensa são o consagrado Mário Sérgio, 66 anos, comentarista da Fox Sports, ex-jogador do Grêmio, Flamengo, São Paulo, Botafogo e Fluminense, e ex-treinador do Atlético Mineiro em 2004; Deva Pascovicci, 51 anos, narrador da Fox Sports, com passagens pelo Sportv e CBN; cinegrafista Ari de Araújo Jr., 46 anos, considerado um dos mais talentosos da Rede  Globo; Guilherme van der Laars, 43 anos, da equipe do Esporte Espetacular na Globo; e Guilherme Marques, de 28 anos, na Globo desde 2013, que  cobriu o vôlei de praia na Arena Copacabana durante a  Rio 2016.


Na lista de mortos, estão também o presidente reeleito da Chape, em 3º mandato, empresário  Sandro Pallaoro; Delfim Pádua Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol; André Polacki (RBS), repórter do Diário Catarinense;  Djalma Araújo Neto, 35 anos, cinegrafista da RBS-TV: Douglas Dorneles, repórter  narrador da Rádio Chapecó; Gelson Galiotto, narrador da Rádio Super ondá; Giovane Klein Victória, 28 anos, repórter da RBS-TV;  Laion Espíndula, 29 anos, GloboEsporte.com); Renan Angelim, repórter da Rádio Oeste Capital; Paulo Júlio Clement, 51 anos, da Fox Sports, diretor de Esportes; Rodrigo Santana Gonçalves, 35 anos, cinegrafista da Fox Sports; e o radialista Jacier Bovatti, sobre quem faltam dados pessoais.


        OS ETERNOS CAMPEÕES DA COPA SUDAMÉRICA



Para todos os efeitos, os jogadores da Chape são considerados campeões da Copa Sudamérica de 2016. A iniciativa de entregar-lhes o título foi dos jogadores do Club Atlético Nacional de Medellin. Diante de tudo que eles fizeram pela Chape e por nós, parece ser uma obrigação moral, de cada brasileiro, torcer pelo Nacional de Medellin na final do Mundial Interclubes, no Japão.


Para que a Chape sobreviva, e se fortaleça, vários clubes brasileiros garantem que vão lhe emprestar jogadores, de graça,  para ela completar seu plantel e disputar o Brasileirão de 2017. Por decisão da CBF, o time de Chapecó estará livre do rebaixamento à Segunda Divisão (Série B) nas 3 próximas edições, de 2017 a 2019,  inclusive. Espero que Atlético e Cruzeiro não lhe faltem nesta hora dramática.


Se foi vergonhosa a manobra do Internacional de Porto Alegre, de tentar aproveitar-se da tragédia para escapar da Segunda Divisão, foi sensata a decisão da CBF, de adiar por 7 dias a rodada final do Brasileirão 2016 e da Copa do Brasil (Grêmio x Galo). Aliás, com este clima pesado de comoção e desânimo que nos domina, em escala nacional, melhor seria interromper tudo até janeiro de 2017. Simplesmente não haveria futebol neste final de ano. Fechamos para balanço.


        O MUNDO ACOMPANHA O FUNERAL EM CHAPECÓ



Agora, é tempo de receber dignamente nossos mortos. A capital emocional do Brasil se transfere para Chapecó, em Santa Catarina. A relação dos campeões mortos, cujos corpos chegam  ao Brasil na manhã de sábado, 3 de dezembro, e serão velados em conjunto na Arena Condá, sob toldos brancos, em cerimônia que o mundo inteiro vai acompanhar pelas TVs:  o técnico  Caio Júnior (Luiz Carlos Saroli), de 51 anos; o goleiro Danilo Padilha, 31 anos, o herói da classificação para a final, eliminando o San Lorenzo (time do Papa Francisco); o atacante Lucas da Silva, 26 anos; o volante Matheus Bittencourt, gaúcho de 21 anos; o atacante Bruno Rangel, carioca, 34 anos; o atacante paulista Ailton Canela, 22 anos; o armador e capitão do time, Cleber Santana, pernambucano, 36 anos; o lateral Dener Assunção, gaúcho, 25 anos; o lateral Filipe José Machado, gaúcho, 32 anos; o lateral paulista Mateus Caramelo, 22 anos.


A relação se completa com o volante gaúcho Josimar Rosado, 30 anos; o zagueiro mineiro (de Juiz de Fora) Marcelo Augusto Mathias da Silva, 25 anos; o zagueiro sergipano William Thiego, 30 anos; o volante baiano Sérgio Manuel Barbosa, 27 anos; o atacante pernambucano Everton Kempes, 31 anos; o atacante Ananias Elí Castro Monteiro, de 27 anos; o armador alagoano Artur Brasiliano Maia, 24 anos; emprestado pelo Vitória; o atacante carioca Thiago da Rocha (Thiaguinho), 22 anos, que marcou 11 gols nesta temporada; o volante potiguar José Gildeon de Paiva (Gil), 29 anos. 



  
            OS HÉRCULES C-130 DA FAB TRAZEM OS CORPOS




Este blog está sendo fechado no começo da noite de 2 de dezembro, sexta-feira, no momento em que os três aviões Hercules C-130 da FAB, decolam da Base Aérea de Rionegro, nos arredores de Medellin, para transportar os 50 corpos de volta ao Brasil, em urnas de luxo, trazidas dos EUA.  Após escala em Manaus, os cargueiros C-130 voam na direção de Chapecó, onde devem pousar em torno de 10h da manhã.


Os sobreviventes da tragédia vão continuar mais uns dias no Hospital San Vicente, onde todos foram agrupados. São eles: Alan Ruschel, 27 anos, contratado pela Chape em junho deste ano; o goleiro reserva Jackson Follmann, 24 anos, contratado em maio, que teve sua perna direita amputada, mas o pé esquerdo já não corre este risco (graças ao bom Deus); José Gildeon (Gil), incorporado ao  plantel no começo deste ano; e Rafael Henzel, 43 anos, repóŕter da Rádio Oeste Capital. Também sobreviveram os tripulantes bolivianos Ximena Suárez e Erwin Tumiri.


O blog não pode terminar sem um reconhecimento público aos Cadernos Especiais preparados pela "Folha de S. Paulo", "O Estado de São Paulo", "O Globo", "Estado de Minas" e "O Tempo". E louvores à excepcional  cobertura do Jornal Nacional, GloboNews, Sportv, ESPN, Band News e Fox Sports. Agradecimentos especiais por terem recorrido às opiniões de experientes pilotos e comandantes aposentados, falando com conhecimento de causa, em vez de ouvir palpiteiros e curiosos. A aviação requer especialização.  

Como um brasileiro que não aguenta mais ver seu país tão denegrido lá fora, vítima da corrupção de seus políticos e governantes ladrões, e da falência múltipla dos órgãos vitais de sua Economia, vai daqui um modesto agradecimento às redes de TV dos Estados Unidos, Canada, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Portugal, Áustria, Suíça etc;  ao respeito ao Brasil e à Chapecoense demonstrado pelos jogadores do Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Leicester, Chelsea, Liverpool, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Paris St. Germain, Lyon, Monaco, Manchester City e outros grandes clubes europeus. O Brasil lhes agradece tanta consideração. A CNN também não pode ser esquecida. Nem a BBC de Londres.

De todo coração, muito obrigado. 


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Belo Horizonte-MG, Brasil
02 de dezembro de 2016
Hélio Fraga - Editor
Ana Cristina Noce Fraga - Postagem e Edição 

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