segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

AVISO AOS GOVERNANTES E POLÍTICOS: NÃO BRINQUEM COM A PACIÊNCIA DO POVO



Vocês podem imaginar que se trata de uma profecia alarmista, em hora inoportuna, quando se respira um clima de esperanças renovadas após o Réveillon, e classe política e o poder judiciário estão de férias.  Algum desavisado ou mal informado pode até imaginar que se trata de um incitamento à desordem - isso nunca. Sou a favor do respeito às leis e da ordem pública. E contra todo tipo de radicalismo e ânimos exacerbados, atitudes irresponsáveis de legisladores, para revolta e frustração da população, e um acinte aos mais de 12 milhões de desempregados.
Contra também: mordomias no avião presidencial; excesso de senadores e deputados federais e estaduais; aumentos abusivos de salários no final dos mandatos, como acaba de ocorrer na virada do ano; vereadores envolvidos em escândalos (cassação sumária dos mandatos); hospitais públicos sem medicamentos básicos; e sucessivos abusos em todas as esferas do poder (a cada dia, um novo escândalo, verdadeiro tapa na cara do povo). 
Defendo a união nacional, a reconciliação, o fim desse confronto entre Nós x Eles. Abomino a atual desordem institucional vigente no país. Quem sabe onde ela vai chegar? E o preço final a se pagar pelo clima de harmonia e paz?

Neste primeiro blog do ano, diante de um mundo de incertezas e adversidades à nossa frente (embora seja difícil imaginar um ano tão difícil e problemático como 2016), expresso minha opinião diante de tudo que está acontecendo, e faço um alerta a todos que detêm algum tipo de autoridade ou poder no Brasil:  tomem muito cuidado, e não brinquem com a passividade do povo, porque a paciência dos brasileiros está se esgotando, e o país pode explodir e viver um período desastroso de caos político, social e moral, resultando em atos de violência inimagináveis para nossos padrões de "povo pacífico e ordeiro".
Tenham todos essa certeza - governantes do país e dos estados, ministros do Supremo, procuradores da República, desembargadores e juízes, senadores, deputados, estaduais, prefeitos e vereadores empossados na virada do ano: o povão não aguenta mais e está prestes a explodir sua raiva e frustração diante de tantos desmandos e bandalheiras. Um dia haverá o estouro da boiada. 
O povão não aceita mais ministros corruptos, governadores comprovadamente subornáveis e desonestos (como ficou provado na Operação Zelotes), decisões estranhas de ministros do Supremo atropelando a Constituição, desobediência de políticos às normas legais, descumprimento de mandados judiciais, votações escabrosas nas madrugadas só para escapar das investigações da Lava-Jato, uso abusivo de jatinhos da FAB pagos com o dinheiro do contribuinte, orgia de gastos em jantares e recepções enquanto tantos passam fome e não tiveram nem um panetone de R$ 6 no seu Natal.

A paciência humana tem limites. Ela não será contida com manobras de bastidores, mentiras e promessas vãs. Temer que se cuide. Aliás, é incrível sua capacidade de tomar decisões erradas, na hora mais imprópria, como aquela frustrada concorrência superfaturada para servir sorvetes importados,500 caixas de água de coco,  tortas de chocolate e outras iguarias no jato presidencial, que existe desde 2005. Portanto, a hora é indicada para se fazer um levantamento completo dos custos das viagens anteriores, de 2005 a 2016. E, aproveitando a ocasião, abrir a caixa preta dos cartões corporativos federais e estaduais.


        A DESORDEM NA VENEZUELA É UMA LIÇÃO




Não se iludam os políticos bandidos e safados, as empreiteiras corruptas e os sonegadores de impostos: essa reação do povo não vai  resultar em mais incêndios de ônibus, além dos que já habitualmente acontecem. Pensem num estado de ânimo como aquele enfrentado atualmente pela Venezuela bolivariana, que era o modelo de "democracia"  a ser implantado no Brasil por aquela famigerada dupla do PT: depredação e saques nos supermercados; incêndios e arrastões em shoppings, lojas e agências bancárias; depredação de bens públicos; violentos confrontos entre civis desarmados (ou carregando barras de ferro e pedaços de pau) contra policiais de coletes de aço e máscaras de gás; e acirramento dos níveis já escabrosos de violência urbana. Inflação de 3 dígitos, moeda nacional desmoralizada.

Aqui, nós estamos brincando com fogo numa região de barris de pólvora, paióis de dinamite  e refinarias de petróleo. Que Brasília tome cuidado redobrado, porque o barril de dinamite pode explodir lá primeiro. Não adianta colocar grades defendendo os palácios e sedes de tribunais e câmara e senado. A ira popular se torna irracional, de repente, e extrapola todos os limites. A multidão enfurecida será maioria diante de policiais. E não basta colocar tanques na rua, porque podem ser explodidos e incendiados.

Aquela proclamada jararaca que se cuide, porque o cerco judicial se fecha perigosamente sobre ela e a alternativa será a fuga clandestina para o exterior (há tantos jatos de empreiteiras amigas disponíveis) ou ir algemado para a prisão em Curitiba. Os órgãos do poder legislativo (em minúsculo mesmo), dependendo das decisões que tomarem contra o povo, estão sujeitos a serem invadidos, saqueados e depredados. Para reconstruir tudo, gastos de milhões de reais que poderiam ser aplicados em creches, postos de saúde, moradias populares e redes de esgoto.



Manifestantes devidamente uniformizados e bem remunerados, a pretexto de defender os mandatos e a Constituição, podem aumentar o nível de acirramento e desordem. Vejo as polícias estaduais despreparadas, e até desarmadas para enfrentar uma onda avassaladora de protestos populares. Inocentes podem morrer, e ninguém vai punir os autores dos crimes, nem indenizar as famílias. O clima de insegurança pode se tornar insuportável - medo generalizado de sair à rua, prisioneiros em suas casas ou prédios.


Este 2017 começa de modo sombrio, cheio de insatisfação popular e governantes e políticos ameaçados de deixar seus postos antes da hora. Não se pode prolongar o calvário do povo brasileiro por mais tempo. Depois de uma presidente desastrosa, por ser inábil, antipática, sempre arrogante, desafiando a classe política e atirando o país num caos financeiro, político e institucional, e mentindo descaradamente ao povo, temos um sucessor que se cercou de colaboradores sob suspeita de subornos de empreiteiras, e mesmo sendo mestre em manobras de bastidores e conchavos políticos - custa a tomar decisões, e decide errado, complicando-se cada vez mais e vivendo numa gaiola de ouro no Distrito Federal. A comunicação de seu governo é um desastre.


           A IMPRENSA MUNDIAL ATACA O BRASIL



A desorganização institucional do Brasil é tema constante de grandes jornais e revistas mundiais, e isso depõe contra o país que organizou tão bem a Olimpíada. Mortes covardes como a do motociclista italiano no Rio assustam os demais turistas, pelo alcance mundial da internet fiscalizando tudo. Poderia haver uma avalanche de visitantes neste verão, tanto para o Rio como nos resorts do Nordeste, mas tudo indica uma retração do mercado, e redução de voos fretados, frustrando as previsões oficiais otimistas.



 Mentiu-se descaradamente no Réveillon de Copacabana. Não eram 2  milhões de pessoas  na orla marítima, havia trechos quase vazios perto do Leme e Lido. Vieram menos estrangeiros que os esperados. Predominância de argentinos, uruguaios e chilenos, em vez de americanos, canadenses e europeus.  A ocupação hoteleira não atingiu os picos de 2014 e 2015.

      PÁGINA VERGONHOSA DE NOSSA HISTÓRIA
Espero que o bom Deus, que me deu um Terceiro Tempo para ficar junto aos 3 netinhos,  seja mais brasileiro do que nunca em 2017, e tome conta do nosso país e de todos nós. Chega de subornos da Odebrecht e outras empreiteiras companheiras de crimes, obras superfaturadas, Medidas Provisórias compradas com subornos, finanças dos estados arruinadas, renúncias fiscais escandalosas como as de Sérgio Cabral no governo carioca e pagamento atrasado de aposentados e 13º salário a perder de vista, como no Rio e em Minas.

Precisamos virar essa página vergonhosa de nossa história. O mundo se espanta com nossa decadência moral e domínio do banditismo da classe política. O Brasil virou retrato de um país sem lei, afugentando os investidores estrangeiros. Estamos quebrados, e será uma luta tremenda recuperar a autoestima do país e suas combalidas finanças. Tomara que uma fé interior nos anime diante de tudo que pode vir.

PS: Desculpem começar o Ano Novo desta maneira, mas está comprovado que os governantes e os políticos em geral não sabem ouvir a voz das ruas - e elas estão cheias de desempregados, arruinados pela recessão, endividados vítimas de juros extorsivos de bancos e cartões, e milhões de excluídos das favelas e periferias. Agora que Dom Paulo Evaristo Arns foi embora, o povo ficou mais órfão ainda. Uma Igreja mais preocupada em construir catedrais suntuosas não pode mesmo pensar em presidiários, prostitutas, mendigos sem teto, deficientes físicos, favelados e marginalizados.

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Belo Horizonte- Minas Gerais, Brasil
2 de janeiro de 2017
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga
(E-mail: hfraga.rmj@gmail.com)

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