quarta-feira, 1 de março de 2017

MENSAGEM DO CARNAVAL DE 2017 FOI CLARA, CONTRA ABUSO, CORRUPÇÃO E INTOLERÂNCIA



Nós nunca perdemos a esperança de que, um dia, os políticos brasileiros vão ter um mínimo de inteligência para entender a voz das ruas. Este Carnaval de 2017, com multidões  ocupando todos espaços, superlotando avenidas, ruas e praças, trouxe um recado bastante claro: contra os abusos sexuais, assédios e violência contra a mulher, seja onde for; contra a corrupção que tomou conta do Brasil e o levou a uma situação vexatória perante o mundo; contra qualquer tipo de xenofobia, intolerância e preconceito de natureza social, política e religiosa, e contra quaisquer ações agressivas de radicalismo e prepotência. Em ver de erguer barreiras e muros com cercas elétricas, construir pontes de entendimento que levem ao respeito entre as nações e à fraternidade -  como sonham os cidadãos mexicanos, com a solidariedade dos brasileiros. 


Belo Horizonte acabou marcando um gol de placa, perante nossos Estados vizinhos e isso, através da imprensa e das redes sociais, vai  acabar tornando-a mais conhecida em nações da América do Sul. Esta Belô querida já foi chamada de túmulo do Carnaval, mas reagiu à altura, encheu-se de brios, teve capacidade de recuperação, mostrou  uma organização surpreendente (a começar pela Belotur) e conseguiu oferecer a milhares de pessoas descrentes uma festa que  vai crescer em importância, comparecimento de novos foliões e transformando o Carnaval um novo vetor de crescimento econômico. 

Tudo que deu certo, este ano, pode voltar maior e melhor em 2018 e anos futuros. Algumas metas que podem ser alcançadas: melhorar a ocupação hoteleira, faturar mais no segmento de bares e restaurantes, atrair visitantes de Estados próximos com tarifas aéreas reduzidas. Podemos organizar fretamentos procedentes de capitais como Buenos Aires e Santiago do Chile, em pacotes de 4 ou 5 dias. A Argentina terá de ser um mercado prioritário, com o lançamento de dois voos diários da Azul e um semanal da Gol.


Desculpem não ter condições, nesta correria para fechar o blog, de falar de todas escolas de samba e blocos que brilharam neste Carnaval. Foram os responsáveis por esse mar de gente que inundou nossa cidade. Então, que se faça ao menos,por questão de justiça, um elogio a esses espetaculares blocos Baianas Ozadas, Havayanas Usadas, Garotas Solteiras,  Então Brilha, Bloco da Calixto, Bloco da Língua, Vara de Família, Carna Rock Santé, Cidade Nova Pirô, Trupico do Boi, Esquenta BH, Pacato Cidadão, Unidos do Samba Quexinho, Locomotiva do Samba, Debaixo da Saia, Daqui Nóis Num Arreda o Pé, Corte Devassa, Conexão Tribal, Circo Marimbondo, Paizões do Pagode,Samba Fino de Garagem, Funk You!, Unidos do Barro Preto, Monobloco, Trem na Cabeça, Baque de Mina, Pisa na Fulô  e Bloquim du Bem.


Durante as décadas de 50 e 60, os tradicionais bairros da Floresta e Santa Tereza se autoproclamaram os reis do Carnaval de Belô, com sadia rivalidade e excelentes blocos e escolas. Depois, a grande festa popular alcançou e contagiou outros bairros. Em 2017, não pode ser esquecida a presença de bairros tradicionais, ou  novos - como Pampulha, Bandeirantes, São Luiz, Planalto, Santa Amélia, Lourdes, Santo Antônio, Barro Preto, Prado, Calafate,  Barroca, Gutierrez,  Grajaú, Carmo e Sion,  Cidade Nova, Serra, Anchieta,  Savassi, Sagrada Família,Santa Efigênia, São Geraldo, São Pedro,  Cachoeirinha, Bonfim, Lagoinha, Estrela Dalva, Padre Eustáquio, Carlos Prates, Renascença e Horto.Todos estão de parabéns. 

MULATA CONTINUOU SENDO RAINHA DO CARNAVAL
Bem que martelaram na nossa cabeça e quiseram nos embromar, tentando nos provar que cantar marchinhas que fizeram sucesso e animaram Carnavais antigos,  falando de mulatas, Maria Sapatão, cabeleira do Zezé, índio quer apito, é dos carecas que elas gostam mais e as águas vão rolar, seria um comprovante de que não somos politicamente corretos. Mas fizeram um papelão e deram vexame. O povão não embarcou nessa canoa furada. Quanto mais a orquestra tocava essas músicas consideradas politicamente incorretas, mais os foliões  cantavam a plenos pulmões:




- "O teu cabelo não nega, mulata / porque és  mulata na cor / mas como a cor não pega, mulata / mulata quero teu amor".

-"Branca é branca, preta é preta, mas a mulata  é a tal, é a tal / branca é branca, preta é preta, mas a mulata é  a tal."

-"Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é,  será que ele é? Será que  ele é bossa nova? será que ele é Maomé? / parece que é transviado, mas isso eu não sei se ele é?/ Corta o cabelo dele, corta o cabelo dele".

-"Maria Sapatão , sapatão, sapatão / de dia é Maria, de noite é João".

- "Mulata bossa nova, caiu no Hully Gully / e só dá ela/Iê iê Iê iê iê na passarela".

-"Nós, nós os carecas, com  as mulheres somos maiorais / pois na hora do aperto, é dos carecas que elas gostam mais".

-"Bebo bebo bebo, bebo sem parar / só paro de beber quando o dia clarear /A vida é um buraco, todo mundo diz / quanto mais eu bebo mais eu fico infeliz".

Perdeu-se tanto tempo e espaço para discutir essa bobagem. O Brasil tem questões muito mais sérias a tratar - como as tentativas subterrâneas para prejudicar a Lava Jato  e livrar da prisão aqueles que estão na fila para o xadrez de Curitiba - sejam eles quem forem, doa a quem doer. Mas não se esqueçam do chefe da quadrilha.

A voz das ruas será ouvida de novo na manifestação de 26 de março. Tomara que todos a escutem com muita atenção: os ladrões da Petrobras; os que fraudam a merenda escolar; os gangsters da política, em todos os níveis; os reis do caixa 2; e todos aqueles que fazem de tudo, mas  tudo mesmo, para escapar da sentença condenatória, depois de emporcalharem os mandatos que eleitores desinformados, despolitizados e ignorantes lhes deram. Acabando o  Carnaval, vamos ter de  conviver  de novo com esse confronto entre bandidos e defensores da lei. O cidadão brasileiro está no limite físico do cansaço e desesperança. 

ATENÇÃO: CARNAVAL ACABA É NA QUARTA-FEIRA

 

Existem prazos e calendários a sem respeitados, mesmo num país de leis frouxas, facilmente ignoradas e desrespeitadas como no Brasil.
Pelas folhinhas, o Carnaval começa oficialmente num sábado e se prolonga até meia-noite da terça-feira. Todos devem voltar ao trabalho na quarta-feira. Para facilitar o regresso dos foliões que viajaram, eles têm de retornar aos escritórios, lojas e atividades assalariadas no segundo expediente, às 13 horas.

Estender o Carnaval pela quarta-feira e só trabalhar na quinta, dia 2 de março, é abusar da lei e não seguir as regras. É  folga não autorizada e indevida. E quem consente este abuso transgride as normas e o dia deve ser descontado no salário.  Se for do Poder Público (estadual ou municipal), pior ainda.

Se na Bahia o Carnaval acaba durando 14 dias consecutivos, este mau  exemplo não deve  contaminar os demais Estados brasileiros, começando pelos vizinhos do Nordeste. Imaginem as perdas da economia já combalida, no último estágio da nossa pior crise de todos tempos,num momento em que o país está quebrado e no fundo do poço, e Minas integra  o bloco dos Estados em pior situação,sem dinheiro nem para pagar a folha dos funcionários públicos, como ocorre no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Marcar algum evento carnavalesco em Belo Horizonte  para a quarta-feira de Cinzas, no centro da cidade, é um erro que pode trazer as piores consequências para toda a região da Av, Afonso Pena e suas transversais. O trânsito pode enfrentar um engarrafamento de grandes proporções, paralisando a cidade. Em nome da coletividade, tal atividade carnavalesca não pode ser autorizada.

Essa advertência já foi feita, em artigo assinado pelo hoteleiro  e administrador de empresas José Aparecido Ribeiro, especialista em Mobilidade Urbana e defensor de obras urgentes e inadiáveis para  resolver os problemas crônicos da cidade. Espera-se que esses artigos, que demonstram seu  envolvimento nas questões urbanas, não caiam no vazio. Ele merece uma coluna diária em jornais locais ou nas rádios. Não pode ser uma voz pregando no deserto.

  LAGOA SANTA PRECISA DINAMIZAR O TURISMO


 A família Noce Fraga Mol tinha planos de passar o Carnaval no Promenade SPA de Lagoa Santa -  pelo menos um ou  dois dias. Já estavam acertadas as tarifas, R$ 297 no apartamento luxo, mais 3% de ISS, com café da manhã e estacionamento, ou R$ 361 com varanda de frente para a lagoa, mais taxa.

A viagem acabou não se concretizando, pois Vovô Hélio no pôde viajar. Queria rever amigos na cidade, como o eng.Gil César Moreira de Abreu, o construtor do Mineirão, já com 82 aos (infelizmente, sempre foi  esquecido em todos os grandes eventos no estádio, inclusive seu cinquentenário em setembro de 2015).

Tendo uma antiga relação com Lagoa Santa, por causa do saudoso eng. José Manuel Mariano de Paula e Dalva, pais da afilhada Sabrina, e por amigos como Mário Silésio e Edgar Leite de Castro, pelo fato de um ex-colega da UFMG, turma de 1965 - Carlos Alberto de Avelar -  ter sido  juiz de Direito da cidade. Se ele continuasse em BH, teria sido desembargador do Tribunal de Justiça, como os respeitados Roney de Oliveira, Jarbas Carvalho Ladeira Filho, Nilson Reis, Roberto Borges de  Oliveira, o saudoso Lucas Sávio e Célio César Paduani.

Penso que Lagoa Santa precisa acreditar mais no seu potencial  turístico: Aeroporto de BH/Confins, Gruta da Lapinha, condomínios de luxo, proximidade da Serra do Cipó. O  município não tem sabido promover e divulgar o turismo local, festas regionais, feiras e exposições, e eventos especiais (como o Carnaval). É preciso trabalhar em conjunto: Prefeitura, Câmara de Vereadores, empresários comerciantes e a rede hoteleira, como o Promenade SPA, Ramada Airport, Bristol, Hotel Fazenda Confins, Pousada Luak, Pouso do Sol etc. O San Diego Express Vespasiano também pode ser convocado.

Já passei um final de semana no Promenade SPA e gostei muito: apartamentos confortáveis, academia de ginástica,piscina no meio de jardins,  excelente café da manhã e um restaurante com massas, carnes  e pratos internacionais, e boa carta de vinhos. Sempre recomendo o hotel para casais com crianças, ou comemorando aniversário de casamento. Atendimento do restaurante Vino sob a liderança de Gerson e André. Telefone para reservas: (31) 3688-1250.

A proximidade de Belo Horizonte, a 42 km, indica que a  capital mineira tem o público que vai gerar dinheiro e empregos para o turismo da Lagoa Santa. Soube, pela gerente do Promenade, Nalu Nascimento, que a ocupação neste Carnaval subiu de 80%. Ela  está disposta a colaborar com o  novo prefeito, Rogério Avelar, nos esforços para movimentar e dinamizar o turismo local.

Ao contrário de outros Promenade em BH, que passaram para a Rede Atlântica, com  nome de Radisson Blu, o de Lagoa Santa não muda o nome e a bandeira.

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0S ONZE ANOS DO BUTECO DO MARANHÃO - Tradicional parceiro das entidades do turismo mineiro, o empresário Valdez Maranhão marcou para o próximo sábado dia 4, a partir de 12h, a comemoração de 11  anos de seu famoso Buteco, na Rua Bernardo Guimarães, entre Av. Álvares Cabral e Av Bias Fortes Tira-gostos especiais, churrasco e comida tipo mineira. Deve haver música ao vivo.

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Belo Horizonte-MG /Brasil
01 de março de 2017
Editor - Hélio Fraga
Postagem e Edição - Ana Cristina Noce Fraga

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