sábado, 29 de abril de 2017

VENHAM TODOS, CORRAM: BRASIL ENTREGA SUA AVIAÇÃO CIVIL AO CAPITAL ESTRANGEIRO


A presença de companhias estrangeiras será cada vez maior em Guarulhos

Até aqueles notórios entreguistas do passado (anos 50),que davam tudo na bandeja ao capital estrangeiro - minerais estratégicos, minas de ouro, terras férteis da Amazônia, minério de ferro em Minas, jazidas de diamantes e pedras preciosas e bens nacionais de valor incalculável, de graça ou a preço de banana- não seriam capazes de uma obra tão completa: entregar o controle da aviação civil brasileira a empresas poderosas, ricas e capitalizadas de países do Primeiro Mundo. E ainda encontramos uma legião de desinformados e inocentes úteis a defender tal desatino. Estão batendo palmas para um verdadeiro crime de lesa-pátria  que se cometeu. A aviação civil brasileira será descaracterizada e não vai  sobrar quase nada.

A TAM, idealizada pelo saudoso comandante Rolim Adolfo Amaro (que faz tanta falta em momentos assim), já não é brasileira há muito tempo, pois são os irmãos chilenos Enrique e Ignacio  Cueto que ditam as ordens e direcionam seu futuro a partir do belo prédio em vidro e aço no alto de Las Condes, região nobre de Santiago. A família Amaro se contenta com as migalhas e aparências. O nome Latam é uma forma de consolo, mas não demora muito e uma empresa da China ou dos Emirados Árabes negocia com os chilenos e assume o controle acionário do império da LAN. A milionária Qatar Airways já entrou no conglomerado em  julho de 2016.  Os chineses do bilionário fundo HNA querem uma fatia também.

A Delta Airlines já controla quase tudo na Gol e traça os projetos a longo prazo, com sucessivos aportes de capital. A Azul, que é muito mais norte-americana do que brasileira,  já tem uma forte presença da United Airlines e grupo chinês HNA, e vai acabar abrindo mais espaço aos chineses, que acabam de comprar os 60 por cento da desonesta Odebrecht no controle do Aeroporto Internacional do Rio Galeão-Tom Jobim). E, se dominar a Azul,  o grupo HNA pode acabar sendo dono da TAP Portugal.

A Aviança, que já tem presença da Colômbia, vai acabar abrindo à família Efromovich a oportunidade de negócios com outros grupos interessados do exterior - seja Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes (Etihad, Emirates  e Qatar), Japão ou países europeus. A gloriosa Varig, eterna pioneira, foi assassinada a sangue frio pelo governo Lula e ficou na nossa memória para sempre.  E a histórica Panair do Brasil foi asfixiada pelo governo militar nos  anos 60, dando seus jatos e rotas de presente para a Varig. Restamos nós, viúvos da Varig e Panair, empresas que tanto ajudaram na integração de um país continental. 

No cemitério da aviação,há muitas cruzes com nomes conhecidos. A Vasp e a Transbrasil simplesmente quebraram, de forma melancólica, e seus empregados nunca receberam indenizações, salários e pensões. Falta ao setor aéreo um mínimo de organização e planejamento. Da mesma forma, sumiram do mapa a Cruzeiro do Sul, a Sadia, a Nordeste, a Rio-Sul,a Fly, a Real-Aerovias Brasil, a Condor, a Taba, a Nacional Transportes Aéreos e Lloyd Aéreo Brasileiro. Todas elas, de saudosa memória: o tempodos DC-3, DC-4, Convair 240 e340, Electra II da Varig na ponte aérea Rio-SP, Avro, YS-11 Samurai da Vasp, DC-6B do Lloyd, Viscount da Vasp, Dart Herald da Sadia, Hirondelle e tantos outros aparelhos. Esses tempos românticos fazem parte da história da aviação brasileira, que agora se tenta destruir.

    A ENGANADORA POLÍTICA DE "CÉUS ABERTOS"

Meus amigos e companheiros de sonhos por um Brasil melhor -menos desmoralizado, menos roubado por políticos corruptos, menos enganado pelo rei da mentira e chefe das quadrilhas do Mensalão e do Petrolão -,não engulam calados, por favor, esses hinos de louvor à decisão do governo Temer, de permitir 100 por cento de participação do capital estrangeiro no controle das companhias nacionais. Não se enganem com essa balela de política de céus abertos - na verdade, abertos sim,mas exclusivamente para as poderosas corporações norte-americanas (American,United-Continental, Delta, USAir, Jet Blue, Southwest e assemelhadas.

Repete-se na aviação a história das Banana's Republics, dominadas pela United Fruit e outras empresas norte-americanas durante décadas, no século passado. Os EUA se apossam destas companhias fragilizadas, parecendo estropiadas na caminhada e incapazes de resistir ao apelo do dinheiro farto e fácil. Com baixos salários e trabalho escravo.

O poderio norte-americano quer tomar conta de nossa aviação, percebendo que, bem administradas,as companhias serão competitivas. Como a audácia dos países ricos não tem limites, não duvido que eles vão querer disputar as pontes aéreas, que são as rotas mais rentáveis: de Congonhas-SP para o Santos Dumont e vice-versa; do Santos Dumont para Brasília e Belo Horizonte (tanto na Pampulha como em Confins); e de Brasília para BH, Congonhas e Santos Dumont. Podem colocar aviões da Embraer e da canadense Bombardier. E utilizar empresas como Jet Blue, Southwest, American Eagle, United Express e Delta Connection.

Se permitirmos que aviões de outras bandeiras operem voos regulares partindo de Manaus, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Palmas, Belém, Natal,  João Pessoa e outros aeroportos nacionais importantes, então o assassinato da aviação civil brasileira estará  completo.

Por falar em política de céus abertos, perguntem aos Estados Unidos se eles permitem que a Latam, Azul, Avianca e Gol  operem voos diários partindo de Miami com destino a Orlando, Washington DC, os três aeroportos de Nova York e Nova Jersey(J.F. Kennedy, La Guardia e Liberty Newark); Los Angeles e San Francisco; Dallas, Denver e Atlanta; e Pittsburgh, Seattle, San Diego, Boston e Cleveland. A resposta é: nunca, jamais. 

Minha opinião: a participação de estrangeiros no capital das quatro companhias domésticas do Brasil poderia ser, no máximo, de 49 por cento, mantendo-se o controle nacional. Os estrangeiros poderiam ajudar muito em logística, segurança de voo e modernização das torres de controle e equipamentos, e até na administração aeroportuária. É preciso que o Brasil pare de entregar seus aeroportos a empreiteiras afundadas na corrupção e compra de apoios dos políticos.Já fizeram um grande mal ao país.



     BONDINHO DE LISBOA POR CIDADES BRASILEIRAS


O bondinho amarelo da linha 28 (Prazeres), em Lisboa,  faz um giro por cidades brasileiras
há 4 meses. No feriado de Tiradentes, chegou a vez de Belo Horizonte, mas, para variar, o evento foi mal divulgado, e o número de visitantes no BH Shopping poderia ter sido maior. Os promotores do evento - Turismo de Portugal e TAP - deviam ter procurado atrair os alunos de escolas públicas e privadas, organizando pequenas excursões ao final das aulas.

Antes de Minas, ele foi exibido no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo  e o rico interior paulista e o programa prevê  visitas a outras regiões de interesse do Turismo de Portugal, como cidades do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Esse bondinho da Carris, linha 28, fica parado na Praça Martim Moniz, no coração de Lisboa, junto à Praça da Figueira, e percorre várias vezes por dia um circuito histórico. Lindas vistas na parte alta, perto da Basílca a Estrela.

Há  sempre bondinhos amarelos ou vermelhos rodando pela Praça do Comércio e Terreiro do Paço; pela majestosa Sé de Lisboa, por ruas próximas da Alfama  e por bairros históricos . Uma das rotas preferidas pelos turistas é a que leva ao Mosteiro dos Jerônimos, ideal para quem vai visitar o Museu dos Coches, Monumento aos Descobridores Portugueses e a Torre de Belém.
 
 

Os "elétricos", como os portugueses os chamam, passam também em frente à  fábrica dos famosos pastéis de nata de Belém, fundada em 1837 e em operação até hoje; e circulam pela região do Cais do Sodré, de onde partem, a cada 20 minutos, os trens com destino a Cascais e Estoril.


Agentes de viagens foram levados ao BH Shopping para conhecerem o bondinho amarelo, com uma estátua do escritor Fernando Pessoa em frente,  e receberam material informativo sobre destinos turísticos portugueses. Os bondinhos são pequenos e silenciosos, com janelas e bancos de madeira, e a passagem menos de 3 euros, cerca de R$ 10.



TERMINAL 2 DA BH AIRPORT: MUITO MAIS SILENCIOSO


A grande novidade do amplo e envidraçado Terminal 2 é  o baixo nível de ruído

Depois de passar grande parte de 2016 envolvido com cirurgias e demorados pós-operatórios, parando completamente de viajar, tive a oportunidade de conhecer, na véspera do feriado de 21 de abril, o Terminal 2 do Aeroporto Internacional de  Confins, administrado pela BH Airport. Apesar de estar trabalhando num blog de turismo, ainda não conheci ninguém da área de Comunicação da concessionária.



Fomos esperar dois amigos que estavam chegando de Lisboa, vindos da cidade do Porto e Vila Nova de Gaia. O médico Henrique Gil da Costa e a economista Júlia Adelaide Costa vieram a BH para participar de uma  festa de aniversário. Ficaram na suíte 1909/10 do Quality Afonso Pena, gostaram do hotel e do serviço. Chegaram no dia 20, voo TP-103,  e retornaram na terça, dia 25, voo TP-104. A supervisora da companhia em CNF, Rose, lhes deu no desembarque as boas-vindas do gerente regional da TAP, Carlos Tavares Dias.



Não há muito o que falar do Terminal 2 em si: amplo, moderno, bem construído, mas com aquela orgia de granito que predomina nos aeroportos brasileiros, marca registrada das obras da Infraero, como se o Brasil fosse rico e estivesse nadando em dinheiro.



O Terminal 2 tem boa acústica e é bem iluminado. Senti falta de mais conjuntos de cadeiras tanto na área de embarques como nas chegadas. A concessionária pode resolver rápido este problema, basta querer. No desembarque internacional, por exemplo, todos os parentes e amigos dos passageiros ficam de pé à espera dos que chegam de Portugal. Forma-se aquele "bolo" de gente, cadeirantes inclusive. Um desconforto geral.

E há demora nas esperas, pois entre o pouso do jato A330-200 da TAP, a chegada das malas às esteiras, a passagem pela Alfândega e o aparecimento dos primeiros passageiros ao corredor do terminal gasta-se pelo menos de meia hora a 40 minutos. Isto pode ser agilizado, basta que os prestadores de serviço trabalhem com mais rapidez. Afinal, os viajantes estão chegando de um voo que dura 9h15.

Há vagas para colocação de grupos de poltronas (como as verdes atuais), em grupos de 20 a 30, intercaladas nos amplos espaços do Terminal 2. Embora muito estreitas, espera-se que as escadas rolantes de acesso ao terceiro nível tenham boa manutenção e funcionem sempre. Um dos desastres de BH/Confins eram as esteiras paradas, por omissão da Infraero.

A melhor novidade do T2 se transformou numa inteligente iniciativa da BH Airport - é justo recohecer: a redução drástica dos níveis de ruído em Confins. Já não há mais aquela gritaria de caracterizava a chamada dos voos. As companhias disputavam uma gincana para ver quem gritava mais alto, irritando os passageiros e seus acompanhantes. Pior do que em qualquer Rodoviária. Neste ponto, o aeroporto está muito mais humanizado e silencioso.  Como nos países desenvolvidos.


É preciso aumentar o número de painéis indicativos de voos chegando e partindo, e respectivos portões de embarque e desembarque. Mas o fim da gritaria já é um gol de placa, a serviço da boa educação e civilidade. Um dia a gente aprende.


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PS: Vem aí mais um feriado com trânsito intenso pelas rodovias federais e estaduais em Minas, cuja má manutenção é culpa de governos relapsos e omissos. Um apelo dramático a todos os motoristas, de todas as idades e de variados níveis culturais, sociais e morais: pelo amor de Deus, respeitem o direito de viver e parem de se matar, e matar a outros, neste trânsito alucinado e burro, que nos coloca entre as nações mais atrasadas do mundo. Embevecidos pela potência dos motores, depois de anos escravizados pelas carroças 1.0, não continuem a fazer de seus carros um instrumento de agressão e morte.  Não ajam como potenciais  assassinos ao volante.

Já na faixa dos 80 anos, com a graça de Deus, espero que este seja sempre um apelo-padrão os feriados, enquanto este blog durar.

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Belo Horizonte-MG, Sudeste do Brasil
27 de abril de 2017
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição- Ana Cristina Noce Fraga



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