domingo, 28 de maio de 2017

DOS ESCOMBROS DESSAS MANIFESTAÇÕES VIOLENTAS, SURGIRÁ O BRASIL DE NOSSOS SONHOS E ESPERANÇAS





Talvez seja uma análise equivocada e precipitada, porque a situação política do Brasil está cada vez mais complicada. Temer insiste em não renunciar, quanto o país inteiro espera dele este gesto de grandeza e até humildade, virtudes que o PMDB, seu partido, desconhece. Seus aliados vão batendo em retirada, embora devendo empregos e favores ao Palácio do Planalto. O presidente é refém do STJ, que pode cassar a chapa Dilma-Temer na primeira semana de junho, a não ser que algum juiz amigo recorra ao manjado pedido de vista do processo, para ganhar mais tempo - com o país sangrando e as instituições ameaçadas por um grupo de baderneiros milagrosamente transformados, por parte dos meios de Comunicação, em  "manifestantes democráticos".





Estranha democracia esta deles, como demonstraram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na última terça-feira, dia 24, quando o Brasil chegou ao fundo do poço - nada que vier adiante será mais grave do que isso. Parecendo ter sido recrutados pelo PT, CUT, MST e Força Sindical num presídio de segurança máxima, e agindo como indivíduos de alta periculosidade, eles se empenharam - durante horas - em destruir o máximo que puderam nos prédios de vários Ministérios. Quebraram vidraças, vandalizaram portarias e instalações internas, atearam fogo em móveis, picharam tudo que puderam, e obrigaram o (insuficiente) efetivo policial do Distrito Federal a utilizar balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta para conter  os "manifestantes democráticos" e evitar mais barricadas e ataques com barras de ferro, porretes e pedras. 






As cenas fortes de Brasília - incêndios, nuvens negras de fumaça, prédios públicos depredados, uma multidão de vândalos desatinados correndo, confrontos de todo tipo na grama rala da Esplanada dos Ministérios, feridos ensanguentados sendo atendidos, ambulâncias e viaturas militares em fila. Essas imagens correram o mundo e comprovaram que o Brasil parece uma nau sem rumo, onde baderneiros impõem a lei da selvageria, e suas instituições se mostram frágeis diante da escalada dos manifestantes pagos por partidos e centrais sindicais, lotando mais de 500 ônibus estacionados junto ao Estádio Mané Garrincha, o recordista de propinas na Copa do Mundo de 2014.



Passei praticamente o dia inteiro em frente à TV, sintonizada na Globonews, onde alguns comentaristas não conseguem disfarçar sua postura antigoverno e falso entendimento do que seja uma manifestação política democrática. O cidadão comum, pagador de impostos, não entende até onde o Brasil vai cair neste precipício, pois o vandalismo em Brasília teve cenas de uma guerra civil. Aquilo não era obra de manifestantes políticos. Parecia mais um bando de vândalos truculentos enlouquecidos, dispostos a depredar tudo que viam à  sua frente. Ali, na tarde de 24 de maio, terça-feira, acredito que o Brasil chegou ao fundo do poço, e  talvez seja este o ponto de partida para a sua recuperação, rumo ao seu destino de país grande, respeitado internacionalmente, e resumo de todos os nossos sonhos e esperanças, depois de décadas de ilusões, incompetência politica  e desatinos.



Creio, do fundo do coração, que um novo Brasil vai nascer dos escombros desta selvageria que aconteceu na Capital Federal. A nação vai se recuperar quando conseguir encontrar um ponto de equilíbrio e sensatez. Faltam bombeiros para apagar essas chamas. Em vez de tantas bandeiras vermelhas, melhor agitar as bandeiras brancas do amor, da paz e da concórdia. 

Fortalecido pelo fim desse ódio, que nos fez tanto mal, nosso país vai conseguir fazer um conjunto de reformas, eliminar desigualdades, e destruir a corrupção em todos os níveis, começando não na política em si (universidade da corrupção), mas pelo próprio Judiciário - para que jamais cometa erros crassos como este que deu um sinal verde ilimitado para os bandidos do grupo JBS zombarem do povo brasileiro, derrubarem um governo com gravações de 5ª[ categoria, que foram aceitas como provas depois de todas as falhas técnicas e trechos inaudíveis.
Não é possível que fatos de tamanha gravidade terminem desta maneira, ferindo a honra e dignidade do país: a PGR e um juiz do STF liberando os irmãos goianos Batista para deixar o país rumo a Nova York - livres, leves e soltos -, deixando para trás os bilhões que devem ao seu generoso financiador BNDES,  as multas que têm de pagar à Receita Federal e outros tipos de pendências. Qualquer que seja o próximo governante do Brasil, deve colocar como uma de suas prioridades pedir aos Estados Unidos a imediata extradição dos dois irmãos para zerar todas as suas contas, confiscando seu império empresarial, se for o caso. E a parte esclarecida (e não manipulada) do eleitorado brasileiro pode ajudar muito no desmoronamento desse império lubrificado por empréstimos  federais (onze bilhões de reais) deixando de comprar produtos das marcas Vigor, Itambé, Neutrox, Havaianas, Osklen,  Friboi, Seara e tantas outras listadas na "Veja" desta semana.




Tomara que se resolva logo a situação política, e Temer seja afastado do Palácio do Planalto e o presidente da Câmara dos Deputados assuma seu cargo por 30 dias, prazo legal em que conduzirá o processo de escolha indireta do presidente interino, com mandato  até 31 de dezembro de 2018. Não pode e não deve ser o próprio Rodrigo Maia, tantas são as citações de propinas na Operação Lava Jato. Apesar dos 85 anos, Fernando Henrique Cardoso podia aceitar este sacrifício, prestando mais um serviço ao país. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, parece ser boa solução, pois tem capacidade de conduzir as reformas e administrar a economia em meio a uma tempestade perfeita. Outra escolha  pode ser Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo. O PT não vai engolir Tasso Jereissati. Enfim, permanece o quadro de incertezas.



Espera-se que, desta vez, o contribuinte brasileiro não pague esta conta, como fez antes em tantos atos criminosos de vandalismo. A conta deve ser encaminhada pela Advocacia Geral da União às sedes do PT, Força Sindical, CUT e MST. Têm de pagar pelos prejuízos que causaram aos Ministérios da Esplanada, assim como pagam os fretamentos de ônibus, alojamento e refeições, e ainda dão mesadas aos arruaceiros e transgressores da lei. Esses bandidos não podem pensar que o Brasil não tem jeito e não vai melhorar nunca. mundo. E quem pensar que esses criminosos travestidos de "manifestantes democráticos" vão tomar conta do pedaço estão muito enganados. O Brasil jamais será a republiqueta bolivariana que os ex-presidentes Lula e Dilma sonharam em implantar aqui.


Toda força ao juiz Sérgio Moro, a seus jovens procuradores e à Polícia Federal. As celas de Curitiba estão à espera do maior beneficiário dessa baderna que tomou conta do Brasil, mas vai terminar breve. O Brasil finalmente deixará de ser escravo deste câncer que é a corrupção endêmica, com todos os condenados fora da politica e cumprindo suas penas em São José dos Pinhais, nos arredores da capital paranaense. Tomara que Brasília fique definitivamente livre dessa corja. 


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Desculpem, mas não há a menor condição de falar de viagens para o feriado de Corpus Christi, em 15 de junho. As dicas virão no próximo blog, daqui a uma semana.


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Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil
25 de maio de 2017
Editor- Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

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