sexta-feira, 30 de junho de 2017

ILHA ST. MAARTEN,JÓIA DO CARIBE, QUE OS BRASILEIROS PRECISAM CONHECER


Para apaixonados por aviões, uma cena comum em Maho Beach, St. Maarten

Não é fácil escolher um cruzeiro marítimo de férias pelo Caribe, porque o leque de ofertas é o mais variado possível - tanto no Caribe Leste, onde despontam as ilhas de St. Maarten, St. Thomas, Porto Rico, Bahamas e outras ilhas maravilhosas, como no Caribe Oeste, onde a maioria dos roteiros inclui Cozumel (México), Falmouth (Jamaica)  e Georgetown (Ilhas Cayman). Em St. Maarten, na praia de Maho, é possível ver um Jumbo da KLM passando sobre sua cabeça, na aproximação final para o pouso no Aeroporto Princesa Juliana, terminando o voo procedente de Amsterdam, Holanda.

A ilha de St. Maarten, de presumíveis 80 mil habitantes, com o turismo respondendo por 100% dos negócios, e dividida ao meio entre Holanda e França, é um porto estratégico no Caribe para as  principais navegadoras na região (como Royal Caribbean, Celebrity, Princess Cruises, Carnival, Costa Cruzeiros, Azamara,  Holland America, NCL, Chrystal Cruises, Oceania e MSC Cruzeiros) Seus cruzeiros, geralmente  de sete dias, saem sempre aos sábados ou domingos dos portos da Flórida - como Port Canaveral (perto de Orlando e Cabo Kennedy), Tampa Bay, Fort Lauderdale/Port Everglades e Porto de Miami.


A água cristalina da Front Beach, a maIs central da parte holandesa

  Isso significa que,em cada final de semana, o ano inteiro, haverá navios partindo  tanto para o Caribe Leste como Caribe Oeste, e a decisão é sua. É sempre aconselhável ouvir a experiência de uma agência de viagens especializada em cruzeiros: informar-se bem sobre roteiros, valores e condições, Custo acima de R$ 1.500 mais taxas, por pessoa,  só parte marítima. 

Procure um cruzeiro que inclua St. Maarten e St. Thomas, que são as ilhas mais bacanas. Você não vai se arrepender. Aliás, no caso de St. Maarten, talvez uma escala de apenas oito horas,no contexto de um cruzeiro, seja pouco demais. A ilha merece 4 ou 5 dias, até uma semana inteira.Talvez sejam as melhores férias de sua vida. Para lua-de-mel,  então ... gol de placa.


         UMA SUCESSÃO DE ILHAS ESPERANDO VOCÊ


O mapa acima mostra a divisão territorial entre Holanda e França nesta ilha do Caribe. Na parte holandesa, a capital é  Philipsburg; no lado francês, é Marigot. Com a franqueza congênita, considero uma falta de inteligência (evitando dizer burrice empresarial) que as companhias aéreas - Latam, Azul  e Gol, principalmente - ainda não ofereçam aos viajantes brasileiros a  opção de voos semanais fretados para St. Maarten (pelo menos na alta temporada) e, por este motivo,  eles dependem tanto dos cruzeiros. E fazem tudo às pressas: assim que o navio atraca no pier, combinamo preço de um passeio de 2 horas pela ilha, pois há 37 praias para conhecer, e uma delas (Orient Beach, no lado francês, tem um espaço para nudismo), e nas outras há todo tipo de esporte náutico. Também na correria, vão almoçar e depois fazer compras na Front Street, lado holandês, porque terão de voltar ao navio até 17h, porque a partida será às 17h30 ou 18h na direção da próxima ilha.

  

Há mais ilhas e portos de escala no Caribe do que supõe nossa vã imaginação - basta lembrar os cruzeiros para Aruba e Curaçao, nas Antilhas Holandesas; à Jamaica de Ocho Rios, Kingston e Montego Bay;  e às ilhas de Tortola, Antigua e Barbuda, nas Ilhas Virgens Britânicas; Martinica e Guadalupe no Caribe Francês; e ainda St. Barts, St. John's, St. Lucia, St. Kitts e Turks & Caicos. Algumas delas estão na moda para casamentos de jovens brasileiros ricos no Caribe.


A experiência de tantos anos me leva à conclusão de que as ilhas de St. Maarten e St. Thomas competem pelo primeiro lugar no Caribe Leste -   ambas belíssimas,com cenários de arrasar, como a praia de Magens Bay nas Ilhas Virgens Americanas, já eleita a mais bonita do mundo por algumas revistas. Mas há outras tão belas quanto. Outro detalhe que as une e identifica: elas são o lugar ideal para compras de esmeraldas colombianas, diamantes, relógios de ouro, câmeras e filmadoras, e os melhores uísques das Highlands da Escócia, e licores e conhaques, cujos preços são, pelo menos,30  por cento mais baratos  do que nas lojas Duty Free dos aeroportos - inclusive os brasileiros.


Uma linda vista panorâmica da exuberante ilha dividida pela Holanda e França.


Há sobras de razão para St. Maarten ter sido é o tema escolhido para o blog desta semana. Não entendo como brasileiros que se dizem experientes em viagens ao Caribe não a conheçam nem se interessam - erradamente, eles pensam que Punta Cana e Puerto Plata,  na República Dominicana,  ou Cancún e Cozumel, no México,  sejam melhores e mais convenientes. Podem ser mais baratos, mas perdem de balaiada, tipo 7 a 1, nos quesitos de estrutura turística bem organizada, gabarito internacional, qualidade superior dos resorts, cassinos, variedade de compras e vida noturna. Outros quesitos fundamentais: qualidade e variedade das praias, refinamento das lojas, oferta gastronômica e categoria dos serviços turísticos. Até o conceito de "all inclusive" nos resorts é diferente.


Preste atenção e procure conhecer mais sobre St. Maarten. Esta ilha vai acabar conquistando você também. Eu já me considero refém de sua beleza natural, a amabilidade de sua gente, a maravilha das suas 37 praias, a qualidade dos restaurantes, lanchonetes e bares.E prefiro mais a parte holandesa do que a francesa. Não existe fronteira, nem barreira de Imigração. Um simples marco de pedra indica que você sai da Holanda e entra na França


Muito me espanta que a poderosa CVC, que vende 4 milhões de pacotes de férias por ano,  ainda não ofereça, na alta temporada, voos fretados do Brasil para St.Maarten, para que nossos jovens apaixonados por aviação experimentem a sensação de ficar na areia de Maho Beach à espera dos grandes jatos da KLM, Air France, American, Delta, USAir, United Airlines e outras companhias passem sobre suas cabeças,bem pertinho, quando aterrissam no Aeroporto Princesa Juliana, um dos mais movimentados do Caribe. Uma emoção nota mil. Média de um pouso a cada 2 minutos, até menos.

A Air France também pousa em St. Maarten com jatos Airbus A340 séries 500 e 600

As maiores atrações de Maho Beach sempre foram os Jumbos da KLM e da Air France, pelo seu gigantismo, mas tem havido, em escala mundial, substituição dos Boeing 747 das séries 300 e 400 pelos birreatores Boeing 777-200, que são mais econômicos, enquanto a companhia francesa tem dado preferência aos Airbus A340 das séries 500 e 600. Raro é o pouso de um Jumbo como aquele  da KLM da foto de abertura nos dias atuais.

Há anos, a Air Canada opera as rotas de Toronto, Montreal e Vancouver para St. Maarten com jatos Boeing 767-300. Pousam ainda lá jatos da Corsair, Insel, LIAT, Spirit e as empresas caribenhas Winair, Air Caraibes e Caribbean Airlines. 

O hotel Royal Sonesta, com suas varandas de frente para a praia de Maho, permite a melhor vista da aproximação final dos aviões, incluindo também turboélices ATR, estes sem emoção nenhuma por serem pequenos. Maho Beach é  a atração mais visitada de St. Maarten. Do cais duplo onde os navios atracam (podem operar até seis gigantes do mar ao mesmo tempo), os táxis cobram US$ 6 por pessoa e trabalham no sistema de lotação,em vans para 10 ou mais pessoas.Do cais até as lojas e praia da Front Beach, o custo é de apenas 3 dólares por pessoa. Os táxis rodam continuamente.


     EM BUSCA DE ESMERALDAS E DIAMANTES

Tente guardar alguns nomes de lojas finíssimas: Kay's Fine Jewelry, Ballerina, Zhavery, Alpina Geneve (relógios raros),  Royal Jewelers, Chamilia, Erfy, Mayfair (diamantes e esmeraldas), Pandora, Colombian Emeralds, Joe's Jewelry - elas são símbolo no quesito qualidade e autenticidade das peças. Tudo isso está na Front Street, rua de pedestres, com praia, hotéis e bares do outro lado, e com vista para os navios lá longe, à esquerda.

O comércio sofisticado da Front Street atrai os turistas
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Algumas palavras definem bem o comércio da ilha de St. Marten, e haja dólares (moeda corrente) ou euros: luxo, sofisticação, bom gosto, exclusividade e refinamento. É daí para cima. Numa visão realista, o visitante de  ilhas como St. Maarten ou St.Thomas precisa chegar lá com dinheiro no bolso e cartões de crédito tipo Infinite Black, Gold, Platinum e Diamond, sem limites. Trazer pouco dinheiro equivale, praticamente, a só olhar as vitrines, pois os preços não estão ao seu alcance. Só se estourar a banca num dos mais de 10 cassinos da ilha, abertos dia e noite para maiores de 18 anos (21 se forem americanos).

Numa simples caminhada pela Front St, você imagina estar na Rua 47 ou na  badalada Quinta Avenida de Nova York, tantas são as lojas de  brilhantes, esmeraldas, diamantes, safiras e rubis. Um colar de brilhantes de alto quilate pode custar em torno de 100 mil dólares (R$ 350 mil); uma pulseira de esmeraldas, com anel e brincos, vale 20 mil dólares (R$ 70 mil). Mas há peças mais em conta, como uma pulseira e par de brincos de rubi a US$ 2 mil (R$ 7 mil). Aqui só se fala em dólar, nada de florin holandês (DFL);  no lado francês, aceitam-se dólares ou euros. 


Mas não imagine que tudo é espantosamente caro na ilha, pois há bonés a 5 dólares e três por US$ 12; camisetas a duas por US$ 15, mas pode pechinchar que elas saem por US$ 12. Quase sempre, os vendedores são indianos, chineses e coreanos do Sul. Perto do Parlamento, há feiras populares de roupas, chapéus de praia, echarpes e sandálias, e cada artigo custa em média US$ 10. Há lugares  para comer - tipo Burger King, McDonalds, Pizza Hut, Arby's e Subway -  para lanches rápidos. Entre os restaurantes franceses, indico o Antoine's. Come-se muito bem em várias partes da ilha. Todos os hotéis têm guias e mapas.


Experimente a bebida-símbolo da ilha: Guavaberry Colada, custo de US$ 8 ou mais, dependendo do lugar. Vale a pena repetir. Entre as cervejas, predominam as holandesas Heineken e Amstel, a francesa Kronembourg e a belga Stella Artois. A Heineken patrocina todos os anos, em março, a regata da America's Cup, o maior evento esportivo e social da ilha. Por sinal, St. Maarten é um dos paraísos de mergulho, windsurf,  banana boat, snorkel, pesca e esportes náuticos.


   OLHE O RELÓGIO E NUNCA SE ATRASE NO NAVIO


Numa pesquisa na Mayor Turismo, da Rua Grão Pará, em Santa Efigênia (fone 31/2551-2080), o diretor Bruno Paiva informou as datas em que alguns navios da Royal Caribbean vão escalar em St. Maartern nas próximas semanas: Oasis of the Seas, em 9 e 23 de julho; seu irmão gêmeo Allure of the Seas, 9 e 30 de juhlo; Harmony of the Seas, agora o maior do mundo (acima de 230 mil toneladas), 16 de julho; Adventure of the Seas , 29 de julho; e Equinox, da Celebrity, dias 9 e 23 de julho.

 Outra escala prevista será do MSC Divina, da italiana MSC Crociere, será em 25 de julho, uma terça-feira. O navio parte do porto de Miami em 22 de julho, sábado, retorna no dia 29. As outras escalas serão em San Juan (Porto Rico) e Nassau (Bahamas). Neste cruzeiro, duas cabines externas com varanda, em andar alto, custaram mais de R$ 16.500 para seis pessoas, em 10 parcelas sem juros, mas com passagem comprada em janeiro, com o dólar a R$ 3,10. Hoje, está valendo cerca de R$ 3,60.

 Em cruzeiros marítimos, é  preciso ter preocupação com o relógio. As escalas duram de oito a nove horas, mas podem ser mais curtas: o navio atraca às 8h e todos têm de reembarcar até 17h30, para sair às  18h rumo à próxima ilha.


A lei marítima é inflexível: se o passageiro chegar ao  porto e a tripulação do navio já tiver recolhido a escada de desembarque, ele e seus acompanhantes terão de ir, por sua conta, até o próximo porto de escala. Em certos casos,  significa ter condições de fretar um jatinho, pois não são comuns os voos curtos entre ilhas muito próximas.  Neste caso, são operados os "ferries", lanchas  transportando pessoas e carros, e o percurso entre ilhas pode durar de 2 a 3  horas.


Esta é mais uma razão forte para que todos os participantes de cruzeiros marítimos leiam, detalhadamente, as condições do contrato que regulamenta a viagem e estabelece mais deveres do que direitos. Como acontece nos anúncios de jornais e revistas, aquelas letras miudinhas são traiçoeiras, terríveis. Haver embarcado significa que você e seu grupo aceitam, religiosamente, os termos e condições do contrato. Mesmo sem ter lido, ao entrar no navio significa que você e seu grupo (família, amigos, colegas de turma) estão cientes de tudo, concordam e não tem direito a reclamar nada.  


Sem ser patético: pelo amor de Deus, não imagine, nem em sonho, que o navio deixou você e sua família no cais do porto e foi embora - portanto, você tem o direito  de entrar na justiça com ação de perdas e danos morais, e será reembolsado em tudo que gastou. Pode crer, isto não é falso alerta. Você terá a maior decepção de sua vida, porque não vai ganhar nunca. É perda total, como de um carro incendiado na estrada.

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PS-1: É um absurdo que, na hora de embarcarem para varias excursões ao exterior, inclusive cruzeiros marítimos,  e com o Brasil tendo o passaporte mais caro do mundo (maisde R$ 250), esses contribuintes (meros pagadores de impostos, compulsoriamente) fiquem sem seus passaportes, mesmo tendo cumprido todas as obrigações. Será muito injusto se ele e sua família perderem sua viagem. Aí sim, comporta ação judicial.

PS-2: Em plena temporada de festas juninas, por toda parte, é importante destacar o esforço feito pela Belotur e a Prefeitura de Belo Horizonte  no sentido de valorizar e promover as competições e desfiles dos vários grupos de dança da quadrilha, que mostram o esforço das comunidades de vários bairros e vilas da periferia em se apresentarem ao público com muito brilho e garra. Ao som das sanfonas (minha paixão na juventude), cada um desses grupos luta para manter viva esta tradição tão nossa. Ao chegar aos 80 anos, uma frustração minha é nunca ter tido tempo para participar das comemorações de São João em cidades como Campina Grande, na Paraíba. Meus amigos do Nordeste, como o jornalista Rogerio Almeida, de João Pessoa, ou o Barbosa de Albuquerque, de Natal-RN, e o prefeito de Genipabu, Klauss Torquato Rêgo, são testemunhas de minha paixão pelo forró nordestino. Viva Santo Antônio, São João e São Pedro. Ajudem o Brasil a sair deste atoleiro.

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Belo Horizonte/MG - Brasil
29 de junho de 2017
Editor - Helio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

(E-mail: hfraga.rmj@gmail.com)
 

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