segunda-feira, 21 de agosto de 2017

OS IMPRESSIONANTES FIORDES DA NORUEGA, COM PAISAGENS DE TIRAR O NOSSO FÔLEGO




Diante de tanta beleza no Fiorde de Geiranger - um dos 200 da Costa Oeste da Noruega e certamente um dos mais belos do mundo -,você fica extasiado, quase petrificado e em transe, embasbacado e completamente mudo. O que dizer para a mulher de sua vida, a companheira de todas as horas? - Faltam palavras.Elas parecem insignificantes diante de tanta grandiosidade e tanto silêncio, neste maravilhoso cenário de mar azul profundo, montanhas verdes e de pedra escura, pontilhadas de flocos de neve, pequenas construções dependuradas nos morros com janelas floridas, cascatas de água cristalina e gelada jorrando dos picos mais altos.

Como se expressar adequadamente numa hora tão emocionante, quando você e sua mulher imaginam que o gesto mais coerente e apropriado é ajoelhar-se nas pedras, levantar as mãos, olhar atentamente para o céu e render graças ao bom Deus, pai da verdade e da vida, por criar maravilhas da natureza como esta?

Viemos aqui pela primeira e única vez, a bordo do navio Costa Classica, em julho de 2007, ao lado de dois amigos do Rio (Eduardo Malcher, médico ortopedista ,e Luís Alberto Melián, economista argentino). Já se passaram dez anos,e permanecem na nossa memória essas paisagens do Fiorde de Geiranger e as pessoas vendo tudo isso do alto de um gigantesco rochedo, que funciona como plataforma de observação - elas lá em cima e os turistas menos corajosos aqui embaixo, e o navio branco com chaminé amarela da  antiga Linea C nos esperando para o reembarque.

O Costa Classica terá de zarpar às cinco da tarde deste verão, palavra que os noruegueses praticamente desconhecem, pois convivem com a neve oito meses por ano. Zarpar é um modo de dizer, pois o navio vai voltar como veio, navegando entre essas montanhas milenares bem devagar, a um quarto de sua velocidade normal: em vez dos 40 km/hora, irá deslizando devagarinho, a 10 km/hora. Deixar as paisagens de Geiranger Para trás significa acabar abruptamente com um sonho encantado. Se existe um paraíso na Terra, ele está aqui.



NÃO HÁ PALAVRAS PARA DESCREVER GEIRANGER



O que escrevi naquela época para o jornal "Hoje em Dia"  continua valendo - e vocês, antigos leitores ou fiéis amigos desta nova jornada no blog - podem estar certos de que definir os fiordes da Noruega como exuberantes, deslumbrantes, majestosos, portentosos, arrebatadores e inacreditavelmente belos é pouco para traduzir o impacto desta viagem de 14 dias e noites pelo Costa Classica, que ainda nos levou a Gravdal, Trondheim,Leknés e ilhas Lofoten, Honnigsvag, Noordkaap (Cabo Norte, o ponto mais setentrional da Europa), exigindo duas travessias do Círculo Polar Ártico, e depois Islândia ((Akureyri e Reykjavik), ilhas Orkney e Shetland no norte da Escócia e retorno ao lugar de partida no Norte da Alemanha, o porto de Kiel, próximo de Lübeck, a caminho do Mar do Norte.

Então, vem a inevitável pergunta: tem vontade de voltar ao Fiorde de Geiranger? - Francamente não, os anos á já não permitem esses cruzeiros de 14 dias e noites, a saúde exige cuidados cada vez maiores,e ser octogenário é uma nova e desafiadora realdade.

Melhor então guardar as imagens  do passado, e dar um  conselho aos mais novos: se tiverem uma chance de fazer um cruzeiro pelos Fiordes - seja partindo de Amsterdam, Hamburgo e Kiel, ou vindo de Copenhague, capital da Dinamarca, não percam esta oportunidade.  Vale o custo médio de US$ 3.700 euros por pessoa, com aéreo. Basta consultar os sites da MSC Cruzeiros, Celebrity, Royal Caribbean, Princess Cruises, Holland America, Silversea, Oceania, Chrystal, Norwegian,Costa e outras companhias marítimas. Basta consultar os sites na internet.

Quanto mais cedo for feita a reserva, melhor o custo final. Deixar para  comprar a 60 dias do embarque significa pagar 25% a mais.



GEIRANGER, A PORTA DE ENTRADA DOS FIORDES




Os Fiordes da Noruega são uma espécie de joia da coroa que as companhias marítimas têm para oferecer aos viajantes internacionais de gosto apurado. Não podem ser confundidos com aqueles cruzeiros de sete dias pelo Mediterrâneo,  saindo de portos variados  como Veneza, Gênova, Savona, Marselha e Barcelona ou Roma (porto de Civitavecchia, a 60 km), e visitando Izmir, Kusadasi, Katakolon, Creta etc. 

Os Fiordes da Noruega são o top de linha e Geiranger, por ser um ícone e o mais visitado pelos cruzeiristas, tanto que se tornou reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Os navios que viajam  pelo Mar do Norte, parte do Oceano Atlântico, deixam o mar aberto e entram nos canais marítimos que levam aos Fiordes.Aqui, não há ondas. O mar parece uma tranquila lagoa em tons de azul profundo, às vezes esverdeado. Altas montanhas de pedra escura abrem o acesso, alargando-se ou estreitando-se, com algumas curvas fechadas. 

O acesso a Geiranger tem a extensão de 30 km e os navios vão naquele estilo devagar-quase parando. A profundidade do oceano é  de apenas 250 metros, permitindo navegação tranquila a 10 km por hora.

Felizes os passageiros de cabine externa e principalmente com varanda, pois podem ver tudo de perto, melhor ainda se tiverem  um binóculo. Os viajantes que escolheram cabines sem vista (internas) terão de acessar os pontos de observação mais altos, ficando nos andares dos botes salva vidas, ou na área das piscinas.

A baixa velocidade do navio facilita e valoriza a vista. É como se o navio estivesse pedindo desculpas por ser um intruso nestas paisagens de sonho - de um lado e outro, desfilam impressionantes paredões de pedras,e por elas escorrem dezenas de cascatas incrivelmente brancas.

São as águas do degelo das montanhas. Nas áreas planas entre morros,há florestas de pinheiros verdes.

Aquele céu cinzento ou branco dos meses de prolongado inverno se cobre de azul agora, pois é verão. O sol brilha e ilumina as montanhas e cascatas. Aconteceu conosco: a beleza da manhã tira  até  a vontade de falar.O silêncio é absoluto no navio nesta travessia. Poluição aqui, nem pensar -  então,ainda que modesta, a fumaça das chaminés do navio atrapalha.



  AMBIENTALISTAS QUEREM LIMITAR OS CRUZEIROS



As observações de 2007 valem para agora em 2017. Em verdade, os navios mudaram muito em relação à primeira década do 3º milênio. A tonelagem dos navios variava entre 70 e 80 mil naquele tempo.  Anos depois, a maioria dos navios de cruzeiros já tinha cerca de 100 mil toneladas. Eles se tornam cada vez mais gigantescos (como o Oasis of the Seas e seus irmãos, na faixa das 220 mil toneladas).

Se no começo do 3º milênio os ambientalistas europeus,e noruegueses em particular, já defendiam a limitação dos cruzeiros aos Fiordes de maio até agosto, hoje as restrições tendem a ser cada vez maiores. Na época da viagem do Costa Classica, o máximo permitido era de 120 navios por temporada, congregando todas as empresas.Máximo de cinco por dia na alta estação, todos respeitando o limite de velocidade nos canais. Têm de seguir em fila, não há condições de ultrapassagem. Parece procissão.


Em décadas anteriores, o máximo de passageiros por navio era de 2.200 a 2.500. Hoje, pode ser acima de 3.500 e até 4.400. Fiz uma pesquisa e constatei que o Fiorde de Geiranger continua com a mesma população de 300 felizardos moradores, mas tem recorrido a prestadores de serviço de outras regiões escandinavas para dar conta do atendimento aos
visitantes. Existem dois hotéis, de reduzida capacidade. 

Permite-se o máximo de 5 navios por dia.Em geral,eles desembarcam seus passageiros na pequena cidade de Hellesylt,onde eles tomam ônibus de excursões, passando por Stryn e Hormindal até atingir Geiranger. As pequenas vilas da região são encantadoras.

Os escandinavos costumam viajar pela Viking Line, saindo de Helsinque, Copenhague e Estocolmo.A região dos Fiordes conta também com acesso de ferrovias e  túneis com duas pistas, em formato redondo, feitos de cimento. Como a Escandinávia não faz parte da zona do euro, os preços são em coroas norueguesas (norge kröne).  Aceitam-se euros e dólares, mas com restrições e câmbio desfavorável.

Desnecessário falar da limpeza absoluta em qualquer restaurante e cafeteria, com banheiros cheirosos e impecáveis. Reina na região o silêncio absoluto - se passar um inseto voando, ele vai fazer barulho.

Um habitante da região dos Fordes jamais ouviu o som de uma buzina, ou apito de fiscal de trânsito - que aqui nem existe. Bebe-se água da torneira, como nos Estados Unidos. E os mictórios e vasos sanitários têm descarga automática há uma proibição obsessiva de  todo tipo de ruído.

Conclusão: aqui vive gente feliz, que não tem a menor ideia do que seja o tal "progresso" dos países ditos desenvolvidos.


Duas pequenas observações: 

1) o blog relativo à morte de meu amigo, jornalista Artur de Almeida, ficou no ar por duas semanas exatas,e atingiu número recorde de acessos, praticamente dobrando a média de acessos em meses anteriores.Obrigado a todos por tantas mensagens, que reconfortam a famiĺia e os amigos. Artur estará para sempre nossa memória.

2) Túlio Cambraia, conhecido profissional do turismo mineiro,e veterano de tantos cruzeiros marítimos ao lado de sua esposa Bete, anuncia a abertura da Atlanta Viagens e Câmbio, na Vila da Serra, tendo os cruzeiros ao mar entre  suas especialidades. Ele fez várias viagens pela MSC e Costa, inclusive um recente cruzeiro pelo MSC Opera, saindo de Cuba rumo ao Caribe Oeste. 

Contato com sua empresa: e-mail atlanta@atlantaviagens.com.br; fones (31) 3785-0080 e celular 99616-1258. Sede na Vila da Serra, Av. Oscar Niemeyer 1033, salas 505/506. Ao lado da Tool Box. Votos de sucesso. BH precisa realmente de agentes que saibam vender cruzeiros, e sejam profissionais de fato.

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Belo Horizonte-MG /Brasil
20 de agosto de 2017
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição- Ana Cristina Noce Fraga

(E-mail::hfraga.rmj@gmail.com)


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