domingo, 12 de novembro de 2017

GRAMADO E A SERRA GAÚCHA EM FESTA ESPERANDO RECORDES NO 29º FESTURIS


Gramado recebe milhares de turistas nesta época do ano


Gramado, a capital econômica e turística da Serra Gaucha, vive seu grande momento anual nesta semana,com a 29ª edição do Festuris, organizado desde 1988 pela empresa Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos. O Festuris, aberto em sessão solene na noite de  9 de novembro,no Palácio dos Festivais, está atraindo milhares de pessoas à Serra Gaúcha, e o  congresso envolve 14 mil profissionais do turismo brasileiro e internacional, incluindo a presença de várias delegações estrangeiras,como Estados Unidos, Canadá, Cone Sul e países da América Latina, União Europeia, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico.No total, são 66 delegações internacionais presentes na Serra Gaúcha e esperam-se números recordes de participação e fechamento de negócios.

Marta Rossi, Marcus Rossi e Eduardo Zozanello,o trio que organiza o Festuris
Os visitantes ficam alojados na rede hoteleira de Gramado e sua vizinha  Canela, as duas separadas pelos 6 km da Rodovia das Hortênsias. O Festuris marca ainda o inicio da altíssima temporada na Serra Gaúcha, como o famoso Natal Luz de Gramado, considerado a mais bela comemoração natalina do Brasil. De meados deste mês até o final de fevereiro, são esperados cerca e 2 milhões de visitantes. Canela apresenta também sua festa típica Sonho de Natal,com espetáculos natalinos, desfiles e festas com fogos na Catedral de Pedras e desfiles até a Praça João Corrêa. A festa de Canela dura até 14 de janeiro e envolve 200 eventos. O Natal Luz de Gramado, muito maior e mais brilhante,  envolve dezenas de celebrações durante dois meses.  A rede hoteleira local tem ocupação acima de 95 por cento, com destaques para os grupos da CVC Viagens e sua recém-adquirida Visual Turismo.


A decoração natalina de Gramado se estende por toda a cidade, mas tem o ponto culminante na Av, Borges de Medeiros, Rua Coberta (local de vários shows ao vivo) e Av. das Hortênsias, e encanta os visitantes pela sua intensidade e gigantismo das figuras, e utilização de plásticos e materiais recicláveis.  Gramado se caracteriza, atualmente, por vários centros comerciais fartamente decorados, e a maioriadas lojas cheias de luzes. A população da cidade praticamente dobra nesta época do ano, e tudo começa com o Festuris, abertura de gala da temporada natalina. O turismo, explorado com competência e inteligência, fez de Gramado uma cidade rica.

   O MUNDO MARCA ENCONTRO NO SERRA PARK

O Natal Luz é o cartão de visitas de Gramado aos turistas


Gramado é muito bem sinalizada,e nem parece uma cidade brasileira, pois não há vendedores nas esquinas, nem mendigos e pedintes nas ruas e avenidas. Crime também não há (nem furto de galinha). O Festuris acontece num   clima de de festa, a partir da abertura no Palácio dos Festivais, com a presença de lideranças do turismo e autoridades convidadas. As sessões de negócios envolvem uma feira de turismo com mais de 400 estandes, utilizando uma área de 22 mil metros quadrados no Serra Park, perto de uma das principais entradas da cidade. O mundo se encontra aqui. Fala-se árabe, inglês, alemão, francês, italiano, grego, japonês, sueco, mandarim, espanhol etc.

Cerca de 1.500 encontros entre compradores nacionais e estrangeiros,e vendedores e empresas ligadas ao turismo no Brasil (hotéis e resorts, locadoras, transportadoras aéreas e terrestres, turismo receptivo etc) são pré-agendados meses antes do início da feira. Espera-se que as visitas aos estandes e os encontros de negócios gerem vendas de pacotes no valor total de R$ 270 milhões, superando os R$ 253 milhões da edição do ano passado. A Região das Hortênsias deve ser beneficiada com negócios acima de R$ 15 milhões, envolvendo restaurantes e pizzarias, casas de fondue, rede hoteleira, Zoológico, parque  Mini-Mundo, Cascata do Caracol e outras atrações turísticas, lojas de couro, shoppings e comércio em geral.


Além de Gramado e Canela,os benefícios se estendem a outras cidades da Serra Gaucha, como Taquara, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, Bento Gonçalves e suas vinícolas, Garibaldi e seus espumantes,  e municípios de Carlos Barbosa e Caxias do Sul. Belo Horizonte está presente no 29º Festuris através de um estande da Belotur, com promotores de vendas tentando  divulgar, entre outros produtos, o Arraial de Belô, Banda Mole  e o Carnaval.


Alguns dos países com estandes no Serra Park: Estados Unidos, México, Canadá, Itália, Japão, China, Coréia do Sul, Singapura (com S mesmo), Alemanha, França, Portugal, Espanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Grécia, Turquia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Rússia, Estônia, Indonésia, Marrocos, África do Sul, Emirados Árabes, Etiópia, Chile, Argentina, Peru, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Equador, Cuba, ilhas do Caribe (menos aquelas afetadas pelos furacões Irma e Maria), Croácia, Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Polinésia Francesa etc.


Desde que o Festival de Turismo foi lançado pelas empresárias gramadenses  Marta Rossi e Silvia Zorzanello (falecida no início desta década), a feira resultou no aumento sensível da capacidade hoteleira de Gramado, Canela e cidades vizinhas. Hoje, a empresa Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos tem como diretores Marta Rossi e seu filho Marcus Rossi, e Eduardo Zorzanello, filho de Sílvia. Desde as primeiras edições, a feira tem apoio institucional do Ministérío do Turismo, Abav Nacional, Abear (companhias aéreas), Abremar (cruzeiros marítimos), Abih Nacional, Governo do Rio Grande do Sul e outras instituições. Por uma política editorial, este blog não registra nomes, cargos e presença de lideranças e entidades do turismo nacional e regional,e representantes de ministérios e secretarias de turismo, em nível federal estadual e municipal.


Para saber mais sobre o congresso e feira de turismo,acessar www.festurisgramado.com

Desfiles de Natal em frente à Rua Coberta de Gramado




    ESTRADAS  PIORES E PEDÁGIOS MAIS CAROS


As estatísticas brasileiras estão cada vez piores e mais ameaçadoras. Não há um dia, neste fatídico 2017, em que o cidadão comum e pagador de impostos não tome conhecimento de mais uma pesquisa mostrando como estamos andando para trás, em todos os sentidos: recorde mundial de assassinatos, acima de 61 mil por ano; má conservação ou completa deterioração de rodovias federais e estaduais; cifras estarrecedoras de caixas automáticos explodidos e ônibus urbanos incendiados; assaltos à mão armada e sequestros; crianças mortas dentro de casa por balas perdidas em tiroteios nas  favelas do Rio.

Pedágios cada vez mais caros em estradas mal conservadas


No nosso caso específico, Minas Gerais está sempre em estado de sobressalto com os acidentes graves com mortos e feridos no Anel Rodoviário de BH; queda de árvores sobre carros e pessoas em qualquer chuva forte em BH; veículos arrastados pelas enchentes e desabamentos nas encostas em zonas de perigo; prédios que desabam por falhas de projeto e erosão de terrenos; aumento progressivo da violência urbana e crônica falta de policiamento.

Os mineiros que foram passar o feriado de Finados no Rio e litoral fluminense pagaram, no total, R$ 53 de pedágio só para o acesso ao Rio. As estradas pioram,e sua conservação se deteriora,havendo até casos de concessionárias que desistiram dos contratos de concessão (como a Via 040), mas os pedágios ficaram como herança macabra.

Foi assim tal como aconteceu na viagens aéreas: as empresas, por ganância de lucro fácil,  passaram a cobrar caro e abusivamente pela bagagem despachada, e os preços das passagens subiram, em vez de baixarem, como a Gol, Latam, Azul e Avianca haviam prometido à Anac. E os passageros caem como patos nessas armadilhas, neste país sem lei e sem ordem, e com uma classe politica imoral, corrupta e safada. 
COBERTURA MEDÍOCRE NOS CASOS CEMIG/PAMPULHA

Tomei a decisão de fazer  assinatura anual do jornal "Valo Econômico", por mais cara que seja, porque ela representa a garantia de estar bem informado sobre dois assuntos de alto interesse:  aviação civil brasileira em geral, e privatização de aeroportos; e as discussões sobre a reabertura dos voos nacionais com jatos no Aeroporto da Pampulha,com fatos novos a cada dia, inclusive ação judicial da da concessionária de Confins (BH Airport), dizendo-se lesada em seus direitos e pedindo que o Superior Tribunal de Justiça (com aquela "ligeireza" de sempre) cancele todos os mais de 70 voos programados pela Gol, Latam, Azul e Avianca.

Outro tema de alta relevância, ignorado pelos meios de Comunicação em MG, e que o "Valor" acompanha com competência e mérito: tudo que se refere à situação econômico-financeira da Cemig, pesadamente endividada, depois de perder metade de sua capacidade de geração com a privatização abusiva e injusta de quatro usinas (São Simão, Jaguara, Volta Grande e Miranda), quando grande parte da Imprensa mineira não soube defender os direitos e interesses de uma companhia escandalosamente roubada, que já foi modelo do setor elétrico brasileiro.

A Cemig foi abandonada no  meio da tempestade. Vergonhoso e lamentável o comportamento do Goereno de Minas, da Assembleia Legislativa de MG e da bancada mineira na Câmara Federal em Brasília. Omissão vergonhosa e comprometedora  desses falsos defensores do povo. São perdas fabulosas de recursos e investimentos, penalizandoas futuras gerações.

Assinar o "Valor", acrescentando mais um item na área de publicações (revistas Veja e Época, e jornais O Tempo, EM, Hoje em Dia, Folha de S. Paulo e O Globo) é um ato de necessidade.  O "Valor" tem, hoje, mais conteúdo e qualidade editorial do que a antiga "Gazeta Mercantil" em décadas passadas. Além do texto primoroso, em Português impecável, e analistas lúcidos e competentes, o grande jornal ecoõmico tem cobertura melhor e mais abrangente de áreas vitais, como aviação civil brasileira, mineração, economia esfacelada e a decadência do setor energético no país.

Desatinados governantes e péssimos administradores estaduais conseguiram atingir em cheio o peito da Cemig, com mais de 60 anos a serviço do desenvolvimento de Minas Gerais - por ela passaram, desde 1952, expoentes da Engenharia nacional como Mário Bhering, Lucas Lopes, Mauro Thibau, Celso Mello de Azevedo, João Camilo Penna, Luiz Cláudio de Almeida Magalhães, Licínio Seabra, Francisco Afonso Noronha e outros executivos de altíssimo nível. Tempos que não voltam mais. Vivemos o risco de milhares de aposentados pela Forluz e outros milhares na ativa terem de pagar caro por esses desatinos.
-------------------

Belo Horizonte/MG - Brasil
10 de novembro de 2017
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

Nenhum comentário:

Postar um comentário