sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ESPETACULARES IMAGENS DE COPACABANA, RENOVANDO NOSSAS ESPERANÇAS EM 2018





A cada ano, na festa da Virada do Ano , o Rio de Janeiro parece se superar no gigantismo do seu Réveillon, por maiores que sejam os problemas enfrentados pela Cidade Maravilhosa, que não quer perder este título já um tanto contestado. Desta vez, não foi diferente: mesmo abalada pelos tiroteios diários na favela da Rocinha, balas perdidas matando crianças inocentes, e aumento dos assaltos e crimes graves, e ostentando o título de capital mais corrupta do Brasil – depois da roubalheira chefiada pelo ex-governador Cesar Maia, e pelas quadrilhas de políticos ladrões que o cercam -, o Rio encantou o mundo com uma queima de fogos que durou 17 minutos, para empolgação de 2,4 milhões de brasileiros e estrangeiros presentes no calçadão e na areia da praia de Copacabana, que tem a extensão de 4,5 km do Caminho dos Pescadores, no Leme, ao Forte do Posto 6, divisa com Ipanema. Eram milhares de pessoas na areia, ocupando barracas com toldos brancos.




Segundo Marcelo Alves, presidente da Riotur- que previa um público total de 3 milhões - o Rio conseguiu se superar e dar conta do recado, justificando a aposta feita pelo Município: não extrapolar nos gastos e atrair novos parceiros – quase sempre, poderosas estatais. Os fogos vieram da Itália, China eJapão, acondicionados em 17 mil tubos grandes e 20 mil pequenos, e foram levados às balsas nas imediações da Ilha do Fundao, sendo acomodados em 18 balsas, 15 lanchas de apoio e 13 rebocadores que os levaram à região de foram disparados.Total de 25 milhões de toneladas de fogos de artifício.

È importante lembrar que a comemoração da chegada de 2018 envolveu queima de fogos em outras partes da cidade, como Ilha do Governador, Paquetá, Madureira, Ramos, Igreja da Penha, Sepetiba e praia do Flamengo. As imagens mais espetaculares da festa de Copacabana, que correram o mundo pela Internet e redes internacionais de TV, foram a vista a partir da estátua do Cristo Redentor, no alto do Corcovado, até a linha do show de fogos na Praia do Flamengo, atravessando os morros e chegando a Copacabana. A imagem pode se tornar o postal mais vendido do Reveillon. É inesquecível.

Uma das principais novidades tencológicas da Virada o Ano no Rio foi acionar os fogos por um sistema de GPS. Os fogos eram antes disparados por radiotransmissão, tecnlogia sujeita a enfrentar interferencias. Segundo especialistas,o sistema GPS oferece mais segurança e aumenta a sincronia no acionamento das bombas. O show deste ano foi considerado tecnicamente perfeito. O espetáculo foi multicolorido, predominando os tons verde, vermelho, dourado,prata azul e lilás. Aquelas bolas gigantes cloridas mostraram cascatas de luzes, milhares de estrelas, espirais, corações e figuras geométricas variadas.

Antes dos 17 minutos da explosão de fogos,provocando gritos e manifestações de entusiasmo, as pessoas procuraram se aproximar do palcos onde aconteceram os shows. Além da inevitável Anitta, praticamente onipresente na festa do RIO, participaram do espetáculo Frejat, grupo Cidade Negra, Belo, Ana Petkovic, os Djs Tucho e Luiz Herique e um grupo de da bateria da Mcidade Idependente de Padre Miguel, com esculturais bailarinas, e outro grupo de representantes da também campeoníssima Portela, com mulatas que arrasaram de azul e branco. A platéia vibrou.


O policiamento da orla foi feito por 1.900 PMs, fora centenas à paisana. Como é tradição na Zona Sul do Rio, ocorreram esporádicos arrastões e assaltos a turistas estrangeiros, visando furto de telefones celulares, eletrônicos, euros e dólars e relógios finos e cordões de ouro. Os mais azarado perderam passaportes e documenos, tendo de fazer B.O. na Delegacia.



  VISÃO MARAVILHOSA DOS PASSAGEIROS DE NAVIOS 




Repetindo o que acontece todos os anos, a cada Réveillon, os privilegiados da festa em Copa foram os passageiros que ficaram de frente para a praia de Copacabana, na varanda de suas cabines,ou agrupados nos vários ambientes com vista dos fogos e da praia Só a italiana MSC Cruzeiros,com 3 navios, tinha 10 mil brasileiros e estrangeiros a bordo, fora seus tripulantes, de mais de 30 nacionalidades.O consumo de espumantes,champanhe e vinhos importados a bordo superou as expectativas. Entre os navios, estavam o MSC Musica, Preziosa e Magnifica.Os outros eram da italiana Costa Cruzeiros e da espanhola Pullmantur.

Terminados os fogos, os navios serviram coquetéis e canapés finos  em vários ambientes e depois acionaram os motores e partiram para suas excursoes, que têm a festa de 31 de dezembro como ponto alto do programa de 3 meses de permanência no Atlântico Sul. Sempre defendi, como editor e colunista de um Caderno deTurismo,que as companhias marítimas façam, todos os anos, uma alta doação financeira para ajudar a pagar os elevados custos do Réveillon carioca. Os navios ganham uma fábula de dinheiro com esta festa. Tẽm de contribuir, sim. É obrigação moral deles.

Saindo do Réveillon carioca, o MSC Musica partiu para um rápido roteiro no Nordeste, e terá de estar no porto do Rio neste próximo sábado, 6 de janeiro, quando inicia um cruzeiro de oito noites a Buenos Aires, Punta del Este e o porto paulista de Ilhabela. Nesta viagem, o custo médio de uma cabine externa com varanda foi de R$ 12 mil para  o casal. O retorno ao Rio será no domingo seguinte, dia 14 de janeiro.

 Vários casais mineiros e familias com crianças participam deste cruzeiro no MSC Musica, mas compraram seus bilhetes com dólar mais favorável, há 3 meses. O navio tem 1.275 camarotes e transporta 3.223 passageiros, tendo 16 decks (andares). Seu teatro La Scala tem capacidade para 1.500 pessoas,em três andares, na parte da frente (proa). O restaurante princial se chama Le Maxim, com dois andares,na parte de trás (popa). O cassino San Remo funciona todos os dias, para maiores de 18 anos. Há todos os tipos de jogos, com apostas altas. E bingos rotineiros.

Como aconteceu neste final de ano, nos principais setores da economia, houve uma reação muito positiva no mercado de viagens ao exterior.As operadoras de viagens marítimas acreditam que a presente temporada, até março, vai representar o embarque de mais de 320 mil passageiros, com forte participação da MSC Cruzeiros, que é líder de mercado,e também da Costa e da Pullmantur. Não há presença de navios da NCL-Norwegian Cruise Line,nem da Celebrity e Royal Caribbean, que estão vendendo normalmente cruzeiros para seus destinos tradicionais nos Estados Unidos e ilhas do Caribe (menos St. Maarten, ainda “desativada", só retomando condições de operação no mês de abri)l. a ilha franco-holandesa ficou sem energia e água potável desde o começo de agosto de 2017, com a passagem devastadora do furacão Irma. Em seguida, o furacão Maria atingiu fortemente a estrutura de cruzeiros em San Juan,na ilha de Porto Rico, território americano. Mas San Juan já se recuperou.



                  RIO ENFRENTA AS CAPITAIS MAIS RICAS





Todos os anos, os brasileiros acreditam que a sua festa de Reveillon é a mais longa e mais bela no mundo. Na escolha da melhor festa (devia ser feita uma eleição anual pela internet, como alto prêmio em dinheiro para a vencedora) - o Rio sempre seria candidato fortissimo. E haveria outros candidatos sérios do Brasil, como as festas de passagem de ano em Florianópolis, Salvador (4 das de farra geral), Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília etc. Belo Horizontse, apesar de ser ignorada pela Rede Globo e outras emissoras,fez um bonito papel este ano,como a espetacular queima de fogos no Minas II, nas Mangabeiras, e o sucesso habitual do réveillon organizado pela TV Alterosa e "Estado de Minas", na beira da Pampoulha,com o destaque dos fogos junto à  Igreja de São Francisco, patrimônio cultural da humanidade.

Como sempre, o Rio enfrentou este ano só pesos pesados nos Estados Unidos (apesar da neve e das baixas temperaturas, como na Times Square de Nova York,sob um frio de 11 graus abaixo de zero). Foram sérios adversários da Cidade Maravilhosa : a queima de fogos em Londres, junto à roda gigante London Eye e a torre do relógio Big Ben em reforma; a celebração da chegada de 2018 na Av. Champs Elysées, em Paris, no longo trecho (feericamene iluminado) entre o Arco do Triunfo e o Obelisco e a roda gigante da Place de la Concorde; a Grande Praça (Grotte Markt) de Bruxelas, encantadora, majestosa; a famosa queima de fogos em Sidney, na Austrália, atraindo milhares de visitantes à capital. Uma das mais badaladas comemorações em nivel mundial,ao redor do futurista prédio da Ópera.



As grandes redes mundiais de TV, além destas, mostraram também belas imagens da Virada do Ano na Porta de Brandemburgo, em Berlim; junto da Acrópole e Pantheon, nas montanhas de Atenas; na Praça Vermelha e imediações do Kremlin, em Moscou; na separatista Barcelona, na Espanha; e outras grandes cidades que fazem parte da história da humanidade, como Viena, Munique, Istambul, Praga, Budapeste, Varsóvia, Amsterdam, Cracóvia, Tóquio, Seul, Hong Kong, Taiwan(Formosa) e cidades chinesas.

Foi um dos maiores Réveillons no Brasil em todos tempos, o que parece um contrassenso, até aberração, diante de tudo que nossos cidadãos viveram e penaram ao longo do ano de 2017: uma sucessão de crises, parecendo um tsunami. Famílias endividadas, prisioneiras dos juros extorsivos (cartões de crédito e bancos). Hospitais e postos de saúde sem equipamentos. Roubalheira em todos os níveis, preços superfaturados, escândalos em proporções jamais vistas - e o povão rezando para 2017 acabar depressa:-já vai tarde.

A classe política esteve em seu estado habitual - totalmente fora de sintonia com o grito dos excluídos e o clamor das ruas -, e fez de tudo ao seu alcance para complicar mais ainda: tornar pior ainda o que já estava péssimo. Mas eles terão surpresas. As eleições gerais em de outubro vão chegar mais depressa do que eles imaginam. E muitos ladrões da Lava-Jato e mentirosos descarados estarão na cadeia. Vamos esperar e confiar. A grande mudança vem aí.

  • PS: Ligeira pausa de 10 dias, retorno em 15 de janeiro.


Belo Horizonte-MG, Brasil
Dia 05 de janeiro de 2018
Editor – Hélio Fraga
Postagem e edição – Ana Cristina Noce Fraga

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