sábado, 5 de janeiro de 2019

O MAIOR SHOW DE FOGOS DE COPACABANA ENCANTOU 2,5 MILHÕES DE PESSOAS NO RIO




Foi aquela explosão de alegria de sempre na praia de  Copacabana, mas, desta vez, havia algo especial no ar - e estava no coração das pessoas, cheias de esperança de viver num Brasil melhor, livre dos políticos bandidos que roubavam tudo o que podiam, e negociavam propinas para tudo - desde estações de metrô e Rodoanel paulista à compra de ambulâncias e superfaturamento nas compras da merenda escolar, embora de menor qualidade após ter os preços duplicados e triplicados. A roubalheira era tanta, e tão escandalosa, que a gente fingia estar alegre na comemoração de cada passagem de ano na Cidade (ainda) Maravilhosa.

Já vimos que esse quadro desolador de falência política, econômica, social, institucional e moral vai mudar radicalmente, e já está a caminho -- melhor então falar da festa. Por mais que  eu veja, nas grandes redes de TV, as comemorações da virada do ano em Sydney-Australia, Big Ben e Trafalgar Square de Londres, Coliseu de Roma,  Times Square em Nova York, Castelo da Cinderela em Disney, templos de Tóquio e Bangkok, Principado de Mônaco e Acrópole de Atenas, ainda considero o espetáculo de fogos em Copacabana o mais bonito, diversificado  e duradouro do mundo. Baixou agora de 16 para 14 minutos  e ficou mais condensado.

Ao longo dos 4,5 km de extensão da Av. Atlântica, da Pedra do Leme e Caminho dos Pescadores até o Forte de Copacabana,no final do Posto 6, naquela fileira de prédios com sacadas e varandas iluminadas de frente para o mar - e com a faixa de areia superlotada - Copacabana reviveu seus grandes momentos, e o espetáculo da queima de fogos, de todas as cores,sacudiu a multidão, a partir da zero hora de 1º de janeiro de 2019. Público presente de 2,8 milhões de brasileiros cheios de esperança. Todo o processo foi coordenado por uma rede de computadores.

Navios de operadoras marítimas estrangeiras estavam fundeados na Baía de Guanabara, de frente para Copacabana, com suas varandas e escadas lotadas de gente. Sempre defendi, ao longo dos anos no turismo, que os navios devem pagar caro, em dólares ou euros, para participar do cenário da festa. Pagar para entrar. Não são papagaios de pirata,nem penetras entrando pelos fundos. Têm de ser parceiros confiáveis dos organizadores da festa, que são a Prefeitura do Rio (o desastroso e despreparado Crivella), a Riotur e a rede hoteleira. Os navios ganham milhões de dólares, tirados dos reais pagos pelos passageiros brasileiros, lotando suas cabines ano após ano. Têm de pagar caro, sim,o Brasil não será mais essa Casa de Mãe Joana.

As fotos do show de Copacabana e os cenários que rodeiam o Cristo Redentor no Corcovado "falam" por si, dispensam legendas. As imagens do Rio correm o mundo, mas poderiam ser melhor utilizadas nas peças de promoção do país nos  grandes mercados emissores do turismo mundial - América  do Norte, Caribe e América Central, América do Sul  e Costa do Pacífico, Escandinávia, Europa Ocidental e do Leste, Emirados Árabes, Japão, China,  Coréia do Sul, Singapura (nunca com C), India, Paquistão, Indonésia, Irã, Turquia etc. O Brasil continua  tendo participação ridícula na divisão do bolo do  turismo internacional - porque somos desorganizados, maus profissionais, e falhamos tremendamente nos quesitos de planejamento, investimentos e prestação de serviços.

Numa análise otimista, as entidades do turismo mineiro e brasileiro são férteis em talentosos administradores bem capacitados. Na  verdade, as carências são gritantes, e sobram oportunistas, preguiçosos e incompetentes.  Estão no turismo para usufruir das benesses e mordomias, não para dar duro, pegar no pesado e suar a camisa. Os reis dos famtours,das happy-hours e dos cafés da manhã para ganhar canetas e folhetos.

 
           O BRASIL ESTÁ SENDO PASSADO A LIMPO

Estou em estado de graça, parecendo flutuar nas nuvens. Desde 1º de janeiro, uma grande paz interior me invade e  me dá forças para, aos  81 anos, olhar o futuro confiante de que vou recuperar totalmente a saúde e viver finalmente num país que o mundo passou a respeitar. No último teste do marcapasso Biotronik com a  arritmóloga, dra. Simone Catalan,  ela mediu sua validade por mais 7 anos e 4 meses, o que garante aos netinhos que as viagens prometidas serão cumpridas - então, que o dólar e o  euro tratem de se comportar e baixar a níveis decentes.

Fiquei abismado ao ver Jair Bolsonaro ser tão maltratado por grande parte da imprensa brasileira -especialmente a  Folha de SP, revistas Veja e Época, a Rede Globo em geral e a bancada raivosa da Globonews. Os colunistas da Folha, sem exceção, esculhambaram Bolsonaro. Só faltaram acusá-lo de ser o rei Herodes,que queria matar o Menino Jesus. Bolsonaro era  tudo de pior a um só tempo: nazista, fascista, obtuso da direita, xenófobo, estuprador, agressor de mulheres, machista perverso - só faltaram inventar que era pedófilo.

Os institutos de pesquisa manipularam a opinião pública, mentiram, falsearam, esconderam a verdade quase sempre. Lembram-se das previsões do segundo turno, de que Bolsonaro ia perder de todos os concorrentes, até de Marina Silva? Não só ia perder: deram todos os placares e diferenças. Na arrancada final dos petistas, só faltaram decretar que Haddad seria o vencedor. Esses institutos tomaram mais de 15 milhões de votos do presidente eleito. Ele teria  ultrapassado os 82 milhões.

Apontada a vitória de Bolsonaro com mais de 57,7 milhões de votos, a gente já sabia que a esquerda radical, no seu desespero por perder milhares de "boquinhas" ao mesmo tempo, ia fazer de tudo para tumultuar, torpedear,  fabricar crises, criar falsos escândalos e atacar seus futuros ministros antes mesmo de assumirem. e assim vem sendo desde 28 de outubro. Bolsonaro ainda  não teve nem teve paz, em terá. Nem pôde  cuidar direito de sua saúde.É um absurdo que esteja ainda carregando sua bolsa de colostomia, 4 meses após a cirurgia na Santa Casa de Juiz de  Fora -  a quem ele não se cansa de agradecer. É um absurdo que vá com esta bolsa ao Fórum de Davos em fins deste mês.

Enfim, veio o esperado dia de sua posse em Brasília, que considero consagradora. Não cabia mais gente na Esplanada dos Ministérios. Não considero correto o cálculo de 115 mil pessoas. A impressão visual era de mais de 200 mil, talvez até 300 mil. A maioria com camisa amarela e bandeiras do Brasil, alguns cartazes e faixas. Ordem absoluta. Respeito e civismo na hora do Hino Nacional. Famílias com crianças. Seguranças além da necessidade. No Rolls-Royce havia uma metralhadora de mão numa  maleta. E o filho Carlos bloqueava as costas dos pais Jair e Michelle. Por falar nela, impecável seu traje elegante  e emocionante seu discurso em Libras,símbolo de seu amor e dedicação ao marido. Desnecessárias as críticas à quebra de protocolo: direito dela.

Em geral, no Brasil, os discursos dos presidentes empossados - inclusive o daquela pilantra negociadora da compra da refinaria de Pasadena, que tomou 4 usinas da Cemig e lhe deu prejuízos de bilhões de dólares, quase quebrando a empresa -- , nunca foram planos de governo,e sim peças de marketing e elenco de mentiras e promessas que jamais serão cumpridas. Bolsonaro foi discreto e falou o que seus eleitores queriam ouvir. Fiquei horas  em frente à TV, com minha mulher, ambos embevecidos ao sentir tanta firmeza e autenticidade. O Brasil começou a mudar diante de nossos olhos. Um dos marcos desse dia histórico foi ver aquelas pessoas de camisa amarela recolhendo o lixo o gramado, assim como fazem japoneses, chineses e coreanos nos seus atos públicos.

Pelo que ocorreu nos dois primeiros dias úteis após a posse, tende a aumentar a intolerância de parte da imprensa  (logo a Folha, tão "plural", tão dedicada a defender a democracia) tentando criticar cada ato de Bolsonaro e cada ministro. Não vão dar sossego a eles. Vão tentar envenenar a opinião pública. Devem estar sentindo falta das bandeiras vermelhas da CUT e do PT, e saudade das bobagens que Lula e Dilma falavam,e dos atos e atitudes de seus companheiros, assessores e aspones.



------------------------------



PS: Fica para outro dia o comentário sobre a escolha do deputado federal Marcelo Álvaro  Antônio como novo ministro do Turismo pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele é uma grande  esperança para o setor pelo seu DNA: filho de Álvaro Antônio Teixeira Dias, ex-vereador e ex-deputado em Belo Horizonte, com forte apoio da Região do Barreiro, da Grande BH e de Betim e Contagem. No final dos anos 50, o pai dele foi meu colega no curso de Infantaria do CPOR de BH, nos saudosos tempos do major Elcino Lopes Bragança e do nosso paraninfo, capitão Reginaldo Pimentel Marinho. Tempos em que eu era o obscuro aluno 34-Fraga (havia outro Hélio Silva), integrando o famoso "grupo dos  30": Ferreira, Geraldo Silva, Gil, Pinho, Fernando, Huberto Peixoto, Joaquim Alves Gontijo, Jaime Tobias Blay e os sempre lembrados Iramar José Toscano de Oliveira (Direito) e Jorge Alves Mansur (Engenharia).Dos 84 aspirantes a oficial em agosto de 1959, acredito que menos de 50 estão vivos. Entre os falecidos: Yalmo Gontijo, Maurício Mendes, Wady José Alan, Manfredo Paula Freire, Francisco  Sabóia, Eduardo Diniz de Souza, David Márcio Santos Rodrigues, José Luiz Veloso, João Roberto de Assis, Waldemar Paskauskas, Nedir Demas Carnevalli, José Luiz Pedersoli, Arthur Popó, Alípio de Melo, Fernando Viegas Marinho, Frederico  Faleiro Viegas e outros.


--------------

Belo Horizonte/MG - Brasil
Dia 4 de janeiro de 2019
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

Nenhum comentário:

Postar um comentário