domingo, 12 de maio de 2019

VETERANOS DA CEMIG EM ÁGUAS DE LINDOIA, MAS SEM PODER PUBLICAR SEUS NOMES

O Hotel Mantovani, com 96 apartamentos em 3 andares,mais do que um 3 estrelas comum


Pela primeira vez como aposentado na Cemig (desde setembro de 1991, após 16 anos de dedicação), tive a oportunidade de participar de um Encontrão dos empregados da maior empresa de Minas - a turma da Velha Guarda, os carregadores de piano, que ajudaram a construir a grandeza da companhia em suas usinas, subestações, linhas de transmissão, redes de distribuição urbanas e rurais, redes subterrâneas alagadas e postes encobertos pelas águas das enchentes e grandes catástrofes. Uma turma de abnegados servidores, pelos quais tenho o maior respeito - muito mais do  que por qualquer ex-presidente, ex-diretores e ex-superintendentes. Os Encontrões são organizados pela AEA/MG,  Associação dos Eletricitários Aposentados e Pensionistas da Cemig em Minas Gerais.

São pessoas movidas por um grande amor à Empresa, verdadeira devoção. Nunca imaginaram que a Cemig, verdadeiro patrimônio e glória de Minas, além de bastante lucrativa, ia passar pelo vexame de ser ameaçada de privatização por um Governo de MG desnorteado e sem diálogo com a sociedade. A grande estrela do programa de palestras em Águas de Lindóia, durante o Encontrão, foi Vanderlei Toledo, DRP dos empregados da Cemig junto à Forluz e à cúpula da Empresa. Muitíssimo bem informado, com um passado de lutas em defesa dos colegas,  e bem assessorado por  Edi Angelo, diretor da AEA/MG, ele mostrou aos aposentados a real situação política face à possibilidade de privatização, que tem de ser aprovada em votação da Assembleia Legislativa de MG.

Mas, a despeito das questões políticas, o clima da viagem foi de bastante descontração e companheirismo. Claro que qualquer casal participante gostaria de guardar cópia deste Blog, visto em 47 países, para mostrar aos filhos e netos, mas num flagrante desrespeito à liberdade de informação, o acesso à lista de nomes dos aposentados foi vetado por ordens superiores, como se a viagem fosse tão secreta que nem o FBI e a CIA poderiam saber.  Foi o predomínio da burocracia e da ignorância sobre a sensatez. Ou uma questão de inveja e despeito. Isto tem de ser contado aqui. Eu me recuso a discutir em baixo nível.


O café da manhã é farto e atende todos os paladares.

Todos os anos, os veteranos fazem um Encontrão, com camiseta alusiva. A escolhida de 2019 foi a acolhedora Águas de Lindoia, de apenas 18 mil habitantes, a menos de 10 km de Monte Sião, com suas porcelanas azuis e suas malhas e bordados.  Este ano, foram sete ônibus levando participantes de quase todas as regiões de Minas, como Zona da Mata, Triângulo, Alto Paranaíba, Sul de Minas, Vale do Rio Doce, Vale do Aço, Oeste de Minas e Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, num total de 368 pessoas,  ficando 200 no Hotel Mantovani (que superou as expectativas para um 3 estrelas) e as demais 168 no Hotel Guarany.  Durante as viagens,  duas paragens nos restaurantes da rede Graal, com os banheiros bem cuidados e os preços quase sempre caros.

Cada ônibus  teve uma Coordenadora. Só posso falar daquele no qual viajei, que foi o de Governador Valadares, cujo Coordenador foi Carlos Neri Pimenta, que demonstrou atenção, competência, presença e eficiência. Entre os passageiros, estavam 22 "Cemiguianos" de Valadares, 4 de Ipatinga, dois  de João Monlevade e os demais "agregados" de Belo Horizonte. Embarque com atraso superior a 2 horas, no Domingo de Páscoa, em frente ao Ed. Júlio Soares, Av. Barbacena 1200, no Santo Agostinho. A demora no embarque foi tanta (passando das 23h30) que um dos participantes desistiu e voltou para casa (Milton Sacramento, de BH)

Falei aos ex-colegas que pretendia publicar todos os 368  nomes, ainda que demandassem tanto espaço - mas seria uma homenagem -, porém os guias da excursão criaram todo tipo de dificuldades. O diretor do Hotel Mantovani, Rodrigo, se prontificou a me passar a relação dos hóspedes de cada ônibus, e providenciou um xerox, que me foi subtraído (apropriação indébita) por  uma "Coordenadora" incompetente e prepotente, para rimar. Eu não tinha nada tratar com tal figura inexpressiva. Ela e suas colegas se comportaram como se estivessem de férias, sem obrigações a cuidar. Não fizeram praticamente nada a não ser aproveitar o hotel. Mas ressalto a importância da participação do Cemig Saúde com algumas ações promocionais.

Vendo que as mínimas providências relacionadas com boa educação, civilidade  e bom-senso não seriam tomadas por nenhuma das tais "Coordenadoras", no último dia de viagem (sexta, 26 de abril) fui ao restaurante do hotel, pedi para chamarem o chef de cozinha Marquinhos e cumprimentei-o, juntamente com seus colegas, agradecendo o esforço da equipe de cozinha, que serviu todos os cafés da manhã, almoços e jantares de 22 a 26 de abril. Agradeci aos garçons Lucas, Giovani, Leonardo, João Paulo, Caio, Marcão, Mateus,  Valdemar, Rogério e Serginho. Escrevi de graça, por muitos anos, uma coluna assinada e com foto na página 2 do Caderno Viagem, de "O Estado de São Paulo". Eles sabiam quem sou e o que represento para a Imprensa de Turismo brasileira.

Fui também à Recepção, cuja equipe não recebeu qualquer palavra de gratidão, e lhes dei este recado, já que as "Coordenadoras" não haviam se manifestado. Aliás, elas nem devem saber que são normais, nas excursões, esses gestos de gratidão às pessoas que se desdobraram nos serviços. (Nos navios de cruzeiros, as equipes de cozinha desfilam nos restaurantes  sob aplausos de centenas de passageiros, ao som de Ó Sole Mio).

Voltando ao Hotel Mantovani: havia fotógrafo escalado para a cobertura, inclusive da missa na Igreja de N.S. das Graças, com todos vestindo suas camisetas amarelas,  mas também se esqueceu de montar nos corredores ou na Recepção um mural com suas fotos. Ou, pelo menos, deixar seu nome, endereço e telefones. Falta geral de comunicação- que era obrigação elementar das tais "Coordenadoras". Tudo feito de improviso.

Chegando a BH, esperei a AEA/MG reabrir na segunda-feira, 29 de abril, data da postagem do prometido Blog, mas ocorreu mesmo um  surto de burocracia galopante. Argumentaram que publicar nomes de ex-colegas INVADE  sua privacidade - uma  aberração colossal, burrice,  desculpa esfarrapada. Não sei lidar com pessoas incompetentes e complicadas. Tenho um nome e um conceito a zelar. Pena que só alguns nomes vão sair e começo por Aarão Levcovitz, veterano de várias viagens internacionais (inclusive um cruzeiro de barco pelo Rio Volga, na Rússia), e meus companheiros de ônibus, os também internacionais José Cesário Alvim Figueiredo e Luzia Duarte Figueiredo, já de malas prontas para viajar à Turquia e fazer voos de balão na Capadócia.


     OS POUCOS NOMES QUE FOI POSSÍVEL  ANOTAR
Acabei reencontrando nesta viagem a Águas de Lindoia José Fortunato Mendes, que foi meu ex-colega nos anos dourados do INDI - Instituto de Desenvolvimento Industrial de MG (o órgão está tão ignorado pela Imprensa mineira que até parece que foi extinto). Ao final de tantas administrações estaduais vergonhosas e  desastrosas, Minas Gerais parece estar vivendo um retrocesso interminável, um descalabro generalizado.  As tragédias nas barragens, esse crime da Vale contra o Estado e a população indefesa, são uma espécie de castigo à nossa inoperância.


Tive a oportunidade de rever no Encontrão os diretores da Alpino Turismo, Madelene Salomão Ramos e seu marido Márcio Ramos, que estão organizando uma excursão à Andaluzia, voando com a TAP de 28 de setembro a 9 de outubro, com parte  terrestre a 2.055 euros financiados, incluindo passeios e 10 refeições, e parte aérea a US$ 900 mais US$ 120 de taxas, financiados com 20% de sinal mais onze parcelas sem juros. Inscrições já abertas. Informações na Alpino, Av. Contorno 9215, sala 904, fone (31) 3215-1803. Mais detalhes em futuros Blogs.

Foi um prazer conhecer Almir Guimarães e sua esposa Leia, donos de uma cobertura bem  equipada em Cabo Frio, que alugam por temporada, recebendo inclusive outros colegas da Cemig. Tive ainda a alegria de encontrar João Cesar Nogueira e Wany de Lima; José Geraldo Diniz e Bernadete, de Sete Lagoas; João Vasco Velasco, de Uberaba; Maria Célia Guedes de Oliveira; Leonardo R. de Andrade; Antônio Afonso de Oliveira. Na turma de Uberlândia, destaque para Ivanilde Aleixo Rodrigues, José Agostinho de Souza, José Barbosa Policarpo e Elisa Cândida de Jesus. A se registrar, também, a presença marcante e encorajadora de José Humberto   e Maria Aparecida, de Uberlândia - ele em sua cadeira de rodas.

Apesar de vetada, aqui está a lista de viajantes no ônibus de Gov. Valadares, com os respectivos nomes e números das poltronas: 1) Tereza; 2) Maria Lúcia; 3) Rosimary; 4) Eunice (todas de Ipatinga); 5) Rita Magda; 6) Ivo; 7) Dirley; 8) Guiomar; 10) Maria da Glória; 11) Ruth; 12) Dilson Araujo; 14) Dorotéia; 15/16, Girano e Cristina; 17/18), Helio e Ana Maria; 19) Zuleika; 20) Marislane; 21/22), Cesário e Luzia; 25/26), Paulino e Raika; 24) o guia Carlos Néri; 29/30), João Fidélis e Ângela: 27/28), João Batista e Vera; 31/32), Geraldo e Deise; 37/38), João Luís e Elisabeth; 39/40), Hélio Ricardo e Beatriz; 41/42), Luíza Maria e Maria Leonor;  e 43, Fernando.


Aproveitando a presença da Velha Guarda da Cemig na estação termal paulista, circulou entre os visitantes um abaixo-assinado ao prefeito Gil Helou, pedindo providências imediatas para a instalação de um teleférico do centro da cidade  ao Cristo Rei, num dos pontos mais altos de Águas de Lindoía. O turismo na região  só tem a ganhar com isso. A cidade possui um Balneário bem equipado,com banhos medicinais a R$ 50, metade do que custam nas estâncias hidrominerais de Minas.


  CEMIG, VERDADEIRO PATRIMÔNIO DOS MINEIROS

 

Na Av. Barbacena 1200, em Santo Agostinho, a sede da Cemig - o Ed. Júlio Soares


Nós, veteranos da Cemig,  não conseguimos sequer assimilar essa obsessão pela privatização da Cemig, sendo tão respeitada mundialmente e tão lucrativa, e ainda (e acima de tudo) empresa-modelo do combalido setor elétrico brasileiro após o furacão Dilma, que nos levou ao fundo do poço. Imaginamos que podem ser privatizadas, de preferência, as empresas deficitárias, desorganizadas e ineficientes. Graças à sua produtividade e decantada  competência, a Cemig soube resistir a todos terremotos, vendavais e tufões, principalmente os que teve de enfrentar nos governos Lula e na calamitosa gestão Dilma, que causou prejuízos de bilhões de reais ou dólares à empresa, e praticamente lhe tomou quatro usinas que o povo mineiro ajudou a construir com sacrifícios, pagando inclusive com empréstimos do BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial. Dilma conseguiu - com sua ignorância, despreparo e incompetência - o desmoronamento e destruição do setor elétrico brasileiro, que ficou irreconhecível, quando a gente se lembra da pioneira Cemig de JK, da Companhia Força e Luz de Minas Gerais,  e de Itaipu, Furnas, Eletrobrás, Cesp, Eletropaulo, Cia. Paulista de Força e Luz, Copel, Coelce, Coelba e todas as tantas empresas arrasadas.

A Cemig é nossa, patrimônio e glória de gerações de mineiros. Reparem que, em cada cidade, a primeira presença da civilização foi do poste da Cemig, em cada loteamento,  antes mesmo da rede de água e abertura das ruas através de suas redes urbanas e rurais,e de seus programas sociais. Tudo que se entende por progresso em Minas começou pelos postes de madeira ou concreto da Cemig. Nunca imaginamos ver a Cemig loteada entre políticos e tendo uma folha paralela de protegidos petistas ganhando muito sem fazer nada. Nem nos piores pesadelos vimos a manjadíssima  Andrade Gutierrez como uma de suas donas - ela que ganhava  concorrências para construir suas usinas.
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Senti, nas conversas  com os  colegas aposentados "Cemiguianos", que eles consideram a privatização um desrespeito ao povo das Alterosas, já tão roubado pelas mineradoras. Muitos deles  são favoráveis a que os empregados se unam e se candidatem à compra da Empresa. Eles imaginam, por exemplo,que a aquisição da Cemig por investidores chineses (seu valor patrimonial é de R$ 22 bilhões) significa a perda daquilo que temos de mais valioso na Empresa - que são a Forluz e o Cemig Saúde. Ou seja, tudo aquilo que representa e assiste aos 12 mil aposentados e pensionistas, e os 5,5 mil empregados ativos. Ficaremos totalmente desassistidos - nós e nossos filhos,  netos e bisnetos.

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PS: Como decidi não preencher o formulário de avaliação do Encontrão, registro apenas que o Hotel Mantovani, com seus 96 apartamentos em 3 andares, oferece mais do que um 3 estrelas comum - com bela decoração, jardins muito bem cuidados (um show de paisagismo e bom gosto), comida muito boa e serviço de boa qualidade. Senti no diretor Rodrigo Mantovani uma grande vontade de acertar. Ele espera aumentar a presença de grupos mineiros nas estâncias paulistas - como Águas de Lindoia e Serra Negra. Os preços de roupas na região são tão baixos que a gente custa a acreditar.

Sua linda cidade, com ótimo comércio, fica a 190 km da capital de São Paulo. Estradas ótimas e bem conservadas e asfalto novo, ao contrário de Minas. Partindo de BH, o acesso é por Pouso Alegre, via Fernão Dias. Diárias a R$ 330  nos dias úteis e R$  470 nos finais de semana. Não há taxa de 10% nem ISS. Um dos destaques do hotel é seu conjunto de piscinas aquecidas, com quatro hidromassagens interligadas à piscina principal. A portaria oferece passeios a Serra Negra a R$ 20 por pessoa, e um giro pela cidade num trenzinho a R$ 15. De hora em hora, há ônibus a apenas R$ 2 para Monte Sião, cidade linda, que vale a pena conhecer.


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Belo Horizonte/MG - Brasil
12 de maio de 2019

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