quarta-feira, 25 de setembro de 2019

DEPOIS DA COSTA DO SOL E ANDALUZIA, O ESPERADO REENCONTRO NA BELA LISBOA










A luminosa e resplandescente  Lisboa me espera, e estou morrendo de saudade. Pois ela, majestosa e acolhedora, cheia de encanto e beleza, não desconfia da tremenda falta  que ela me faz. Acostumado a visitá-la ao menos duas vezes por ano, em maio e setembro, desde que começaram em 2008 os voos diretos da TAP Portugal entre Lisboa e o Aeroporto de BH/Confins, tive de interromper essas viagens em meados do 2017, em razão de duas cirurgias,uma no Hospital Madre Tereza (aneurisma da aorta) e a outra mais recente no Hospital Mater Dei Contorno (cirurgia de intestino), que o programa Cemig Saúde reserva para mim sempre que necessário, e com a competência e cuidados habituais.



Para sorte nossa, e numa feliz coincidência, está confirmada a presença de um novíssimo A339, símbolo do Airbus A330-900 Neo de última geração da TAP Portugal, levando 298 passageiros, numa viagem de 8h30, até a capital portuguesa, voo TP-104, com decolagem de BH/Confins às 17h desta próxima quinta, dia 26. Estarei passando por Lisboa na manhã de sexta-feira, dia 27,a caminho de Málaga,na Espanha, que é a porta de entrada de nossa excursão de 14 dias pela Costa do Sol e Andaluzia. O trecho será feito por um ATR 72/600 da Portugália, para 70 passageiros, voo TP-1134, decolando às 7h45 e pousando às 10h20 locais, 1 hora a mais na Espanha.

Este  programa foi organizado pela Alpino Trismo,  agência de Márcio Ramos e Madeleine para  um grupo de aposentados da Cemig, com serviços da Fred Tour (de Frederico Bauer, ex-Alitália) e operados pela Mapa Plus. Com hotéis de 4 e 5 estrelas, e uma refeição por dia no pacote Plus, além de dois espetáculos de dança flamenca com ceia, o grupo vai conhecer ou rever a Costa do Sol, Ronda, Medina Sidonia, Jerez de La Frontera, Cádiz, o histórico  Porto de Santa Maria, Sevilha, Córdoba, Granada, Valencia, Barcelona, Zaragoza  e Madrid. Passagens da TAP custando mais de R$ 5 mil por pessoa, e parte terrestre a partir de 2.150 euros por casal, financiados em 8 vezes no cartão. O grupo tem 11 casais, mais oito duplas de senhoras que sempre viajam juntas, quase sempre viúvas.


Terminado  o giro pela Andaluzia,visitando basílicas, mesquitas deixadas pelos árabes, palácios, construções históricas que são patrimônios da Humanidade - como a Torre La Giralda, em Sevilha, e praças de touros como a de Málaga - além de uma passagem pela famosa adega de Tio Pepe, e conhecendo casas de shows e danças folclóricas espanholas,  aí o grupo embarca em Madrid na manhã de 9 de outubro, tomando o voo TP-1023, num Airbus A-319, às 7h20 da manhã e pousando em Lisboa às 7h40, com  ganho de 1 hora no fuso horário,  e fazendo a conexão para o voo TP-103, às 10h, novamente no excepcional Airbus A330-900 Neo, com destino ao Aeroporto de BH/Confins, com pouso previsto para 15h30, hora nossa.



Meu destino será diferente: despedida dos colegas na chegada a Lisboa,  tomar um táxi para o Hotel Mundial, onde temos reserva de um apartamento duplo no 9º andar,  com sacada e  vista geral para a Praça Martim Moniz, e vista do Castelo de São Jorge no alto da montanha  à nossa direita. Lisboa nos espera e vamos nos esbaldar. Com certeza, Bernardo Mesquita vem do Porto para nos encontrar, e participar de reunião da cúpula da rede  hoteleira Vila Galé. O velho amigo Nuno Sardinha, dos Cassinos do Estoril e Lisboa (este no Parque das Nações) vai nos encontrar com sua esposa Beatriz. Havendo condição, um casal amigo deve vir de Funchal,  capital da Ilha da Madeira: Isidro Pita e Jacinta, do Hotel Vila Galé Santa Cruz. Eles têm 3 filhos, e as duas moças são encantadoras. A família é muito envolvida com o turismo, e Isidro já nos acompanhou (um guia competentíssimo) em três visitas à Madeira, a ilha da minha paixão

E minhas queridas amigas, as três Marias da loja Mundo das Malhas, estarão nos esperando para o reencontro tão aguardado por nós. Elas se chamam Maria Helena, Maria Fernanda e Maria Elizabete. O dono da loja é Carlos Augusto, brasileiro de Niterói radicado em Portugal há vários anos. As três são nossas amigas fiéis há mais de 15 anos. Conhecem a história do Menino Valente e tudo que aconteceu na nossa vida. Acompanham por fotos o crescimento dos netinhos. São como a nossa família em Lisboa.
                  UMA CASA PORTUGUESA, COM CERTEZA

Nos tão distantes anos 50, quando a maioria de meus leitores nem era nascida, eu já amava Portugal de longe. Era um rapaz de 15 anos,  cheio de sonhos na cabeça, e o rádio era uma das escassas formas de comunicação com o mundo. Havia três rádios muito fortes em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, no Sudeste brasileiro: rádios Mineira, Guarani e Inconfidência. Nem existia ainda a Rádio Itatiaia, que através dos anos se tornou um império de qualidade, poder e prestígio. Nas rádios antigas, fazia sucesso uma música da cantora lusitana Esther de Abreu: Uma Casa Portuguesa, com certeza,

Dizia assim: -"Numa casa portuguesa fica bem / pão e vinho sobre a mesa /e se à porta humildemente bate alguém /senta-se à mesa com a gente. / Fica bem esta franqueza, fica bem /que o pobre nunca desmente  / pois a alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente. / Quatro paredes caiadas, um cheirinho de alecrim/ um cacho de uvas douradas,quatro rosas num jardim;/ /um São  José de azulejos sob um sol de primavera; / uma promessa de beijos, dois braços à minha espera; /é uma casa portuguesa,com certeza /com certeza é uma casa portuguesa". Eu cantarolava isso enquanto trabalhava como balconista no armazém de meu pai, na Rua Platina com Monasita (hoje Dr. Gordiano), na divisa entre Prado e Calafate.

As sucessivas notas 10 em Português, Geografia e História, e suadas notas 4 em Matemática, Física e Química, no Colégio Santo Agostinho (de padres espanhóis) talvez indicassem um possível jornalista anos adiante, antes de fazer o vestibular em Direito da UFMG  já nos anos 60. Antes de conhecer o mar e as praias do Rio, eu já me imaginava em Lisboa e outros recantos de Portugal, como Fátima, Óbidos, Nazaré e Batalha. E hoje, depois de completar 97 países visitados, confesso essa paixão viva  por Portugal em primeiro lugar, e a Itália em segundo, por ter me casado com uma filha de italianos, cujo sangue corre nas veias de meus 4 netos.

Não estou fazendo História, mas contando pedaços de uma vida já longa, com a graça de Deus - eu que imaginava morrer aos 50 anos, numa Redação de jornal, em frente a uma máquina de escrever Remington, como aconteceu com colegas meus - Felipe Drummond, Wander Moreira, Alberto Cunha, Waldir Lau e outros, já nos anos 60 e 70. Jornalismo, quando vivido intensamente, sem pensar em horas extras ou compensação  financeira (ganhei sempre salário de fome) mata rápido e traiçoeiramente, na tocaia dos derrames, infartos e AVCs.   

Aqui estou eu, aos 82 anos, não tão lépido e fagueiro como esperava, mas agora bem de saúde (finalmente!) e tremendamente beneficiado pelo bom Deus, que me deu esses anos extras através do marcapasso, para curtir bem os netinhos e levá-los a passear.

                       PESQUISANDO OS  HOTÉIS  DE LISBOA
 

Em Lisboa, minha casa portuguesa com certeza  se chama Hotel Mundial há mais de 20 anos, na Praça Martim Moniz 2, em pleno centro histórico. Mas cheguei a ele após longa pesquisa. São mais de 30 viagens, sendo duas pela Varig, a convite, e as demais pela antiga Transportes Aéreos Portugueses, quase sempre pagando (tenho mais de 220 mil milhas). Sou do tempo dos Boeing 707 e Lockheed Tristar com pintura antiga. Lembro-me da velha TAP acomodada, quase burocrática, e reconheço sua grande fase atual, após a privatização em 2015 (David Neeleman da Azul à frente). A TAP está se agigantando e acaba de completar 100 jatos, sendo nove deles A339 (o novíssimo Airbus A330-900 Neo) e dois novos A321 Long Range, que permitem voos diretos a Newark, Boston, NY e Washigton DC, e de Lisboa a Salvador, Recife, Fortaleza, Natal etc.

Voltando ao Mundial:  eu acompanhei o prédio em que nasceu no começo da Praça da Figueira, e  foi anexando novos terrenos naquela curva à sua direita.  O prédio, sempre com 9 andares, completou 360 apartamentos, com presença maciça de brasileiros, e também latinos em geral, escandinavos, franceses, italianos,  alemães e europeus do Leste. Através dos anos, me hospedei em vários outros hotéis: Sheraton, Ritz Intercontinental, Méridien, Tivoli, Pestana, Palace, Altis, Eduardo VII, Olissipo, Sana Malhoa, Vip Eden, Vip Executive, Dom Pedro, Vila Galé Ópera etc. Conheci o Mundial no começo dos anos 80, e a boa impressão foi tão forte que se tornou hotel definitivo. Sempre pagando, é preciso que se diga. As diárias, que variavam de 80 a 85 euros, estão agora na faixa dos 115, e o hotel vale. Podia até cobrar mais caro. Localização perfeita, perto de tudo, como do sistema de metrô.


                   HÁ TRÊS MARIAS QUE NOS ESPERAM 

Depois desta passagem pela Costa do Sol e Andaluzia, quero apenas rever e revisitar o que já conheço em Lisboa: Alfama e casas de fados, Estação de Santa Apolônia, Praça do Comércio e Terreiro do Paço, Cais de Cacilhas, Arco da Rua Augusta, Rossio, Restauradores, Avenida da Liberdade, Praça do Marquês de Pombal, o belo e bem cuidado Parque Eduardo VII, shopping Amoreiras, Rua Áurea, Rua da Prata, Rua dos Fanqueiros com a famosa loja Pollux, de porcelanas Vista Alegre - esta rua é famosa por suas lojas de roupas.

Nossa primeira  ação, logo após o café da manhã no  Mundial, é visitar a loja Mundo das Malhas, toda azul, na Praça da Figueira 13-A, onde estão as Três Marias, nossas maiores amigas em Lisboa - finas, educadas, atenciosas e que conheceram mais do Brasil através de nós. Maria Helena, Maria Elizabete e Maria Fernanda já fazem parte de nossas melhoras lembranças. São fãs do artesanato brasileiro. Já sabem que, se  vierem um dia a Belo Horizonte,vão ficar em nossa casa.

Embora sejam apenas dois dias desta vez (9 e 10 de outubro), claro que vamos ao Parque das Nações (estação Oriente) para  a indispensável visita ao Hipermercado Continente, com preços imbatíveis nos quesitos de vinhos do Porto, azeites extra virgem, queijos da Serra da Estrela e vinhos finos do Alentejo, Douro, Dão, Minho e outras regiões. De volta ao Rossio, vamos descer do  metrô na estação de São Sebastião, para acesso à loja de departamento El Corte Inglés, sempre cheia de novidades: roupas finas, moda esportiva, perfumes, brinquedos, vinhos, alimentos em  geral. O turista tem direito à devolução do imposto IVA, processando no aeroporto  os formulários na volta ao país de origem.

Claro que vamos à fábrica dos pastéis de nata, ou de Belém, nome do bairro, com bondinho na porta, na região onde está a mais  bela construção de Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), boa chance para revisitar a histórica Torre de Belém, o Monumento aos Descobridores Portugueses, a Ponte 25 de Abril no bairro Alcântara, região que é também terminal de cruzeiros marítimos.

Visita garantida também aos restaurantes enfileirados na Rua das Portas de Santo Antão, perto do Teatro Dona Maria I. Na nossa opinião, o melhor bacalhau à Lagareiro está no restaurante Inhaca, no lado direito da rua, para quem vem do Hotel Mundial ou da Praça Dom Pedro IV (Restauradores). O preço é ligeiramente mais caro do que na concorrência, mas o serviço é melhor do que nos restaurantes Torremolinos, Santiago, Milano, O Churrasco, Ramiro e outros.

Outro programa garantido: ir de metrô ao Cais do Sodré e comprar bilhete no trem para Cascais e  Estoril, que corre à beira-mar e sai de 20 em 20 minutos. Entre as atrações de Cascais, estão uma feira de toalhas portuguesas bordadas à mão e as sardinhas na  brasa com vinho branco Planalto. Mas,se o turista vai de cerveja, pode escolher entre a Sagres, patrocinadora do campeão Benfica, ou a Super Bock, que patrocina o F.C. do Porto (Dragão), que é o time de meu coração em Portugal. Aqui, eu tenho time até na Terceira Divisão, que é o Leixões que tem entre seus benfeitores meu querido amigo médico Henrique Gil da Costa, ilustre morador da Cidade do Porto. Henrique e sua esposa Júlla, companheiros de cruzeiros marítimos, que me deram o melhor presente de 80 anos: vir de Portugal a Belo Horizonte exclusivamente para participar de uma festa íntima.  Isto vale mais do que ouro. A amizade,quando verdadeira, se transforma numa joia preciosa.

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PS: O próximo blog, que minha filha vai postar em 04 de outubro, fala sobre o voo inaugural da Azul Linhas Aéreas para Fort Lauderdale, na Flórida, confirmado para 16 de dezembro. Previsão de que a aeronave escolhida seja o A339 - Airbus A330-900 Neo. Decolagens de BH/Confins às segundas, quartas e sextas-feiras, com serviços de classe executiva, Economia Premium e tarifa econômica básica. Informações e reservas pelo 4003-1182.  Já que perdemos em definitivo (governo mineiro imprestável, desatento e omisso ) os voos regulares da American Airlines entre BH e Miami, esta ligação para Fort Lauderdale merece apoio de todas aquelas entidades que dizem (ou fingem) trabalhar pela recuperação do Turismo em Minas Gerais. O voo internacional é mais uma prova que a Azul acredita e confia em Minas, tanto que lidera, disparada, as estatísticas no Aeroporto Internacional de BH/Confins. Está na hora de termos voos da Azul também para Buenos Aires, Santiago do Chile e  Montevidéu.

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Belo Horizonte/MG - Brasil
25 de setembro de 2019
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

Email: hfraga,rmj@gmail.com

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