terça-feira, 7 de janeiro de 2020

EM COPACABANA, A MAIS BELA VIRADA DO ANO


Explosão dos fogos em Copacabana, uma sucessão de belíssimas imagens


Entramos em 2020 como se nossas baterias foram recarregadas a um só tempo, renovando nossa fé interior e as esperanças de cada coração.  Parece que, antes mesmo da meia-noite de 31 de dezembro, na despedida de 2019,  o clima da maravilhosa comemoração do Réveillon na praia de Copacabana, no Rio, nos contagiou por antecipação e se criou um vendaval de otimismo. Se o ano passado foi animador, em termos da recuperação do Brasil - moral, ética, institucional e financeira -, 2020 será melhor ainda. E todos devem estar bem preparados - que cada um de nós ajude como puder.

Foi com este espírito que saí de casa rumo ao clube  Minas II, nas Mangabeiras, onde ganhamos por sorteio uma mesa em frente  ao palco, na área gramada, com alimentos e bebidas por conta dos sócios premiados. Éramos seis: os avós, a filha, o genro e os dois netos gêmeos de 11 anos. Que bom estarmos juntos e unidos, mais uma  vez. O Minas Tênis Clube fez mais uma  festa de gala, organizadíssima, com a classe de sempre. E muita gente, como nós, não sabia que no começo da madrugada ia se apresentar a bateria premiada da Mocidade Independente de Padre Miguel, com suas passistas.

Desta vez, o show de fogos foi modesto e mais curto, se comparado com anos anteriores. Como voltei para casa antes de 1h30 da madrugada, doido para ver na TV  a repetição das imagens da virada do ano em Copacabana,  acabei perdendo a bateria e suas dançarinas. Me disseram depois que eram mulatas tipo exportação, dignas de figurar nas "Certinhas do Lalau", do saudoso Stanislaw Ponte Preta. Ao sair do Minas II,  tinha comigo a certeza de que foi uma das mais belas festas do clube, festeiro por natureza. Público imenso superlotando suas dependências. Gente alegre, animada, de bem com a vida. Todo mundo parecendo feliz de verdade e não fingindo uma alegria falsa . Havia felicidade no ar.

Voltemos então a Copacabana: vi e revi tudo que foi regravado, e acredito que foi a melhor e maior de todas as viradas do ano, digna de ser considerada a número 1 do mundo - que me desculpem Times Square em NY, Trafalgar Square em Londres, Champs-Elysées e Arco do Triunfo em Paris, o  Coliseu de Roma e a Porta de Brandemburgo em Berlim. O Rio deu um show de bola, parecia até estar comemorando o título mundial que perdeu para o Liverpool. Os cariocas estavam realmente eufóricos, trocando beijos e abraços, estourando espumantes, na maior confraternização.

Segundo a Riotur, 1.750 mil turistas estiveram presentes, 70 por cento deles brasileiros de todos os cantos do país. A rede hoteleira esteve próxima dos 100% de ocupação. No total, a orla marítima recebeu 2,9 milhões de pessoas, segundo a Globo, ou 3 milhões, pelos cálculos da Band News. Acredita-se que o público mais realista seja de 2,8 milhões. 

Algumas cenas do Réveillon Carioca de 2020 são inesquecíveis. Imagens de arrebentar, de perder o fôlego. O maravilhoso espetáculo de fogos durou exatos 14 minutos, e foram gastas 16,9 toneladas de foguetes de todos os tipos e potências. Os fogos foram disparados de 10 balsas, estrategicamente colocadas, e as imagens foram retransmitidas por sete telões. Havia também 16 torres de comunicação com sonorização. A PM carioca a instalou 30 torres para o controle da multidão. Uma das mais belas imagens da noite foi esta aqui abaixo: fachos de luzes azuis sobre a figura do Cristo Redentor, e seu contraste com os fogos explodindo em Copacabana, que parecem muito mais próximos do que na realidade.

Os quatro palcos para exibição de artistas e conjuntos musicais foram assim instalados: palco 1, no Leme, perto da Rua Anchieta e não muito distante do Hotel Hilton, que foi o antigo Le Méridien Copacabana e ex-Windsor Atlântica;  o posto maior e principal, em frente ao Belmond Copacabana Palace, na altura da Rua Rodolfo Dantas, onde se apresentaram os artistas mais famosos; palco 2, próximo do Hotel Marriott, na altura da Rua Figueiredo de Magalhães; e palco 3, próximo dos hotéis Pestana Rio Atlântica e Rio Othon Palace, perto da Rua Bolivar, no Posto 5. Os shows foram das  19h até 3h da madrugada. Vários cantores e bandas se apresentaram, como Diogo Nogueira, Ferrugem e Allyrio Mello. O fim da festa, no palco central, teve a bateria da Mangueira com seus passistas e mulatas esculturais. (Detalhes da festa trazidos pelo amigo e colega do Minas II, Paulo Castanheira, que estava lá com toda a família).


Os 4.500 metros de extensão da Av. Atlântica, desde o Caminho dos Pescadores até o Forte de Copacabana, no Posto 6, foram totalmente tomados pela multidão, que transformou trechos da praia  em propriedade privada, com  tendas protegidas por cordas, o que é ilegal. Para cuidar da segurança, a PM do Rio utilizou 112 viaturas e 2.049 policiais. Equipes da Guarda Municipal utilizaram 531 pistolas de eletrochoque para coibir pequenos delitos. Para o patrulhamento de trânsito e ações de fiscalização, a Guarda Municipal utilizou ainda 1.774 agentes e 122 carros e motos. O trânsito contou ainda com 700 agentes da Prefeitura, 45 viaturas e 40 motos. A multidão presente teve acesso a 800 banheiros químicos. O Rio se esforçou pacas para dar conta de tantas tarefas.


Entrei em 2020 acreditando que o Brasil vai superar todos os seus problemas, a começar pelo fim do drama dos milhões de desempregados, maldita herança de administrações passadas. Esperamos, todos nós, que os políticos sejam menos desonestos e parem de roubar o país. O dinheiro desviado para o  caixa das  empreiteiras corruptoras e seus parceiros tem de ser recuperado e aplicado na  segurança pública, no reaparelhamento dos hospitais e postos de saúde, no saneamento básico, na educação, nos programas de defesa do meio-ambiente e na correção de todos esses desequilíbrios. O  povo brasileiro custa a acreditar que o Supremo Tribunal Federal um dia estará a serviço dos cidadãos, dos estados e dos municípios falidos, e não defendendo corporações, afilhados políticos e criminosos do colarinho branco. E que haja, de fato, reforma política e administrativa.Que magistrados parem de vender sentenças e libertar presidiários que realmente roubaram do povo - então, voltem para a cadeia, e depressa, porque já causaram danos demais ao pais. Têm penas a cumprir, e a partir da segunda instância - não como o STF erradamente decidiu.

Florianópolis, a explosao de fogos no alto da Ponte Hercilio Luz


          APRENDENDO A FAZER FESTA COM O RIO



Parece que os brasileiros estão aprendendo a passar o Réveillon fora de seu endereço residencial.  Com o dólar e euro tão  supervalorizados, fica difícil pensar em Nova York, Paris, Londres, Roma, Berlim,  Bruxelas, Amsterdam, Miami e Orlando.  Mas dezenas de mineiros optaram por viagens pelo Brasil mesmo  e foram curtir a virada do ano na Bahia, Praia do Forte, Recife, Olinda, Alagoas, Jericoacoara,Cumbuco, Praia de Touros-RN, Olivença, Ilhéus,  Porto Seguro, Arraial d"Ajuda, Trancoso,  Pantanal, Cataratas do Iguaçu, Amazônia e Belém do Pará.

Vários Estados comprovaram que aprenderam a comemorar o Réveillon à moda do Rio - como foi demonstrado fartamente pelas emissoras de TV: a cascata de fogos do alto da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, depois de passar 30 anos interditada; a beleza da festa na orla de Camboriú, com seus prédios altíssimos; a  categoria da passagem de ano no Farol de  Salvador, comandada pela agitadíssima  Ivete Sangalo;  a cascata de fogos em  Fortaleza, na Praia de Iracema; a espetacular celebração da virada na praia da Boa Viagem, e em Olinda e no centro histórico de Recife; e a qualidade das festas em Brasília, Vitória, Goiânia, Palmas, Belém, Maceió, Natal, Campo Grande, São Luís e outras grandes  cidades. 

O Rio fez escola. Ensinou o Brasil a fazer uma virada de ano com estilo e sem medir gastos. Quem não pode viajar comemora em sua própria  cidade. E tem esse direito, com pagador de impostos.


Estranhei muito que a Rede Globo, que não se cansa de repetir que tenta ser cada vez mais mineira, não tenha feito qualquer divulgação dos fogos do Réveillon na orla da Pampulha, em Belo Horizonte, por serem patrocinados por uma emissora concorrente. Mas,  para não deixar BH  esquecida na competição nacional, a Globo podia ter transmitido pedaços da linda festa do Minas II, nas Mangabeiras,  e mostrar a beleza e intensidade dos fogos no Aglomerado da Serra, a maior favela da Capital mineira, rivalizando com os bairros considerados mais ricos - como Belvedere, Savassi, Lourdes, Santo Antônio, Anchieta, Serra e Carmo-Sion.
Pampulha, o show de fogos promovido pela TV Alterosa
Parabéns à antiga TV Alterosa por manter,  já por 30 anos, esta comemoração do Réveillon na orla da Pampulha, reunindo milhares de pessoas, vindas de outros Estados e municípios do Oeste mineiro, da Zona da Mata, da Zona Metalúrgica e da Grande BH. O espetáculo de fogos durou 12 minutos,, com oito plataformas de disparos, sendo  quatro fixas e quatro flutuantes, próximas da Igreja de São Francisco de Assis, Praça de Iemanjá,  Av. Octacilio Negrão de Lima e Museu de Arte. Em vez da habitual pressa de desmontar todas as estruturas de decoração na cidade, assim que chega o Dia de Reis (hoje), seria muito bom se a iluminação da Praça da Liberdade fosse mantida intacta, pelo menos até o final de janeiro. Um problema fácil de resolver, porque contamos com a qualidade, competência e eficiência da Cemig, orgulho e patrimônio do povo mineiro. 

A gente sabe que a Prefeitura de BH não tem intenção de prolongar a festa.

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Neste 2020 que começou, faço votos de que haja uma grande dose de fé e esperança no coração de todos os brasileiros, e desejo a cada leitor deste blog tudo do  melhor: muita luz e paz, muita saúde, muita união e fraternidade, corações abertos e mãos estendidas em diálogo e solidariedade - e que Deus nos mantenha juntos por muitos anos  mais.


NOVO AIRBUS A321NEO: VIRACOPOS E SALVADOR

Com 214 poltronas, o Airbus A321neo vai operar as rotas nacionais de maior demanda


Uma grande notícia  nesta primeira semana de 2020: a Azul Linhas Aéreas lançou uma nova rota entre  Viracopos-Campinas e Salvador da Bahia. O novo equipamento será o Airbus A321neo, o mesmo jato que a TAP vai colocar nas rotas entre Lisboa e as principais capitais do Nordeste - como Fortaleza, Salvador, Natal, Recife e Belém.  O A321neo também  vai operar o novo voo direto de Lisboa para o Brasil, rumo a Maceió, começando em meados de junho. O avião da Azul tem corredor único - portanto, lugares ABC  na fila direita (em relação à  cabine de comando ) e DEF no lado esquerdo.

Na versão da Azul, são 214 passageiros por voo, com mais espaços entre as poltronas e uma TV miniatura no verso de cada poltrona, e ainda mais opções de canais de TV  (inclusive futuras imagens diretas) e internet wi.fi a bordo. Promessa do presidente da Azul, John Rodgerson, e seu vice-presidente de Receitas, Abhi Shah.

O A321neo decola de Viracopos às 16h55, voo AD-2576, pousando no Aeroporto Internacional de Salvador às 19h20, uma hora a mais do que  em Brasília. O voo de retorno, com o número AD-2577, parte da capital da Bahia às 20h20 locais em direção a Campinas-SP. Como  nos demais voos da Azul dentro do Brasil, bebidas com cerveja, vinho, refrigerantes e sucos são servidos de graça, e água mineral à vontade - o que a diferencia das concorrentes Latam e Gol.

A Azul, que programou 40 mil voos extras nessas férias de verão,  opera habitualmente 854 voos por dia, para 116 destinos (são 225 rotas), e planeja trazer 13 modelos A321neo da fábrica da Airbus em Toulouse, no sul da França, para utilização nas rotas brasileiras de maior demanda. O próximo A321neo chega em 2 meses. Sua frota atual é de129 aeronaves. A empresa criada por David Neeleman, com oito anos de operação, tem 11 mil empregados.

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Belo Horizonte-MG, Sudeste do Brasil
Dia 6 de janeiro de 2020
Editor - Hélio Fraga
Postagem e edição - Ana Cristina Noce Fraga

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